Aprendendo a Aprender

Aprendendo a Aprender Assessoria no desenvolvimento de método de estudo: exploração sensorial; sistemas de organização e controle; melhoria da concentração.

24/02/2017
15/05/2015

MEMÓRIA X APRENDIZAGEM
A memorização é um tema que preocupa, de modo geral, os educadores, pois temem que seus alunos apenas memorizem os dados sem compreendê-los. Esta, sem dúvida, é uma aprendizagem incompleta, que não leva o aluno a desenvolver a capacidade de aplicar o conhecimento adquirido.
Considerando a importância da memória no processo do aprender, verificamos o que se fala na atualidade, visto que o cérebro humano e suas funções são assuntos largamente pesquisados. Entre outros, destacamos o neuroquímico Ivan Izquierdo, um dos cientistas brasileiros mais renomados no exterior, argentino naturalizado no nosso país e trabalhando na UFRGS.

A capacidade de fixar informações vem desde antes do nascimento. Ainda na barriga da mãe, o bebê é capaz de perceber estímulos e reconhecê-los mais tarde. A partir dos três a quatro anos, quando já está falando, o registro de informações se acentua. Aos doze anos a capacidade de memorizar já está igual à de um adulto. Após os 40 anos, há uma tendência a diminuir o registro de informações, o que pode ser desacelerado com atividade física, alimentação saudável e uso continuado da memória em assuntos que lhe sejam prazerosos.
Quanto à função e à educação, a memória é classificada em Memória de Trabalho (MT), Memória de Curta Duração (MCD) e Memória de Longa Duração (MLD).
A MT é acionada tanto na percepção, aquisição e evocação das informações, não deixando traços após a sua utilização. Sua função é manter a informação ‘viva’ enquanto está sendo percebida, processada ou evocada. Desenvolve-se basicamente no córtex pré-frontal, que interage com outras partes do cérebro. É durante esta interação, de maneira inconsciente, que ocorre a decisão se a nova informação deve ser guardada ou deletada. De acordo com o neurologista e professor Del Nero, na Revista Educação, temos em nosso cérebro algo em torno de 200 trilhões de conversas entre neurônios a cada segundo, e uma das características da inteligência humana é selecionar as informações que devem ser registradas e apagar o restante. Segundo Izquierdo, a decisão para arquivar uma informação, ao que parece, baseia-se nos seguintes critérios: interesse individual, a emoção do momento, a necessidade de determinada informação e a quantidade de vezes em que se foi exposto a ela. Desta declaração podemos registrar dados importantes para a nossa prática pedagógica, orientando nosso aluno e redimensionando o desenvolvimento do conteúdo para que ocorra efetivamente a fixação do mesmo.
As memórias que permanecem em nosso cérebro são as MCD e MLD. As informações chegam ao nosso cérebro pelos sentidos, daí a importância de uma correta exploração sensorial no trabalho pedagógico, tanto na sala de aula quanto no estudo individual. Após a interpretação dos estímulos recebidos, nosso cérebro os processa em ambas as memórias, consolidando-os no córtex pré-frontal e no hipocampo.
A memória de curta duração é descrita como “um conjunto de processos que mantém a memória funcionando, durante as horas em que a memória de longa duração não adquiriu sua forma definitiva”. Encontramos muitos alunos com o hábito de estudar apenas na véspera das provas. Desta maneira, grande parte dos conteúdos está apenas em sua MCD, ou seja, o estudo não foi suficiente para transformar a informação em um registro na MLD. Quando dela necessitarem mais tarde, não conseguirão lembrar. Este é um dado de fundamental importância para quem se prepara para um Vestibular ou Concurso.
Já a MLD passa por um processo de consolidação que requer uma sequência de passos moleculares que dura várias horas, estando suscetível a numerosas influências. Segundo Izquierdo, o estado de alerta, o estresse e a ansiedade, estados regulados pelos hormônios corticosteróides e a adrenalina, podem modular positiva ou negativamente a fixação da MLD. O excesso desses hormônios pode desfavorecer tanto a formação como a evocação da mesma. As partes do cérebro vinculados com o afeto, as emoções e o estado de ânimo estimulam ou inibem a cadeia de eventos relacionados a esta memória. Portanto, o processo de formação da MLD é lento, frágil e consiste de muitas etapas. Qualquer uma delas pode falhar e, mesmo que ocorra o registro, devido à interferência emocional, estamos sujeitos aos “brancos” na hora da prova.
Sabendo que a memória e inteligência se influenciam mutuamente e são reguladas e limitadas também pelas emoções, como o medo, a ansiedade em excesso, a alegria, o estresse e a falta de sono, devemos nos preocupar em analisar possibilidades concretas de auxiliar nossos alunos a encontrarem recursos para amenizar a interferência desses fatores na sua produção intelectual.
Nesta busca, recursos como exercícios de respiração e relaxamento e movimentos que diminuem a tensão em certos pontos do corpo, facilitando a integração das atividades dos dois hemisférios cerebrais, podem auxiliar na diminuição destes intervenientes e, consequentemente, facilitar a concentração mental.

15/05/2015

Mapas Mentais: recurso para o Ensino Médio, Universitários, Vestibulandos e Concursandos
Quando preciso encontrar um endereço em uma cidade que me é desconhecida, sem ajuda de outra pessoa, com certeza conseguirei me localizar com mais facilidade e mais rapidez se tiver a ajuda de um mapa. Isto pode se aplicar também à construção do nosso conhecimento, tornando-se um instrumento riquíssimo para nos auxiliar a recordar informações importantes no momento em que delas necessitamos.
Nosso cérebro possui 100 bilhões de células ativas e cada uma pode difundir-se para 20 mil ligações criando uma estrutura idêntica a galhos de uma árvore, ou rodovias interligando cidades. Neste conjunto de ligações neuronais, efetuamos o registro das informações sob a forma de “associações” e “padrões”. Uma boa memória baseia-se na capacidade de ampliar o uso destes instrumentos, registrando as informações em nossa “memória de longo prazo” e, saber trazê-las à nossa mente consciente, quando necessário.
Tudo o que lemos e escrevemos está estruturado de forma linear, palavra após palavra, linha após linha. Em pesquisas realizadas recentemente, pesquisadores provam que o nosso cérebro não trabalha de forma linear. Ele registra as informações recebidas criando intrincadas redes de conexões e a partir delas nossa mente estabelece relações entre idéias, conceitos, imagens etc. A partir desta constatação concluíram que a disposição linear dificulta o estabelecimento de “associações” e a criação de “padrões” que são as maneiras usuais de ativarmos nossa memória.
A criação de MAPAS MENTAIS tem se mostrado um recurso muito importante para superar dificuldades de memorização advindas da organização linear de nossos conteúdos. Na produção do mesmo, estamos criando no mundo externo, de forma concreta, uma estrutura em forma de rede que apresenta semelhanças com a organização neuronal de nosso cérebro.
Produzir um MAPA MENTAL consiste na organização, ao redor do título, disposto no centro de uma folha, dos principais tópicos que desejo registrar em minha mente sobre um determinado assunto. Devemos escrever o mínimo possível. O importante é colocarmos palavras chaves que nos levam à idéia que desejamos registrar. Não escrever todas as palavras na mesma disposição e criar uma rede de ligação entre elas de acordo com a seqüência do assunto. Outro detalhe extremamente rico para nossa memória é, criar símbolos (desenhos) identificando a palavra, a idéia, com uma imagem. Com certeza é muito mais fácil recordarmos de imagens do que de idéias abstratas.
Uma vez criado um MAPA MENTAL temos um instrumento para revisar de forma rápida um grande conjunto de idéias em torno de um assunto. Convém salientar que esta retomada do assunto é de vital importância para fixarmos este conhecimento, transformando-o em um registro em nossa “memória de longo prazo” para poder recordá-lo posteriormente. Fazer esta revisão em cima de conteúdos muito extensos muitas vezes torna-se inviável. Outro aspecto a considerar é que, uma vez criado nosso MAPA MENTAL temos como explorar a nossa visão, pois se o deixarmos afixado em um lugar onde continuamente entre em nosso “campo visual” também estaremos facilitando o registro desta informação.
Considerando que produzir MAPAS MENTAIS facilita o registro das informações por estarmos reproduzindo a estrutura neuronal de nosso cérebro e, ao mesmo tempo, criando um elemento facilitador para a revisão e para a exploração de nosso campo visual, torna este, um instrumento imprescindível para quem deseja tornar-se um “Estudante Competente”. Recomendamos o mesmo para todos os alunos do ENSINO MÉDIO, VESTIBULANDOS E UNIVERSITÁRIOS, pelos benefícios que o mesmo tem demonstrado dar a quem dele faz uso.

15/05/2015

LEITURA PRODUTIVA

Com freqüência cada vez maior sou procurada por jovens e adultos que desejam melhorar a qualidade de sua leitura. Com o intuito de esclarecer alguns aspectos inerentes a esta dificuldade, descrevo uma síntese do que chamo de “Leitura Produtiva”, que aumenta o número de informações registradas em nosso cérebro, bem como nossa capacidade de construir novos conhecimentos. Um número crescente de pesquisadores coloca que desenvolver estas habilidades mentais significa criar uma herança genética que se transfere aos nossos filhos e netos.
Para tal, devemos, em primeiro lugar, estabelecer um objetivo para a leitura. Ter claro em nossa mente o que desejamos, amplia nossa concentração mental. O segundo aspecto é exercitar-nos, lendo sobre o que nos é muito interessante. Isto amplia nosso conhecimento sobre a área de interesse e é fator facilitador para nossa mente reter uma maior quantidade de idéias. Uma vez criada esta habilidade, podemos nos voltar para áreas subjacentes.
O terceiro passo é destacar as idéias centrais. Assim, ao concluirmos, teremos um “mapa mental” nas páginas do livro e saberemos quais os pontos que nortearam o autor. Na criação deste “mapa mental”, facilitamos à nossa mente o estabelecimento de relações e comparações, o que significa aprender algo novo.
Num quarto passo, sugiro passar este “mapa mental” para um arquivo de seu computador. Em poucas páginas teremos as idéias centrais de um livro. O “trabalho” que desenvolvemos para produzir estas páginas é o que nosso cérebro necessita para registrar as informações contidas no livro e, a partir daí, estabelecer relações e comparações com informações anteriores.
Assim, vamos ampliando nosso conhecimento. A última etapa é retomar algumas vezes o “mapa mental” produzido durante a leitura. Nosso cérebro precisa receber as informações repetidamente para que ocorra a memorização. Com um maior número de informações incorporadas, ele efetuará mais conexões neuronais e, com isso, ampliará sua capacidade de construir novos conhecimentos.
Desenvolver a capacidade de efetuar Leituras Produtivas, além de ser um treino à nossa capacidade de concentração, leva-nos a obter um alto índice de aprendizagem e desenvolve o prazer de ler e aprender.

15/05/2015

O Curso APRENDENDO A APRENDER tem a duração de 10 horas de atendimento individual durante o qual desenvolvemos basicamente três enfoques:
1. Desenvolvimento de “metodologia de estudo” adequada às características pessoais de exploração sensorial. Uma vez compreendido o processo de utilização sensorial o aluno descobre as inúmeras possibilidades que se apresentam para trabalhar com as informações recebidas na escola ou de qualquer outro meio de informação. Compreende também a importância da “compreensão” e da “fixação” das informações em sua memória de Longo Prazo. A medida que o aluno compreende a construção da memória também percebe o quanto está errado estudar apenas na véspera das provas.
2. Melhoria da auto-estima do aluno, da confiança em seu potencial. Isto ocorre à medida que ele vai descobrindo o que sabe e quanto sabe. Estas descobertas ocorrem em uma análise comparativa de sistemas de controle de estudo e dos índices de aproveitamento obtidos, quando está sob pressão e quando não está. Estes sistemas de controle são fundamentais para vestibulandos e concursandos.
3. Melhoria da concentração através do estudo e da prática de exercícios de relaxamento que induzem à concentração. Para alunos que precisam estar preparados para responder provas de forma eficiente e rápida, ter este recurso na hora da prova é de suma importância.
Aprender a Aprender, é uma ferramenta imprescindível na sociedade competitiva em que vivemos, para qualquer profissional.

15/05/2015

Sou formada em Pedagogia, Orientação Educacional e Supervisão Escolar. Pós Graduada em Supervisão Escolar. Desenvolvo há 16 anos o trabalho de orientação pedagógica denominado "Aprendendo a Aprender", em um curso com 10 horas de duração onde o aluno aprende metodologia de estudo adequada as características pessoais, estabelecer sistemas de organização e trabalhar a melhoria da concentração. Meu contato: [email protected]

Endereço

Garibaldi, RS
95720000

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