12/01/2022
A minha presença. Que delicia é a minha presença. Só agora vejo que passei a maior parte da vida, ausente de mim. Fora do meu corpo. Voltar pro corpo tem sido um verdadeiro trabalho espiritual. Recuperar meu direito de respirar, de g***r, de me exercitar, de existir com calma, devagar, de me encontrar com o outro. Exercer meu direito de pertencer do jeitinho que sou e saber que pertenço porque nasci. E porque pertenço já não preciso da autorização de ninguém para pertencer, nem preciso agradar ninguém para ser aceita e amada. Meu Deus, que liberdade! Porque estou viva, pertenço, sou aceita e amada.
Chegar aqui e sentir o gosto gostoso da minha presença foi um trabalho de décadas que envolveu muito estudo, muitos erros e muitos mestres. Sou grata. Só de pensar que podia ter morrido sem sentir o quanto sou Divina! Esse adjetivo está aqui para pontuar a minha essência Divina. Quando eu ando, falo, sinto, penso, existo, amo, é Deus encarnado. Isso mesmo que você leu. Você também é Deus. Você também é Buda. Só precisa lembrar. Estou lembrando.
Acordei de um sono profundo de negação do meu ser divino. Me sinto ainda um pouco lenta após tantos anos de letargia. Mas, aos poucos, com cALMA, me movo experimentando essa presença divina em mim. É uma sensação indescritível. Estou, de fato, usando meus cinco sentidos. Acordei. Posso escutar com profundidade. Uso as palavras como quem faz amor. Silencio pra poder falar com o coração. Encontro as pessoas e nelas vejo Deus, reverencio. E dentro de mim, nasce um respeito profundo por mim mesma.
Respeito profundo por mim mesma. Nessa frase há desdobramentos inenarráveis! Respeito minha presença. Respeito minhas escolhas. Respeito meus erros. Respeito minha palavra. Respeito meu tempo. Respeito meu corpo. Respeito meu s**o. Respeito meu dinheiro. Respeito tudo o que já consigo manifestar no mundo. Respeito tudo o que ainda não dei conta de fazer. Respeito minha boa vontade. Respeito minha dedicação em tudo que faço. Respeito minha coragem de curar o meu ser. Respeito minhas limitações. Respeito minha história de vida. Respeito a história da minha família. Respeito minhas histórias de amor. Respeito os companheiros que já caminharam comigo. Respeito minha mãe. Respeito meu pai. Respeito a vida nos meus filhos.
O respeito reconhece o sagrado que há em tudo. Quanto mais respeito a minha presença, mais consigo respeitar as pessoas, o mundo e a vida. Quando mais respeito o outro, mais sou profundamente respeitada. Assim, a minha presença sagrada pode queimar em amor e ser uma vela acesa por onde eu for. Estou aqui. A minha presença.