10/05/2020
Carta 2 para o meu filho
Você chegou com esses seus enormes e vívidos olhos de jabuticaba e me deu uma rasteira. Uma daquelas que a gente não vê de onde vem e f**a zonzo para levantar.
Você,meu filho, nasceu antes de mim. Você passou a existir já naquele sonho em que um anjo de luz te entregou para mim, com cabelos pretos e enormes olhos negros. Depois de uns 3 meses, lá estava você, já dentro de mim. Você já existia como meu filho,mas eu, meu amor, não como sua mãe.
E quando você chegou veio aquela avalanche de confusão emocional...tantos cuidados nos primeiros dias, tanta coisa na minha cabeça que eu não sabia nem como verbalizar. Aqueles primeiros dias em que eu me sentia tão aérea que não conseguia raciocinar nem se estava com fome. Aqueles em que tivemos que nos conhecer e aprender um sobre o outro de um modo intenso.
E hoje, sete meses depois, você me abraçou tão forte e me levou para o seu mundo. Mas não é um abraço que sufoca, é mais um daqueles que traz paz, sabe? Quando você acorda rindo logo cedo, quando você encosta sua bochecha na minha para cantar e dançar nosso "bom dia", quando você faz aquele denguinho de colo e na primeira brincadeira já esquece o choro e mostra seus dentões lindos. Quando você chegou, virei turbulência. Agora, estou paz.
Você tem me ajudado a ressignif**ar tantas coisas, tantas relações e tantas prioridades que sinto como se estivesse vendo o mundo e minhas escolhas de uma maneira mais límpida. Não, depois que você chegou os dias não f**aram mais fáceis, mas você tem uma leveza na sua pequena alma que faz com que todos nós queiramos simplesmente brincar no chão e esquecer das coisas de adulto.
Obrigada por me ajudar a me reencontrar, redescobrir e perceber que a real maternidade inclui os dias que quero me fingir de morta na cama com os dias que f**amos todos de preguiça na cama, rindo e brincando - Até o momento em que você encosta sua bochecha na minha, cantamos nossa música de "bom dia" e vamos para mais alguma descoberta.
Te amo,
Sua mãe.
10/05/2020
Sábio quem dividiu o tempo em várias partes, nos permitindo viver em ciclos que se iniciam e encerram, olhando a vida como um eterno recomeço com fé e esperança. Obrigada a todos que me saudaram no meu ano novo. Que possamos sempre evoluir em nossos ciclos e amadurecer em nossas escolhas, lembrando que tudo o que somos e fazemos, reflete em nossas famílias e comunidade.
23/10/2019
Meu relato de parto (parte 5 e última)😉Desde que descobri que estava grávida eu sabia que seria o parto vaginal minha primeira escolha. Por várias razões físicas e emocionais mas principalmente porque eu tenho PAVOR de cirurgia.
O que eu aprendi com essa experiência toda? Primeiro, que o parto "normal" é tudo, menos glamouroso. É preciso desromantizar. Tem suor, lágrimas, gemidos, sangue, xixi, cocô, placenta... Segundo, é um momento que a mulher precisa TOMAR POSSE: O MEU parto. Assim como falamos o MEU marido, o MEU obstetra, o MEU hospital. Pegar o touro pelo chifre. Sem medo, sem puritanismo, com coragem e tranquilidade.
O parto é seu. O obstetra, a doula, o pediatra, o marido...Estão ali para orientar, assistir e amparar aquele momento,mas quem conduz o baile e a dança são a parturiente e a criança. Não transfira ou endeuse o momento do parto sem a devida propriedade dele: você.
E para encerrar, deixa eu Te falar uma coisa sobre as dor do trabalho de parto. Dói e é absolutamente suportável. Eu tenho quase certeza que o trabalho de parto é uma das únicas dores que não traz SOFRIMENTO. O que traz SOFRIMENTO e medo ao TP é o abandono, a falta de informação, de amor, de atenção, de respeito. A infantilização da mulher durante o SEU parto. Isso tudo gera sofrimento. Isso NÃO é dor de parto, é dor de abandono.
Dor de parto te leva para uma outra dimensão, para um outro nível de conhecimento sobre você. Pode te mostrar muito sobre resiliência, força mental, paciência, limites. Sobre viver o agora. É uma dura e real oportunidade. Sem romanização e sem sofrimento. Mas é dessas que a gente não poderia passar pela vida sem experimentar. Eu penso nela como uma conexão espiritual, dessas que eu tive coragem de tocar. Não porque eu sou melhor do que alguém, mas porque eu sou MULHER e NÓS MULHERES somos muito FODAS. Produzimos seres humanos e sabemos como trazê-los ao mundo. É isso dá medo. E dói. Mas não nos faz sofrer.
The end.
19/10/2019
Meu relato de parto (parte 4)
OBS: Nas últimas noites a foi substituída por um soninho contínuo 🙏 então vamos falar sobre essa experiência na
Não sei por quanto tempo tentei a expulsão, até que, exausta, pedi analgesia para minimizar a dor do sacro aberto. Fomos para o centro cirúrgico e,embora confusa já que o plano era parir sem anestesia, estava determinada em trazer à vida nosso bebê de modo natural.
"Mais 3 forças e seu bebê nasce, Alyssa". Na primeira, já com o incômodo minimizado: "coroou. A cabeça dele está aqui. Coloca a mão que você sente os cabelos do seu bebê", disse o dr. Luiz. Toquei a minha pelve é senti exatamente como ele havia descrito, ao mesmo tempo em que mais uma contração me permitia empurrar o bebê mais para fora. "Saiu a cabeça. Na próxima, termina." - orientava ele.
Na última contração, a surpresa mais encantadora de todas: "Alyssa, seu bebê já está com a metade do corpo para fora. Agora pega seu filho com as suas mãos e leva até você".
"Posso mesmo?", perguntei.
Ele apenas sorriu e, neste instante, com as duas mãos e uma última contração de vida, puxei meu bebê para fora do meu corpo e, ainda ligado pelo cordão umbilical e já cantando para a vida, O trouxe até o meu peito.
Olhava para o Fernando, Que chorava e ria do nosso parto. Nascemos como pais da nossa família. "Quem vai ver se é menino ou menina?", brincou o dr Luiz. Todos queriam a resposta para a surpresa que aguardávamos há 9 meses. "É um menino! Gritamos em meio às lágrimas".
E assim, em meio a uma equipe amorosa, que respeitou e acolheu nossas escolhas com carinho, competência e segurança, nosso Leopoldo chegou. Lindo, enorme, saudável, escolheu o dia do seu nascimento e venceu o primeiro desafio da vida: o êxito de nascer.
(Continua na próxima a 5a e última parte 😉)
16/10/2019
Meu relato de parto (parte 4):
Sempre acreditei que os bebês compreendem tudo desde a barriga da mãe e agora tenho muito mais certeza: "Meu amor, mamãe vai te ajudar a nascer, mas você precisa fazer sua parte. Agora a mamãe precisa de ajuda pra gente não precisar usar um remédio que iria trazer dor pra nós", expliquei ao baby. "Pode nascer tranquilo,meu amor. A mamãe e o papai estão aqui te esperando, o tio Luiz é seu amigo e está aqui pra te ajudar e nós estamos no hospital que a mamãe te contou. Todo mundo te ama muito e está muito feliz de você nascer. Pode vir tranquilo. Papai do céu e seu anjo da guarda também estão aqui".
1 hora depois, ao retornar e me examinar, o médico constatou que havia dilatado 2 cm a mais: "entramos na fase ativa e não vamos precisar de medicamento".
A partir daí as contrações começaram a f**ar mais intensas e frequentes, mas sempre perfeitamente suportáveis. A cada onda, repetia "obrigada Deus, uma a menos para o bebê chegar", "vai passar, está passando", "é só uma onda", "eu respiro,minha mente relaxa,meu corpo se abre e meu bebê desce".
E assim, quando percebi, Chegamos aos 10cm de dilatação. Sem anestesia, sem indução, sem ocitocina sintética. Com a força do amor. Saí com a certeza de que o parto vaginal acontece 90% na cabeça e 10% no corpo.
Era hora de começarmos a expulsar. "A cabeça do bebê já está bem baixa", disse a pediatra. Chama o obstetra. Ao me examinar ele disse: "Ainda vai uns 40minutos. Vou fazer uma cirurgia de emergência e já volto. Qualquer coisa,me chamem". Perplexa, comecei a rir da situação.
Logo ele retornou e, com um sorriso doce, disse: "vamos conhecer esse bebê? Fernando, fique atrás dela e Alyssa de cócoras na sua frente. A gravidade vai ajudar", orientou. Neste momento máximo de desconforto com a dor, o mais desafiador era a dor do cóccix se abrindo para a passagem ddo bebê. "Obrigada,Deus", repetia constantemente. As ondas já estavam em seu máximo, com menos de 1 minuto de intervalo. Me sentia exausta e entre um puxo e outro, cochilava.
(Continua na próxima 😉)
14/10/2019
Meu relato de parto (parte 2):
Já havia uns dois dias que estava com alguns sinais do trabalho de parto: muito incômodo na pelve e nas costas, com dificuldade para andar e algumas contrações de ensaio. "Senhor, que seja feita a Sua vontade, mas que não demore tanto assim" (kkkk), orava a Deus naqueles dias com uma briga interna entre meu desejo de acabar com o desconforto constante e o de respeitar a escolha do bebê em chegar à vida. Respeitar o tempo e abrir mão do controle talvez sejam os maiores desafios a lidar quando se opta pela via de parto espontânea.
Meu vestido floral já estava Todo molhado ao chegarmos à maternidade. À medida que caminhava para a sala de exames, um rastro de líquido amarelado f**ava pelo caminho. "Desculpa, dra, estou vazando", brinquei com a obstetra de plantão. Após examinar, a constatação: 3cm de dilatação mas ainda com contrações irregulares. "O bebê está bem baixo já é não deve demorar muito, já podemos interná-los".
Apartamento 7. Às 3h temos entrada neste que se tornaria nosso local sagrado pelas próximas horas. Sentamos à cama e, de mãos dadas, eu e Fernando oramos por aquele momento, Por nossa família e por toda a equipe médica. A noite escura e silenciosa embalava as surpresas para aquele domingo fresco e chuvoso.
A porta se abre e, na penumbra do quarto vimos a silhueta da , com um sorriso amoroso e cheia de energia às 3h30 que chegava com sua maleta mágica de parto quase como Mary Poppins. Passamos a madrugada em conversas divertidas com algumas contrações iniciais.
Após 4 horas de trabalho de parto latente, havia dilatado apenas 1 cm a mais, com 4 no total. De manhã cedo, O veio nos examinar e sugeriu o que não estava nos planos: "vamos usar um misoprostol para acelar um pouco a evolução das contrações. Alyssa, pela profilaxia cardíaca do seu sopro, eu não quero que o trabalho de parto se prolongue demais para você não precisar de outra dose de antibiótico". Minha chateação foi total pois eu e Fernando não queríamos uma intervenção medicamentosa tão cedo. "Vou dar uma volta enquanto vocês decidem", o médico disse.
..continua na próxima
27/06/2018
Existe uma diferença muito grande entre QUERER e MERECER, em tudo na nossa vida. Hoje temos exatamente a vida que MERECEMOS, o país que merecemos, os governantes que merecemos, as dívidas que merecemos, os casamentos fracassados ou bem-sucedidos que merecemos, a família que merecemos, o salário que merecemos. Porque para MERECER mais, merecer a vida e o país que aspiramos, é preciso FAZER MAIS. FAZER DIFERENTE, AGIR DIFERENTE, CONSTRUIR DIFERENTE.⠀
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Você QUER um país/vida diferente, mas será que está disposto a pagar o preço para MERECER? Se desenvolver, ser diferente, fazer diferente? Não teremos o país que queremos agindo da mesma maneira, reclamando das mesmas coisas, tendo a mesma postura vitimista ou buscando culpados ou heróis para nossos problemas. O Brasil que queremos se constroi com atitudes diferentes principalmente dentro da nossa casa: construindo relações afetivas e familiares mais harmônicas, saindo da zona de conforto profissional, ressignif**ando as dores mais rapidamente, buscando menos culpados e assumindo mais a responsabilidade. Porque nosso país nada mais é que o reflexo da nossa casa. Hoje temos o país que MERECEMOS. Para termos o Brasil que QUEREMOS, precisamos MERECER MAIS. ⠀
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Qual Brasil você quer? E o que você pode fazer ou já está fazendo de diferente para contribuir com esse país que quer para o futuro? Nada é conquistado sem cooperação fraternal.
13/04/2018
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09/04/2018
Vem aí minha próxima turma aberta!
Desta vez vou te ajudar a fabricar tempo para viver plenamente a vida que importa pra você!
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06/04/2018
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03/04/2018
Você não precisa enfrentar grandes aventuras para recuperar o bem mais importante da sua vida: o tempo!
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