A fundação do Ânima – Instituto de Educação deve ser atribuída a um projeto coletivo de educadores, cujo enfoque principal assenta-se em princípios histórico-filosóficos que visam à formação humanista de sujeitos voltados para a sedimentação de um espaço coletivo mais justo, mais participativo e, portanto, mais feliz. A perspectiva de construção do ÂNIMA – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO é ética, entendida como um valor, uma ciência, que tem o sentido de contribuir para a superação de todas as formas de “conduta analfabeta”, seja na política, seja na cultura, seja na escola, pois valoriza a pessoa no aspecto integral do seu desenvolvimento e da sua formação histórico-social. O educando, assim, é percebido como ser cognoscente tendente ao entendimento, à amizade, à sabedoria, ao respeito mútuo, enfim, ao gozo social. O ÂNIMA entende a diferença de abordagem entre o “você não sabe” e o “você ainda não sabe, mas pode vir a saber”, optando sempre pela segunda. O ÂNIMA entende que sua função como instituição educacional é fazer com que o educando, “dentro de um ambiente favorável à aprendizagem”, como diria Epicuro de Samos, o filósofo grego antigo, conheça as coisas do mundo e da realidade e se sinta parte delas; fazer com que o educando mantenha uma concentração continuada em relação ao mundo e à realidade criada pelos humanos, durante o trabalho formativo na sua vida escolar. O ÂNIMA entende que sua ação de conduzir ao esclarecimento vidas em formação passa por assumir alguns critérios para a produção do conhecimento com cientificidade e humanismo, expressão que representa a “alma” de nossa escola. Considerando as diferentes faixas etárias com as quais lida e concordando com Vygotsky, que diz que “o bom ensino é o que antecipa”, o Ânima entende que a ação investigativa dos educandos deve, fundamentalmente:
1) debruçar-se sobre objetos reconhecíveis e definidos de tal maneira que sejam reconhecíveis igualmente pelos outros;
2) dizer dos objetos estudados algo que ainda não foi dito ou rever sob uma óptica diferente o que já se disse;
3) garantir que o estudo seja útil aos demais;
4) fazer com que o estudo forneça elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas e, portanto, para uma continuidade pública.