29/07/2026
Julho acabou. E com ele, aquela sensação de que o tempo das férias era infinito.
Agora vem a volta às aulas. E muitas famílias chegam nesse momento no modo apaga incêndio. Arrumam o material em cima da hora, dormem tarde na véspera, acordam atrasados no primeiro dia, e espera que a criança entre na escola já no ritmo.
Não funciona assim.
O cérebro não liga e desliga como um interruptor. Ele precisa de tempo para se reorganizar, para retomar os ciclos de sono, para voltar a sustentar atenção por períodos mais longos, para se preparar para a demanda cognitiva que a sala de aula exige.
A volta às aulas começa antes do primeiro dia.
E começa em casa. Com a rotina.
Alguns dias antes do início das aulas, vale começar a ajustar o horário de dormir e acordar gradualmente. Vale retomar o hábito de ter um momento de leitura ou atividade calma à noite. Vale organizar o espaço de estudo, a mochila, o material. Vale conversar com a criança sobre o que vai acontecer, o que ela espera, o que ela sente.
Isso não é exagero. É prevenção.
Crianças com dificuldade de adaptação, com TDAH, com ansiedade ou com histórico de dificuldade escolar sentem muito mais a transição das férias para a rotina. Para elas, uma volta às aulas mal preparada pode significar semanas de desregulação emocional e queda de rendimento.
Mas com antecipação e estrutura, essa transição pode ser tranquila. Até para as crianças mais desafiadoras.
Se você sente que o seu filho precisa de mais do que ajuste de rotina para ter um bom ano escolar, entra em contato. Nós te ajudamos a entender o que ele precisa.
Referências:
Dahl, R. E. (1999). The consequences of insufficient sleep for adolescents. Phi Delta Kappan, 80(5), 354–359.
Barkley, R. A. (2015). Attention-Deficit Hyperactivity Disorder. Guilford Press.
Shonkoff, J. P., & Phillips, D. A. (2000). From Neurons to Neighborhoods. National Academy Press.