O NAJUP de Goiás, núcleo de assessoria jurídica universitária popular da UFG, dialoga com movimentos sociais e visa a efetivação de direitos fundamentais.
O Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular (NAJUP) é um grupo de extensão composto, geralmente, por estudantes da Faculdade de Direito da UFG, aberto à participação de pessoas de outras unidades acadêmicas. O projeto surge ante aos desafios que atualmente se apresentam à Universidade, que acaba não cumprindo sua função social, diante da necessidade de transpor as barreiras que a impedem
de estar presente nas comunidades marginalizadas, e ao Judiciário, de conseguir garantir a todos, em uma sociedade cada vez mais marcada por violações dos Direitos Humanos, desigualdades e injustiças sociais, um efetivo acesso à Justiça. O NAJUP é um coletivo social que emprega em sua prática de transformação da sociedade, visando à emancipação de sujeitos historicamente oprimidos, as idéias da Educação Popular, embasada nos -ensinamentos de Paulo Freire. Em sua forma de atuação, o NAJUP pretende estabelecer um diálogo duplamente transformador, funcionando como uma verdadeira troca de experiências e diferentes saberes, seguindo algumas noções. Uma destas é o estabelecimento de situações que devem ser trabalhadas com a comunidade a partir da vivência ao lado desta, evitando qualquer forma de imposição. O NAJUP atua de forma a contribuir para que a comunidade compreenda nuances da dinâmica em que está inserida, fazendo com que o sujeito da história não seja mero objeto a ser estudado e sim papel fundamental e transformador na dinâmica de sua vida. Quando se fala em assessoria jurídica popular na universidade, ou seja, Assessoria Jurídica Universitária Popular, o questionamento da ordem instituída e do judiciário alia-se a crítica ao modelo de universidade. Tenta-se resgatar, então, a legitimidade social da universidade através da extensão, ainda que esta seja indissociável da pesquisa e do ensino. A concepção de extensão universitária deve refletir o modelo de universidade e sociedade que estamos dispostos a construir. Por isso, o NAJUP compreende a extensão como uma via de mão dupla, um instrumento capaz de resgatar a cidadania, num processo dialético de transformação da universidade e da sociedade, superando suas desigualdades. Diferentemente da simples Assistência Judiciária o trabalho de Assessoria Jurídica Popular pretende efetivar, junto às comunidades acompanhadas, uma educação jurídica popular e um treinamento para-legal capazes de habilitá-las para a autodefesa dos seus direitos, não somente perante o Poder Judiciário, mas também junto ao Executivo e ao Legislativo, incentivando a adoção de mecanismos de solução interna de conflitos. A prática da Assessoria Jurídica Popular é aquela que está voltada para “os segmentos subalternizados e enfatiza a transformação social a partir de uma atuação profissional que humaniza o indivíduo, politiza a demanda jurídica e cria estratégias de luta e resistência, encorajando a organização coletiva”. O NAJUP existe por enxergar os desafios existentes na Universidade, na sociedade e na concretização da Justiça. Sua atuação se dá à luz da necessidade de mudança de uma sociedade excludente, cada vez mais marcada por violações dos Direitos Humanos, desigualdades econômicas e injustiças sociais. Consciente de que os estudantes de Direito e profissionais da área possuem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa, participativa e emancipadora do ser humano, objetiva o NAJUP preparar assessores jurídicos populares na área de direitos fundamentais, através de uma formação jurídica, política e social. O NAJUP pretende promover eventos como seminários, oficinas, palestras e mini-cursos, no intuito de difundir os princípios que norteiam a realização de seus trabalhos, assumindo assim um papel de multiplicador dos ideais que permeiam sua missão. O NAJUP propõe cursos, oficinas e grupo de estudos a fim de proporcionar melhor embasamento teórico nas atividades de extensão que realiza. Dessa forma, é possível proporcionar uma visão mais crítica e próxima da realidade brasileira em que o estudante universitário vive. A necessidade de transformar a Universidade, o Judiciário e a estrutura do ensino jurídico, caminhando para uma mudança de paradigmas no sentido da libertação e emancipação humanas, tendo a consciência de que o direito nasce das lutas sociais e do desejo permanente de libertação, por tudo, faz-se acreditar que o NAJUP surge como um instrumento na busca de uma efetiva transformação social e da construção de uma ordem jurídico-política: nova e justa.”
18/06/2026
📷 Registros da primeira aula | Memória: histórias das pessoas q***r no Brasil, com enfoque nas pessoas trans desde a colonização
Mais do que revisitar o passado, a aula reforçou a importância de lembrarmos da história para compreender os desafios do presente e construir um futuro pautado na garantia de direitos.
Seguimos juntas, juntos e juntes nos próximos capítulos dessa caminhada! 🏳️⚧️
18/06/2026
🏳️⚧️ Ontem demos início ao minicurso Trans-Criar Caminhos: história, reconhecimento e proteção jurídica de pessoas trans no Brasil
Ao longo do primeiro encontro, dedicado ao eixo da Memória, refletimos sobre as histórias das pessoas q***r no Brasil, com enfoque nas vivências das pessoas trans desde o período colonial, resgatando trajetórias que por muito tempo foram invisibilizadas e reafirmando a importância da memória como instrumento de resistência e construção de direitos.
Agradecemos a todas as pessoas que participaram desse momento de diálogo, aprendizado e troca de experiências.
Que este seja apenas o começo de uma caminhada coletiva em defesa da dignidade, do reconhecimento e da justiça.
Nos vemos nas próximas aulas! 📚
12/06/2026
Ontem nossos membros receberam o certificado de Mérito Legislativo em reconhecimento ao empenho e à excelência na Formação Acadêmica e Cidadã no Estado de Goiás!
É a terceira vez que os integrantes do NAJUP Pedro Nascimento são indicados em homenagens na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
Parabenizamos a todos pela dedicação e proatividade nas atividades universitárias!
12/06/2026
🏳️⚧️ Aula 3 | Proteção: operacionalização dos direitos trans nas vias judiciais e extrajudiciais, produção de provas e pedidos de proteção
Garantir direitos vai além do seu reconhecimento formal: é preciso saber como efetivá-los.
Na terceira e última aula do minicurso Trans-Criar Caminhos, abordaremos os instrumentos jurídicos disponíveis para a proteção das pessoas trans, discutindo a operacionalização de seus direitos nas esferas judicial e extrajudicial, a produção de provas e os principais mecanismos de tutela e pedidos de proteção.
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Carlos Vicente Queiroz Dias é homem trans, advogado, professor universitário, mestre e doutorando em Direitos Humanos pelo PPGIDH/UFG. Preside a Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Anápolis, vice-presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e de Diversidade de Gênero do IBDFAM-GO e segundo vice-presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero do IBDFAM Nacional. Atua na promoção da cidadania LGBTQIAPN+, articulando docência, pesquisa, vivência trans e incidência institucional para transformar direitos reconhecidos em proteção real.
11/06/2026
🏳️⚧️ Aula 2 | Reconhecimento: história da incidência institucional e das primeiras conquistas de direitos perante o STF e o CNJ
Os direitos das pessoas trans no Brasil são fruto de décadas de mobilização, resistência e incidência política e jurídica.
Na segunda aula do minicurso Trans-Criar Caminhos, vamos discutir como movimentos sociais, organizações e ativistas impulsionaram importantes avanços institucionais, analisando as primeiras conquistas de direitos no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de seus impactos para a garantia da cidadania e da dignidade das pessoas trans.
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Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (PPGIDH) da Universidade Federal de Goiás (UFG) – pesquisadora em Violência Vicária (Violência Vicária Brasil);
Membra do Coletivo Mães na Luta; Membra do Coletivo Feminista GSex; Advogada feminista; Assessora Jurídica no Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (NUDEM), da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE/GO); Professora universitária; Graduada em Direito pela Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica); Pós-graduada em Gênero e Direitos Humanos pela Escola Brasileira de Direitos das Mulheres (EBDM) e Escola Superior da Advocacia Piauí e Pará (ESA PI/PA); Pós-graduada em Direito Constitucional e Teoria da Constituição pela Universidade Federal de Goiás (UFG);
Pós-graduanda em Direito das Famílias com Perspectiva de Gênero, pela Escola Brasileira de Direitos das Mulheres (EBDM); Estudiosa em Gênero e Diversidade, Direitos das Mulheres e Direito das Famílias com Perspectiva Feminista de Gênero; Associada à Escola Brasileira de Direitos das Mulheres (EBDM).
11/06/2026
🏳️⚧️ Aula 1 | Memória: histórias das pessoas q***r no Brasil, com enfoque nas pessoas trans desde a colonização
Para compreender o presente e construir caminhos de transformação, é preciso conhecer o passado.
Na primeira aula do minicurso Trans-Criar Caminhos, vamos percorrer a história das pessoas q***r no Brasil, com especial atenção às experiências e resistências das pessoas trans desde o período colonial.
A partir de uma perspectiva histórica, discutiremos como os processos de apagamento, controle e exclusão moldaram as realidades vividas por essa população ao longo dos séculos.
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Letícia Regina de Oliveira é Doutoranda em Direitos Humanos pela UFG mestra em Educação Profissional e Tecnológica pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT/IFG) e licenciada em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Atua como professora da Educação Básica, com experiência no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Mulher lé***ca negra, pesquisadora nas áreas de Educação, História, Gênero e Sexualidade, desenvolve pesquisas voltadas à formação de professores e professoras, às abordagens de gênero e sexualidade no contexto escolar e à análise histórica de grupos socialmente marginalizados. Seus estudos articulam perspectivas críticas, decoloniais e interseccionais, com ênfase nas lesbianidades, nos feminismos e na produção histórica de sujeitos historicamente silenciados, bem como de suas experiências, contribuindo para o debate sobre memória, poder e educação.
10/06/2026
🏳️⚧️ Minicurso Trans-Criar Caminhos: história, reconhecimento e proteção jurídica de pessoas trans no Brasil
Como se construiu a trajetória de luta e garantia de direitos das pessoas trans no Brasil? Quais são os marcos jurídicos dessa história e como esses direitos podem ser efetivados na prática?
Em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino em Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás, o NAJUP Pedro Nascimento convida toda a comunidade para participar do minicurso Trans-Criar Caminhos, um espaço de formação, reflexão e fortalecimento da defesa dos direitos humanos.
As atividades serão realizadas nos dias 17, 25 e 26 de junho, às 19h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFG.
02/06/2026
No último sábado, dia 30 de maio, 10 integrantes do NAJUP Pedro Nascimento foram homenageados em solenidade de mérito legislativo às lideranças e entidades estudantis.
Nossa coordenadora, Amanda Santos, compôs a mesa e fez um discurso sobre a importância do movimento estudantil para a conquista de direitos, além de reforçar o papel da extensão para aproximar a comunidade do ambiente acadêmico.
A ação foi organizada pelo Deputado Estadual Mauro Rubem em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás.
18/05/2026
No último sábado, dia 16 de maio, o NAJUP Pedro Nascimento esteve presente na Ocupação Zumbi dos Palmares para participar de uma rede de conversa com a população sobre o direito à moradia digna.
A ação foi organizada pelo Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos e também contou com o apoio da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares, cujos membros são egressos da Faculdade de Direito da UFG.
A formação jurídica vai muito além da sala de aula e a extensão tem um papel extremamente importante na consolidação de aprendizados e, principalmente, democratização do conhecimento por meio de um contato direto com a comunidade.