Lai Kung Fu - Goiânia

Lai Kung Fu - Goiânia Ensina o Kung Fu tradicional estilo Louva-a-Deus do Norte em Goiás. contatos: 3278 82 07- 9248274 c/ T-08 Setor Bueno.

Temos 2 unidades:

Unidade I: Rua Tamoios Nº 139, Conjunto Anhanguera

Unidade II: Rua T-01 esq.

O cuidado está na base do ensino de Kung Fu. A correção postural das técnicas se amplia para os posicionamentos na vida....
12/08/2026

O cuidado está na base do ensino de Kung Fu. A correção postural das técnicas se amplia para os posicionamentos na vida. Ter postura signif**a, antes de tudo:

Ter firmeza, sem ser rude;
Ser flexível, com coerência
Ser humilde, sem subserviência
Ser assertivo, sem arrogância.

Portanto, praticar Kung Fu é caminhar na senda do autoconhecimento.

Para tanto, são necessários cuidado e orientação.


❤️
#ᴀᴜᴛᴏᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴍᴇɴᴛᴏ

Na arte marcial chinesa há uma figura simbólica, importante na formação dos seus praticantes.Responsável por orientar nã...
09/08/2026

Na arte marcial chinesa há uma figura simbólica, importante na formação dos seus praticantes.
Responsável por orientar não somente as técnicas marciais, contém um olhar de cuidado e atenção constantes.
Guardador e produtor de memórias, procura, constantemente e, de maneira incansável, redirecionar o olhar de seus alunos para que o Kung Fu seja uma prática que promova sentido e signif**ado para a vida.
Essa fugura é o sifu. Professor, ou ainda, "pai marcial ".

Feliz dias dos pais!

Lai Kung Fu Goiânia

05/08/2026

Uma questão muito comum surge quando se procura para a prática de arte marcial: será que tenho um corpo adequado e uma idade que permita a prática?

Pois bem, é preciso refletir sobre qual corpo estamos falando, bem como o signif**ado de" idade" para praticar arte marcial.
A questão que se coloca é: o que lhe movimenta? O que lhe dá potência para viver? Se a prática de arte marcial lhe proporciona isso, então não há idade limite e nem um corpo padrão ou estriotipado. Há, sobretudo, a necessidade de se expressar e se conhecer. Portanto, a prática deve ser, antes, um exercício de liberdade.

31/07/2026

Para iniciar a prática de uma arte marcial, procurar com cuidado quem será o professor, instrutor ou mestre, é fundamental.
Um bom início, pressupõe uma jornada promissora.

O que signif**a o trajeto percorrido?Quando nos perguntam sobre como é nosso trabalho e sobre seus componentes — o plano...
31/07/2026

O que signif**a o trajeto percorrido?

Quando nos perguntam sobre como é nosso trabalho e sobre seus componentes — o plano de mensalidades, a infraestrutura, os campeonatos ou os títulos conquistados —, talvez a pergunta mais profunda seja outra: como foi chegar até aqui, depois de trinta e sete anos de dedicação à permanência deste trabalho?

Chegar até aqui foi acordar, nos finais de semana, às 5h30 da manhã para ir ao local de treino, muitas vezes a pé ou de ônibus, quando havia.

Foi lidar com as incertezas de um projeto ao qual se decidiu dedicar-se até extenuar os próprios limites físicos e mentais. Foi comprovar, a todo tempo, que a prática de uma arte marcial pode ser, sim, uma ação de transformação social.

Foi também abdicar de compromissos financeiros, afetivos e sociais para dedicar-se ao estudo e ao treinamento.

Foram as inúmeras viagens em busca de treinamento e, talvez, o maior dos desafios: buscar constantemente algum esclarecimento para a vida, fazendo do treino não apenas uma prática, mas um modo de vida.

Tudo isso — e tantos outros desafios necessários — compõe a força da permanência de um trabalho construído a partir do esforço, do compromisso e, essencialmente, das relações que foram sendo construídas por muitos ao longo do caminho.

Porque, no fim, talvez seja esse o verdadeiro signif**ado do trajeto percorrido: não apenas chegar até aqui, mas reconhecer tudo aquilo que nos trouxe até aqui.

09/07/2026

Antes das aulas no kwoon (local de treinol), existe uma preparação cuidadosa que requer tempo e organização.
O estudo das fichas de graduação propicia conhecer cada aluno(a) para além da técnica a ser desenvolvida.
Trata-se de uma atividade de aproximação e fortalecimento de relações.
Portanto, kung fu é um exercício constante e duradouro.



Kung Fu como manifesto existencialEm um mundo tão performático, ultrarrápido, raso de convivências orgânicas e, como bem...
08/07/2026

Kung Fu como manifesto existencial

Em um mundo tão performático, ultrarrápido, raso de convivências orgânicas e, como bem lembrou o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), uma sociedade de relações líquidas, perguntamos: como desenvolver uma habilidade que, por excelência, exige cultivo, cuidado e tempo?

Seja o atleta, o esportista, o desportista, aquele que pratica em busca de mais saúde e equilíbrio, enfim, o ser humano contemporâneo, o questionamento é para todos, a saber: por que se dedicar a algo que irá lhe pedir tempo e entrega? Medalhas, troféus, status, likes, ascensão social, dinheiro?

Bom, certamente, cada um desses elementos pode ser legítimo para cada pessoa quando se dedica à prática do Kung Fu. A questão posta não é descredibilizar essas possibilidades. No entanto, quando se remete ao signif**ado mais profundo, talvez a reivindicação peça uma proposta mais reflexiva.

O Kung Fu pede atenção, cuidado, dilatação do espírito e, quando bem praticado, responde de forma consequente para outras pessoas em forma de algumas características fundamentalmente humanas, como respeito, cortesia, lealdade e compaixão e, para que isso se desenvolva, é necessário tempo. Mas não qualquer tempo.

Trata-se de uma dedicação de entrega para além dos “holofotes performáticos”. Aquilo que o filósofo coreano Byung-Chul Han (1959-) denomina prática contemplativa, portanto, o desenvolvimento de uma prática que se justifique em si mesma.

Assim, f**a o convite a partir do que disse outro filósofo, neste caso, Walter Benjamin (1892-1940), quando nos apresenta o signif**ado de experiência. Para ele, experiência é aquilo que nos atravessa, que nos mobiliza por inteiro.

Nesse sentido, desejo aos que praticam Kung Fu que seu treino transcenda para além de uma realidade fantasiosa e rasa, mas que traga toda a sua profundidade e vigor existencial, que, de fato, lhe promovam sentido.

Neste registro acima, logo depois que ministrei uma aula de Kung Fu – que, para mim, é o meu principal exercício de aten...
02/07/2026

Neste registro acima, logo depois que ministrei uma aula de Kung Fu – que, para mim, é o meu principal exercício de atenção –, fui realizar o que os gregos chamavam de peripatético, ou seja, uma caminhada filosóf**a. Daí surgiu esta proposta de diálogo.

O problema da atenção, desde muito cedo, me intrigou. Quando garoto, gostava de f**ar parado, olhando atentamente para a janela do meu quarto, enquanto minha mãe perguntava: “Você está aí?”. Bom, acho que estava mais do que hoje. Direcionava minha atenção para os desenhos e para atividades como jogar bola, pião e bola de gude; todas requeriam atenção, só que uma atenção privilegiada, pois se tratava de provocar toda a mobilidade humana. Já na arte marcial, isso se tornou mais forte e necessário. É nela que minha atenção ganhou mais força e sentido. A cada movimento, na escuta dos ensinamentos dos professores e nas conversas com meus alunos, o motivo da atenção tornou-se ainda mais nobre para mim.

Levando ainda mais a sério a questão da atenção, resolvi realizar uma pesquisa que, felizmente, desdobrou-se em artigos e em parte da minha tese de doutorado. Hoje, temos exploradores declarados que roubam nossa atenção e transformam essa atividade tão profunda em monetização e patologias. As grandes big techs e seus avanços, por meio da proliferação das redes sociais, não perdoam.

Então, surge uma pergunta quase retórica: “Por que utilizo este lugar para fazer essa crítica?”. Utilizo-me também da riqueza do paradoxo. Ou seja, a questão talvez não seja a existência de ferramentas, como celulares e outros aparelhos, mas a nossa inércia diante do nefasto jogo produzido por aqueles que compram e sequestram nossa atenção.

Assim, o exercício da atenção, enquanto cuidado, atividade de pertencimento humano e, por que não dizer, abertura para uma vida mais analógica, tornou-se um modo de resistência. E há várias formas de combater isso. Por exemplo: como escutamos? Como nos alimentamos? Já dançou hoje? Riu de si mesmo? Cantou? Enfim, realizou alguma atividade na qual esteve por inteiro?

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Goiânia, GO
74850620

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