Uma dissertação deu nome a um instituto de psicologia em Guarulhos.
Hupomnemata é uma palavra grega para “notas de memória”: cadernos em que se registrava o que havia sido aprendido para retomar depois.
A professora Tatiana usou o termo no título de sua dissertação de mestrado. Mais tarde, ele passou a nomear o Instituto que nasceu da experiência clínica e ganhou um espaço próprio de formação e estudo.
O Instituto reúne cursos presenciais e virtuais em áreas como neuropsicologia, psicanálise e terapia cognitivo-comportamental. Nos encontros presenciais, alunos e docentes se aproximam em torno da prática.
Siga o Instituto e acompanhe os próximos cursos e encontros.
Instituto Hupomnemata
Instituto de Psicologia, Saúde e Ciência Aplicada
Já existe chá revelação de transtorno psiquiátrico. A frase é real, e diz muito sobre a época.
Virou comum a empolgação para descobrir “qual é o meu diagnóstico”, como se fosse um traço de identidade a ser celebrado. Só que quem de fato convive com um transtorno raramente queria tê-lo: vem com sofrimento intenso por trás.
Quando o diagnóstico vira expectativa animada, vale parar e perguntar o que, de verdade, está sendo procurado ali.
Trecho do episódio “Além do Hype: a internet te diagnosticou?”, com a psicóloga e neuropsicóloga Inda Lages Nascimento, ao lado da Dra. Tatiana Lima de Almeida e do Prof. Alexandre. A conversa completa está no nosso canal.
Instituto Hupomnemata | Psicologia & Saúde
Antes, o cérebro era estudado depois que a pessoa morria.
Hoje, a neuroimagem permite estudar o cérebro vivo, em funcionamento. Foi por esse caminho que Jaak Panksepp, da neurociência afetiva, mapeou no cérebro as necessidades básicas que compartilhamos como mamíferos.
É aí que a neurociência conversa com a terapia do esquema. Os domínios de necessidade que a abordagem descreve, o vínculo, a autonomia, os limites, não são só construção teórica: têm lastro no que se observa no cérebro. Uma abordagem clínica que se sustenta na base científica, não à parte dela.
Ep. 03 do nosso podcast: Terapia do esquema e os caminhos para acessar emoções.
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O questionário é a parte mais rasa da terapia do esquema.
A abordagem não se resume a aplicar uma escala e ler o resultado. O que a sustenta é participar da cena do paciente. Acompanhar quando ele lembra de si mesmo ainda pequeno, angustiado, sozinho numa situação difícil, e poder amparar ali, dentro da terapia.
Nesse encontro, a percepção sobre o que foi vivido se modifica. O paciente experimenta a sensação que precisava ter vivido e não viveu: o amparo. É um trabalho de presença, não de formulário.
Ep. 03 do nosso podcast: Terapia do esquema e os caminhos para acessar emoções.
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Imagine a mente como uma casa.
Nessa imagem, os esquemas são o alicerce. As crenças são as paredes. Os pensamentos automáticos são o telhado. O telhado você troca com facilidade: muda a telha, muda o modelo, sem grande esforço. A parede já pede mais trabalho. O alicerce é o mais árduo de todos, porque mexer nele mexe na estrutura inteira da casa.
É por isso que a terapia do esquema trabalha o que há de mais profundo e antigo. Não a superfície do pensamento, mas a base sobre a qual tudo o mais se apoiou.
Ep. 03 do nosso podcast: Terapia do esquema e os caminhos para acessar emoções.
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“Se você preenche esses quatro critérios, cuidado.”
Esse tipo de post é um absurdo.
Em psiquiatria não existe sintoma patognomônico: nenhum sintoma sozinho define um transtorno. O mesmo sinal, como a desatenção, aparece em vários quadros diferentes. E sintoma é dimensional, não um item de uma lista de checagem.
Quem reduz tudo a “preencheu os critérios, então você tem” está ignorando o que torna o diagnóstico um trabalho técnico. Não é má vontade com quem assiste, é o cuidado com quem sofre.
Trecho do episódio “Além do Hype: a internet te diagnosticou?”, com a psicóloga e neuropsicóloga Inda Lages Nascimento, ao lado da Dra. Tatiana Lima de Almeida e do Prof. Alexandre. A conversa completa está no nosso canal.
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O paciente chega com o diagnóstico pronto. “Disseram que eu tenho isso.” A resposta: “Para mim você não tem nada. Vamos começar do zero.”
Parece simples, mas é uma postura clínica inteira. Não aceitar o rótulo que vem fechado de fora, desmontar o que veio pronto e olhar para a pessoa antes de olhar para o laudo.
Cuidar começa por aí: suspender a certeza trazida e investigar de verdade.
Trecho do episódio “Além do Hype: a internet te diagnosticou?”. Nesta fala, a Dra. Tatiana Lima de Almeida relembra uma postura do Prof. Alexandre na clínica. A conversa completa está no nosso canal.
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Existe meio grávida? Não. Ou está, ou não está. Com sintoma psiquiátrico, a lógica é outra.
Gravidez é categórica. Sintoma de transtorno é dimensional: ele está presente, em algum grau, em quase todo mundo. Teimosia, desatenção, ansiedade. O que define a patologia não é a presença do sintoma, é a dimensão dele, o contexto em que aparece e o prejuízo que causa.
Por isso não dá para “tickar” sintomas de um post e sair com um diagnóstico. A lista de checagem ignora justamente o que importa.
Trecho do episódio “Além do Hype: a internet te diagnosticou?”, com a psicóloga e neuropsicóloga Inda Lages Nascimento, ao lado da Dra. Tatiana Lima de Almeida e do Prof. Alexandre. A conversa completa está no nosso canal.
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08/07/2026
Corrigir o conteúdo do vídeo na frente do paciente pode afastar.
O trabalho começa antes: acolher a hipótese que ele trouxe sem tratá-la como falta de conhecimento, e devolver a dúvida ao lugar da investigação.
Muitas vezes, o autodiagnóstico é um pedido de ajuda mal vestido.
Como você acolhe quem já chega nomeando o próprio quadro?
Mande para o colega que vive essa cena toda semana.
30/05/2026
Hoje foi um dia especial com a realização do workshop Perspectivas sobre a Morte.
Foram quatro horas sobre um tema que a maioria prefere contornar: o que fazer quando ele entra na sessão e a escuta precisa se sustentar.
Obrigada a cada psicóloga e psicólogo que escolheu passar a tarde aqui, num assunto que pede disposição para olhar de frente. A discussão foi honesta, atenta e generosa, do tipo que só acontece quando o grupo se permite estar inteiro no que é difícil.
À Prof.ª Ligiana Koller Gorgonio, que conduziu o encontro com a firmeza e o cuidado que o tema pede, o nosso agradecimento especial.
Levamos daqui mais repertório, e a certeza de que essas conversas precisam de espaço.
Foi uma honra receber vocês. 💙
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