22/06/2026
Nossa festa junina foi tão linda que ainda queremos contar os caminhos que nos trouxeram até ela.
Durante nossas pesquisas sobre a literatura de cordel, as crianças do Grupo 2 exploraram diferentes formas de desenhar e deixar marcas no papel.
Folhas, galhos, esponjas, escovas e muitos outros materiais se transformaram em ferramentas de criação. Cada textura revelou novas possibilidades, cada experimentação trouxe novas perguntas.
Por aqui, a pesquisa acontece o tempo todo. Ela mora nas mãos que investigam, nos olhos que observam e na curiosidade que transforma qualquer material em descoberta.
Porque antes da festa, das danças e das apresentações, existe um percurso cheio de experiências, investigações e encantamento. ✨
11/06/2026
O QUE MOLDA QUEM A GENTE É?
A minha mãe, porque eu sou parecida com ela. (M., grupo 04)
O que me molda é o afeto que eu sinto. (E., grupo fundamental)
Argila, terra, barro, elemento vital. Espaço habitado pelos caranguejos e pelos siris; parede de casa-ninho onde mora pássaro e gente; matéria prima do nosso corpo-lar. Quando se encontra com o toque da pele, conta histórias daqueles que vieram antes de nós. Quando se encontra com a raiz dos pés, trilha caminho construindo histórias que são nossas. Quando se encontra com mãos habilidosas, ganham sentido e transformam-se em tudo aquilo que se quer, em tudo aquilo que se é.
No encontro dessa semana, as crianças receberam o convite de se entenderem como argila e compreenderem que somos moldados pelas experiências que nos atravessam, pelas relações que construímos, pelas escolhas que nos são permitidas, pelos afetos que cultivamos. A argila em nós é uma troca. Não somos apenas moldados. O tempo, o outro e o espaço é, também, moldado pelas nossas mãos.
Qual a nossa responsabilidade diante disso?
Qual a responsabilidade do outro frente a nós?
O que me molda sou eu.
(Í., grupo fundamental)
CONSTRUÇÕES SOCIOAFETIVAS
thaisyamaral