18/08/2026
Ser uma mulher desejante também é transformar os medos em desejos.
Por muito tempo, o desejo e a libido feminina foram associados ao perigo. Perigo de sofrer, da violência, rejeição, da má fama ou até do abandono.
E quando eu falo de libido aqui, não estou falando apenas de s3xo. Estou falando dessa força que nos movimenta em direção à vida. Daquilo que desejamos, sonhamos, criamos e escolhemos viver.
E tenho me perguntado muito: Os passos que estou dando hoje são movidos pelo meu desejo ou pelo meu medo?
Porque percebi o quanto essas duas coisas podem estar fusionadas dentro de nós. Às vezes existe um desejo — e eu analiso tanto, questiono tanto, que começo a ter medo de que ele seja apenas medo. Outras vezes existe um medo — e eu o confundo com aquilo que realmente quero para mim.
Por isso, tenho feito um exercício muito importante: ancorar os meus desejos.
Dar espaço para aquilo que eu sonho. Para aquilo que prospecto para a minha vida. E, pouco a pouco, experimentar fazer escolhas mais orientadas pelo desejo e pelo amor do que pelo medo da sobrevivência, do sofrimento, do abandono ou da rejeição.
Não significa deixar de sentir medo (ele é importante). Mas começar a perguntar: o que existe por trás desse medo?
Se o medo não estivesse escolhendo por você, para onde o seu desejo te levaria?