26/06/2021
O Direito é complexo, e chato às vezes. É repleto de voltas necessárias, e precisa ser profundo e teórico em muitas delas. Gosto da ideia de simplificar, desenhar, facilitar a legibilidade do texto, mas reconheço que estão querendo "desenhar" demais, a ponto de retirar do conteúdo parte da sua estrutura, e isso pode levar o prédio à ruína (alegoria ou metáfora, como queiram). Não concordo com o uso de palavras ditas difíceis e muitas vezes mais desnecessárias do que eruditas, pois realmente a compreensão deve ser alvo da ciência (no caso das petições e sentenças), mas não podemos também chamar de parafuso o que é prego (alegoria ou metáfora rs), nem podemos acreditar que um desenho disso signifique um conceito juridicamente estruturado. Afinal, se o direto for apenas desenho, pra mim o prego pode parecer parafuso, e pra você, pode até não parecer nada. Enfim. O laboratório da ciência jurídica são os livros (e não os resumos de concursos, por mais brilhante que sejam os autores). Não. Aprender o Direito, com D maiúsculo de ciência que é, exige leitura e mais leitura, pois além do aprendizado jurídico, aprender a compreender e argumentar é imprescindível. Na auto-escola é preciso dirigir na rua pra aprender de verdade, não podemos ter motoristas formados apenas no controle do videogame, não é? Gostei do texto do Lênio. Bom final de semana.
Metáforas e alegorias nos ajudam a entender o mundo. Até néscios conseguem, na maior parte das vezes, entender uma alegoria. Néscios e linóstolos são paradoxais: ou é alegoria ou a escuridão. Então. Li a Alegoria da Sinfonia Inacabada na internet e penso que encaixa como uma luva. Não...