Tito Martins - Dionisio Ronan

Tito Martins - Dionisio Ronan Antropologia, Folclore e Opinião

09/05/2017
15/11/2016

A arte da tecelagem, sem igual...
vale a pena assistir!!!

12/10/2016
Data Magna dos GaúchosQuanto mais estudamos, buscamos e fazemos levantamentos históricos e antropológicos sobre os temas...
19/09/2016

Data Magna dos Gaúchos
Quanto mais estudamos, buscamos e fazemos levantamentos históricos e antropológicos sobre os temas que envolvem o que significa ser gaúcho, mais descobrimos que nada tem a ver com onde nascemos.
Sítios na internet se levantam na tentativa de esclarecer muitos mitos e valores errôneos que, por muito tempo, nos foram apregoados como verdade. Também tem os livros que estão à disposição de todos, mas são raros os que dispendem tempo e interesse para a leitura de seus conteúdos e mesmo diante de tanta informação, cada vez mais, vemos o quanto a ignorância é insistente e com isso, o verdadeiro significado de “ser gaúcho “ vai ficando cada vez mais distante da consciência dos que ‘defendem a bombacha como uma manifestação cultural’ ou um ‘estilo de vida’.
Quisera, logo, pudéssemos ver que finalmente o “Gaúcho” é reconhecido pela devida importância que tem. Mas não! Preferimos pensar o “Gaúcho” como o resultado de uma guerra:
20 de setembro de 1835 foi importante no ponto de vista histórico para a política de uma pequeníssima parte do território donde viveram gaúchos, mas me forço a questionar se esta data é de fato magna para todos os gaúchos. Não quero, com este texto, desvalorizar o que se passou, contudo, convivo a todos a refletirem sobre o que mais nos faz gaúchos.
Teria uma guerra, que se passou num pequeno território, alterados algum aspecto cultural em todos os gaúchos?
Lembremos que o gaúcho viveu no Pampa, e este é muito mais extenso que a região sul do estado do Rio Grande do Sul. Havendo se passado apenas no Rio Grande do Sul, a revolução Farroupilha não fez “ninguém usar mais ou menos uma bombacha” no Uruguai, na Argentina, outras regiões do nosso estado ou ainda outras partes do Brasil que tão veementemente assumem esta cultura.
O que nos faz gaúchos é ou deveria ser, a consciência de que somos resultados de um trabalho de construção de um novo tipo humano, hoje bastante miscigenado e com isso ainda mais importante diante de toda a humanidade.
Que não haja soberba em nosso comportamento, que sejamos simples como um assado improvisado no chão tal qual o índio pampiano ensinou o espanhol, que nossos valores sejam puros como o Caáyguá que virou Chimarrão. Que a prata e outros adornos nos sirvam para mostrar a quem quiser ver em nossas vestes, que somos e temos muito, mas que tudo é fruto de trabalho e descoberta. Que nossos passos sejam firmes como os dos homens e mulheres que sobreviveram para que tenhamos nossa história de evolução, já que revolução nunca foi um ideal dentre os que reverenciavam a terra que lhes provia a vida.
A cada 20 de setembro, mais do que erguer bandeiras, deveríamos – e aqui convido- a pensarmos sobre o quanto queremos ser gaúchos: homens que defender a evolução, o progresso, a vida, a união e respeito entre distintos povos e, sobretudo, a derrubada de fronteiras, muito mais do que a construção delas. Que o Chimarrão ou Mate não seja apenas uma representação de costumes, mas que a cada mate alcançado estejamos de fato, fazendo bem-vindo aquele que o recebe. Que nossos valores sejam muito mais influenciados por uma cultura de construção e trabalho do que por um triste episódio que foi imposto por uma cultura alienígena aos habitantes do extremo norte do Pampa, o que nós reconhecemos como o sul do Rio Grande do Sul.

15/09/2016
09/07/2016
A quem se importa com a história da formação da cultura que tanto defende como sua, convido a refletir sobre o que é rea...
12/06/2016

A quem se importa com a história da formação da cultura que tanto defende como sua, convido a refletir sobre o que é realmente essencial para se dizer um gaúcho. Não estou aqui para ser um que profere "gaúcho que é gaúcho...", porque para ser gaúcho basta ter apreço por esta cultura e dizer-se gaúcho.
Os Gaúchos já são extintos, mas ao mesmo tempo que que este tipo humano se extinguiu ergueu-se uma cultura que tem como base os usos e costumes, idéias e valores que aqueles Gaúchos do passado tinham. Por isso o que somos hoje, os que se dizem gaúchos, é o aspecto cultural que se originou a partir da observância da forma como o "Gaúcho Primitivo" vivera. Não existe um padrão comportamental, não existe um padrão no linguajar, até porque a língua que "eles" usavam não era a mesma que usamos hoje, o espanhol arcaico misturado ao quechua não é mais falado em nenhuma região donde viveram os gaúchos; nem existe uma roupa específica. Existe sim um amor e respeito a questões atávicas e telúricas que permeiam a nossa sociedade atual com base no que os Gaúchos Primitivos foram e fizeram.
Não se trata de um saudosismo e muito menos de uma homenagem póstuma. Somos gaúchos quando nos permitimos ser de qualquer forma ou intensidade, uma parte vívidas desta história. Somos gaúchos quando temos vivo em nós o mesmo que transformou os Chimarrões /Renegados em filhos de uma terra sem limites ou bandeiras que se tornou conhecida no mundo pelo que estes filhos realizaram.
Sim, os Chimarrões/Renegados, nasceram na Pampa (Planície sul-americana), e esta se tornou conhecida - mais do que as bandeiras e nomenclaturas políticas que lhes foram impostas - pelo o que este tipo humano que hoje conhecemos como Gaúchos realizaram por necessidade de sobrevida e trabalho, nos deixando grandes legados sócio-culturais.
O Gaúcho não é um tipo humano que fala grosso ou de maneira grosseira. Ele não é o que come "churrasco", não é o que toma mate, não é o que m***a em cavalos, nem é o que vive na Pampa. O Gaúcho Primitivo fazia isso tudo por condição de sobrevida, não era algo que ele escolhia fazer, tudo isso lhe foi imposto. Condição que hoje não se aplica a nós. Portanto quando fazemos o fazemos por uma questão de escolha e reverência cultural ao que o gaúcho foi.
Este gaúcho a qual falamos é só um estereótipo que criamos a cerca do que realmente foram. Por exemplo: tanto quanto carne de gado bovino o gaúcho comia peixes dos muitos rios que banham o Pampa mas quando pensamos em gaúchos, logo nos vêm a mente figuras rudimentares em volta de algum fogo de chão, degustando grandes porções de carne bovina assada.
Não somos uma sociedade primitiva, então por que deveríamos nos parecer com uma?
Não sejamos tradicionalistas, sejamos ATÁVICOS, lembremos sempre do que nossos antepassados foram e realizaram, viveram e construíram, mas que tenhamos a sabedoria de usar estas lembranças como ensinamentos, apenas para que mantenhamos traços culturais e nunca nos percamos dos valores, que tão veementemente observamos, que foram fundamental para a construção do que eles foram e nós somos. Cada qual em seu tempo. Cada qual em sua realidade!
Que hoje vivamos nossos dias com tudo o que o nosso tempo nos oferece.
Não sejamos bairristas, sejamos TELÚRICOS, já que onde quer que vivamos ou tenhamos nascido, tem nome por questões políticas que, bem como na região pampeana, foram impostas aos gaúchos. Respeitemos a terra banhada pelo nosso suor, porque para um gaúcho, suor rega a vida na terra e onde houver um gaúcho trabalhando a terra é gaúcha. Ninguém se faz gaúcho por haver nascido em algum determinado lugar.
Nenhuma terra é mais ou menos gaúcha que outra!
Nenhum homem é mais ou menos gaúcho do que outro!
Valho-me da repetição para enfatizar: para a terra ser gaúcha basta que haja um gaúcho trabalhando sobre ela.
"Para ser gaúcho basta dizer-se!"
Agora para falar do espírito gaúcho, convido a todos os amigos leitores que dividiram estas reflexões comigo a ponderar sobre o que mais agrediria a essência nativista. O que mais ofenderia o espírito do Gaúcho Primitivo, que se levantou para construir uma terra sem divisas ou bandeiras?

12/06/2016
Das muitas coisas que ele escreveu e informou, seu maior ensinamento foi que relações não são apenas contatos.A Política...
25/05/2015

Das muitas coisas que ele escreveu e informou, seu maior ensinamento foi que relações não são apenas contatos.
A Política das Relações nasceu quando este homem buscava uma forma de se comunicar com sua maior inimiga: sua própria mente.

Modernidade, faz tempo de somos!!!
02/05/2013

Modernidade, faz tempo de somos!!!

Endereço

Gramado, RS

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Tito Martins - Dionisio Ronan posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Tito Martins - Dionisio Ronan:

Atalhos

Compartilhar