Liberalismo UFG

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Defendemos o Liberalismo econômico/ político,o objetivo é dar espaço para o discente/docente Liberal.

02/06/2026

Em 1792, uma inglesa chamada Mary Wollstonecraft sentou-se para escrever um livro.

Ela levou apenas seis semanas.

Tinha 32 anos, era uma escritora autodidata, havia sobrevivido a um pai violento, sustentado a si mesma como governanta e tradutora, e assistia, do outro lado do Canal da Mancha, uma revolução mudar o mundo.

Mary acreditava que o Iluminismo havia feito uma promessa grandiosa: todos os seres humanos possuíam razão, e a razão era a base da liberdade.

Então ela percebeu uma coisa.

Essa promessa havia deixado metade da humanidade de fora.

Seu livro se chamava Reivindicação dos Direitos da Mulher.

Foi um dos primeiros argumentos longos e sistemáticos, em inglês, defendendo que as mulheres não eram naturalmente inferiores aos homens. O que muitos chamavam de fraqueza, futilidade ou dependência, para ela, era resultado de uma educação criada justamente para produzir isso.

Eduque mulheres como crianças, ela dizia, e elas se comportarão como crianças.

Ensine que sua maior missão é agradar, e elas passarão a vida inteira encenando doçura, obediência e delicadeza.

Negue a elas o direito de pensar — e depois zombe delas por parecerem irracionais.

Mary não estava pedindo que as mulheres dominassem os homens.

Ela deixou isso claro.

O que queria era simples e profundo: que as mulheres fossem vistas como criaturas racionais. Como seres morais. Como pessoas com deveres consigo mesmas, e não apenas com os outros.

Foi isso que incomodou seus críticos.

Não era o medo de que as mulheres competissem com os homens.

Era o medo de que as mulheres pertencessem a si mesmas.

Porque, se uma mulher pertence a si mesma, sua obediência ao pai, ao marido, ao padre ou ao Estado deixa de parecer uma ordem natural das coisas.

Passa a ser uma escolha.

E escolhas, ao contrário do destino, podem ser questionadas.

A reação veio rápido.

Horace Walpole, um importante homem das letras, a chamou de “uma hiena de saias”. Críticos disseram que ela era antinatural, perigosa, sem feminilidade.

Depois de sua morte, em 1797, onze dias após dar à luz sua filha Mary — que anos depois escreveria Frankenstein — seu marido publicou uma biografia honesta sobre sua vida, incluindo seus romances e uma tentativa de suicídio.

Ele achou que estava homenageando Mary.

Mas a sociedade educada da época usou aquelas revelações para tentar enterrar suas ideias por quase cem anos.

Quando sua obra foi redescoberta por sufragistas e estudiosos no fim do século XIX, parecia uma profecia.

Mary havia entendido, dois séculos antes de muitos conseguirem nomear isso, que não se entrega dignidade em pedaços.

Não se pode dar educação a uma mulher e negar a ela propriedade.

Não se pode dar propriedade e negar o voto.

Não se pode dar o voto e negar autonomia sobre o próprio corpo.

Dignidade, ela entendeu, é indivisível.

E liberdade parcial é apenas uma coleira mais longa.

Sua exigência não era radical porque pedia demais.

Era radical porque se recusava a pedir menos.

E, desde então, toda vez que uma mulher é chamada de difícil, ingrata ou pouco feminina por desejar ser tratada como uma pessoa inteira, ela ouve o eco da mesma acusação feita contra uma escritora de 32 anos em 1792.

A crítica não melhorou com o tempo.

Mas a escritora estava certa.

31/05/2026

"Existem provas dos efeitos da carga excessiva de trabalho na saúde das pessoas. As longas jornadas, demissões e falta de planos de saúde provocam uma enorme insegurança econômica, conflitos familiares e doenças", afirma Jeffrey Pfeffer: https://bbc.in/4tL9vUN

22/05/2026

Sarah Breedlove nasceu em 1867.

Dois anos depois do fim da escravidão nos Estados Unidos.

Foi a primeira pessoa da família a nascer livre.

Perdeu os pais aos 7 anos.

Aos 10, já trabalhava como doméstica para sobreviver.

O país em que ela cresceu não tinha espaço para ela.

Nem nas leis.

Nem no mercado.

Nem na sociedade.

Na vida adulta, começou a sofrer intensa queda de cabelo.

Uma condição comum entre mulheres negras da época, causada por estresse, má nutrição e falta de produtos adequados para o tipo de cabelo.

Foi tentando resolver o próprio problema que descobriu o negócio.

Começou a desenvolver fórmulas capilares voltadas especificamente para mulheres negras.

Um público que nenhuma empresa do setor considerava relevante.

Adotou o nome Madam C.J. Walker, em referência ao seu terceiro marido.

E foi de porta em porta, estado por estado, demonstrando os produtos ela mesma.

Treinou mais de 20 mil vendedoras em todo o país.

Criou uma rede de distribuição própria numa época em que isso era impensável para uma mulher negra.

O negócio cresceu.

A fortuna também.

Em 1919, quando morreu, era reconhecida pelo Guinness Book como a primeira mulher negra a se tornar milionária pelos próprios meios nos Estados Unidos.

Ela não esperou o mercado abrir espaço para ela.

Ela construiu o próprio mercado.

Fontes:

●Encyclopaedia Britannica — Smithsonian Magazine — History.com

●Negocializando para mais conteúdos de negócios.

21/05/2026

Muita gente não quer ficar rica…
só quer parar de viver cansada. 😔

Talvez essa seja uma das frases que melhor explicam a nova geração.

Nos últimos meses, cresceu muito a quantidade de pessoas questionando a ideia de passar décadas vivendo apenas entre trabalho, contas e exaustão.

E não é preguiça.

É desgaste emocional.

Muita gente começou a perceber que trabalhar sem parar não garante mais sensação de segurança como antes.

O aluguel aumentou.
O custo de vida aumentou.
A pressão aumentou.
Mas a sensação de estabilidade diminuiu.

E isso mudou completamente a forma como as pessoas enxergam dinheiro e carreira.

Hoje, muita gente procura:
• renda extra
• trabalho remoto
• pequenos negócios
• liberdade de horário
• autonomia financeira
• formas de depender menos de um único salário

Porque existe uma sensação silenciosa crescendo:
a de que estabilidade pode desaparecer muito rápido.

Talvez por isso tanta gente esteja tentando construir algo paralelo.

Não necessariamente para ficar milionária…

Mas para respirar.

E isso explica o crescimento enorme de conteúdos sobre empreendedorismo, internet e novas formas de ganhar dinheiro.

As pessoas estão tentando recuperar controle da própria vida.

O problema é que durante muito tempo venderam a ideia de que sucesso significava apenas:
acordar cedo, trabalhar sem parar e aguentar tudo calado.

Só que emocionalmente muita gente chegou no limite.

E existe uma coisa importante nisso tudo:
a nova geração começou a valorizar tempo quase tanto quanto dinheiro.

Tempo para viver.
Tempo para descansar.
Tempo para a família.
Tempo para sentir que a vida não está passando apenas entre boletos e cansaço.

Talvez o grande sonho hoje não seja luxo.

Talvez seja paz.

E isso está mudando completamente o mercado, os negócios e a forma como as pessoas constroem renda.

Quem entende essa mudança começa a perceber por que tantos pequenos negócios, trabalhos digitais e rendas paralelas estão crescendo tão rápido.

No fundo, muita gente só está tentando construir uma vida que não machuque tanto emocionalmente.

Aqui a ideia é justamente falar sobre dinheiro, trabalho e oportunidades de forma mais real e humana.

19/05/2026

Ribeirão Preto, 1982.

Cristina Junqueira cresceu numa família comum do interior paulista.

Formou-se em Engenharia de Produção pela Poli-USP.

Fez mestrado.

Depois um MBA pela Kellogg School of Management, uma das mais respeitadas escolas de negócios dos Estados Unidos.

Voltou ao Brasil e foi trabalhar no sistema financeiro tradicional.

Itaú Unibanco.

Boston Consulting Group.

LuizaCred.

De volta ao Itaú, gerenciava o portfólio do Itaucard.

Era uma posição sólida.

Com uma visão clara do que estava errado no sistema.

Cinco grandes bancos controlavam 80% do mercado brasileiro.

Tarifas absurdas.

Juros altos.

Atendimento que humilhava o cliente.

Cristina propôs mudanças dentro do Itaú.

Cartão sem anuidade.

Melhor comunicação com o cliente.

Produtos mais simples.

O banco não quis.

Em 2013, Cristina pediu demissão.

Tinha sido apresentada ao colombiano David Vélez, que chegara ao Brasil pela Sequoia Capital e também saíra frustrado de uma agência bancária ao tentar abrir uma conta.

Com o engenheiro americano Edward Wible, os três fundaram o Nubank.

O nome era simbólico.

Nu como "new", novo em inglês.

Nu como "nu", transparente em português.

A proposta era exatamente o que Cristina havia sugerido no Itaú e fora recusada.

Todo mundo disse que era impossível.

Que os grandes bancos iriam esmagar qualquer concorrente.

Que brasileiro não abria conta em banco sem agência.

Em dezembro de 2021, o Nubank fez seu IPO na Bolsa de Nova York.

Valuation inicial: acima de 50 bilhões de dólares.

Com cerca de 2,9% das ações, Cristina se tornou bilionária.

Foi a segunda mulher brasileira a entrar na lista Forbes como bilionária por empreendimento próprio.

E a primeira a chegar lá por uma fintech.

Em 2026, sua fortuna é estimada em 8,7 bilhões de reais.

O Nubank tem mais de 100 milhões de clientes na América Latina.

O banco que todo mundo disse que não ia funcionar é hoje o maior banco digital independente do mundo.

E tudo começou com ideias que o Itaú rejeitou.

Fontes: Wikipedia — G4 Business — Investidor10 — ISTOÉ Dinheiro — Jornal Correio

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10/05/2026
10/05/2026

Há uma versão da história que todo mundo repete.

A de que poderosos interesses da indústria automobilística destruíram as ferrovias do Brasil.

Essa versão é falsa.

Nunca houve esse lobby.

O que houve foi algo diferente.

E muito mais revelador.

O Estado brasileiro destruiu a própria infraestrutura.

Sem precisar de ajuda de ninguém.

No auge das ferrovias, o Brasil tinha mais de 37 mil quilômetros de trilhos.

Uma das redes mais capilarizadas do país.

Presente onde poucos outros serviços chegavam.

Mas o governo imperial tabelou os fretes ferroviários.

Com receita controlada e custos subindo, as empresas passaram a operar no vermelho.

Não por incompetência própria.

Por imposição do Estado.

Para evitar a falência, o governo passou a bancar o déficit.

O que era negócio virou dependente de subsídio.

Depois veio Getúlio Vargas.

As ferrovias que deveriam ser entregues à iniciativa privada continuaram sob controle do governo.

E foram preenchidas com nomeações políticas.

Ali nasceu o empreguismo estatal brasileiro em escala industrial.

Gestão política.

Investimentos paralisados.

Prejuízos crescendo ano a ano.

Em meados da década de 1950, o déficit das ferrovias estatais já representava parcela significativa da arrecadação federal inteira.

A solução foi criar a RFFSA em 1957.

Dezoito estradas de ferro diferentes jogadas numa única estatal.

Por decreto.

Sem planejamento operacional.

Os três últimos anos de operação da RFFSA acumularam um rombo de R$ 2,2 bilhões.

Quando as concessões privadas começaram, entre 1996 e 1998, o volume transportado praticamente dobrou nas décadas seguintes.

O que o Estado afundou em quarenta anos de má gestão, o setor privado reativou.

O carro não matou o trem no Brasil.

O Estado nomeou quem não devia.

Tabelou o que não devia.

E entregou a conta para o contribuinte.

O verdadeiro inimigo das ferrovias brasileiras sempre teve nome.

E esse nome nunca foi lobby.

Fontes: Ferrovia & Sociedade — Mises Brasil — DNIT — Ministério dos Transportes — ILOS Logística — Agrolink

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01/05/2026

Hoje é celebrado o Dia Internacional dos Trabalhadores.​

Em 1º de maio de 1886, cerca de 80 mil trabalhadores iniciaram em Chicago uma greve que se espalhou por diferentes regiões do país, reivindicando a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.​

A mobilização ocorreu em meio a tensões sociais e resultou em confrontos, repressão policial, mortos e feridos. Nos dias seguintes, os protestos culminaram no episódio conhecido como Revolta de Haymarket, quando uma bomba foi lançada durante uma manifestação, seguida por troca de tiros e novas mortes.​

Após o ocorrido, oito trabalhadores e líderes sindicais foram julgados sob forte controvérsia. Parte deles foi condenada à morte, tornando-se posteriormente conhecidos como os Mártires de Chicago.​

Em memória desses acontecimentos, organizações operárias internacionalizaram o 1º de maio como símbolo da luta por direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e justiça social.​

Hoje, a data é lembrada em diversos países como marco histórico do movimento dos trabalhadores.​

22/04/2026

Hoje, 22 de abril, é importante refletir sobre o que realmente significa essa data. Durante muito tempo, falamos em “descobrimento do Brasil”, mas esse termo ignora que milhões de indígenas já viviam aqui muito antes da chegada dos portugueses em 1500. Por isso, muitos historiadores preferem usar expressões como “chegada dos portugueses” ou “início da colonização”, trazendo uma visão mais crítica e menos eurocêntrica da nossa história. Mais do que celebrar, é um momento de reconhecer os povos originários e os impactos que a colonização causou no país.

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