22/08/2026
A cura vem da terra: plantas medicinais no Sertão Verde
As plantas medicinais e seus usos atravessam os tempos como forma de prevenção, tratamento e cura de doenças Os cuidados com a saúde a partir da vida vegetal é fundamento ancestral, como em quilombos e terreiros, partilhado em nossa escola como produção de bem viver.
Dentre nossas árvores, canteiros e jardins, são diversas as propriedades terapêuticas que podemos nos conectar. Nas imediações do Sertão Verde, encontramos uma horta-espiralar, inspirada na circularidade, princípio dos valores civilizatórios afro-brasileiros. A horta reúne plantas importantes na medicina popular, dentre elas destacamos este mês o alecrim, água-de-alevante-miúda, poejo e tanchagem.
O alecrim é utilizado na culinária por seu aroma e sabor marcante, auxilia no cuidado do sistema nervoso, contribuindo para boa memória e sensação de bem estar. O consumo do chá pode auxiliar na digestão e na proteção do fígado, além de ser um ótimo anti-inflamatório e antioxidante.
O poejo auxilia no tratamento do sistema respiratório, tendo importantes ações antimicrobiana, auxilia na regulação digestiva e intestinal. Também é conhecido por aliviar cólicas menstruais.
A tanchagem é muito conhecida no tratamento de útero, ajuda a aliviar cólicas e regular o fluxo menstrual. Também pode auxiliar no tratamento de gripes, resfriados e inflamações, principalmente das vias aéreas e tubo digestivo.
A água-de-alevante-miúda, além de ser utilizada em chás calmantes, possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas que contribuem para a saúde digestiva.
Em agosto, mês de Omolu e Obaluayê em que nos dedicamos a pensar práticas de saúde, trazemos a percepção de que os quintais e florestas sempre foram farmácias vivas. Através da conexão com a terra, a perspectiva dos cuidados flui além da mercantilização da saúde, ressaltando a importância do acesso e da valorização dos conhecimentos ancestrais para a contemporaneidade.