04/04/2025
Começa a Bienal do Livro com uma infinidade de coisas lindas, e a gente divulga os lançamentos com muita honra! Vamos?
Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Jornadas Povos Indígenas e Universidades - JOPOI, Formação, Rua Waldery Uchoa, 1, Fortaleza.
O evento tem como objetivo articular um conjunto diversificado de instituições e ações - partindo inicialmente das comunidades acadêmicas - com as organizações de apoio às lutas dos povos indígenas no Brasil e no Continente latinoamericano.
04/04/2025
Começa a Bienal do Livro com uma infinidade de coisas lindas, e a gente divulga os lançamentos com muita honra! Vamos?
16/09/2024
Opinião - Wilson Gomes: A universidade e o tribunal identitário
Uma colega foi acusada de transfobia e racismo por ter errado o gênero de um adjetivo dirigido a uma aluna trans que via pela primeira vez em sua aula, por tê-la confundido com um homem gay. Sim, usar equivocadamente "chateado" em vez de "chateada" disparou uma espiral de insanidade na qual a professora foi acusada, julgada pelo coletivo, condenada e severamente punida, tudo em menos de 24 horas.
Em discussão que se seguiu ao equívoco, gravada, a aluna sustenta três teses. Que a relação pedagógica é um piquenique igualitário em que alunos e professores levam o que têm e todos se sentam para compartilhar; que o aluno que pertence a uma minoria "historicamente subalternizada" tem prerrogativas pedagógicas que o põem acima do docente, inclusive a de realizar sua própria "curadoria" das fontes usadas na disciplina, recusando os autores brancos e europeus que constam da bibliografia; que qualquer atitude de contestação ou crítica da interpretação ou da "curadoria" do estudante é destituída de função pedagógica, constituindo-se, ao contrário, em uma ofensa inaceitável ao aluno pertencente à minoria.
Atitude para a qual, aliás, a única resposta decente é a denúncia pública, a acusação de um crime identitário grave —racismo, transfobia, misoginia, assédio— e, naturalmente, o pedido de demissão do docente, conforme o roteiro desta semana.
No caso, a professora que cometeu o crime hediondo de errar a identificação de gênero da estudante não é transfóbica nem ra***ta, todo mundo sabe disso. A gravação da aula o demonstra sem sombra de dúvida. Mas que importa?
O justiçamento dos identitários, mormente o da minoria trans, é o processo judicial mais célere do mundo. O acusador é também o juiz que julga, condena e expede a sentença, assim como é a mão pesada que se encarrega da punição.
Do ponto de vista do identitário radical, não há arbítrio, violência ou possibilidade de erro nesse procedimento.
Como poderia haver arbítrio se o "corpo historicamente subalternizado" está reagindo à brutalidade histórica e estrutural que contra ele se exerce? Que se dane se essa pessoa singular não praticou crime algum. Como sabia o lobo da fábula de La Fontaine, há sempre alguma boa razão para se fazer o que já se queria fazer quando se é o mais forte.
O lobo sempre tem razão.
E como assim violência? "Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas as margens que o comprimem", recitam os que afiam as facas. Erro? Que erro? Uma pessoa trans não se engana, ainda mais quando há um coletivo ao seu redor que jura que viu o que ela viu e que, se não viu, considera ser mais do que provável que tenha ocorrido, vez que todo mudo sabe que a universidade é um lugar extremamente opressor.
Por fim, para que correr o risco de inocentar um culpado apenas pela leviandade de querer salvar um inocente?
Um dos lugares mais insalubres para se trabalhar hoje são as universidades. Ao menor interesse contrariado, à menor reivindicação de hierarquia pedagógica, à mera indicação de bibliografia pode corresponder uma acusação de gravíssimo crime identitário. Crime hediondo, sentença automaticamente cumprida.
Nem Kafka previu coisa assim.
Complacente com a sua cria, nem o espírito de corpo típico do ambiente acadêmico vem em socorro dos acusados-condenados-punidos, nem sequer para pedir que tenham um julgamento justo ou que o linchamento ocorra depois de apurados isentamente os fatos.
O aluno deve ser acolhido, os professores que lidem com os leões. O cartaz e a pichação ficam na parede, o dedo na cara, o cerco, o centro acadêmico cúmplice, o docente tratado como pária e criminoso na casa em que trabalha há dez, 20 anos, tudo acontece sem que qualquer reação institucional se esboce.
A minha colega teve sorte de alguém estar gravando a aula. E, mesmo assim, vários docentes se alinharam automaticamente à acusação. Na instituição, toda aquela valentia corporativa contra o bolsonarismo reduz-se ao silêncio intimidado ante a corporação identitária.
Apesar da gravação, a militância identitária corre às ruas e às redes para fazer exatamente o que fazia o bolsonarismo: continuar a difamar a docente e a universidade e a destilar o seu ressentimento contra a instituição.
Troque doutrinação ideológica por doutrinação patriarcal e colonialista, e ideologia de gênero por ideologia da heteronormatividade ou da cisnormatividade, e veremos o identitário radical usar a mesma matriz acusatória do bolsonarismo. E retaliar a universidade, que, no fundo, detesta, de um jeito que o bolsonarismo apenas sonhou poder fazer.
Opinião - Wilson Gomes: A universidade e o tribunal identitário A instituição que resistiu ao bolsonarismo resistirá também ao identitarismo?
07/09/2024
E chegamos ao final da Jornada Povos Indigenas e Universidades - Edição 2024. Por aqui, durante o mês de agosto, foram nove (9) Rodas de Conversas com temáticas importantes, a presença de várias etnias, linguagens diversas, boas interações, tod@s alinhad@s em bons pensamentos.
A JOPOI é tudo isso. E muito mais. São dezenas de pessoas que pensam juntas para organizar, interagir, somar neste nosso lugar de fala, das mostras de nossas conquistas e nossos desafios nas universidades e em todos seterores que atuamos.
Neste domingo, as 10h, brindaremos encerrando esta edição, sempre grat@s e esperançando um caminhar seguro e igualitário para todas e todos. Participe! Link nos stories.
https://www.youtube.com/watch?v=NS9NSYWOvQs
03/09/2024
Dia 05/09, genten! Bate-papo "rocheda" com uma galera pra lá de talentosa! Produção Indigena no Audiovisual. É o Cinema Indigena ocupando o seu lugar de fala e Festivais pelo mundo afora. Só VEM!!
01/09/2024
No mesmo dia, a tarde e a noite, duas Rodas de Conversa no cardapio da JOPOI, que dispensam apresentação.
https://www.youtube.com/watch?v=J2OpQMQHlGI
30/08/2024
FIM DE SEMANA QUE TAL SE INTEIRAR AOS SABERES ANCESTRAIS YANOMAMI E CONFERIR AS PRODUÇÕES EM MODA INDIGENA?! É A JOPOI EM AÇÃO COLETIVA TRAZENDO À TELA A REAL VIDA D@S PARENTES! VEM!
DIA 30/ 08: Os Cantos Yanomami
DIA 31/08: Moda Indígena
27/08/2024
IDEB e os Resultados do Ceará: A Ilusão do Sucesso e os Desafios de uma Educação Padronizada - Esquerda Online Foram divulgados os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2023, e o Ceará mais uma vez se destacou, mantendo-se no topo dos rankings nacionais. As avaliações de larga escala, como o IDEB, tornaram-se o principal instrumento de medição da qualidade da educaçã...
23/08/2024
Bons dias, gentes! Luz e paz!
Seguimos com a Jornada Povos Indigenas e Universidades! É a JOPOI na sua 4ª Edição online com algumas atividades presenciais, como temos feito durante esses quatro anos de profunda interação neste coletivo que integra todas as culturas indígenas do Brasil e America Latina!
Até o dia 08 de setembro, estaremos juntas, juntos, juntes!
E no quadro em destaque, vem conosco conhecer um pouco da jornada do parente Mbo'Esara Esaîã Tremembé!
VEM!
https://www.youtube.com/watch?v=Iby2wpTFtOY
06/08/2024
Bom dia!
Dia 09/08 - Dia Internacional dos Povos Indígenas, a programação de abertura da 4ª JORNADAS POVOS INDÍGENAS E UNIVERSIDADES -JOPOI, já chega cedo, com um especial bate-papo através do/a Rádio Fm Universitaria! Hora: 11h30 ( de Brasilia)
Vem com a gente e clica no link!
https://www.radiouniversitariafm.com.br
05/08/2024
JOPOI! ( Em Tupi - Abrir as mãos, compartilhar!)
É nesse clima de integração e partilha que vimos anunciar a 1ª Roda de Conversa que abrirá a Jornadas Povos Indígenas e Universidades - JOPOI, em 9 de agosto de 2024. Dia Internacional dos Povos Indigenas.
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Bom diaaa!!!
Contagem regressiva para a abertura da JOPOI 2024!
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