Hortolândia tem Angola

Hortolândia tem Angola Página da Escola de Capoeira Angola Resistência em Hortolandia/ SP/ Brasil sob liderança de Mestre Léo Lopes

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Meu Corpo Dança com Memória Ancestral com Mãe Dango & Casa do Arco Íri...
24/04/2025

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Meu Corpo Dança com Memória Ancestral com Mãe Dango & Casa do Arco Íris - Inzo Hongolo Menha - Fotos por Mariel Marini
Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), apoiado pela Prefeitura Municipal de Hortolândia e realizado pelo Ministério da Cultura Governo Federal
Idealização e realização: Mestre Léo Lopes - Escola Resistência Hortolândia/SP/Brasil.
Secretaria de Cultura de Hortolândia Dango Hongolo Mãe Dango
Escola de Capoeira Angola Resistência

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Catira com Mestre Chiquinho e Grupo Pioneiros do Catira - Fotos por Ma...
24/04/2025

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Catira com Mestre Chiquinho e Grupo Pioneiros do Catira - Fotos por Mariel Marini
Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), apoiado pela Prefeitura Municipal de Hortolândia e realizado pelo Ministério da Cultura Governo Federal
Idealização e realização: Mestre Léo Lopes - Escola Resistência Hortolândia/SP/Brasil.
Secretaria de Cultura de Hortolândia Escola de Capoeira Angola Resistência Léo Lopes
Escola de Capoeira Angola Resistência

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Samba de  Roda com Mestre Topete - Fotos por Mariel Marini  Projeto co...
24/04/2025

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Samba de Roda com Mestre Topete - Fotos por Mariel Marini
Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), apoiado pela Prefeitura Municipal de Hortolândia e realizado pelo Ministério da Cultura Governo Federal
Idealização e realização: Mestre Léo Lopes - Escola Resistência Hortolândia/SP/Brasil.
Secretaria de Cultura de Hortolândia Escola Resistência Léo Lopes Topete Capoeira Resistência
Escola de Capoeira Angola Resistência

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Roda de Capoeira com Escola de Capoeira Angola Resistência - Fotos por...
24/04/2025

I Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais - Roda de Capoeira com Escola de Capoeira Angola Resistência - Fotos por Mariel Marini
Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), apoiado pela Prefeitura Municipal de Hortolândia e realizado pelo Ministério da Cultura Governo Federal
Idealização e realização: Mestre Léo Lopes - Escola Resistência Hortolândia/SP/Brasil.
Secretaria de Cultura de Hortolândia Escola Resistência Léo Lopes Escola de Capoeira Angola Resistência Mariel Marini

Programação da 1ª Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais Hortolândia reúne fazedores da cultura tradicional Grupo...
12/04/2025

Programação da 1ª Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais
Hortolândia reúne fazedores da cultura tradicional
Grupos e pessoas que vivem a cultura tradicional cotidianamente.
Venha fazer parte desse encontro!

Mostrando na prática que as  Artes Plásticas são de domínio das Culturas e Tradições  Populares, Marcos Eugênio é um art...
08/04/2025

Mostrando na prática que as Artes Plásticas são de domínio das Culturas e Tradições Populares, Marcos Eugênio é um artista Plástico Afro brasileiro que constrói uma trajetória singular onde arte, educação e impacto social se entrelaçam. Autodidata de formação, transformou curiosidade em expertise, dominando técnicas que vão da delicadeza da pintura em louça à expressividade do entalhe em madeira e gesso. Sua história, transcende o ateliê: pois é nas comunidades periféricas que sua vocação ganha força, usando a arte como ferramenta de empoderamento e inclusão.
Iniciou sua carreira em Porto Ferreira (SP), onde aprimorou a pintura em louça – ofício que logo se expandiu para telas, entalhes em MDF e experimentações em múltiplas mídias. Participou ativamente do cenário cultural paulista, integrando o Mapa Cultural do Estado de São Paulo. Marcos é Arte Educador nas Formações Culturais da Secult Hortolândia atuando em diversas comunidades. E é artista expositor e Arte Educador convidado de nossa I Mostra de Culturas Tradicionais.

03/04/2025

Mestre Chiquinho & Grupo Pioneiros do Catira convidam...
1ª Mostra Hortolandense de Culturas Tradicionais
Uma noite inesquecível de valorização dos saberes e tradições culturais de nossa gente!
Venha prestigiar as apresentações, exposições e vivências com a Escola de Capoeira Angola Resistência, o Grupo Pioneiros do Catira, Casa do Arco Íris Hongolo Menha e convidados.
Dia: 12/04
Horário: 18h às 21h
Local: Escola de Artes Augusto Boal
Rua Casemiro de Abreu, S/Nº Jd Amanda II (Em frente a Lagoa)
*Atividade com mediação em Libras
Não perca essa oportunidade de imersão na memória viva, na força e resistência das culturas tradicionais !
Fique atent@ as próximas publicações com mais detalhes.

*Projeto contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), apoiado pela Prefeitura Municipal de Hortolândia e realizado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.

CAPOEIRA E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (ou reminiscências de um racismo velado)A Capoeira no contexto da sociedade globalizad...
21/01/2025

CAPOEIRA E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
(ou reminiscências de um racismo velado)
A Capoeira no contexto da sociedade globalizada vem se tornando um importante meio de sustentabilidade econômica de um grande contingente de pessoas, o que torna cada vez mais comum encontrarmos indivíduos das mais diversas origens sociais mantendo-se através de iniciativas próprias ou de trabalhos realizados em órgãos públicos ou privados na área cultural, social, educativa, de turismo e ou desportiva, dentro e fora do Brasil. Este crescimento no campo de trabalho d@s capoeiristas têm representado um ganho valioso dentro da luta histórica pela superação dos preconceitos em relação a esta pratica cultural de origem africana no Brasil e no mundo. Por outro lado, este mesmo fenômeno de expansão traz consigo em muitos casos a herança da negação, da omissão e do desrespeito.
Uma das grandes questões atuais diz respeito à construção da ideia de uma Capoeira livre de seus elementos místicos e religiosos, num projeto político velado que visa à exclusão dos elementos representativos da religiosidade de matriz africana. O que se resumiria objetivamente numa Capoeira livre de sua africanidade.
Com a liberação da Capoeira e outras praticas culturais negras durante o Estado Novo na década de 30 dos milenovecentos, diferentes rumos foram tomados na luta pela preservação da Capoeira, a categorização da mesma dentro da lógica esportiva foi o germe da ideia de uma Capoeira livre de sua religiosidade. O levante da Capoeira Angola com personalidades como Mestre Pastinha, M. Noronha, M. Totonho de Maré, M. Aberrê, entre tantos outros, foi com certeza o que preservou muitos destes elementos que ainda hoje se deseja o aniquilamento.
Em pleno século XXI, com todos os avanços tecnológicos que temos alcançado é importante perceber a velocidade com que o mundo caminha e produz mudanças nas praticas culturais populares através da lógica de mercado. Podemos observar que este movimento tem crescido consideravelmente no que diz respeito à Capoeira com o ingresso de aulas principalmente em instituições assistenciais de orientação católica e protestante, o que nos aponta para a necessidade de refletir sobre o valor da Capoeira no mercado e de como @ Capoeirista tem se posicionado em relação a certas restrições e regras de conduta para o desenvolvimento das relações de ensino e aprendizagem.
Um dos fundamentos das praticas culturais negras é a não separação entre a experiência de relacionamento com o divino, das demais experiências cotidianas, numa relação harmoniosa entre o sagrado e o profano, ou seja, a comunhão entre o que é divino e o que é festivo/lúdico ou mesmo guerreiro. A sugestão do apagamento deste traço constitutivo da Capoeira produz o rompimento de um pilar fundamental para sua sustentação enquanto cultura negra.
Não se trata aqui de defender que capoeiristas façam opção por esta ou aquela religião, mas de analisar a importância da preservação dos elementos que a constituem como cultura e tomar posição diante desta questão.
Podemos encontrar no ritual da roda de Capoeira inúmeras expressões desta presença viva seja nos cantos de louvação, na postura dos jogadores ao pé do berimbau, na concentração dos cantadores ou cantadoras antes de entoar suas ladainhas, na relação com os mais velhos da comunidade, na relação de respeito com os instrumentos que conduzem o ritual, na reverencia aos ancestrais, nos transes que ocasionalmente ocorrem durante os jogos e muito diretamente nas letras das inúmeras cantigas que dizem desta relação.
Podemos inclusive, encontrar elementos de distintos matizes religiosos dentro do infinito acervo musical tradicional da capoeira.
Da liturgia do Candomblé pode ser encontrada pérolas como:
“Ê Ogum IÊ!
Ogun e tatá que malembê...
Ê Ogun Iê!
Tatá que malembê!
Ogun iê!
Tatá que malembe!”
Do catolicismo podemos encontrar cantigas como:
“Valha-me Deus, sinhô São Bento
Buraco véi tem cobra dentro...
Valha-me Deus, sinhô São Bento"...
Recentemente estivemos na Escola de Capoeira Angola Resistência , estudando a Revolta dos Malês, importantíssimo levante da população negra escravizada na salvador de 1835 e conversando com alguns camaradas na ocasião me recordei de uma contribuição muçulmana (fragmento de uma oração árabe) no corrido:
“Ala lai,
Ô lai lalailá!
Ala laí
Ô lai lalailá!
Ô lai...
Lalailá!!!”.
Mestre João Pequeno deixou sua contribuição evangélica com a ladainha:
"Quando eu aqui cheguei
A todos eu vim louvar
Vim louvar a Deus primeiro
E os moradores deste lugar
Agora eu to cantando
Cantando dando louvor
To louvando a Jesus Cristo
Porque nos abençoou
To louvando e tô rogando
Ao pai que nos criou
Abançoe essa cidade
Com todos seus moradores
E na roda de capoeira
Abençoe os jogadores
Camaradinha"
E por ai vamos longe...O que demonstra como a Capoeira dialogou ao longo de sua história com diferentes formas de viver o contato com Deus, Alá, os Orixas, Inkices, Voduns, Santos, Guias e demais forças de vida espiritual. A proposição de uma Capoeira livre deste traço é um crime contra sua própria história. Mas o maior crime é a negação de que em suas origens esta sempre esteve associada ao universo das religiões de matriz africana e num passado não muito longe, quando da perseguição policial às praticas religiosas dos povos negros no Brasil, inúmeras são as histórias em que a Capoeira esteve à frente da defesa dos espaços de culto e de seus zeladores e zeladoras. Combatendo na base da pernada, da navalhada e das cacetadas a honra de sua gente quando da chegada dos homens da lei que inúmeras vezes prenderam, torturaram e mataram aqueles que cultuavam outras formas de relacionamento com o divino. Numa relação de solidariedade coletiva muito comum nas lutas de resistência contra a escravidão e o racismo não só no Brasil como noutros cantos do mundo onde se deu a diáspora africana.
A reflexão e ação em prol da manutenção do respeito ao celeiro cultural de onde nasceu nossa arte não é um dever, mas uma necessidade à tod@s que amam a Capoeira como fonte de vida e não apenas como fonte de renda.
Preservar, cultuar o respeito e a manutenção desta relação é o que garantirá aos nossos filh@s, net@s, bisnet@s e tataranet@s o contato vivo com o aforismo de Mestre Pastinha que nos diz:
“O bom Capoeirista não é aquele que sabe movimentar o corpo, mas sim aquele que se deixa movimentar pela alma.”
Mestre Léo Lopes
(Escola de Capoeira Angola Resistência - Hortolândia SP Brasil)

Endereço

Hortolândia, SP

Horário de Funcionamento

Terça-feira 19:00 - 21:00
Quinta-feira 19:00 - 21:00

Telefone

+5519983152540

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