Ars-Goetia Salomonica, Magia Planetaria, Angelical E Necromancia

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página do mestre azi dahak. temos mais conteúdos no grupo do mesmo nome da página, e no de biblioteca ocultista e estudos hermeticos e teurgico.

PÁGINA OFICIAL DO GRUPO ARS GOETIA-SALOMONICA, MAGIA PLANETÁRIA E ANGELICAL.

20/08/2026

GOETIA SALOMÔNICA TRADICIONAL

A Goetia Salomônica, ou Goécia Salomônica, é a tradição de evocação de espíritos desenvolvida dentro da literatura mágica salomônica e dos grimórios de demonologia ritual.

Ela não surgiu de um único livro. Sua formação foi gradual, atravessando diferentes textos, manuscritos e tradições de magia cerimonial.

A genealogia da Goetia que conhecemos hoje pode ser compreendida através de uma longa cadeia textual:

TESTAMENTO DE SALOMÃO

LIVRE DES ESPERITZ

LIBER OFFICIORUM SPIRITUUM / OFÍCIO DOS ESPÍRITOS

PSEUDOMONARCHIA DAEMONUM — JOHANN WEYER

DISCOVERIE OF WITCHCRAFT — REGINALD SCOT

LEMEGETON / ARS GOETIA

OCULTISMO CERIMONIAL MODERNO

OS ANTECEDENTES SALOMÔNICOS

O Testamento de Salomão é uma das fontes antigas mais importantes para compreender o imaginário da magia salomônica. O texto apresenta Salomão recebendo autoridade divina para dominar e interrogar espíritos, conhecendo seus nomes, funções e poderes. A tradição manuscrita do Testamento é complexa e sua composição foi formada ao longo de diferentes períodos.

Entretanto, o Testamento de Salomão não deve ser confundido com a Ars Goetia. Ele pertence a uma tradição muito anterior e diferente, que posteriormente contribuiu para o grande imaginário salomônico de domínio sobre os espíritos.

O LIVRE DES ESPERITZ

Uma etapa fundamental aparece no Livre des Esperitz, texto francês medieval datado geralmente entre os séculos XV e XVI.

Ele apresenta uma lista de espíritos com nomes, hierarquias, aparências, funções e número de legiões. Entre seus personagens encontram-se figuras que posteriormente reaparecem na tradição goética, como Poymon/Paymon, Amon, Bune, Furfur, Fenix e outras.

O texto é particularmente importante porque demonstra que o modelo de reis, duques, príncipes, marqueses, condes e outros governantes infernais já existia antes da Pseudomonarchia Daemonum e da Ars Goetia.

O LIBER OFFICIORUM SPIRITUUM

Outra peça fundamental é o Liber Officiorum Spirituum, ou Ofício dos Espíritos.

Esse material preserva uma tradição de classificação dos espíritos que possui forte relação com o Livre des Esperitz. Entre seus elementos aparecem os quatro reis associados às direções:

Oriens — Leste
Paymon — Oeste
Amaymon — Sul
Egine/Egyn — Norte

Essa tradição é particularmente importante para compreender a formação posterior da hierarquia e da organização espacial encontrada em diferentes grimórios.

PSEUDOMONARCHIA DAEMONUM

Em seguida encontramos Johann Weyer e sua célebre Pseudomonarchia Daemonum, publicada como apêndice de De praestigiis daemonum.

Aqui encontramos uma das fontes mais importantes para a posterior formação da Ars Goetia.

Mas existe uma diferença fundamental:

A Pseudomonarchia não possui os mesmos 72 espíritos da Ars Goetia. Ela apresenta 69 demônios, com diferenças de ordem, nomes e características, e não fornece os famosos selos individuais encontrados posteriormente na tradição goética.

Isso demonstra que os 72 espíritos da Ars Goetia não apareceram prontos.

Eles foram resultado de uma tradição textual em desenvolvimento.

DISCOVERIE OF WITCHCRAFT

Outra etapa importante é o Discoverie of Witchcraft, de Reginald Scot, publicado em 1584.

Scot traduziu para o inglês material relacionado à demonologia de Weyer, contribuindo para a circulação dessa tradição no ambiente mágico e demonológico inglês.

Assim, a transmissão não foi simplesmente:

Weyer → Ars Goetia.

Existiram diferentes manuscritos, traduções e adaptações intermediárias.

O LEMEGETON E A ARS GOETIA

É finalmente no Lemegeton, compilação de meados do século XVII, que encontramos a forma conhecida da Ars Goetia como primeiro livro da Clavicula Salomonis Regis ou Lesser Key of Solomon.

Aqui aparece o conhecido catálogo de 72 espíritos, acompanhado por seus títulos, poderes, número de legiões e selos ou caracteres.

A Ars Goetia não é simplesmente uma cópia da Pseudomonarchia. Existem diferenças importantes entre os dois textos.

A ordem dos espíritos muda.

Alguns nomes mudam.

Algumas classificações mudam.

Algumas descrições são modificadas.

E a Ars Goetia acrescenta a característica que se tornou uma das marcas mais conhecidas da tradição: os selos dos espíritos.

Por isso, a melhor maneira de compreender a Goetia é como uma tradição textual em evolução, e não como um sistema que apareceu completo em um único momento.

OS 72 ESPÍRITOS

Na Ars Goetia, os 72 espíritos são organizados segundo diferentes títulos hierárquicos:

Reis
Duques
Príncipes
Marqueses
Condes
Presidentes
Cavaleiro

Cada espírito possui suas próprias atribuições, número de legiões, descrição e selo.

Na tradição posterior, muitos desses seres passaram a ser interpretados como espíritos caídos, antigos anjos ou entidades que se rebelaram contra a ordem celeste.

Entretanto, é necessário fazer uma distinção:

A Ars Goetia não apresenta uma história uniforme dizendo que todos os 72 foram anjos expulsos do Céu.

Essa interpretação pertence sobretudo à demonologia cristã e ao desenvolvimento posterior da tradição ocultista.

Além disso, alguns nomes possuem possíveis relações com divindades e figuras religiosas anteriores, enquanto outros pertencem à própria tradição demonológica medieval. Portanto, não é historicamente correto afirmar que todos os 72 eram originalmente deuses antigos ou anjos caídos.

A AUTORIDADE DIVINA

A característica central da Goetia Salomônica é a autoridade ritual.

O operador não trabalha simplesmente pela sua vontade pessoal.

A estrutura tradicional coloca o magista dentro de uma ordem superior, utilizando nomes divinos, fórmulas sagradas, nomes angelicais, círculo, triângulo, selo e conjurações.

O espírito é chamado, constrangido a aparecer, interrogado e recebe ordens dentro da estrutura ritual.

Depois da operação, ocorre a despedida ou licença para partir.

Essa estrutura é o que diferencia a evocação goética tradicional de muitas formas modernas de contato com entidades.

GOETIA NÃO É APENAS UMA LISTA DE DEMÔNIOS

Dizer que a Goetia é simplesmente uma “lista dos 72 demônios” é olhar apenas para a superfície.

Por trás dos 72 nomes existe uma tradição muito mais extensa:

demonologia medieval, magia salomônica, nomes divinos, angelologia, hierarquia espiritual, cosmologia, círculos, instrumentos, conjurações e literatura de grimórios.

É justamente essa estrutura que constitui a tradição goética.

Por isso também é necessário separar a Goetia histórica das adaptações modernas.

O Ritual Menor do Pentagrama, por exemplo, tornou-se muito utilizado por praticantes modernos, mas pertence à tradição da Golden Dawn, no final do século XIX, e não à Ars Goetia original.

Assim, utilizá-lo atualmente como preparação ou banimento é uma adaptação moderna, e não uma parte original do Lemegeton.

GOETIA SALOMÔNICA

Portanto, quando falamos em Goetia Salomônica Tradicional, estamos falando de uma tradição que se formou durante séculos:

Testamento de Salomão
→ Livre des Esperitz
→ Liber Officiorum Spirituum
→ Pseudomonarchia Daemonum
→ Discoverie of Witchcraft
→ Lemegeton / Ars Goetia
→ tradições ocultistas posteriores

Não existe um único livro que contenha toda a história da Goetia.

Existe uma cadeia de transmissão.

E é justamente nessa cadeia que podemos observar como os nomes, hierarquias, poderes e selos dos espíritos foram sendo transformados até chegar aos conhecidos 72 espíritos da Ars Goetia.

A Goetia Salomônica tradicional não é simplesmente os 72 selos.

É a tradição histórica que deu origem a eles.

Azi Dahak

19/08/2026

OS 72 ANJOS CABALÍSTICOS E OS 72 ESPÍRITOS DA GOETIA

Uma das correspondências mais conhecidas da magia ocidental relaciona os 72 nomes do Shem ha-Mephorash aos 72 espíritos da Ars Goetia.

Essa tabela pertence ào grimorio ocultista posterior e não aparece dessa forma na Ars Goetia original. As correspondências variam conforme a fonte, especialmente nas foram derivadas de Thomas Rudd e autores posteriores.

OS 72 PARES

1. Vehuiah — Bael
2. Jeliel — Agares
3. Sitael — Vassago
4. Elemiah — Gamigin
5. Mahasiah — Marbas
6. Lelahel — Valefor
7. Achaiah — Amon
8. Cahethel — Barbatos
9. Haziel — Paimon
10. Aladiah — Buer
11. Lauviah — Gusion
12. Hahaiah — Sitri
13. Iezalel — Beleth
14. Mebahel — Leraje
15. Hariel — Eligos
16. Hakamiah — Zepar
17. Lauviah — Botis
18. Caliel — Bathin
19. Leuviah — Sallos
20. Pahaliah — Purson
21. Nelkhael — Marax
22. Yeiayel — Ipos
23. Melahel — Aim
24. Haheuiah — Naberius
25. Nith-Haiah — Glasya-Labolas
26. Haaiah — Buer
27. Yerathel — Ronové
28. Seheiah — Berith
29. Reiyel — Astaroth
30. Omael — Forneus
31. Lecabel — Foras
32. Vasariah — Asmoday
33. Yehuiah — Gaap
34. Lehahiah — Furfur
35. Chavakiah — Marchosias
36. Menadel — Stolas
37. Aniel — Phenex
38. Haamiah — Halphas
39. Rehael — Malphas
40. Ieiazel — Raum
41. Hahahel — Focalor
42. Mikael — Vepar
43. Veuliah — Sabnock
44. Yelahiah — Shax
45. Sealiah — Vine
46. Ariel — Bifrons
47. Asaliah — Uvall
48. Mihael — Haagenti
49. Vehuel — Crocell
50. Daniel — Furcas
51. Hahasiah — Balam
52. Imamiah — Alloces
53. Nanael — Camio
54. Nithael — Murmur
55. Mebahiah — Orobas
56. Poiel — Gremory
57. Nemamiah — Ose
58. Yeialel — Amy
59. Harahel — Oriax
60. Mitzrael — Vapula
61. Umabel — Zagan
62. Iah-hel — Valac
63. Anauel — Andras
64. Mehiel — Haures
65. Damabiah — Andrealphus
66. Manakel — Cimeies
67. Eyael — Amdusias
68. Habuhiah — Belial
69. Rochel — Decarabia
70. Jabamiah — Seere
71. Haiaiel — Dantalion
72. Mumiah — Andromalius

A QUESTÃO HISTÓRICA

O Shem ha-Mephorash e a Goetia não nasceram originalmente como dois lados de um único sistema.

O primeiro pertence à tradição dos 72 nomes derivados de Êxodo 14:19–21, posteriormente desenvolvidos pela tradição judaica e cabalística.

A Ars Goetia, por sua vez, apresenta os 72 espíritos, classificados segundo diferentes hierarquias: Reis, Duques, Príncipes, Marqueses, Presidentes e Condes.

A união dos dois sistemas pertence principalmente ao desenvolvimento da magia ocidental renascentista e pós-renascentista.

Por isso, a tabela acima deve ser entendida como uma correspondência ocultista tradicional, e não como se os textos judaicos antigos ou a Ars Goetia afirmassem originalmente esses 72 pares.

72 nomes.
72 espíritos.
Duas tradições diferentes.
Uma das mais fascinantes sínteses da magia ocidental.

19/08/2026

MAGOTH — O SUBPRÍNCIPE DOS SEGREDOS OCULTOS

Entre os nomes menos conhecidos da hierarquia de Abramelin, encontra-se Magoth (Magot), um dos oito grandes subpríncipes da hierarquia demonológica apresentada no Livro da Magia Sagrada de Abramelin.

Magoth não deve ser confundido com os quatro grandes regentes dos quadrantes — Oriens, Paimon, Ariton e Amaimon. Ele pertence a outra categoria hierárquica.

OS DOMÍNIOS DE MAGOTH

As operações tradicionalmente atribuídas a Magoth são particularmente curiosas:

LIVROS OCULTOS
É associado à obtenção de livros, inclusive obras de astrologia, magia e alquimia/química, podendo trazer de volta livros perdidos ou roubados.

OBSTRUÇÃO DA MAGIA
Uma das atribuições mais importantes é fazer com que determinadas operações de magia ou necromancia não produzam efeito.

TRANSFORMAÇÃO
Magoth está ligado à capacidade de alterar a aparência, assumindo diferentes faces e formas.

INVISIBILIDADE

O grimorio de Abramelin também o relaciona às operações de invisibilidade, embora essa atribuição apareça em material específico do sistema e deve ser distinguida do texto principal.

DESCOBRIR FURTOS
Também aparece associado à descoberta de objetos ou bens que foram roubados.

MÚSICA E ESPETÁCULO
Uma das atribuições mais surpreendentes: Magoth é relacionado à manifestação de música, instrumentos, dança, comédia, farsa e ópera.

MAGOTH NA HIERARQUIA

No sistema de Abramelin, encontramos oito grandes subpríncipes:

Astaroth
Magoth
Asmodeus
Beelzebub
Oriens
Paimon
Ariton
Amaimon

Aqui existe uma distinção fundamental para quem estuda demonologia histórica:

Magoth é um subpríncipe.

Já Oriens, Paimon, Ariton e Amaimon formam o famoso quarteto dos grandes regentes dos quadrantes em outra camada da tradição.

O ARQUÉTIPO DE MAGOTH

Magoth apresenta um conjunto peculiar de atribuições:

impedir → ocultar → transformar → revelar → recuperar → manifestar.

Ele está relacionado tanto ao bloqueio do conhecimento mágico quanto à obtenção de livros que contêm esse conhecimento.

Por isso, dentro da tradição de Abramelin, Magoth pode ser compreendido como uma figura ligada aos segredos ocultos, à ocultação, à transformação e à recuperação do conhecimento perdido.

19/08/2026

PURIEL — O ANJO DO FOGO E DO JULGAMENTO

Poucos nomes da angelologia judaica possuem uma trajetória tão curiosa quanto Puriel — פּוּרִיאֵל, também encontrado em variantes como Pusiel/Pusiel.

E há uma correção importante: Puriel não deve ser simplesmente apresentado como um “anjo de 3 Enoque”. Sua história textual começa em outra tradição.

O PURIEL DO TESTAMENTO DE ABRAÃO

Uma das testemunhas mais antigas do nome encontra-se no Testamento de Abraão, obra apocalíptica judaica antiga.

Ali aparece o grego:

Πυρουήλ — Pyrouēl/Puruel

Puriel é descrito como um arcanjo ígneo, associado ao julgamento das almas.

Sua função é extraordinária: provar pelo fogo as obras realizadas durante a vida.

No tribunal celestial, diferentes anjos desempenham funções específicas. Dokiel pesa as ações na balança, enquanto Puriel coloca as obras diante do fogo.

O fogo torna-se, portanto, um instrumento de revelação:

🔥 aquilo que é verdadeiro permanece;
🔥 aquilo que é falso é consumido.

Puriel não é originalmente apresentado como um “demônio”. Ele é um ministro do julgamento celestial.

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⚖️ PURIEL E A BALANÇA CELESTIAL

A estrutura do julgamento no Testamento de Abraão é particularmente interessante.

Existe uma verdadeira corte celeste:

Abel — juiz das almas.

Dokiel — responsável pela balança.

Anjos escribas — registram as ações.

Puriel — testa as obras pelo fogo.

Isso dá a Puriel uma função diferente daquela atribuída a outros anjos.

Ele não pesa.

Ele não simplesmente registra.

Ele prova.

Seu fogo funciona como uma espécie de revelação da realidade espiritual da pessoa.

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DE PURUEL A PUSIEL

Séculos depois, encontramos uma transformação da tradição.

Em materiais judaicos medievais aparece a forma:

פּוּסִיאֵל — Pusiel

Pusiel/Puriel passa a integrar tradições relativas aos anjos responsáveis pelos compartimentos do Gehinnom.

Nessa tradição, ele aparece associado ao sexto compartimento e assume uma função claramente punitiva.

Aqui podemos observar uma evolução:

Puriel, o examinador pelo fogo



Pusiel, o agente da punição

A função do fogo passa da provação para a punição.

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PURIEL NO ZOHAR

Mas a história não termina no Gehinnom.

No Zohar Ḥadash, Puriel — פוריאל — aparece em uma lista de grandes poderes angelicais associados à esfera celestial.

Isso é fundamental para compreender sua tradição.

Puriel não pertence exclusivamente ao imaginário infernal.

Ele aparece em diferentes contextos:

🔥 fogo

⚖️ julgamento

👁️ revelação das obras

⚔️ punição

👑 hierarquia celestial

Portanto, reduzi-lo simplesmente a “demônio do inferno” seria historicamente incorreto.

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PURIEL E A MAGIA JUDAICA

O nome também aparece em testemunhos posteriores de magia judaica, ao lado de outros nomes angelicais.

Isso mostra que Puriel deixou de ser apenas uma figura narrativa de textos apocalípticos e passou a integrar listas e fórmulas angelológicas de tradição mágica.

É justamente nesse ponto que Puriel começa a adquirir uma existência mais ampla dentro do imaginário esotérico judaico.

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A VERDADEIRA FACE DE PURIEL

A imagem mais antiga de Puriel é muito mais profunda do que a moderna caricatura de um “anjo infernal”.

Ele é o fogo que testa.

O fogo que revela.

O fogo diante do qual as obras não podem esconder sua verdadeira natureza.

Na tradição do Testamento de Abraão, o julgamento não depende apenas de palavras.

As obras são colocadas diante do fogo.

E Puriel é aquele que conduz essa prova.

Por isso, sua trajetória pode ser resumida assim:

Πυρουήλ — PURUEL
Anjo ígneo do julgamento



PURIEL
⚖️ Examinador das obras humanas



PUSIEL
🔥 Ministro da punição no Gehinnom



פוריאל — PURIEL
Nome preservado na angelologia do Zohar



Tradição mágica judaica
Nome incorporado a fórmulas e listas angelológicas

Puriel não é simplesmente o anjo da morte.
Não é simplesmente um demônio.
E não nasceu nos grimórios modernos.

Sua história é muito mais antiga:

ELE É O ANJO DO FOGO QUE REVELA O QUE AS OBRAS REALMENTE SÃO.

PURIEL — O FOGO DIANTE DO QUAL NADA PODE SER FINGIDO.

Fontes principais: Testamento de Abraão; tradições judaicas medievais sobre o Gehinnom; Zohar Ḥadash, Shir ha-Shirim; testemunhos de magia judaica.

19/08/2026

HAYLIEL — O PRÍNCIPE DAS HAYYOTH

Poucos nomes da angelologia da Merkabah são tão impressionantes quanto Hayliel (חייליאל).

Sua principal fonte é o 3 Enoque (Sefer Hekhalot), onde aparece como um poderoso príncipe celestial encarregado das Hayyoth, as misteriosas “Criaturas Viventes” da Carruagem Divina.

Hayliel não é um dos 72 nomes do Shem ha-Meforash e não nasceu nos grimórios modernos. Sua origem está na antiga tradição judaica dos Hekhalot e da Merkabah.

Seus atributos são extraordinários:

• Príncipe das sagradas Hayyoth
• Associado à liturgia celestial da Merkabah
• Faz as Hayyoth proclamarem a santidade divina
• É descrito portando açoites de fogo
• Sua grandeza é tão colossal que o texto afirma que poderia “engolir o mundo de uma só vez”
• É apresentado ao lado de outros grandes príncipes como Rikbiel e Kerubiel

Hayliel representa a força, disciplina e majestade da ordem celestial. Ele não aparece originalmente como espírito independente da magia, mas como uma autoridade dentro da própria estrutura cósmica da Merkabah.

Linha tradicional:

Ezequiel → Hekhalot → 3 Enoque → Cabala posterior → Ocultismo moderno

E aqui está o mais fascinante: quanto mais se recua nas fontes, menos Hayliel parece um simples “nome de anjo” e mais ele se revela como uma potência da própria liturgia cósmica da Carruagem Divina.

19/08/2026

ZAGZAGAEL — O ANJO DO MISTÉRIO DO NOME

Entre os nomes menos conhecidos da angelologia judaica existe uma figura que merece atenção especial: Zagzagael — זַגְזַגְאֵל.

Seu nome aparece com diversas variantes, entre elas Zagzagel, Zagnugael, Zagnzagiel e Zamzagiel, dependendo da tradição e da transmissão textual.

Zagzagael não pertence ao texto da Bíblia Hebraica como um anjo nomeado. Sua figura emerge das tradições rabínicas, targúmicas e místicas judaicas, onde recebe funções extraordinárias relacionadas a Moisés, ao conhecimento celestial e ao Nome Inefável.

ZAGZAGAEL E A SARÇA ARDENTE

Uma das tradições mais intrigantes relaciona uma forma de seu nome, Zagnugael, ao anjo que apareceu a Moisés na sarça ardente.

A tradição targúmica identifica o anjo da manifestação com um nome que os estudiosos relacionam a Zagzagael.

É importante, porém, não transformar essa tradição em um fato bíblico: o texto hebraico de Êxodo simplesmente fala do “anjo do Senhor”. A identificação específica com Zagzagael pertence à interpretação judaica posterior.

E é justamente aí que começa o mistério.

O MESTRE DE MOISÉS

Em tradições rabínicas, Zagzagael aparece associado à transmissão de conhecimento extraordinário a Moisés.

Ele é relacionado ao conhecimento do Nome Inefável, isto é, ao conhecimento secreto do Nome divino.

Essa característica coloca Zagzagael dentro de uma concepção muito antiga do anjo como mediador do conhecimento celestial.

O anjo não apenas anuncia.

Ele ensina.

Ele guarda aquilo que não pode ser aprendido pelos sentidos comuns e transmite ao iniciado aquilo que pertence ao domínio superior.

O CONHECEDOR DO NOME

Na tradição esotérica judaica, conhecer o Nome divino não significa simplesmente conhecer uma palavra.

O Nome representa poder, identidade, autoridade e manifestação divina.

Por isso, a associação de Zagzagael ao Nome Inefável é extremamente significativa.

Ele passa a representar uma figura liminar:

entre o homem e o céu,
entre o conhecimento e o mistério,
entre a palavra e aquilo que a palavra revela.

Moisés aparece então não apenas como legislador, mas como alguém que recebe conhecimento através de uma realidade celestial.

MESTRE DOS ANJOS

Algumas tradições posteriores também associam Zagzagael ao ensino dos próprios seres celestiais.

Ele aparece, portanto, não somente como aquele que transmite conhecimento aos homens, mas como uma figura ligada à ordem e instrução das hostes angelicais.

Essa tradição o aproxima de uma concepção muito particular da angelologia judaica: existem anjos que não são apenas mensageiros, mas guardiões de conhecimentos específicos.

OS SETENTA IDIOMAS

Uma tradição posterior também atribui a Zagzagael o conhecimento das setenta línguas.

Entretanto, essa função não é exclusiva dele.

Em diferentes tradições judaicas, o domínio das setenta línguas também é atribuído a Gabriel e a outras figuras celestiais.

Isso demonstra uma característica importante da angelologia judaica: as funções dos anjos não permaneceram completamente fixas. Elas foram sendo reorganizadas e reinterpretadas conforme as épocas e escolas.

👑 UM ANJO DA PRESENÇA

Na literatura angelológica posterior, Zagzagael também aparece relacionado aos anjos da Presença — seres associados à proximidade do trono e da manifestação divina.

Nesse contexto, seu papel torna-se ainda mais simbólico.

Ele não é simplesmente um mensageiro que desce do céu.

Ele pertence ao imaginário dos seres que conhecem aquilo que está oculto diante dos homens.

Na literatura judaica antiga e medieval, imagens de luz, fogo, glória, coroas, asas e formas extraordinárias aparecem frequentemente na descrição dos seres celestiais.

Zagzagael pertence justamente a esse universo visionário.

✦ O VERDADEIRO MISTÉRIO DE ZAGZAGAEL

Talvez o mais interessante em Zagzagael não seja simplesmente descobrir “qual é o poder” atribuído a ele.

O verdadeiro mistério está em sua função.

Zagzagael representa o conhecimento que não nasce do homem.

É o conhecimento que desce.

O conhecimento recebido.

O conhecimento transmitido.

O conhecimento guardado por aqueles que estão entre os mundos.

Por isso sua associação com Moisés é tão poderosa.

A tradição apresenta o profeta diante do fogo, diante do mistério, diante da manifestação divina — e por trás dessa experiência surge a figura do anjo associado ao conhecimento do Nome.

Zagzagael é, portanto, uma das figuras mais interessantes da angelologia judaica para quem estuda a relação entre anjos, revelação e conhecimento secreto.

Não é um personagem bíblico explicitamente nomeado.

É uma figura construída através das camadas da tradição judaica: Targum, Midrash, angelologia rabínica e literatura mística.

E talvez seja justamente por isso que seu nome permaneça tão fascinante.

ZAGZAGAEL — זַגְזַגְאֵל

O anjo associado ao conhecimento celestial.

O mestre ligado ao Nome.

O guardião de um mistério que, segundo a tradição, ultrapassa a compreensão comum.

Nem todo anjo aparece nas Escrituras. Alguns sobrevivem nas margens do texto — preservados pela memória dos sábios, pelos manuscritos e pela tradição mística.

19/08/2026

DEMONOLOGIA JUDAICA — DOS SHEDIM ÀS KELIPPOT

A demonologia judaica não nasceu com Lilith, Samael ou Asmodeus. Muito antes da Cabala medieval, textos rabínicos já preservavam tradições sobre shedim (שֵׁדִים), lilin (לִילִין), ruchin (רוּחִין) e mazzikin (מַזִּיקִין).

Mas essas tradições foram se transformando ao longo dos séculos.

O resultado foi uma das cosmologias demonológicas mais complexas do mundo judaico.

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🔥 1. OS DEMÔNIOS E O SEXTO DIA DA CRIAÇÃO

Uma das tradições mais antigas aparece em Gênesis Rabá 7:5.

Segundo o Midrash, os demônios foram criados na véspera do primeiro Shabat. Deus teria começado sua criação, mas o Shabat chegou antes que seus corpos fossem completados.

Assim, permaneceram como criaturas incompletas.

Essa tradição explica uma característica fundamental dos shedim:

eles pertencem à criação, mas ocupam uma posição liminar dentro dela.

Não são simplesmente anjos.

Não são humanos.

São seres intermediários.

A mesma ideia aparece em Pirkei Avot 5:6, onde os mazzikin, seres destrutivos, são colocados entre as coisas criadas no crepúsculo da sexta-feira.

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👁️ 2. DEMÔNIOS ENTRE ANJOS E HUMANOS

O Talmud Babilônico, Hagigah 16a, apresenta uma descrição ainda mais impressionante.

Os demônios possuem três características semelhantes às dos anjos e três semelhantes às dos seres humanos.

Como os anjos:

• possuem asas;
• deslocam-se rapidamente;
• possuem conhecimento sobrenatural.

Como os humanos:

• comem e bebem;
• reproduzem-se;
• morrem.

A demonologia rabínica, portanto, não apresenta necessariamente o demônio como um “anjo caído”.

O shed é uma categoria própria de existência.

Um ser liminar.

Um habitante das fronteiras entre o mundo material e o espiritual.

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3. OS 130 ANOS DE ADÃO

Outra tradição aparece em Eruvin 18b.

Depois da morte de Abel, Adão teria permanecido separado de Eva durante 130 anos.

Durante esse período, segundo a interpretação rabínica, Adão gerou:

רוּחִין — Ruchin
espíritos;

שֵׁדִין — Shedin
demônios;

לִילִין — Lilin
seres demoníacos femininos.

O Talmud utiliza essa tradição para interpretar Gênesis 5:3:

«“Adão viveu cento e trinta anos e gerou um filho à sua semelhança, conforme sua imagem.”»

A pergunta dos rabinos era:

por que Seth é apresentado explicitamente como sendo gerado à imagem de Adão?

A resposta é que, antes de Seth, existia uma descendência espiritual diferente.

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4. A TRADIÇÃO DO SÊMEN

A interpretação talmúdica acrescenta um elemento extremamente importante.

Como Adão estava separado de Eva, a tradição explica a geração dos seres demoníacos através de emissões involuntárias de sêmen.

Assim aparece uma das primeiras conexões entre:

sexualidade → emissão seminal → geração de espíritos → demonologia.

Essa ideia seria posteriormente ampliada enormemente pela Cabala.

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🕯️ 5. MIDRASH TANCHUMA

O Midrash Tanchuma Buber, Beresh*t 26, preserva uma versão ainda mais explícita.

Durante os 130 anos de separação, espíritos femininos aproximavam-se de Adão, e dessa relação surgiam seres destrutivos.

Aqui a tradição começa a desenvolver a figura da sexualidade demoníaca.

O demônio não é apenas uma criatura hostil.

Ele também pode ser associado à:

sedução, desejo, sonhos, sexualidade e geração espiritual.

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⚠️ 6. E EVA? A “MÃE DOS DEMÔNIOS”?

Aqui é necessária uma correção histórica.

É comum encontrar na literatura ocultista moderna a afirmação:

“Eva era a mãe dos demônios segundo Gênesis Rabá.”

Mas isso é uma simplificação.

Gênesis 3:20 chama Eva de:

אֵם כָּל־חָי — Em Kol Chai

“mãe de todos os viventes”.

Gênesis Rabá discute essa expressão, mas não apresenta simplesmente a frase:

“Eva é a mãe dos demônios.”

A tradição dos 130 anos está relacionada principalmente à geração de espíritos e demônios por Adão durante sua separação de Eva.

A ideia de uma “mãe dos demônios” ganha uma formulação muito mais explícita na literatura cabalística posterior.

E é aí que surge uma personagem fundamental:

NAAMAH.

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👑 7. NAAMAH — A MÃE DOS DEMÔNIOS

No Zohar, especialmente na seção de Beresh*t associada ao episódio dos 130 anos, Naamah, irmã de Tubal-Caim, deixa de ser apenas a mulher mencionada em Gênesis 4:22.

Ela se transforma numa personagem demonológica.

Sua beleza atrai forças espirituais.

O Zohar relaciona Naamah à sedução dos homens e à geração de espíritos.

É nesse contexto que ela recebe uma importância que não encontramos no Gênesis Rabá:

Naamah torna-se uma mãe de demônios.

Essa é uma das grandes transformações produzidas pela Cabala.

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8. NAAMAH E LILITH

No Zohar, Naamah também aparece próxima da tradição de Lilith.

As duas passam a representar diferentes aspectos da demonologia feminina.

Naamah:

sedução — desejo — sonhos — sexualidade — geração de espíritos.

Lilith:

sedução — impureza — forças destrutivas — ameaça à vida.

Essa estrutura é muito posterior às primeiras tradições rabínicas.

Portanto, não devemos colocar a Lilith cabalística inteira dentro do Gênesis Rabá.

Ela é resultado de uma longa evolução textual.

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🌑 9. O ZOHAR TRANSFORMA A HISTÓRIA

No Zohar, os 130 anos de Adão deixam de ser apenas uma narrativa sobre demônios.

A história passa a ser interpretada através do conceito de:

Zuhamah — זוהמא

“impureza”, “contaminação”.

A emissão da energia sexual de Adão é relacionada à geração de espíritos e às forças do lado impuro.

O nascimento de Seth marca uma mudança.

Depois do longo período de separação e geração demoníaca, Adão retorna à ordem da criação e gera um filho “à sua imagem”.

Assim:

130 anos → impureza → espíritos → retorno à união → Seth.

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🜂 10. DA DEMONOLOGIA À COSMOLOGIA

É aqui que a Cabala começa a transformar completamente o conceito de demônio.

Os demônios deixam de ser apenas criaturas estranhas ou espíritos perigosos.

Eles passam a integrar uma estrutura metafísica:

Sitra Achra — סטרא אחרא

“o Outro Lado”.

E aparecem também as:

Kelippot — קליפות

as “cascas” ou envoltórios que representam as forças de impureza.

A antiga história dos demônios passa então a ser interpretada como parte de uma batalha cósmica entre:

santidade × impureza

ordem × desordem

Kedushah × Sitra Achra

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🔥 11. A CABALA LURIÂNICA

Na tradição de Isaac Luria e seus discípulos, especialmente através dos escritos de Hayyim Vital, a história de Adão e dos 130 anos é incorporada à cosmologia das kelippot e do tikkun.

A questão deixa de ser simplesmente:

“De onde vieram os demônios?”

E passa a ser:

“O que acontece com a força vital quando ela é desviada da ordem sagrada?”

A resposta cabalística é que essa força pode alimentar o domínio das kelippot.

Assim, a antiga tradição rabínica sobre Adão passa a funcionar como uma explicação metafísica para a origem e manutenção das forças demoníacas.

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12. A LINHAGEM DA TRADIÇÃO

Podemos acompanhar a evolução assim:

GÊNESIS RABÁ 7


Demônios criados antes do Shabat, mas com corpos incompletos.

PIRKEI AVOT 5


Os mazzikin pertencem às coisas criadas no crepúsculo.

HAGIGAH 16a


Demônios possuem características de anjos e humanos.

ERUVIN 18b


Adão gera ruchin, shedin e lilin durante os 130 anos.

MIDRASH TANCHUMA


Espíritos femininos e geração de seres destrutivos.

ZOHAR


A história é reinterpretada através da impureza espiritual.

NAAMAH


Surge a figura cabalística da mãe dos demônios.

LILITH


A demonologia feminina torna-se mais complexa.

SITRA ACHRA


Os demônios são incorporados ao “Outro Lado”.

KELIPPOT


A demonologia transforma-se em cosmologia.

CABALA LURIÂNICA


Tudo é integrado ao sistema de impureza, almas, kelippot e tikkun.

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🕯️ CONCLUSÃO

A demonologia judaica não surgiu pronta.

Ela foi construída durante séculos.

Primeiro encontramos os shedim como criaturas incompletas do crepúsculo da Criação.

Depois aparecem os demônios como seres intermediários entre anjos e humanos.

Em seguida surge a tradição dos 130 anos de Adão, com ruchin, shedin e lilin.

O Zohar transforma essa tradição em uma doutrina sobre impureza, sexualidade e geração espiritual.

E finalmente a Cabala integra essas entidades à estrutura da Sitra Achra e das Kelippot.

Por isso, quando encontramos nomes como Lilith, Naamah, Samael ou outras entidades demonológicas na Cabala, precisamos perguntar:

De onde veio essa tradição?

Qual é sua camada mais antiga?

O que pertence ao Talmud?

O que pertence ao Midrash?

O que foi acrescentado pelo Zohar?

E o que só aparece na Cabala posterior?

Essa distinção é fundamental.

Porque a verdadeira história da demonologia judaica não é uma única doutrina.

É uma linhagem de tradições que foi crescendo, transformando-se e sendo reinterpretada ao longo dos séculos.

📜 FONTES PRINCIPAIS

• Gênesis Rabá 7:5 — criação incompleta dos demônios.
• Gênesis Rabá 20 — tradições relacionadas a Adão, Eva e os 130 anos.
• Pirkei Avot 5:6 — os mazzikin no crepúsculo da Criação.
• Talmud Babilônico, Hagigah 16a — natureza dos demônios.
• Talmud Babilônico, Eruvin 18b — Adão, 130 anos, ruchin, shedin e lilin.
• Midrash Tanchuma Buber, Beresh*t 26 — espíritos femininos e geração de seres destrutivos.
• Zohar, Beresh*t — Adão, Naamah, Lilith e a força da impureza.
• Tradições luriânicas — kelippot, forças impuras, almas e tikkun.

A demonologia judaica começa nos limites da Criação e termina, na Cabala, como uma verdadeira arquitetura do Outro Lado.

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