13/11/2017
Algo como:
"O conquistador escreve história, eles vieram, conquistaram e escreveram.
Você não espera pessoas que vieram para invadir que contem a verdade sobre nós."
O coletivo Nagô é uma organização formada por negros estudantes , militantes e sonhadores que nos unimos para a resistência na universidade.
13/11/2017
Algo como:
"O conquistador escreve história, eles vieram, conquistaram e escreveram.
Você não espera pessoas que vieram para invadir que contem a verdade sobre nós."
13/11/2017
"Alunos da Escola Comunitária do Partido dos Panteras Negras em Okland, Califórnia, 1972.
A instituição construída pelo partido dos Panteras Negras alfabetizava crianças pobres e tinha como principal disciplina o ensino da "história da cultura negra".
Os intelectuais, criadores da escola, chegaram a conclusão que os negros só conseguiriam a libertação da opressão a partir do conhecimento e da valorização de sua cultura."
10/11/2017
“Coisa de Preto é a bruxaria contida num conto de Machado de Assis.
Um samba escrito pela caneta de Mauro Diniz.
Coisa de preto é a poesia de Cartola.
Os dedos a bailar sobre o violão de Paulinho da Viola.
Ah, só podia ser preto – Romário, Imperador, Ronaldinho.
Responder ao racismo com Lamentos em forma de chorinho.
Pixinguinha, preto rei, rei dessa coisa escura.
Renato Gama autodidata senhor da soltura.
Coisa de preto é manter-se grande diante de quem mata.
É se precisar ameaçar com canhão pelo fim da chibata.
Coisa de preto é viver com alegria.
Inventar a matemática, arquitetura, medicina, agricultura e filosofia.
Ser parte da primeira civilização.
Ser senhor do Blues, do Samba, do Reggae, do Pop, Soul, do Jazz.
É manter amor à Terra diante de um povo que a desdenha pelo céu.
Coisa de preta é Jovelina partideira. Milton, Djavan, Tim, Alcione e Candeia.
Veja a noite Yurugu, fique atento. É preta a senhora dona do vento. Veja, estejas pronto e ouvindo.”
Texto de
Johnatan Oliveira Raimundo
27/04/2017
O ENED É DE LUTA, COMPANHEIRADA!
E você, minha amiga e meu amigo interlocutor, conhece os setoriais da FENED? E se conhece, já faz parte?
Os setoriais são grupos auto-organizados a fim de traçar políticas direcionadas a luta de resistência dos negros e negras, das mulheres e dos LGBTs.
Para além da luta diária, os setoriais estão presentes em todos os ENED com painéis e grupos de discussão.
O Coletivo ENED RIO gostaria de convocar todas as mulheres, negros e negras e LGBTs para construírem suas setoriais.
Então, entre, participe, opine e faça parte dessa construção coletiva. Sua presença é extremamente importante porque ela traz maior diversidade e mais legitimidade a todas as ações dos setoriais.
Quem tá a fim de construir o MELHOR ENED DE TODOS OS TEMPOS? Chega mais!
SETORIAIS
Mulheres - https://www.facebook.com/groups/282608628501281/?fref=ts
Negros e Negras - https://www.facebook.com/groups/NegrexFENED/
LGBT - https://www.facebook.com/groups/1494314120860257/?fref=ts
-INFORME-
Posse do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Franca – COMDECON
Gestão 2017/2019
Data: 15 de Março de 2017
Horário: 19h00
Local: Casa da Cultura e do Artista Francano “Abdias Nascimento”
A Secretaria de Ação Social e o COMDECON informam e convidam a todos para a cerimônia de Posse do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Franca – COMDECON, para a nova gestão biênio 2017/2019.
Este Conselho foi criado pela Lei nº. 6.009 de 22/08/2003 e possui Regimento Interno regulamentado pelo Decreto nº 8.476, de 05/04/2005.
O Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Franca – COMDECON, é uma instância Colegiada permanente, de caráter consultivo e deliberativo.
O COMDECON é composto por 8 representantes dos órgãos governamentais municipais e 16 representantes da sociedade civil, e, cada membro do conselho tem seu respectivo suplente.
O colegiado se reunirá mensalmente no Memorial de Resistência Negra, na Casa da Cultura e do Artista Francano, sito à Rua Oscar Brasilino dos Santos, 1531 – Centro, sempre na segunda quarta feira de cada mês, às 19h00.
O mandato dos Conselheiros empossados nesta ocasião é de dois anos, ou seja, de 15/03/2017 à 14/03/2019.
O COMDECON tem como objetivos:
- Resgatar o espaço de participação do negro no sentido de que sua raça, seus costumes, seus valores culturais e seus anseios sejam rigorosamente preservados;
- Buscar por políticas e programas para o fortalecimento do combate ao racismo e para a promoção da igualdade racial;
- Romper com o preconceito, a discriminação e a exclusão social;
- Opinar e deliberar sobre denúncias encaminhadas ao Conselho;
- Realizar ações afirmativas alusivas à Comunidade Negra de Franca, como o mês da Consciência Negra em novembro de cada ano, dentre outras.
Mariana Coelho Rosa
Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Franca – COMDECON
Gestão 2014-2017
17/02/2017
************UTILIDADE PUBLICA*************
Violência contra a mulher, homofobia e racismo poderão ser denunciados por Whatsapp - Geledés Serão cinco postos fixos do observatório: um na Piedade, um na Praça Castro Alves e um na Casa d’Itália, Barra Center e Largo do Camarão Por Thais Borges, do iBahia Para evitar os casos de violência contra a mulher, racismo e homofobia, a prefeitura montou um esquema especial para registrar e encam...
23/06/2016
Tratar da violência que atinge as religiões de matriz Africana é, necessariamente, tratar da opressão racial.
A chegada forçada do povo negro em terras brasileiras foi marcada por intensa repressão em todos os aspectos que caracterizavam a sua individualidade como seres humanos, a fim de reitificá-los, bem como aos que compunham a sua identidade coletiva. Desse modo, houve um intenso processo de "demonização", que se deu na estética, na fala, nas roupas, na música, na dança e na expressão mais íntima da subjetividade de um povo: a fé. Claramente, a suposta abolição, promovida pelo Estado eugenista a fim de favorecer seus interesses econômicos, não trabalhou no real sentido de democratizar os espaços e torná-los seguros para a negritude, de modo que todas as violências que cunharam a sociedade ra***ta, citadas a pouco, permaneceram.
Nesse sentido, situa-se a violência religiosa dirigida as religiões de matriz Africana, dentre elas a mais popular, o Candomblé, que trata-se de uma religião trazida de África pelos negros escravizados, como expressão pura da cultura de um povo sequestrado e vilmente torturado e que, historicamente, tem sido perseguida, inclusive pelo Direito Penal que provocou o fechamento de diversos Ilê axés (terreiros), a apreensão de inúmeras peças sagradas e a destruição de outras.
Além do processo objetivo de criminalização, com o aval do Estado, a violência ra***ta também se perpetuou pela associação das divindades e dos símbolos a coisas negativas. Trata-se justamente do que aconteceu com uma figura de vital importância dentro do contexto religioso tratado: Èsù (Exú).
É importante lembrar que o Candomblé trazido ao Brasil não é um só. Ele vem de diferentes cidades africanas, cada uma delas dá origem a um conjunto diferente de liturgias, práticas e, até mesmo, de divindades! É o que chamamos de "Nação", como, por exemplo, as nações de Ketu, Nagô, Jeje e Angola.
Contudo, em todas as nações havia o culto de uma divindade em comum, que é Exú, o que foi notado pelos Cristãos europeus que evangelizavam as tribos africanas. Deste modo perceberam o quão popular o Orixá era e o quão importante se fazia que fosse feito um processo de negativização deste.
Assim, historicamente, se deu o processo de associação do Orixá ao Diabo Cristão, facilitando a conversão daqueles que, na lógica do opressor, estariam distanciados do caminho da luz.
Apesar disso, o conceito de uma entidade que resume em si todo o mal e disputa com um bem superior a conquista de almas é completamente estranho aos fundamentos do Candomblé. A entidade suprema, chamada de Olodumaré, não possui inimigo e nem ser cuja ardilosidade tenha sido responsável por introduzir o mal no mundo. Para tal fé, a maldade tem sido, desde o princípio, obra própria da humanidade. Tal fato está demarcado em um itán (conto), em que Olodumaré designa o mundo (Aiyé) aos cuidados de seres chamados de "Grandes Mães Ancestrais", que, por sua vez, acordam com os humanos, que estes não deveriam praticar o mal, de modo que se praticassem, seriam punidos. No princípio o acordo foi honrado, mas, posteriormente, a maldade foi praticada pela humanidade por livre e espontânea vontade. Em tal momento, as Grandes Mães criaram os chamados "Ajogun" (Àqueles que lutam contra a humanidade), que se materializam na morte, na dor, na perda e na tristeza, como consequência das ações humanas.
Nota-se, portanto, que o mal, não tem nenhuma relação com Exú! Muito pelo contrário! Este também é conhecido por nomes que exaltam sua bondade, como Exú Odàrà (Exú, o maravilhoso, o senhor da alegria).
Esta campanha destina-se a desfazer o mito de que Exú é o Diabo, ou o Demônio. Exú é o movimento, a comunicação, a boca do mundo, o tempo e àquele que leva as mensagens para o Òrun (morada dos Orixás).
Ao senhor Exú, que guarda os corpos, os caminhos e toda palavra, nosso respeito e adoração.
Laroyê Exú, mojubá.
20/06/2016
Na última sexta (17/06), o coletivo Nagô, reprensentado pelo membro Gabriel Leví, participou de uma aula pública organizada pelo coletivo Juntos! - Ribeirão Preto.
O dia 17 foi um dia de luta em defesa da educação por todo país, o que foi muito emblemático, pois o dia 17 nos traz à memória a data na qual milhões foram às ruas em Junho de 2013 contra os governos.
Neste dia 17, então, foi trazido a debate o tema Cotas e governo Temer, que tem como Ministro da Educação o Sr. Mendonça Filho, um político que se posiciona contra as cotas raciais e, além disso, é membro do Democratas, partido que acionou o STF pedindo a inconstitucionalidade das de tais cotas, sendo derrotado por unanimidade de votos.
Obviamente, na contramão do que prega nosso atual Ministro, o Nagô se posiciona à favor das cotas, entendendo que já estamos (ou deveríamos estar) muito mais adiantados no que tange educação e comunidade negra, como, por exemplo, debatendo e complementando a permanência dos negros no ensino superior para além da simples moradia e alimentação, dando reais condições a nossa população de concluir um curso universitário de qualidade.
16/06/2016
No dia 08 de junho de 2016, chegou ao conhecimento do Coletivo Nagô a tabela (anexada nesta postagem) denominada por seu(s) criador(es) de "Tabela da Saliência Expoagro". Tal aberração foi encontrada na República Invernada, que é formada por estudantes da Faculdade de Direito de Franca, não havendo indícios de que qualquer um deles a tenha redigido, de modo que a autoria da tabela foi atribuída pelos mesmos a um agregado que não faz parte da faculdade.
Porém, pelo fato deste papel ter sido encontrado no referido local e de que os moradores se reconheceram omissos em relação ao acontecimento, que só veio à tona após uma estudante (também da Faculdade de Direito de Franca, que preferiu o anonimato) encontrar a tal folha durante uma festa que ocorria na república; vimos a necessidade de nos posicionarmos e tomarmos algumas medidas com o intuito de extirpar as opressões no meio acadêmico, que são realidade não só na Faculdade de Direito de Franca, como em outas instituições de ensino do estado de São Paulo e do Brasil.
Tal documento, que atribui distintas pontuações a diferentes categorias de mulheres (por mais absurda que esta frase possa parecer), traz em seu corpo nítido conteúdo machista. Isto pelo fato de expor mulheres como objetos que podem (e devem) ser avaliadas de acordo com os (podres) valores do patriarcado branco.
Mais além, a misoginia e a gordofobia, que são as formas mais comuns de diminuição da mulher, também podem ser facilmente notadas, já que é evidente a utilização do atual padrão de beleza imposto por grande parte da sociedade, onde algumas características e condições físicas são tidas como menos atraentes.
Bom, o Nagô, como um coletivo formado por estudantes negros, que representam pessoas negras dentro e fora da faculdade, agora se atem ao explícito caso de RACISMO contido na respectiva folha. Ao lê-la e entender seu jogo da maldade, é notável que as mulheres negras, independentemente de outras atribuições físicas, estão em posição de desvantagem em relação às mulheres brancas, o que só reforça o discurso do Coletivo de que a sociedade é ra***ta e reproduz o racismo de multiplas formas, em espaços diversos e em intensidade distintas, mas sempre com alto poder destruidor.
Sabemos que o racismo é um mal que causa vítimas fatais, porém nosso coletivo não enxerga como uma eficiente solução o acionamento do atual sistema penal brasileiro. Entendemos que esse sistema é vingativo, uma vez que só impõe sofrimento aos seus condenados e não os propicia meios de se ressocializarem como pessoas melhores ou de repararem os males que causaram a toda sociedade.
Mais além, é importante ressaltar que nosso sistema penal sempre foi excludente, agindo contra a comunidade negra, seja na época em que jogar capoeira e praticar a "vadiagem" eram considerados crimes, com o propósito explicito de encarcerar pessoas de descendência africana, seja agora, que os tipos penais levam a uma desproporcional quantidade de pessoas negras super lotando as penitenciárias brasileiras.
Além disso, o termo “neguinha”, usado de forma explicitamente ra***ta, pauta como as mulheres negras são diminuídas diariamente simplesmente pela sua cor e como não são consideradas atraentes pelos padrões brancos a elas conferidos.
Sendo assim, o Coletivo Nagô repudia veementemente a atitude do(s) autor(es) desta agressão e de todos aqueles que foram omissos ou de alguma forma coadunaram para que ela ocorresse. Machistas, ra***tas, misógenos e gordofóbicos NÃO PASSARÃO!