29/05/2023
Psicóloga analisa como casos de massacres em escolas têm grande impacto na saúde mental das crianças e dos educadores.
“Em um contexto já de baixa remuneração e sobrecarga de trabalho, a violência soma-se aos fatores que colocam em jogo a saúde mental dos profissionais da educação. De acordo com a psicóloga Cecília Rocha, um estudo realizado pela Nova Escola com quase 10.000 professores constatou que 72% tiveram a saúde mental afetada e precisaram buscar apoio durante a pandemia.
‘Então, estamos falando de um público que ainda está se recuperando de uma fase difícil, que trouxe muita sobrecarga de trabalho, como a pressão dos desafios das aulas on-line. Agora, esses profissionais, ainda se recuperam dos efeitos desse momento tão difícil, vivem outro desafio, onde o medo e a ansiedade se fazem presentes novamente’, afirma.”
“Para as crianças, o cenário é muito similar. “É importante lembrar que, no que se refere à saúde mental das crianças, ainda estamos trabalhando as consequências de uma pandemia com isolamento social, no qual as crianças foram extremamente afetadas. Então, com certeza é um cenário preocupante”, destaca a profissional.
Segundo ela, emoções como medo, ansiedade e insegurança passam a tomar conta novamente. E, mesmo que as crianças não tenham acesso às notícias, elas muitas vezes percebem o não dito. Cecília lembra que a sensibilidade de algumas é capaz de ler os climas emocionais da família e professores. “Então, de alguma forma, elas também são impactadas”, aponta.”
Leia mais no texto original: (https://www.saudeemdia.com.br/noticias/blumenau-como-a-violencia-impacta-a-saude-mental-de-alunos-e-professores.phtml)
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