03/09/2024
Associação Humanitária Saúde e Solidariedade- Açãosaúde.sol
Carta de Repúdio
Nós queremos repudiar diante dos fatos recentemente ocorridos e amplamente divulgados pela nossa TV Guarapari-es que é muito eficiente. Que o senhor Zé Preto que é candidato à prefeitura de Guarapari, disse que o Autismo é uma “fatalidade”.
Isso foi falta de conhecimento, mau assessoramento ou infeliz nas palavras?
Com todo o respeito ao senhor Zé Preto, mas fatalidade é o senhor ter vindo a candidato a vereador, foi eleito, largou o mandato, para ser deputado estadual o qual também foi eleito pelo (PL) – com 15.901 votos. E agora o senhor novamente se candidata para prefeito de Guarapari, pelo outro partido que é o (PP).
A gente pode chamar isso de que?
Nós poderíamos também chamar isso de Transtorno mental? Falta de comprometimento com o povo?
O mesmo povo que te elegeu para o senhor lutar por Guarapari, a sua cadeira talvez vai ser ocupada na Assembleia por outro deputado. Pode até ser que ele lembre de Guarapari. Entretanto, são atitudes como estas é que enfraquecem a nossa confiança.
E difícil para uma mãe aceitar que o seu filho é um peso! Seja ele o que for.
Quem adoece os nossos amados e eternos professores, não são as nossas crianças autistas.
E sim os míseros salários que eles mal recebem, é ter que conviver com a violência em sala de aula, de ser agredido por determinados alunos. É não ser reconhecido pelo que fazem. É ter que trabalhar em dois ou mais turnos para sobreviverem. Principalmente os que são das redes públicas.
Isso sim, é uma vergonha!
O autismo não é um vírus, um câncer, o TEA é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento, falta de interesses nas atividades escolares e etc.
O termo autismo foi criado em 1908 pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler para descrever a fuga da realidade para um mundo interior observado em pacientes esquizofrênicos.
O senhor sabia que a ONU instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, que existem mais de 70 milhões de pessoas nessa situação?
E graças a Deus, foi criado um Estatuto para a defesa da igualdade de direitos dos deficientes, do combate à discriminação e da regulamentação da acessibilidade e do atendimento prioritário.
Foi sancionada, no Brasil, a Lei Berenice Piana (12.764/12), que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Para garantir direitos aos portadores de TEA. A legislação determina o que todas as pessoas tenham acesso a um diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde.
Porém, nem todos tem acesso aos seus direitos.
Então, deputado se o senhor visita muitas escolas, com foi a sua fala para a TV Guarapari.
O senhor deve ter visto a ineficiência de alguns estabelecimentos de ensino inadequado para esses pequenos alunos. E quanto a sobrecarga de professores cuidando de vários ao mesmo tempo é por que é preciso contratar mais profissionais. É de suma importância ajudar essas crianças com autismo a desenvolver suas potencialidades. E o acesso à educação e à proteção social, ao trabalho vai proporcionar para elas igualdades de oportunidades.
Resumindo, nossas crianças, jovens, adolescentes e adultos que são autistas, são pessoas que merecem todo o nosso cuidado, respeito, acolhimento. E qualquer ser humano pode vim a ser autista.
Queremos reafirmar o nosso compromisso com os princípios de justiça, respeito e dignidade, que são valores fundamentais e inegociáveis.
Repudiamos qualquer ação ou discurso que vá contra esses princípios, e ressaltamos a importância de não discriminação a quem quer que seja, por menor que seja.
Pois, ao longo de mais de vinte temos trabalhados com pessoas carentes, marcando consultas, fazendo internações principalmente daqueles que fazem uso abusivo de álcool e outras dr**as. Onde os mesmos acabam desenvolvendo a Esquizofrenia, Bipolaridade, Depressão e várias outras doenças mentais. Muitos usuários vivem em situação de riscos e moram nas ruas. Um triste cenário para a “Cidade Saúde”.
Nós sabemos das dificuldades que os pais passam com os seus filhos, parentes etc.
O município é que não se deu conta disso!
Mas, continuaremos pautado na ética e respeito mútuo, ficaremos atentos e vigilantes com o nosso trabalho de voluntariado em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
Jace dos Anjos (Loba)