18/01/2021
Em uma década, Brasil muda a geografia global de sua carne bovina
A Ásia, que há uma década disputava igual espaço com outros blocos econômicos, dispara como mercado comprador da pecuária nacional
Em 2020, o Brasil bateu dois recordes na exportação de carne bovina. Em valor, saltou para a casa de US$ 8,47 bilhões. Em volume, foi para a casa de 2 milhões de toneladas pela primeira vez na história do setor.
Por trás desse desempenho está uma mudança significativa no mercado de proteína animal: a sua geografia. Há uma década, o comércio com a Ásia (excluindo o Oriente Médio) não se destacava dos demais blocos econômicos. Em 2011, esse bloco comprou 210,9 mil toneladas de carne in natura, processados e miúdos, por US$ 783 milhões. Em volume, a Ásia não ficava muito longe do que compravam os 28 países da União Europeia, que naquele ano fecharam compras no valor de US$ 813,4 milhões para 107,9 mil toneladas. Ou longe dos Países Árabes, com 199,9 mil toneladas por US$ 901,1 milhões. Para o bloco asiático, um mercado que já mostrava potencial há uma década e no qual governo e indústria trabalhavam para abrir mercados, a carne era quase toda comprada através de Hong Kong, um território autônomo no Sudeste da China com pouco mais de 7 milhões de habitantes. Em 2011, Hong Kong fechou compras no valor de US$ 691,5 milhões, para 188,5 mil toneladas. Passados 10 anos, as vendas para o bloco asiático saltaram quase seis vezes. No ano passado foram 1,26 milhão de toneladas por US$ 5,42 bilhões. As vendas realizadas diretamente com a China, que foram de 2,9 mil toneladas, por U$ 10,7 milhões em 2011, saltaram no ano passado para 868,7 mil toneladas, por US$ 4 bilhões. E Hong Kong, que continua como fornecedor chinês, levou do Brasil outras 312,5 mil toneladas, por US$ 1,1 bilhão.
Fonte: Portal DBO
15/01/2021
Mapa abre consulta pública sobre habilitação de estabelecimentos e trânsito de produtos de origem animal
Os interessados têm prazo de 45 dias para participarem da consulta pública
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quinta-feira (14/1), a Portaria nº 198 que coloca em consulta pública a proposta de Instrução Normativa (IN) que estabelece os procedimentos para habilitar estabelecimentos para exportação e o trânsito de produtos de origem animal. Os estabelecimentos precisam ser registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal.
Segundo a pasta, os interessados têm prazo de 45 dias para participarem da consulta pública. A proposta tem por objetivo simplificar e desburocratizar a emissão de certificação sanitária para o trânsito de matérias-primas e produtos de origem animal, detalhar o processo de emissão de certificação pelas unidades administrativas do Mapa, com atribuições para certificação sanitária; dar transparência e segurança ao processo de certificação sanitária; e garantir a inocuidade, conformidade e rastreabilidade dos produtos de origem animal certificados, possibilitando atender demandas específicas no controle da cadeia produtiva e requisitos de países importadores.
A certificação sanitária de produtos de origem animal é um tema amplamente discutido entre os diversos países e segue as diretrizes estabelecidas no âmbito do Codex Committee on Food Import and Export Inspection and Certification Systems – CCFICS do Codex Alimentarius.
As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do endereço: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
16/11/2020
Nas áreas de frango e suínos, em contrapartida, houve aumentos na comparação com igual período de 2019. Os abates de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária somaram 7,58 milhões de cabeças no terceiro trimestre no país, 10,8% menos que no mesmo período de 2019, segundo dados da Pesquisa de Abate Trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve aumento de 3,8%. Já os curtumes investigados pela pesquisa declararam ter recebido 8,02 milhões de peças de couro de julho a setembro, em queda de 6,6% ante o terceiro trimestre do ano passado, mas com avanço de 9,5% frente aos três meses imediatamente anteriores. A pesquisa do IBGE também indicou que os abates de frango chegaram a 1,497 bilhão de cabeças de julho a setembro, 1,8% mais que no terceiro trimestre do ano passado e quantidade 6,2% superior à registrada entre abril e junho de 2020. Nessa área, a produção de ovos de galinha chegou a 993,18 milhões de dúzias, com altas de 2% frente ao terceiro trimestre de 2019 e de 2% sobre o segundo trimestre deste ano. Os abates de suínos, finalmente, somaram 12,57 milhões de cabeças no país de julho a setembro, 7% mais que em igual intervalo do ano passado e volume 3,8% superior ao verificado entre abril e junho de 2020.
VALOR ECONÔMICO
13/11/2020
No último dia 10, foram realizadas eleições para renovação de diretoria do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Goiás-Sindicarne. Tendo em vista o grande trabalho realizado à frente da entidade no último mandado, foi reconduzido à presidência o empresário Leandro Stival. Leandro pretende implementar ainda mais amplas iniciativas em prol das indústrias frigoríficas do Estado de Goiás, dando à elas cada vez mais, maior visibilidade. Entre os planos, estão a abertura de novos mercados e a manutenção dos já conquistados. Leandro, ao longo de seu trabalho, tem cumprido muitas pautas inclusive com reuniões com diversos empresários e embaixadores, principalmente de países asiáticos, Europa e Estados Unidos, nossos principais mercados. Goiás vem a cada ano, conquistando novas fatias dos mercados nacional e internacional, principalmente pela qualidade genética e sanitária das carnes aqui produzidas e as oportunidades de crescimentos se tornam ainda maiores principalmente agora que o Estado tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil, conforme dados oficiais recentes do IBGE
Imprensa – Sindicarne-GO
12/11/2020
Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás possui o segundo maior plantel de bovinos do País, com quase 22,8 milhões de cabeças. O fato foi comentado no TBC2 desta segunda-feira, 9, pela gerente de Inteligência de Mercado da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Juliana Dias Lopes.
Na conversa no estúdio do telejornal, com os apresentadores Danuza Azevedo e Guilherme Rigonato, Juliana disse que a pesquisa do IBGE aponta um crescimento de 0,6% no rebanho goiano. “Isso é muito positivo. E é em decorrência, principalmente, da valorização do mercado. Quando a gente tem essa valorização, estimula o produtor a aumentar o seu investimento”, destacou a gerente.
Exportações
Ela citou que a carne bovina é hoje uma commodity muito valorizada nos mercados interno e internacional. Informou que, em outubro último, as exportações de carne bovina goiana representaram mais de 30% das vendas externas do agronegócio goiano.
Conforme Juliana Dias, algumas ações governamentais de apoio ao pecuarista goiano também contribuíram para Goiás conquistar o segundo lugar nacional no ranking do rebanho bovino. Entre elas, citou o acesso ao crédito mais barato do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO Rural). “A gente vem trabalhando para aumentar o número de produtores com acesso a esse crédito”, afirmou.
A gerente comentou ainda o fato de o preço da carne bovina estar elevado para o consumidor brasileiro, devido à valorização do produto no mercado internacional. E respondeu a pergunta sobre atividade pecuária versus preservação do meio ambiente.
ABC Digital
12/11/2020
As exportações de carne suína do país (in natura e processada) alcançaram 88,5 mil toneladas e renderam US$ 199,4 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume foi 21,5% superior ao do mesmo mês de 2019, e a receita cresceu 24,5%. “As vendas para a Ásia seguem sustentadas, especialmente para os destinos impactados pela peste suína africana. A tendência é de continuidade desse quadro”, afirma Ricardo Santin, Presidente da ABPA, em comunicado. Conforme a entidade, o volume dos embarques deverá chegar a 1 milhão de toneladas este ano, um novo recorde. De janeiro a outubro já foram 853,4 mil toneladas, um aumento de 40,4% ante igual período de 2019. A receita aumentou 48,5% na comparação, para US$ 1,9 bilhão. Principal destino das vendas, a China respondeu, nos dez primeiros meses de 20290, por 423,2 mil toneladas, 123% mais que no mesmo intervalo do ano passado. A produção de carne suína do país já está em fase de recuperação depois dos estragos provocados pela peste suína, mas os volumes ainda são insuficientes para cobrir sua elevada demanda doméstica. A participação chinesa cresce ainda mais quando somadas as compras de Hong Kong — 143,1 mil toneladas até outubro, volume 10% superior do mesmo período do ano passado. Cingapura, Vietnã e Chile completam a lista dos cinco principais mercados da carne suína brasileira no exterior.
VALOR ECONÔMICO
09/11/2020
Neste início de novembro, os preços da carne de frango registram novos avanços no mercado atacadista. O período de primeira semana do mês tende a aumentar a demanda da população. De acordo com boletim informativo do Cepea, para algumas regiões e produtos, os atuais valores registrados no setor avícola são recordes reais da série histórica do Cepea. Em outubro, os embarques brasileiros de carne de frango in natura recuaram, mas os preços domésticos da carne seguiram em alta na maior parte do mês, sustentados pelo mercado brasileiro da proteína bastante aquecido, especialmente devido à competitividade recorde dessa proteína em relação às substitutas, bovina e suína.
CEPEA
02/11/2020
O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), alerta os pecuaristas goianos sobre a importância da campanha de vacinação contra febre aftosa no período de 1º a 30 de novembro. Trata-se da segunda etapa de 2020, que prevê a imunização de 10 milhões de bovinos e bubalinos com idade de zero a 24 meses. A comercialização de vacinas começou no dia 31 de outubro e segue até 30 de novembro, data em que termina também o período de vacinação. As vendas devem ser feitas com emissão de Nota Fiscal Eletrônica por revendas cadastradas na Agrodefesa. Os pecuaristas devem usar vacina bivalente, na dosagem de 2 miligramas. As diretrizes da campanha foram definidas pela Portaria nº 516/2020 da Agrodefesa, com base nas orientações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) relativas ao Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).
Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás
28/10/2020
A média diária embarcada de carne bovina embarcada até a quarta semana de outubro ficou em 8,16 mil toneladas, na qual registrou um aumento de 5,29% se comparado com os dados observados em outubro do ano passado, que registrou uma média exportada de 7,75 mil toneladas. O volume embarcado nesta semana representou uma média diária de 8,03 mil toneladas, ficando acima do foi embarcado na semana anterior, com média de 7,58 mil ton/dia. Conforme o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é o volume exportado neste mês tenha um aumento frente ao total exportado em outubro do ano passado. “Já em termos de volume a tendência é que o resultado seja superior na comparação com o ano passado. As compras chinesas seguem representando 40% do volume embarcado da carne brasileira e deve se manter assim por nos próximos meses”, afirma. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou que o volume embarcado de carne bovina alcançou 130,6 mil toneladas até a quarta semana de outubro, sendo que no ano passado o total exportado em todo mês de outubro foi de 170,55 mil toneladas. Com isso, as exportações de carne bovina devem fechar o mês de outubro bem próximo dos níveis do que foi exportado no mesmo período do ano passado.
SAFRAS/SECEX
24/10/2020
Sindicarne-Goiás homenageia
também a capital que o acolheu
O Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Goiás nasceu em 11 de julho de 1953, na cidade de Ipameri no Sudeste do Estado. Em 1956 toda diretoria se reuniu e seus membros decidiram que a entidade fizesse parte da Federação das Indústria do Estado de Goiás e em seguida, o Sindicarne veio para Goiânia. Aqui cresceu, ganhou visibilidade e é hoje conhecida nacional e internacionalmente. Tudo isso graças a acolhida onde pode fazer todo seu trabalho em prol das indústrias que representa. Parabenizamos Goiânia pelos seus 87 anos, cientes de que juntos, ainda teremos e faremos longas caminhadas em prol do Estado de Goiás.
Leandro Stival
Presidente
22/10/2020
Estudo da Embrapa aponta rumos para pesquisas no setor de carne bovina
Tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos, transferência de tecnologia em plataformas digitais, controle biológico de parasitas, redução de gases de efeito estufa, bem-estar animal, rastreabilidade, cultivares forrageiras mais produtivas, manejo e recuperação de pastagens, sistemas integrados, pecuária 4.0 e biotecnologia são os principais temas que pesquisadores e institutos de Ciência, Tecnologia e Inovação devem priorizar em suas agendas, até 2040. Isso é o que aponta estudo da Embrapa sobre o futuro da cadeia produtiva da carne bovina, encabeçado pelo Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne) da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS). Recém-lançado e com mais de 600 downloads, o relatório técnico é dividido em oito capítulos e em aproximadamente, 150 páginas descreve os cenários para a cadeia em 2040 nas áreas de insumos, produção, frigorífico, comercialização, consumo e regulamentação. Há também o delineamento das tendências para cada uma dessas áreas e a consolidação das tendências em megatendências.
Dalízia Montenário de Aguiar
Embrapa Gado de Corte