22/06/2026
A professora disse que ele é agitado. Que não para quieto. Que conversa demais. Que não termina as atividades. Que parece que não está prestando atenção em nada.
E você foi para casa com aquela frase na cabeça.
Antes de qualquer conclusão, precisa entender o que está acontecendo de verdade.
O TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, não é falta de educação. Não é criança mal criada. Não é consequência de tela ou de pai ausente. É uma condição neurobiológica que afeta o funcionamento do córtex pré-frontal, a região do cérebro responsável pelo controle inibitório, planejamento e regulação da atenção.
Na prática, dentro da sala de aula, isso se manifesta de formas muito específicas.
A criança com TDAH pode ter dificuldade para manter o foco em tarefas que exigem esforço mental prolongado. Pode levantar antes de terminar. Pode responder antes de ouvir a pergunta completa. Pode perder o material, esquecer de copiar a lição, não conseguir organizar o tempo para terminar a prova.
Mas também pode ser a criança que hiperfoca em algo que a interessa e surpreende todo mundo com a capacidade de concentração. Porque o TDAH não é ausência de atenção. É dificuldade em regular onde e quando essa atenção vai.
E tem ainda o perfil predominantemente desatento, que é o mais difícil de identificar porque não é agitado. É a criança quieta, que parece estar prestando atenção mas está em outro mundo. Que tira notas baixas sem que ninguém entenda por quê.
A neurociência da aprendizagem já mapeou esses perfis com clareza. O diagnóstico correto muda o atendimento, muda a abordagem da escola e muda a relação da criança com o próprio aprendizado (Barkley, 2015; Rohde et al., 2019).
Se você reconheceu seu filho em alguma dessas descrições, o próximo passo não é esperar. É investigar.
Entre em contato. Eu te ajudo a entender o que está acontecendo.
19/06/2026
Tem situações em que a família precisa de um documento específico.
Não é só uma suspeita. Não é só uma queixa. É a necessidade real de um laudo neuropsicológico. Para o médico fechar o diagnóstico. Para um processo jurídico. Para a família entender de vez o que está acontecendo com aquela criança ou aquele adulto.
E esse serviço precisa ser feito por quem tem a especialização certa.
O Sérgio Junior é Psicólogo Clínico e Neuropsicólogo, especializado em Avaliação Psicológica, Neuropsicologia, ABA e TCC. Atende crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos.
Quando a RM Equipe identifica a necessidade de um laudo neuropsicológico, é o Sérgio quem realiza.
No nosso espaço.
Com toda a integração que o processo exige.
Não é encaminhamento.
É parceria com continuidade.
Porque entender é o primeiro passo.
E às vezes entender exige mais de um instrumento.
Se você precisa de um laudo neuropsicológico ou ainda não sabe se é o caso, entre em contato.
A gente te ajuda a entender o que faz sentido.
18/06/2026
Você já tentou tudo.
Reforço. Material novo. Conversa com a professora. Tirou o celular. Colocou de castigo. Sentou do lado para fazer a lição. E no dia seguinte, tudo igual.
O problema não é que você não tentou. O problema é que ninguém ainda entendeu o que está causando a dificuldade.
Dificuldade de aprendizagem tem origem. Sempre. Pode ser atenção que não sustenta. Memória de trabalho que não retém. Processamento auditivo que distorce o que a professora fala. Funções executivas que não conseguem organizar o pensamento para colocar no papel. Ou uma combinação de tudo isso junto.
E nenhuma dessas causas se resolve com mais pressão. Se resolve com investigação.
A avaliação neuropsicopedagógica existe para isso. Não para rotular. Não para confirmar o que a escola já disse. Para mapear, com método e embasamento científico, o que está acontecendo dentro daquele cérebro específico.
Quando a causa é identificada, tudo muda. O atendimento muda. A escola muda a abordagem. A família para de culpar a criança. E a criança para de se culpar também.
Isso não é promessa. É o que acontece quando o problema certo finalmente recebe a resposta certa.
Se você está nesse ciclo de tentativas sem resultado, o próximo passo não é tentar mais uma vez. É entender a causa de vez.
Entre em contato. Eu te ajudo a dar esse passo.
Referências:
Diamond, A. (2013). Executive functions. Annual Review of Psychology, 64, 135–168.
Fonseca, V. (2014). Papel das funções cognitivas, conativas e executivas na aprendizagem. Revista Psicopedagogia, 31(96), 236–253.
Baddeley, A. (2000). The episodic buffer: a new component of working memory? Trends in Cognitive Sciences, 4(11), 417–423.
17/06/2026
Você já sabe que seu filho precisa de avaliação. Mas ainda não foi atrás.
Não é descaso. É que ninguém te explicou direito o que é isso, quanto custa, como proceder, o que acontece depois e para onde você vai depois.
E a escola continua pedindo. E você continua adiando.
Deixa eu te explicar o que é uma avaliação neuropsicopedagógica de verdade.
Porque avaliação sem direção não serve de nada.
A avaliação neuropsicopedagógica não é um teste de inteligência. Não é para provar que seu filho tem ou não tem alguma coisa. É para mapear como aquela criança específica aprende, processa, retém, organiza, responde.
É um olhar que vai fundo no que a escola não consegue ver em 30 alunos numa sala.
Ela investiga atenção, memória de trabalho, processamento auditivo e visual, funções executivas, linguagem, leitura, escrita, raciocínio lógico e comportamento. Tudo isso junto. Porque nenhuma dessas áreas funciona de forma isolada dentro de um cérebro.
E sabe o que mais?
A avaliação não termina com o relatório. Ela termina quando a família entende o que aquele relatório significa na prática. Quando a escola recebe orientações claras. Quando o profissional que vai atender a criança sabe exatamente por onde começar.
Sem isso, vira papel numa gaveta.
Foi por isso que eu construí um modelo de avaliação que não para no diagnóstico. Que entrega um plano. Que conecta o que foi encontrado com o que vai ser feito.
Porque avaliação não é o destino. É o ponto de partida.
Se o seu filho ainda não foi avaliado e você sente que algo não está certo, confie no que você sente. Entre em contato. Eu te ajudo a entender o próximo passo.
Referências:
Fonseca, V. (2014). Papel das funções cognitivas, conativas e executivas na aprendizagem. Revista Psicopedagogia, 31(96), 236–253.
Diamond, A. (2013). Executive functions. Annual Review of Psychology, 64, 135–168.
Luria, A. R. (1981). Language and Cognition. John Wiley & Sons.