Flávio Alencar - Aperfeiçoamento em Fisioterapia

Flávio Alencar - Aperfeiçoamento em Fisioterapia

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Conteúdos e cursos para fisioterapeutas e estudantes de fisioterapia.

O professor Flávio Alencar é fisioterapeuta graduado pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR (2005), onde atualmente exerce o cargo de professor da graduação e pós graduação do curso de Fisioterapia. É especialista em Terapia Manual e Postural pelo Centro Universitário de Maringá (2007) e Mestrando em Ciências Médicas pela UNIFOR. Tem formação em Reeducação Postural Global - RPG Souchard (2007) e

15/05/2026

Nem toda dor na fáscia plantar é “fascite”.

Na prática clínica e na análise ultrassonográfica, muitos casos crônicos apresentam características muito mais compatíveis com fasciose plantar do que com um processo inflamatório agudo.

A fascite plantar pressupõe predominância inflamatória. Já a fasciose plantar envolve um processo degenerativo crônico da fáscia, marcado por desorganização das fibras de colágeno, espessamento tecidual, degeneração mixoide, neovascularização e falha na resposta cicatricial do tecido.

Histologicamente, diversos estudos mostram ausência significativa de células inflamatórias nos quadros crônicos, reforçando o caráter degenerativo da condição.

Na ultrassonografia musculoesquelética, é comum observar:
• aumento da espessura da fáscia plantar
• perda do padrão fibrilar
• redução da ecogenicidade
• calcificações associadas
• alterações entesopáticas na inserção calcânea

E isso muda completamente o raciocínio terapêutico.

Se o problema é predominantemente degenerativo, abordagens exclusivamente anti-inflamatórias tendem a falhar no médio e longo prazo. O foco passa a ser:
- modulação de carga
- estímulo de regeneração tecidual
- melhora da capacidade tensional da fáscia
- fortalecimento progressivo
- intervenções ecoguiadas quando indicadas

Dor crônica não é sinônimo automático de inflamação.

Entender a biologia do tecido muda o tratamento — e o prognóstico.

Referências:
• Lemont H, Ammirati KM, Usen N. Plantar Fasciitis: A Degenerative Process (Fasciosis) Without Inflammation. J Am Podiatr Med Assoc. 2003.
• Wearing SC et al. Plantar fasciitis: are pain and fascial thickness associated with arch shape and loading? Phys Ther. 2007.
• Benjamin M et al. The anatomy of the planta fascia and its relationship to pathology. J Anat. 2014.
• Irving DB, Cook JL, Menz HB. Factors associated with chronic plantar heel pain: a systematic review. J Sci Med Sport. 2006.

13/05/2026

TURMA 2 OFICIALMENTE ABERTA

Depois do sucesso da primeira turma, as inscrições para o Curso de Ultrassonografia Cinesiológica para Fisioterapeutas estão abertas novamente.

Uma formação presencial, imersiva e com aplicação clínica imediata, voltada para fisioterapeutas que querem elevar o nível da avaliação musculoesquelética através da ultrassonografia.

11, 12 e 13 de junho de 2026

- avaliação dinâmica
- raciocínio clínico
- integração entre imagem e prática
- aplicação musculoesquelética

⚠️Turma limitada.

📲 Informações no direct ou link da bio.

13/05/2026

A lesão tentou me parar.

Eu decidi voltar andando.

Porque quem aprende a respeitar o processo volta mais forte do que antes. 💪🏽

07/05/2026

Rotura grau II do músculo semimembranoso na ultrassonografia cinesiológica

Na imagem, observamos uma lesão muscular grau II do semimembranoso, caracterizada por ruptura parcial das fibras musculares, associada a desorganização fascicular, área hipoecoica intramuscular e edema perifascial.

A ultrassonografia dinâmica permite avaliar:
- Extensão longitudinal da lesão
- Integridade miofascial
- Presença de hematoma intramuscular
- Comportamento tecidual durante contração e alongamento
- Processo de cicatrização e remodelamento

O semimembranoso apresenta maior predisposição a lesões proximais devido à sua elevada demanda excêntrica durante desaceleração e controle terminal do balanço na corrida.

Estudos recentes demonstram que a ultrassonografia musculoesquelética possui elevada aplicabilidade na avaliação das lesões dos isquiotibiais, especialmente por permitir análise dinâmica, monitoramento evolutivo e correlação funcional em tempo real.

Em lesões grau II, observa-se comprometimento parcial da unidade músculo-tendínea, geralmente associado a maior tempo de retorno esportivo quando há envolvimento do tendão intramuscular.

Mais do que identificar a lesão, o diferencial está em compreender:
- arquitetura muscular
- comportamento biomecânico
- repercussão funcional

Referências (PubMed):
• Po***ck N. et al. British Athletics Muscle Injury Classification: a new grading system based on MRI and ultrasound. Br J Sports Med. 2014.
• Crema MD. et al. Hamstring muscle injuries in athletes: imaging and clinical correlation. Radiographics. 2022.
• Valle X. et al. Ultrasound assessment in hamstring muscle injuries: current concepts and future directions. Sports Med. 2023.

Photos from Flávio Alencar - Aperfeiçoamento em Fisioterapia's post 05/05/2026

A avaliação musculoesquelética baseada exclusivamente em te**es clínicos apresenta limitações importantes.

A literatura demonstra que:
• a dor nem sempre está associada à alteração estrutural
• te**es ortopédicos isolados têm acurácia variável
• métodos de imagem complementam a avaliação

A ultrassonografia cinesiológica surge como uma ferramenta que permite visualização dinâmica e correlação clínica em tempo real.

Turma 2 aberta

11–13 de junho de 2026

📲 Informações no direct

Photos from Flávio Alencar - Aperfeiçoamento em Fisioterapia's post 19/03/2025

⚠️ Baixa vascularização ➜ cicatrização lenta ou inexistente.

📍 A limitação da irrigação sanguínea reduz a capacidade de reparo do disco, tornando-o vulnerável a processos degenerativos, como a hérnia de disco.

📍 A hipovascularização também dificulta a eliminação de resíduos metabólicos, podendo contribuir para inflamação e dor crônica.

📍 Estratégias baseadas em exercícios de mobilização e técnicas que promovam difusão de nutrientes (compressão e descompressão do disco), podem ser benéficas para a manutenção da saúde discal.

📍 A reeducação postural e fortalecimento do core auxiliam na redução da sobrecarga mecânica sobre discos intervertebrais, minimizando processos degenerativos.

16/03/2025

É com grande satisfação que anuncio minha participação no Congresso Internacional de Fisioterapia 2025 , que acontecerá de 11 a 14 de setembro!

Estarei compartilhando conhecimento e trocando experiências com grandes profissionais da área, debatendo os avanços e desafios da fisioterapia. Será um evento imperdível para fisioterapeutas e estudantes que querem se atualizar e expandir seus horizontes!

Já garantiu sua vaga? Não fique de fora desse encontro transformador! Nos vemos lá! 🚀

14/03/2025

5K de motivos para agradecer!

Chegamos aos 5.000 seguidores! Obrigado por fazer parte dessa jornada de aprendizado em diagnóstico por imagem para fisioterapeutas. 🚀

Vamos juntos seguir crescendo e transformando a prática clínica! 💙

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