Renata Manfrin Neuropsicopedagoga

Renata Manfrin Neuropsicopedagoga

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Neuropsicopedagoga clínica especializada em aprendizagem e desenvolvimento infantil. Atendimento presencial e online.

Realizo avaliação e intervenção para TDAH, TEA, dislexia, discalculia e dificuldades escolares.

29/07/2026

Julho acabou. E com ele, aquela sensação de que o tempo das férias era infinito.

Agora vem a volta às aulas. E muitas famílias chegam nesse momento no modo apaga incêndio. Arrumam o material em cima da hora, dormem tarde na véspera, acordam atrasados no primeiro dia, e espera que a criança entre na escola já no ritmo.

Não funciona assim.

O cérebro não liga e desliga como um interruptor. Ele precisa de tempo para se reorganizar, para retomar os ciclos de sono, para voltar a sustentar atenção por períodos mais longos, para se preparar para a demanda cognitiva que a sala de aula exige.

A volta às aulas começa antes do primeiro dia.

E começa em casa. Com a rotina.

Alguns dias antes do início das aulas, vale começar a ajustar o horário de dormir e acordar gradualmente. Vale retomar o hábito de ter um momento de leitura ou atividade calma à noite. Vale organizar o espaço de estudo, a mochila, o material. Vale conversar com a criança sobre o que vai acontecer, o que ela espera, o que ela sente.

Isso não é exagero. É prevenção.

Crianças com dificuldade de adaptação, com TDAH, com ansiedade ou com histórico de dificuldade escolar sentem muito mais a transição das férias para a rotina. Para elas, uma volta às aulas mal preparada pode significar semanas de desregulação emocional e queda de rendimento.

Mas com antecipação e estrutura, essa transição pode ser tranquila. Até para as crianças mais desafiadoras.

Se você sente que o seu filho precisa de mais do que ajuste de rotina para ter um bom ano escolar, entra em contato. Nós te ajudamos a entender o que ele precisa.


Referências:
Dahl, R. E. (1999). The consequences of insufficient sleep for adolescents. Phi Delta Kappan, 80(5), 354–359.
Barkley, R. A. (2015). Attention-Deficit Hyperactivity Disorder. Guilford Press.
Shonkoff, J. P., & Phillips, D. A. (2000). From Neurons to Neighborhoods. National Academy Press.

25/07/2026

Há momentos em que não existe cálculo, planejamento ou tempo para pensar.

Existe apenas o instinto de proteger.

Essa cena representa algo que muitas mães conhecem bem: colocar o filho em primeiro lugar, mesmo sem perceber. É um amor que transforma prioridades, que enfrenta medos e que, em segundos, faz uma mãe esquecer de si para garantir a segurança de quem mais ama.

Nem toda maternidade será vivida da mesma forma. Cada história é única. Mas, para muitas mães, esse impulso de proteger acompanha cada fase da vida dos filhos.

❤️ Ser mãe é amar com coragem, todos os dias.

🎥 Vídeo inspirado em publicação de Vanessa Rocha
Créditos pela publicação original.





17/07/2026

Os te**es são importantes.
Os protocolos também.
A atualização constante faz parte da nossa responsabilidade.

Mas nenhuma técnica substitui o olhar atento, a escuta genuína e o respeito pela história de quem busca o nosso atendimento.

No fim, as pessoas podem até esquecer o nome do instrumento que você utilizou.

Mas dificilmente esquecem como foram acolhidas.

💛 Que nunca percamos a humanidade enquanto buscamos excelência.

Você concorda?

17/07/2026

Conhecimento é indispensável.
Mas, sozinho, ele não sustenta uma boa prática.

Os te**es são importantes.
Os protocolos também.
A atualização constante faz parte da nossa responsabilidade.

Mas nenhuma técnica substitui o olhar atento, a escuta genuína e o respeito pela história de quem busca o nosso atendimento.

No fim, as pessoas podem até esquecer o nome do instrumento que você utilizou.

Mas dificilmente esquecem como foram acolhidas.

💛 Que nunca percamos a humanidade enquanto buscamos excelência.

Você concorda?

17/07/2026
17/07/2026

Você já ouviu isso antes.

“Espera mais um pouco. Cada criança tem seu tempo. Ele ainda vai se desenvolver.”

E você esperou. Meses. Às vezes anos.

E quando finalmente buscou ajuda, o profissional disse: “Poxa, se tivesse vindo antes teria sido mais fácil.”

Esse é o custo de esperar para ver.

O desenvolvimento infantil tem janelas. Períodos em que o cérebro está especialmente receptivo para determinadas aprendizagens. Linguagem, leitura, atenção, regulação emocional, coordenação motora. Cada uma dessas habilidades tem um momento de maior plasticidade cerebral, em que a intervenção é mais eficaz, mais rápida e mais duradoura.

Isso não significa que fora dessa janela não há resultado. Significa que dentro dela o esforço é menor e o ganho é maior.

Quando uma criança apresenta sinais de dificuldade de aprendizagem, atraso de linguagem, comportamento atípico ou dificuldade de regulação emocional, cada mês de espera é um mês em que o cérebro dela poderia estar recebendo o estímulo certo.

O primeiro passo não precisa ser um diagnóstico. Não precisa ser uma bateria de exames. Pode ser uma conversa. Uma Consulta de Acolhimento, onde a gente entende o que está acontecendo e te mostra o caminho certo para aquela criança específica.

Sem pressa desnecessária. Mas sem espera que custa caro.

Entre em contato. Eu te ajudo a entender se é hora de agir.

Referências:
Shonkoff, J. P., & Phillips, D. A. (2000). From Neurons to Neighborhoods. National Academy Press.
Knudsen, E. I. (2004). Sensitive periods in the development of the brain and behavior. Journal of Cognitive Neuroscience, 16(8), 1412–1425.
Center on the Developing Child, Harvard University (2016). From Best Practices to Breakthrough Impacts.

17/07/2026

Às vezes, o maior ato de maturidade é parar de esperar dos outros e começar a agir por você.

16/07/2026

Você está olhando para esse vídeo e pensando que é só um momento fofo de férias.

Não é só isso.

O que acontece quando uma criança entra no mar é uma das experiências mais completas que o cérebro pode ter. E a ciência explica por quê.

A exposição à água, especialmente ao mar, ativa o que os neurocientistas chamam de Blue Mind, um estado mental de calma, presença e clareza cognitiva provocado pelo ambiente aquático. O som das ondas, a textura da areia, a imprevisibilidade das ondas que chegam e a criança precisa decidir na hora o que fazer com elas. Tudo isso trabalha o cérebro de um jeito que nenhuma tela, nenhuma aula e nenhum jogo consegue replicar.

O cortisol cai. O sistema nervoso para de funcionar em modo de alerta. A atenção que estava fragmentada começa a se reorganizar.

A Teoria da Restauração da Atenção, desenvolvida por Rachel e Stephen Kaplan, mostra que ambientes naturais como o mar restauram a capacidade de atenção voluntária, aquela que a escola tanto exige, de um jeito que o descanso passivo em frente à tela não consegue fazer.

Para crianças atípicas ou com dificuldades de regulação emocional, esse efeito é ainda mais potente. A natureza oferece estimulação sensorial rica, espaço para movimento livre e ausência de demanda cognitiva estruturada. O cérebro respira.

E tem mais. O brincar livre no mar, sem roteiro, sem regra, sem adulto dirigindo cada passo, desenvolve criatividade, autonomia, tomada de decisão e regulação emocional de um jeito que nenhuma atividade dirigida consegue.

Férias não são pausa no desenvolvimento. São parte essencial dele.

Se você está aproveitando esse tempo com seu filho, sabe que cada momento assim está construindo algo que vai muito além do bronzeado.

Aproveita. O cérebro dele agradece.

Referências:
Kaplan, R., & Kaplan, S. (1989). The Experience of Nature: A Psychological Perspective. Cambridge University Press.
Nichols, W. J. (2014). Blue Mind. Little, Brown and Company.
Berto, R. (2014). The role of nature in coping with psycho-physiological stress. Behavioral Sciences, 4(4), 394–409.

16/07/2026

A ciência já provou que exercício físico não é só saúde do corpo. É saúde do cérebro. E quando falamos de criança, esse impacto é ainda mais direto e mais rápido do que a maioria imagina.

Durante a atividade física, o cérebro libera BDNF, o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro. Esse composto age como um fertilizante para os neurônios. Ele estimula a formação de novas conexões neurais, fortalece as que já existem e aumenta a plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de aprender e se adaptar.

Na prática isso significa o quê?

Crianças que se movem mais têm melhor atenção sustentada em sala de aula. Melhor memória de trabalho. Maior capacidade de controlar impulsos. Melhor regulação emocional. E desempenho acadêmico significativamente superior ao de crianças sedentárias.

Não é coincidência que a criança que passou a tarde correndo no parque consegue sentar e estudar à noite com mais foco. O cérebro dela literalmente passou por um processo de otimização.

E para crianças com TDAH, esse efeito é ainda mais potente. Estudos mostram que 30 minutos de atividade aeróbica produzem efeito semelhante ao de uma dose de medicamento estimulante no que diz respeito à atenção e ao controle do comportamento.

Não estou dizendo que exercício substitui tratamento. Estou dizendo que ele é parte do tratamento.

Aqui no Método Neuropp 360° a rotina de movimento faz parte do plano de cada criança. Porque ver a criança por inteiro significa cuidar do cérebro por inteiro.

Se você quer entender como estruturar isso na rotina do seu filho, entra em contato. Eu te ajudo.

Referências:
Ratey, J. J., & Hagerman, E. (2008). Spark: The Revolutionary New Science of Exercise and the Brain. Little, Brown and Company.
Hillman, C. H., Erickson, K. I., & Kramer, A. F. (2008). Be smart, exercise your heart: exercise effects on brain and cognition. Nature Reviews Neuroscience, 9(1), 58–65.
Pontifex, M. B. et al. (2013). Exercise improves behavioral, neurocognitive, and scholastic performance in children with ADHD. Journal of Pediatrics, 162(3), 543–551.

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