14/03/2023
A primeira atividade do da 𝘚𝘪𝘢𝘳𝘢́, 𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢 𝘪𝘯𝘥𝘪́𝘨𝘦𝘯𝘢: 𝘈𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘊𝘪𝘯𝘦𝘤𝘭𝘶𝘣𝘪𝘴𝘵𝘢 𝘐𝘵𝘪𝘯𝘦𝘳𝘢𝘯𝘵𝘦, uma ação produzida pelo Cine Descoberta, com patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (SECULT), é uma parceria incrível com a Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió, marcando presença nas atividades do Clube de Leitura das Mulheres da Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió, e já tem data e hora marcadas! E você, quer saber como foi a atividade? Continue seguindo a gente nas redes sociais e DESCUBRA-NOS.
Conheça a Byya Kanindé (): Me chamo Byya Kanindé, tenho 20 anos, sou pertencente ao Povo Kanindé de Aratuba, zona rural, ex estudante da Escola Manoel Francisco dos Santos, estudante do curso de Hotelaria no IFCE de Baturité, membra do grupo "Tamain", monitora do Museu Kanindé, artista visual, onde em meus registro levo a força, cultura, identidade e espiritualidade do meu Povo.
14/03/2023
Começamos o ano de 2023 com uma nova descoberta visual. A nova logo, produzida pela designer Renata Pinheiro (), que também produziu a primeira logo do Cine Descoberta, traz alguns elementos que contam sobre a trajetória do projeto:
"As pinturas são representações da língua, de outros seres, dos mundos como são para o indivíduo que pinta." Merremii Karão Jaguaribaras em ‘Wúpy Taowá: vestindo-se de linguagens’”.
O Cine Descoberta olha para trás, para seguir novos caminhos, com uma nova veste. Aquela bússola que nos guiou por tanto tempo, hoje dá espaço ao próprio Cineclube, entendendo que não somos esse aparelho que indica o caminho, mas o querer encontrar novas direções. Sem pontos cardinais, olhando, ao mesmo tempo, para o passado, para o futuro e para quem está ao nosso lado.
Ademais, em meio às mudanças, sempre é bom relembrar da nossa trajetória, experiências e pessoas muito queridas que nos acompanharam até aqui. Sendo assim, pedimos para a professora e membro do Cine Descoberta Raquel Costa e para a professora Ione Araújo compartilharem suas experiências com o Cine Descoberta.
15/02/2023
Marque uma pessoa que adora cinema para apresentar a ela algumas descobertas sobre a história do cinema no Brasil:
No Brasil, a primeira exibição de 𝐂𝐈𝐍𝐄𝐌𝐀 ocorreu em 1896, no Rio de Janeiro, promovida pelos irmãos Lumière. O público ficou maravilhado com a grande novidade: a possibilidade de imagens que se movimentavam. Tempos depois, nos anos 1930 a 1945, na Era Vargas, o cinema passa a ser visto como ferramenta pedagógica, não a partir de uma visão crítica e reflexiva, mas como possível ferramenta para veicular ideias nacionalistas, que promovessem a ordem moral e a virtude cívica.
Ainda nesse contexto, um pequeno movimento de pessoas apaixonadas por cinema se reuniam em salas de exibição para assistir filmes, após isso, refletir e debater sobre as produções, mais tarde isso culminaria na construção dos 𝐂𝐈𝐍𝐄𝐂𝐋𝐔𝐁𝐄𝐒 no Brasil.
Nem sempre o cinema foi entendido como arte, por vezes, era considerado entretenimento para pessoas iletradas, entretanto, a mentalidade acerca do cinema vai mudando a partir da postura combativa que os amantes do cinema e potenciais cineclubistas tiveram às ideias negativas, muito obstinados na defesa daquilo que consideravam arte e forma de conhecimento.
Após o fim do Estado Novo, em 1945, pensa-se que democratizar a cultura e arte, como o cinema, é uma forma de reconstruir os processos democráticos no país, assim, as formações de coletivos cineclubistas ganham força, pensando o cinema não como ferramenta nacionalista, mas como possibilidade para construir um pensamento crítico.
Fontes de pesquisa:
SIMIS, Anita. Estado e Cinema no Brasil. São Paulo: UNESP, 2015.
CARVALHO, Cesar Augusto de . Cineclube e cinema no Brasil: traços de uma história. 2010.
Você já conhecia alguma dessas descobertas?! Conta pra gente e marca alguém pra descobrir também!
na imagem de fundo bege há a frase Marque uma pessoa que adora cinema, com as palavras Marque uma pessoa que adora em cor preta e em letras finas e pequenas, e as palavras adora cinema em cor verde e letras grossas e grandes. Na parte inferior da imagem há um desenho em formato de fita e em cor vermelha, mais abaixo desse desenho há uma ilustração da nova logo do Cine Descoberta, em cor verde, na qual as iniciais C e D formam uma tela de cinema.
13/02/2023
O acesso ao cinema no Brasil ainda é algo restrito para grupos sociais com maior renda; as salas de cinemas, em sua maioria, estão concentradas em shoppings e lugares de difícil acesso para quem está nas margens sociais, ou seja, nas periferias das cidades, principalmente tendo em vista que a maioria das salas de cinema estão concentradas nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do país. O fazer cineclubista é prática fundamental na difusão do audiovisual nacional, cumprindo papel importante no direito de acesso ao lazer e ao entretenimento na contemplação cinematográfica, como diz a Constituição Federal de 88.
Nossa proposta é observar e investigar como a atividade cineclubista está relacionada com proporcionar o acesso às obras cinematográficas e audiovisuais nacionais, e, além disso, como o cineclube pode ser usado como ferramenta educacional nas escolas públicas para fomentar debates sociais urgentes e para implementar leis como a Lei 11.645/2008, que pauta a importância do ensino da Cultura e História afro-brasileira e indígena em todos os componentes do currículo escolar no Sistema Educacional brasiliano. A Educação no Brasil ainda tem uma lacuna problemática em relação à implementação dessa lei e o projeto se justifica em função de destinar-se, principalmente, a profissionais da educação, docentes e estudantes de instituições educacionais públicas.
Assim, o Cine Descoberta contribui, também, com a divulgação de produções cinematográficas realizadas por indígenas, ou que coloquem em primeiro plano a voz indígena, pois pensar o indígena como sujeito e não como objeto da história é um primeiro passo para a compreensão da diversidade de modos de vida que palavras como “índio” costumam esconder. Justificando-se ao propor um olhar para as leis 10.639/03 e 11.645/08 e, dessa forma, pensar como o cinema e audiovisual podem ser instrumentos para a implementação dessas leis que nos fazem olhar para as origens do país, a origem de seus povos, assim como sua história e cultura. Justifica-se, ainda, em função da Lei 13.006 de 26 de junho de 2014, que instituiu a obrigatoriedade da exibição de filmes de produção nacional nas escolas de educação básica.
Existimos e resistimos enquanto um cineclube que se propõe a ser um espaço de debate, aprendizado e luta
na imagem de fundo amarelo há a frase Quem vê cinema indígena?, em cor branca, com as palavras Quem vê em letras pequenas e as palavras Cinema indígena em letras grandes. Na parte superior da imagem há alguns desenhos de cor vermelha em formato de triângulo indo para todas as direções. Na parte inferior da imagem, há uma ilustração da nova logo do Cine Descoberta, de cor branca, na qual as iniciais C e D formam uma tela de cinema.
10/02/2023
Nós, do Cine Descoberta, cineclube em atuação há 6 anos no Ceará, que trabalha com a representação e autorrepresentação indígena no cinema, assim como formação docente, pretendemos, com esse projeto de ação cineclubista, alcançar um aprofundamento no nosso trabalho com a prática cineclubista. Estamos, há algum tempo, pensando o fazer cineclubista como ferramenta educacional importante, pensando na lei 13.006/14 e maneiras de colocá-la em vigor de uma forma coerente nas escolas. Promover interlocuções entre o audiovisual, o fazer cineclubista e outras linguagens é uma oportunidade de deslocar e agregar positivamente ao debate de acesso e combate a desigualdades, lugar esse que as escolas públicas proporcionam muito bem.
O Cine Descoberta é um projeto em expansão organizado por um coletivo de professories; é instrumento de formação e pesquisa para agentes educacionais que tenham interesse em debater a função social da educação, com base na produção de conhecimento crítico e implicado com a sociedade envolvente. Nossa maior questão atual é pensar a representação indígena no cinema e o fazer cineclubista como um instrumento educacional.
𝐃𝐈𝐅𝐔𝐍𝐃𝐈𝐍𝐃𝐎 𝐑𝐄𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀𝐂̧𝐎̃𝐄𝐒 𝐀𝐔𝐃𝐈𝐎𝐕𝐈𝐒𝐔𝐀𝐈𝐒 𝐃𝐄 𝐀𝐔𝐓𝐎𝐑𝐈𝐀 𝐈𝐍𝐃𝐈́𝐆𝐄𝐍𝐀 𝐂𝐄𝐀𝐑𝐄𝐍𝐒𝐄, 𝐏𝐄𝐍𝐒𝐀𝐍𝐃𝐎 𝐀 𝐑𝐄𝐏𝐑𝐄𝐒𝐄𝐍𝐓𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐄 𝐀𝐔𝐓𝐎𝐑𝐑𝐄𝐏𝐑𝐄𝐒𝐄𝐍𝐓𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐈𝐍𝐃𝐈́𝐆𝐄𝐍𝐀 𝐍𝐎 𝐂𝐈𝐍𝐄𝐌𝐀 𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋
𝐄 𝐎 𝐅𝐀𝐙𝐄𝐑 𝐂𝐈𝐍𝐄𝐂𝐋𝐔𝐁𝐈𝐒𝐓𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐎 𝐅𝐄𝐑𝐑𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐀 𝐄𝐃𝐔𝐂𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋.
Existimos e resistimos enquanto um cineclube que se propõe a ser um espaço de debate, aprendizado e luta
na imagem de fundo verde há a frase Cineclubes Existem, com a palavra cineclubes em letras grandes e cor branca e a palavra existem em letras menores e coloração vermelha. Na parte superior da imagem, há uma ilustração da nova logo do Cine Descoberta, na qual as iniciais C e D formam uma tela de cinema, além disso, uma parte da logo, a que forma a letra C, também está estampada em tamanho grande no fundo da imagem.
17/07/2021
DESCUBRA-NOS | O Cine Descoberta agora tem um podcast
No episódio 1, “O audiovisual como instrumento educacional”, nós, equipe Cine Descoberta, relembramos um pouco da história e do processo de reformulação do cineclube, e conversamos sobre os objetivos e ações educacionais do projeto conectados à ferramenta audiovisual. Tá curioso pra descobrir mais sobre o projeto?
Vem com a gente e Descubra-nos!
► Também disponível legendado no nosso canal do Youtube (https://youtu.be/7rr5XePeMeI)
28/04/2021
O Elenilson Kanindé () estará com a gente na atividade hoje, às 17 horas, no Canal do Youtube da (link na descrição do nosso Instagram).
Informações da atividade:
Cine-debate com a exibição do longa-metragem "Suaçuamussará" e a presença de Byya Kanindé e Elenilson Kanindé | Via YouTube (Vila das Artes)
📽️ FILME: SUAÇUAMUSSARÁ (2015) | DOC/86MIN
📆 DATA: 28 DE ABRIL DE 2021
⏰ HORÁRIO: 17H às 19H
✅ Classificação indicativa: 12 anos | *Acesso Gratuito*
28/04/2021
| Com curadoria do cineclube Cine Descoberta, a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes promove, às 17h desta quarta-feira (28/04), a sessão "Siará, Terra Indígena", mais uma atividade da mostra Pontos de Corte, evento de encerramento do Curso de Formação de Cineclubistas e Exibidores Independentes. O filme a ser exibido será ''Suaçuamussará'' (Documentário / 86min / 12 anos). Após a sessão, haverá bate-papo com Byya Kanindé e Elenilson Kanindé. Mediação de Joaquim Ferreira, Marcelo Tea e Raquel Costa. É ao vivo, no canal da Vila das Artes no YouTube! Acessa os links e já aciona os sininhos de lembrete.
*Veja o filme (17h)*
https://youtu.be/angij_j4c0w
*Acompanhe o debate ao vivo (18h30)*
https://youtu.be/Ap_y4Mj7A1c