08/10/2020
"Confissão" , Louise Glück
"Dizer eu não sinto medo –
Não seria honesto.
Sinto medo da doença, da humilhação.
Como todo mundo, tenho os meus sonhos.
Mas aprendi a escondê-los,
Para me proteger
Da realização: toda felicidade
Atrai a fúria das Sinas.
Elas são irmãs, selvagens –
No final, não há
Emoção, mas inveja."
(Traduzido por Camila Assad)
Poeta americana Louise Glück surpreende e leva prêmio Nobel de Literatura
Escolha sinaliza pacif**ação após os anos mais tumultuados da história da láurea, com críticas, suspensão e assédio
15/08/2020
Regrinha básica de vírgula: não usar entre sujeito e predicado.
08/07/2020
REFERÊNCIAS
Michel Foucault foi um filósofo e historiador francês que teve grande influência no pensamento do século 20, e ainda hoje é referência. Ele dedicou sua vida a criticar instrumentos de poder e controle da sociedade, como a polícia, a escola, os sistemas de justiça, os médicos e a psiquiatria. Ele pretendia entender como o poder opera em diversos níveis, para assim ser possível confrontá-lo e mudar a sociedade. Um de seus livros mais famosos é chamado “Vigiar e punir, história da violência nas prisões”. Este livro é de 1975, quando ainda não existiam câmeras de segurança ou celulares, mas podemos atualizar o pensamento do historiador para entender a própria internet como um gigantesco panóptico global. Ele diz que as escolas seriam parecidas com prisões, inclusive na sua arquitetura. Para ele, a educação precisa libertar, e em geral faz o contrário. Outros escritos muito importantes de Foucault falam da sexualidade e da loucura. Como historiador, ele dizia que antigamente os loucos eram mais bem tratados que hoje. Andavam livres, eram vistos como diferentes, não como pessoas que precisavam de cura. É a medicina contemporânea que teria inventado mais uma prisão para essas pessoas, os manicômios. O mesmo com o s**o. Para ele, tinha menos tabus antigamente. Ele recupera a arte erótica medieval, especialmente oriental, para mostrar o quanto o prazer livre era mais importante do que as regras impostas pela sociedade atual.
Série com 16 episódios produzida pelo Instituto CPFL em parceria com a Liquid Media Lab.
Michel Foucault | Ideias que colam
Michel Foucault foi um filósofo e historiador francês que teve grande influência no pensamento do século 20, e ainda hoje é referência.…
14/06/2020
Bom dia! Não sei se todos estão sabendo, mas a Unicamp reduziu de doze para sete a quantidade de leituras obrigatórias em seu vestibular. A relação está no link:
Atenção: Comvest reduz a lista de obras de leitura obrigatória para o Vestibular 2021 e anuncia lista para 2022 - COMVEST
Considerando o contexto da pandemia do Coronavírus (Covid-19), a Comvest está ajustando a lista de obras de leitura obrigatória para o Vestibular Unicamp 2021. A lista do exame atual será reduzida de 12 obras para sete, em caráter excepcional e em virtude da dificuldade de acesso a bibliotecas ...
13/06/2020
Ontem foi o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e vocês *PRECISAM* ouvir esta música! Para a turma do Enem, uma ajuda com a formação de repertório.
Emicida & Drik Barbosa - Sementes
Este projeto faz parte da campanha contra o trabalho infantil. Música Letra e voz: Emicida e Drik Barbosa Música: Nave e Thiago Jamelão Samples e programaçõe...
09/06/2020
Reportagem que PRECISA ser lida e compartilhada como um incentivo à discussão científ**a e social sobre o racismo.
"(...) No Brasil, essa questão atinge níveis mais drásticos por duas razões: o racismo é velado e vivemos numa sociedade hierarquizada com base em privilégios. Ter privilégios signif**a usufruir de oportunidades e escolhas sem ter que pensar sobre isso, como ligar a to****ra de casa para ter água. Decisões que parecem banais, mas não são, por causa da existência de um conjunto de indivíduos da mesma sociedade que não têm as mesmas oportunidades. É justamente por possuir privilégios que é difícil entender que, apesar da liberdade para se esforçar e lutar pelo que se deseja, não são todos que atingem a linha de chegada com o mesmo sucesso. (...)
O racismo, portanto, se reproduz nessa estrutura de privilégios porque é dentro dela que o preconceito de cor exerce seu poder: criando obstáculos. Eles são feitos para os privilegiados que tendem a não enxergar as dificuldades e problemas enfrentados pelos outros, por inserir barreiras reais (dificuldade de acesso a educação, saúde, emprego, infraestrutura) e psicológicas (acreditar que não pode conseguir, autoexclusão). Quando a pessoa não atenta para as posições que ocupa numa escala de privilégio, dificilmente f**a explícito se ela está colaborando, mesmo que involuntariamente, com certas atitudes e ações que reproduzem o preconceito — pois ela está operando pela lógica do viés inconsciente. É justamente por possuírem privilégios que para muitos indivíduos é difícil entender que, apesar do esforço pessoal, existem, sim, pessoas que se beneficiam deles. No caso específico de uma sociedade ra***ta, em quantidade e frequência, são os negros e negras que carregam bagagens sem receber nenhum tipo de apoio. (...)
Você é ra***ta - só não sabe disso ainda
Você pode até achar que não é preconceituoso, mas um fenômeno do cérebro chamado viés inconsciente faz que as pessoas disseminem o racismo sem perceber. A boa notícia? Isso tem cura
20/03/2020
Enquanto o mundo começa a educação a distância/remota/digital, se você precisar de ajuda para entender algo que foi enviado ao seu filho, ou se precisar de mais recursos, pode me chamar. Eu sou professor e f**arei feliz de tentar ajudar ou solucionar dúvidas. Se eu não souber a resposta, tentarei encontrar alguém que saiba!
🙏🙏🙏
Professores, copiem, editem e compartilhem!
18/03/2020
O Guia do Estudante preparou sete dicas para estudar em casa e não perder o ritmo durante a pandemia. Aproveitem todas as ferramentas tecnológicas para auxiliá-los neste momento.
Em quarentena? 7 dicas para estudar em casa e não perder o ritmo
Em tempos de pandemia de coronavírus, o momento é de se cuidar e de encontrar maneiras de se adaptar à nova realidade
05/03/2020
Para entender por que devemos valorizar o Dia Internacional da Mulher, vejamos alguns depoimentos de senadores do século XIX sobre o ensino de matemática às mulheres:
"A questão é se as meninas precisam de igual grau de ensino que os meninos. Tal não creio. Para elas, acho suficiente a nossa antiga regra: ler, escrever e contar. Não sejamos excêntricos e singulares. Deus deu barbas ao homem, não à mulher" - senador Visconde de Cayru (BA).
"Em geral, as meninas não têm um desenvolvimento de raciocínio tão grande quanto os meninos, não prestam tanta atenção ao ensino. Parece que a sua mesma natureza repugna o trabalho árido e difícil e só abraça o deleitoso. Basta-lhes o saber ler, escrever e as quatro primeiras operações da aritmética. Se querem dar-lhes algumas prendas mais, ensinem-lhes a cantar e tocar, prendas que vão aumentar a sua beleza. O que importa é que elas sejam bem instruídas na economia da casa, para que o marido não se veja obrigado a entrar nos arranjos domésticos, distraindo-se dos seus negócios." - senador Marquês de Caravelas (BA)
Reportagem fundamental para compreendermos os obstáculos pelos quais as mulheres passaram e ainda passam para simplesmente serem tratadas com igualdade.
Lei escolar do Império restringiu ensino de matemática para meninas
Reportagem da série Arquivo S mostra como senadores esgrimiram argumentos machistas para justif**ar um currículo diferente para o “belo s**o”