08/04/2019
Em setembro de 2016 foi publicada a 7ª diretriz brasileira de arterial (HA), sendo a nossa diretriz mais recente sobre o assunto. Apesar de ser uma boa diretriz para guiar o diagnóstico e o tratamento da HA, em relação ao físico é uma diretriz que já "nasceu" atrasada.
Isso porque a 7ª diretriz afirma que o treinamento ́bico é a forma preferencial de exercício para a prevenção e o tratamento da HA e que os exercícios resistidos (ex: ) não promovem redução da arterial (PA) de hipertensos.
Porém, no mesmo mês de setembro de 2016, a American Heart Association (AHA) publicou um estudo de meta-análise que investigava justamente os efeitos do treino de força como terapia não medicamentosa para o controle da HA.
E QUAIS FORAM OS RESULTADOS?
O estudo apontou resultados com o exercício de força equivalentes e, por vezes, até superiores aos obtidos com exercício aeróbico. Lembrando que essa foi uma das maiores meta-análises sobre o assunto (n = 2344), sendo 64 estudos analisados (cerca de 3x o n das meta análises anteriores).
AERÓBICO ou MUSCULAÇÃO?
Os dois!
É clara a importãncia do exercício aeróbico para a saúde, inclusive no manejo não medicamentoso da HA. A intenção aqui não é diminuir a importância do exercício aeróbico para o controle da PA, mas sim mostrar que o treino de força possui eficácia semelhante no controle da PA, além de vários outros benefícios para saúde, como aumento de força muscular (lembrando que força é preditor de mortalidade), aumento da densidade mineral óssea, prevenção de sarconpenia e emagrecimento.
Portanto, as antigas recomendações de realizar exercício aeróbico para controle da PA e acrescentar o exercício resistido continuam mantidas, como na diretriz europeia mais recente de 2018.
Referências:
1) Hayley, et al. Dynamic Resistance Training as Stand‐Alone Antihypertensive Lifestyle Therapy: A Meta‐Analysis. Journal of the American Heart Association. 2016.
2) SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol. V. 107, n. 3, supl. 3, Set. 2016
3) Williams et al. 2018 ESC/ESH Guidelines for the managementc of arterial hypertension. European Heart Journal. 2018
13/10/2018
Hoje, 13 de outubro, é o Dia Mundial da Trombose.
Importante data para criar uma consciência global sombre a Trombose Venosa Profunda (TVP), uma doença muito prevalente e que pode ser letal.
A data é uma homenagem a Rudolf Virchow, nascido em 13 de outubro de 1821, o qual é considerado o pai da fisiopatologia da TVP.
Aliás, quem aqui sabe a tríade de Virchow? Escreva nos comentários! 😉
05/10/2018
A dosagem dos marcadores de necrose miocárdica (MNM) fazem parte da conduta para diagnóstico e manejo do paciente com suspeita de síndrome coronariana aguda (SCA).
Um dos marcadores mais utilizados na prática é a CK-MB, que ainda é geralmente solicitada em conjunto com CK Total e Troponina.
MAS SERÁ QUE ESTA CONDUTA É ADEQUADA?
Em 2014 a American Heart Association já afirmava que o uso da CK-MB era desnecessário no manejo do paciente com SCA, não tendo benefício adicional quando se utiliza I ou T (Nível de evidência: A).
Em 2017, um artigo publicado na JAMA foi ainda mais enfático ao citar que o Amercian College of Cardiology e a European Society of Cardiology preconizam o uso da como biomarcador de escolha por ter uma elevação sérica mais rápida (IMG 2), maior (99,2%) e maior (92%). Além disso, ao eliminar o uso de CK-MB, é possível reduzir os custos com a saúde e diminuir fator de confusão, sem prejuízo algum para o diagnóstico.
Os autores trazem ainda uma tabela com vários centros médicos (como a Mayo Clinic) que excluíram o uso de rotina da CK-MB na prática e obtiveram grande economia financeira, sem prejuízo para diagnóstico e manejo dos pacientes com SCA (IMG 3).
MAS A CK-MB NÃO É MELHOR PARA AVALIAR REINFARTO?
Não! O mesmo artigo coloca que isso é uma crença médica e que não há evidências que suportem essa ideia.
CONCLUSÃO
Troponina de alta sensibilidade é o MNM de escolha, não tendo necessidade de acrescentar CK-MB (muito menos CK Total) à conduta. O uso da CK-MB é sim viável quando não houver troponina quantitativa disponível no serviço.
Referências:
1) Amsterdam et al. 2014 AHA/ACC Guideline for the Management of Patients With Non–ST-Elevation Acute Coronary Syndromes. Journal Of The American College of Cardiology. 2014
2) Alvin et al. Eliminating Creatine Kinase-Myocardial Band Testing in Suspected Acute Coronary Syndrome: A Value-Based Quality Improvement. JAMA Intern Med. 2017.
3) MARTINS, H, M; NETO, R, A, B; VELASCO, I, T. Medicina de Emergência. 11ª.ed. Editora Manole. Barueri, SP. 2016.
06/08/2018
Dextrocardia, do latim "dextro", que significa "direita" e do grego, "kardia", que significa "coração", é uma anomalia congênita a qual o coração se posiciona para o lado direito, tendo ainda as câmaras direitas e esquerdas invertidas. Possui prevalência de 1/12.000 nascimentos e muitas vezes está associada com inversão dos órgãos abdominais "situs inversus totalis".
Dextrocardia não deve ser confundida com uma dextroposição do , situação a qual o ele se desloca para o hemitórax direito devido a deformidades da caixa torácia, pneumotórax, derrame pleural esquerdo, atelectasia de pulmão direito ou após pneumectomia.
Um exame de de um paciente com apresenta alterações típicas, mas que podem ser confundidas com a simples troca de eletrodos.
COMO FAZER PARA DIFERENCIAR?
De forma simplificada, quando a onda P está negativa em D1 e aVL e o QRS positivo em aVR, devemos observar as derivações precordiais. Se estas estiverem normais (QRS predominantemente negativo em V1 e V2 e se tornando progressivamente mais positivo até V5 e V6), provavelmente estamos de frente a um paciente com troca dos eletrodos periféricos, como vemos na IMG 2 (geralmente o erro de troca acontece nas periféricas).
Por outro lado, quando além das derivações periféricas, o padrão do QRS se inverte também nas precordiais, sendo predominantemente positivo em V1 e V2 e tornando-se mais negativo em V5 e V6, temos um paciente com dextrocardia.
Não sabe como posicionar os eletrodos de forma correta?
Na direita, "Flamengo", na esquerda, "Brasil". Cores claras, superiores e cores escuras, inferiores. Confira as imagens do post!
;)
Referências:
1) FRIEDMANN, AA. Dextrocardia: diagnóstico nem sempre fácil. Diagn Tratamento. 2014
2) PASTORE, CA et al. III Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia Sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2016.
22/06/2018
IMPLANTE TRANSCATETER DA VALVA AÓRTICA
Transcatheter Aortic Valve Implantation (TAVI)
Transcatheter aortic valve replacement (TAVR) is a new and innovative approach to the treatment of severe aortic stenosis (narrowing of the aortic valve open...
21/05/2018
Consegue identificar os ritmos? ;)
ECG Rhythm / ECG interpretation
ECG rhythm interpretation
20/05/2018
Primeiro evento científico aberto da LACARDIO, realizado nos dias 4, 5 e 6 de maio de 2018.
Patrocínio: CVC, Boehringer Ingelheim, Ache, Servier, Laboratório Alvarenga, Universitária Comunicação Visual, Fernando Idiomas e Cirúrgica Valadares.
Apoio: Unimed, Betel, Gastrocenter, Balaio de Manga e Pousada Jeito de Minas.
15/05/2018
A Hipertensão Arterial (HA) é o principal fator de risco para mortalidade e incapacidade. Estima-se que 874 milhões de adultos possuam Pressão Arterial Sistólica (PAS) maior ou igual 140 mmHg em todo o mundo. A HA perde apenas para o Tabagismo como causa prevenível de morte nos Estados Unidos.
No Brasil mais de 36 milhões dos adultos e mais de 60% dos idosos apresentam HAS, o que contribui com até 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV) no país. As DCV são responsáveis por uma alta frequência de internações, com custos socioeconômicos elevados, além de representar a principal causa de morte no país.
A mudança de , como a prática de físico regular figura como 1ª linha de prevenção e tratamento (TTO) da HAS. Nesse ponto, vários tipos de exercício são eficientes na redução da Presão Arterial (PA), inclusive a .
Um interessante estudo de 2013 comparou a caminhada com a a fim de verificar redução do risco de desenvolvimento de HAS, Hipercolesterolemia e Diabetes Mellitus (DM). Foi um acompanhamento a longo prazo de ~50.000 pessoas, sendo que 15.945 caminhavam e 33.060 corriam.
Ao final, os achados indicaram que, quando o gasto energético era equalizado, a redução do risco para DCV eram similares. Ou seja, se a pessoa que caminhar gastar a MESMA quantidade de calorias que a pessoa que corre, a redução do risco para HAS, hipercolesterolemia e DM será a MESMA!
Pessoas que praticam corrida geralmente têm maiores benefícios que as que caminham pq elas gastam mais calorias por um mesmo período de atividade. Mas isso não impede de quem é adepto da caminhada de reduzir sua PA e melhorar sua (só terá que se exercitar por um tempo maior!).
OBS: Não podemos afirmar que correr e caminhar geram benefícios similares em TODOS os aspectos da sua saúde. Mesmo assim esse é um ótimo estudo para incentivar a prática de exercício, independente da !
Referência: Wiliams PT, Thompson PD. Walking Versus Running for Hypertension, Cholesterol, and Diabetes Mellitus Risk Reduction. Arterioscl, Thrombos and Vascular Biology. 2013
04/05/2018
Credenciamento: 18h às 18h55!
Esperamos por vocês lá! =)
02/04/2018
COMO ME INSCREVER?
Procure um dos ligantes responsáveis pelas inscrições (contatos no flyer) e faça o pagamento em espécie.
Depois envie um e-mail para [email protected] contendo:
1. Nome completo;
2. RG;
3. CPF;
4. Telefone pra contato;
5. E-mail para contato;
6. Curso e faculdade;
7. Número de matrícula (se o aluno for da UFJF);
8. Valor pago na inscrição;
9. Dia do pagamento da inscrição;
10. Ligante que fez a inscrição (ou recebeu o pagamento).
NÃO HÁ RESERVA DE VAGAS!
VALORES
LOTE PROMOCIONAL
Do dia 02/04 até às 23:59 horas do dia 08/04, ou até esgotarem as vagas deste lote, sendo:
- 10 vagas para os primeiros alunos da UFJF/GV que recebem auxílio da faculdade = R$ 30,00 (mediante comprovação na hora da inscrição e no dia do evento)
- Demais vagas destinadas para alunos da UFJF/GV (R$ 40,00) ou para alunos de outras faculdades (R$ 50,00).
2º LOTE:
À partir do encerramento das vagas destinadas ao lote promocional ou para as inscrições realizadas do dia 09/04 até às 23:59 horas do dia 03/05.
- Acadêmicos da UFJF/GV = R$ 50,00
- Alunos de outras Universidades = R$ 60,00
DIA DO EVENTO:
Caso não ocorra a venda das 100 vagas até às 23:59 horas do dia 03/05, será possível também realizar a inscrição nos dias do evento, sendo:
- Acadêmicos da UFJF/GV = R$ 60,00
- Alunos de outras Universidades = R$ 70,00