10/12/2019
Pesquisas comprovam os benefícios da jardinagem
Uma das pesquisas recentes revela até que cuidar das plantas pode ser ainda mais valioso que meditação!
Mais que um simples hobbie, a prática da jardinagem proporciona benefícios físicos, emocionais e até espirituais
Mais que um simples hobbie, a prática da jardinagem proporciona benefícios físicos, emocionais e até espirituais
Na música Meu Jardim, de Vander Lee, o refrão diz: “estou podando meu jardim / estou cuidando bem de mim”. Talvez essa seja uma boa referência do sentido terapêutico da jardinagem, afinal vários estudos apontam os benefícios dessa prática, tanto para o corpo quanto para a mente.
Uma pesquisa recente revela até que cuidar das plantas pode ser ainda mais valioso que meditação, já que a atividade integra a atenção de forma plena, validando os sentidos da contemplação, buscado pela ação de aquietação da mente.
Um estudo da Universidade de Bristol aponta que o contato com a terra produz serotonina e um outro vai além, já que mostra que o contato diário com as flores fornece até sete anos a mais na expectativa de vida.
O controle dos níveis de ansiedade e estresse e a contribuição para o bom humor são resultados de uma outra pesquisa, que comprova que cuidar das plantas é uma atividade pra lá de saudável. Segundo ela, as sensações que as plantas passam através da ressonância fornece energia positiva, estimulando todos os sentidos.
Teorias não faltam e a prática parece atestar todas. Pelo menos no caso de Cleo Neves é exatamente assim. Quem conhece a jornalista de Rio Preto pode confirmar: para ela não faltam bom humor, leveza e alto astral.
Cleo ama receber visitas e exibir seu jardim, que possui uma série de espécies de plantas e flores, cuidadas por ela, religiosa e diariamente. A paixão surgiu ainda na infância, quando frequentava comunidades japonesas, onde passava horas nas plantações de frutas, hortaliças e flores. Além disso, a herança também é genética, já que sua mãe também exercia a arte de plantar e colher.
A jornalista começou seu cultivo particular aos 19 anos e hoje, aos 65, ainda se encanta com a atração das abelhas, pássaros, borboletas, “e com a magia de ver o nascimento, o prazer de vê-las crescendo, se multiplicando...”.
Lírio da paz, lírio de São José, ora-pro-nóbis, alpíneas, helicônia, patas de elefante, rosas, rosas do deserto, hibisco, bromélias, gerânio, orquídeas, mini orquídeas, romãs, pitanga, alecrim, lavanda, mirra, cactos e arruda são algumas espécies do extenso jardim de Cleo.
Para ela, a prática meditativa das plantas permite a viagem ao seu mais íntimo pensamento e o acesso às mais doces lembranças, “inclusive das pessoas que me presentaram com as sementes, ramas e mudas. É a forma que encontro de orar e agradecer a riqueza da vida e buscar novas energias”, completa.
Plano terapêutico
Na Terapia Ocupacional, a jardinagem e o cuidado com as plantas não se resumem a passatempo e são utilizados como recurso terapêutico. De acordo com a terapeuta ocupacional Ana Carolina Pereira de Carvalho, há um plano estratégico por trás da atividade para tratar cada sintoma dos pacientes e são analisados todos os aspectos do ambiente, como texturas, temperaturas, tipos de plantas, etc.
Nesse processo, podem ser trabalhadas questões como memória (lembrar de aguar a planta, quantidade diária, texturas), sensibilidade tátil, estimulação sensorial, força (segurar o vaso, forçar para fazer perfurações para o plantio, motricidade fina), destreza (segurar as ferramentas, sementes), autoestima (despertar o bem estar de estar em um ambiente agradável), etc.
“Visando o paciente como um todo, ou seja, olhando para seus aspectos emocionais, sociais, psicológicos, biopsicossociais, a prática traz melhora no desequilíbrio apresentado”, afirma Ana Carolina.
Referência:
https://www.diariodaregiao.com.br/_conteudo/2018/08/vida_e_estilo/hobbies/1119157-pesquisa-revela-os-beneficios-da-jardinagem.html
Saiba Mais: https://bit.ly/JardinagemSimplesAssim