28/10/2023
Somos professores, somos iguais.
Somos iguais, mas alguns decidem escutar o silêncio de um olhar atento.
Somos iguais, mas alguns escutam Jazz com as crianças.
Sim, somos iguais, mas alguns fazem muitas perguntas para si, ao final do dia.
Somos iguais, porém, alguns decidem oferecer colo quando uma criança se decepciona.
Sim, somos iguais, mas alguns acolhem o choro quando uma saudade aparece.
Somos professores, somos iguais, mas alguns têm curiosidade pela cultura local.
Somos professores, somos iguais, no entanto, alguns olham para os caminhos possíveis diante dos desafios.
Somos iguais, porém, alguns compreendem sobre o ritmo natural do desfralde, do desmame, da aprendizagem da leitura e escrita.
Somos professores, somos iguais, porém, alguns assumem uma relação de atenção às necessidades das crianças, sem práticas baseadas em imposições.
Somos professores, somos iguais, mas alguns registram os abraços das crianças.
Somos professores, somos iguais, mas alguns refletem sobre suas próprias práticas.
Somos professores, somos iguais, porém, alguns olham com olhar de admiração para o trabalho de outros.
Somos professores, somos iguais, contudo, alguns olham para a troca de fraldas como um momento de estreitamento de vínculos.
Somos iguais, mas alguns buscam suas redes, seus grupos, seus apoios, para não viverem uma docência solitária.
Somos professores, somos iguais, porém, as escolhas mudam conforme as prioridades. Conforme a imagem de criança, de docência e de educação que construímos.
Texto de: Simeia Goularte
Outubro de 2023