Núcleo Tramas - UFC

Núcleo Tramas - UFC

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De mãos dadas com os territórios, o Núcleo Tramas - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde/UFC constrói sua práxis acadêmica na perspectiva do diálogo de saberes.

Desde 1996 vimos construindo o Núcleo Tramas enquanto um espaço de encontro, formação e práxis de pessoas que comungam o desejo de dedicar-se a processos históricos de emancipação humana e social a partir da Universidade. Temos como foco as inter-relações entre Produção, Trabalho, Ambiente e Saúde, abordadas numa perspectiva crítica no contexto da civilização do capital, especialmente em suas form

Photos from Rede Brasileira de Justiça Ambiental's post 24/08/2020

Quando falamos de , estamos falando que mesmo uma pandemia afeta de forma desigual corpos e territórios, na medida em que o não é enfrentado. A Rede Brasileira de Justiça Ambiental lança carta aberta e convida você a enriquecer o debate.

Todos os dias, em todas as regiões do país, acontecem casos de Racismo e . Se você está atenta/o, pense em um exemplo próximo e escreva um cartaz com a denúncia. Depois faça uma foto e compartilhe nas redes sociais com o link da carta e a hashtag

Acesse a carta em: www.rbja.org e participe!

Instituto Terramar Ong FASE Núcleo Tramas - UFC Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) Ibase FAPP-BG Observatório dos Conflitos do Extremo Sul do Brasil - Rio Grande/RS Justiça Global

19/09/2019



Assine aqui a petição contra o despejo: centropaulofreire.org.br

O Centro de Formação Paulo Freire é um dos principais espaços de educação do campo no Brasil. Construído há 20 anos pelo Movimento Sem Terra (MST), por onde já passaram mais de 100.000 pessoas e onde cerca de 8.000 estudantes já foram qualif**ados em cursos de especialização próprios e vinculados à diversas instituições de ensino. Está localizado no Assentamento Normandia, em Caruaru, no agreste pernambucano e faz parte de um espaço produtivo de alimentos livres de agrotóxicos que compõem a merenda escolar de mais de aproximadamente 400 escolas do Estado de Pernambuco. Porém, todo esse patrimônio está sendo ameaçado por uma ordem de despejo emitida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

"Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo" - Paulo Freire.

Ajude a manter esse espaço de transformação vivo. Se você acredita no legado de Paulo Freire, você defende o Centro.



Photos from Núcleo Tramas - UFC's post 01/05/2019

Entre os dias 06 e 11 de maio acontecerá a I JORNADA INTERNACIONAL INJUSTIÇA HÍDRICA E TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA, com uma programação que inclui debates, seminários, mesas com movimentos sociais e atividades de campo, distribuídas em diferentes locais de Fortaleza e do estado do Ceará. Confira a programação detalhada nas imagens!
Não é necessário fazer inscrição prévia.

: INJUSTIÇA HÍDRICA E TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA :.

O acirramento dos conflitos hídricos demanda reflexão no campo acadêmico em diálogo com os sujeitos sociais afetados pelos mecanismos de restrição ou privação no acesso, distribuição e qualidade da água. A injustiça hídrica opera como um mecanismo de injustiça ambiental, na qual recaem sobre povos e comunidades em situação de vulnerabilidade os impactos negativos oriundos de grandes empreendimentos justif**ados pelo atual modelo de desenvolvimento. As resistências construídas nesses territórios formulam alternativas e enunciam práticas de convivencialidade com as águas.
Desta forma, um conjunto de instituições de ensino superior articulam-se para discutir o tema em uma jornada que trará dimensões interdisciplinares sobre o enfoque do problema hídrico.

Photos from Núcleo Tramas - UFC's post 03/04/2019

IX SEMANA ZÉ MARIA DO TOMÉ

Relembramos em mais um ano o assassinato do companheiro Zé Maria do Tomé e a luta e resistência dos camponeses ao agronegócio e aos conflitos no campo na região do Vale do Jaguaribe, Ceará.

A IX Semana Zé Maria do Tomé acontece de 29 de abril a 05 de maio, com o tema "DA LUTA POR DIREITOS AO DIREITO DE LUTAR: re-existências do Vale do Jaguaribe".

Confira a programação completa.

25/01/2019

Vale da Morte

É com profunda indignação que recebemos a notícia de mais uma tragédia provocada pela mineradora Vale. Na tarde de hoje (25/01/2019), duas barragens localizadas na comunidade Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), romperam. Ainda não temos informações sobre o número de vítimas, mas, segundo os bombeiros, cerca de 200 pessoas estão desaparecidas. Há relatos, ainda, sobre a chegada de material tóxico ao Rio Paraopeba, afluente do São Francisco. A dimensão completa deste desastre ainda não pode ser precisada.

A Articulação Intencional dos Atingidos e Atingidas pela Vale vem denunciando nos últimos anos na assembleia de acionistas da companhia o perigo do reiterado processo de redução de custos e despesas em suas operações, ampliando, assim, os riscos e os incidentes como o ocorrido em Mariana em 2015 e hoje em Brumadinho. Entretanto, nada foi feito. Não se pode dizer que o rompimento das barragens, no dia hoje, não era previsto ou esperado: apesar de alertada, a Vale nada fez a não ser continuar minerando e aumentando seu lucro.

Brumadinho f**a a 149 km de Mariana, epicentro do rompimento da Barragem do Fundão, outro crime bárbaro envolvendo a mineradora Vale, que tirou a vida de 19 pessoas, e afetou milhares na Bacia do Rio Doce, que sofrem até hoje com o descaso da Vale S.A. que não indeniza nem reconhece o direito das pessoas afetadas.

Além da evidente responsabilidade da empresa compreendemos que o Estado brasileiro é igualmente responsável pelas violações de direitos humanos dos atingidos pelo rompimento de barragens. Destaca-se que a autorização de funcionamento de barragens de rejeito de minério - tecnologia proibida em diversos países - a não fiscalização de suas instalações e a não responsabilização das empresas mineradoras pelos danos a que dão causa representam uma verdadeira omissão das autoridades brasileiras que permite que as violações se repitam. Ressalta-se que mesmo depois de 3 (três) anos do crime da Bacia do Rio Doce, a Vale não foi devidamente responsabilizada e os atingidos seguem lutando por justiça.

E agora, a Vale novamente figura em uma nova tragédia social e ambiental. É urgente que as autoridades do Estado brasileiro assumam suas responsabilidades e deem início a uma investigação célere, imparcial e efetiva para que casos como esses não corram mais. Além de promover a fiscalização de todas as barragens de rejeito do país, de modo a evitar novos rompimentos e tragédias.

Nos solidarizamos com todos os afetados e afetadas e novamente gritamos: Não foi acidente!



Articulação Internacional das Atingidas e Atingidos da Vale

10/09/2018

Neste dia 12 de setembro, convidamos a todos e a todas para o lançamento do livro que marca os 20 anos do Núcleo Tramas.

Novo livro do Núcleo Tramas disponível para download : Núcleo TRAMAS 24/07/2018

O livro “Tramas para a justiça ambiental: diálogo de saberes e práxis emancipatórias” foi organizado por integrantes do Núcleo Tramas – Trabalho, Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará. Além dos capítulos que descrevem e refletem sobre a experiência do Núcleo, a publicação traz contribuições de grupos de pesquisa, pesquisadores e pesquisadoras parceiros, de diversas universidades do Brasil, que trabalham na perspectiva da ciência emancipatória. A obra reúne reflexões teóricas e metodológicas, e as pistas que esses coletivos foram descobrindo e construindo por meio do diálogo de saberes com territórios e movimentos sociais que vivem conflitos ambientais.

Nas palavras da Dra. Alba Pinho, professora do Departamento de Ciências Socias da UFC, que escreve o prefácio da publicação: “esta obra, vem a público em um momento estratégico em que precisamos renovar energias emancipatórias, a enfrentar a exacerbação das políticas neoliberais, no interior de um Estado autoritário e submetido aos interesses do capital, em meio às expressões do neoconservadorismo e, mesmo, do fascismo societal. Neste cenário adverso, se faz necessária a comunhão de esperanças e de forças libertárias para avançarmos neste enfrentamento de classes. Mais do que nunca é preciso construir Epistemologias do Sul, em experiências dissidentes. Impõe-se a exigência da crítica e da práxis emancipatória. Este livro surge de dentro das tessituras dessa resistência imprescindível.”

Novo livro do Núcleo Tramas disponível para download : Núcleo TRAMAS O livro “Tramas para a justiça ambiental: diálogo de saberes e práxis emancipatórias” foi organizado por integrantes do Núcleo Tramas – Trabalho, Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará. Além dos capítulos que descrevem e refletem sobre a experiência do Núcleo, a publicaç...

Photos from NATERRA - Grupo de Pesquisa e Articulação Campo, Terra e Território's post 11/04/2018
11/04/2018

Carta de agradecimento à Comunidade da Prainha do Canto Verde

Nós, participantes do Seminário Ciência, Universidade e Diálogo de Saberes: desafios à Justiça Ambiental, realizado na Prainha do Canto Verde, queremos trazer a esta Comunidade o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.

Pesquisadores, pesquisadoras e estudantes de 14 Universidades públicas; militantes socioambientais de 20 Movimentos, entidades e Redes; moradores de Comunidades afetadas por conflitos ambientais no Ceará e no Maranhão chegamos neste território no dia 26 de março trazendo nos ombros o peso da tristeza e da violência que a conjuntura atual nos impõe, e que muitas vezes nos imobiliza e enfraquece. Saímos daí no dia 28 com os olhos brilhando e o coração aquecido, revigorados para seguir construindo os nossos sonhos.

Não teria sido assim se o Seminário tivesse acontecido em outro território. Todos reconhecemos como nos alimentou a alma poder colocar os pés neste chão libertado e construído pela luta e pelo cuidado de vocês! A beleza da paisagem se soma à beleza da história da comunidade, das pessoas que a fazem, da organização autônoma que souberam construir ao longo de tantas décadas, dos muitos saberes que partilham.
Nosso tema central no Seminário era o diálogo de saberes, no intuito de questionar o monopólio do conhecimento pela ciência e as barreiras que dificultam a troca horizontal e solidária entre sujeitos da academia e sujeitos das lutas. A contribuição de vocês foi fundamental ao nos acolherem neste território de resistência e de afirmação de outros valores e modos de vida, que é expressão concreta dos seus conhecimentos e sabedoria.

A avaliação do Seminário, feita pelos participantes, sublinhou a importância das experiências vividas para além da programação dos debates, para que pudéssemos abrir a mente e aprender e nos renovar com os sabores e sorrisos das mulheres que alimentaram nossos corpos e nossa alma, os pescados frescos que buscaram no mar, as tantas histórias fortes e lindas que têm pra contar, as músicas e o Papa Angu, o acolhimento nas casas e pousadas, os passeios pela Comunidade, a organização do turismo e do artesanato, as crianças da Escola...

Numa palavra: vocês nos mostraram que “outros mundos” não só são possíveis, como estão acontecendo aqui e agora, a 128 km da capital do Ceará! Vocês re-(a)cordaram nossos sonhos e acenderam em nossos corações o fogo da esperança.

Por este tesouro, a nossa gratidão!

12/03/2018

Convidamos todxs as pessoas e coletivos que debatem e lutam por justiça ambiental e que acreditam que a Universidade pode ser radicalmente democrática e socialmente referenciada. O Seminário será também o momento de comemorar os 20 anos do Núcleo Tramas-UFC. Em breve, divulgaremos o link para inscrições ;)

10/01/2018

O ano começa com pesquisa trameira sendo defendida. Fernando Leão apresenta os resultados da pesquisa realizada na Chapada do Apodi, sexta-feira (12/01). Participem!


Resumo:

O avanço das fronteiras de acumulação capitalista sobre os territórios camponeses no Brasil, há décadas, geram injustiças e conflitos sociais e ambientais. O quadro de conflitos e as denúncias por movimentos sociais organizados e por moradores de comunidades atingidas chamam a atenção de pesquisadores e grupos de pesquisa de diferentes universidades públicas no país – a exemplo de grupos da UFC, da UFMG, da UFMA – que reagem com uma série de ações acadêmicas nesses territórios. Nesta perspectiva, considerando um conjunto de reflexões acerca das relações existentes entre Universidade e comunidade, cumpre indagar: como tem se dado as ações das universidades nessas comunidades que vivenciam conflitos ambientais? Como os sujeitos da Universidade se relacionam com os sujeitos e os saberes da comunidade e que estratégias buscam para a efetivação de ações relevantes para o contexto comunitário? O que pensam os moradores dessas comunidades acerca de tais ações? Neste cenário, esta pesquisa intenta compreender os desafios, os limites e as potencialidades da atuação da Universidade em comunidades camponesas com conflitos ambientais, a partir do olhar dos moradores da comunidade do Tomé, Chapada do Apodi, Ceará, acerca de ações realizadas entre 2007 e 2017.

Nossa definição do universo da pesquisa passou pela compreensão de que o conflito instalado nessa comunidade, situada na macrorregião cearense do Baixo Jaguaribe, é um caso representativo dos conflitos ambientais que se multiplicam no país e a comunidade do Tomé se transformou no epicentro dos conflitos na região, principalmente, pela atuação de Zé Maria do Tomé, agricultor e liderança nesta comunidade, assassinado em 2010. Considerando a perspectiva reflexiva da relação Universidade e Sociedade e a análise do olhar dos moradores acerca das ações da Universidade, o viés metodológico desta pesquisa fundamentou-se na articulação entre i) observação participante; ii) entrevistas semi-estruturadas; iii) análise de um texto teatral; e iv) pesquisa bibliográf**a, compreendendo, principalmente, o estudo da produção acadêmica relacionada aos conflitos ambientais na região do Baixo Jaguaribe, na Chapada do Apodi e, especif**amente, na comunidade do Tomé, entre os anos de 2007 e 2017 (RIGOTTO, 2011; ROCHA, 2013; SILVA, 2014) e a produção teórica sobre comunidades camponesas (MARTINS, 1981; 1989; 1993), sobre educação e emancipação (FREIRE, 1977; 2005; SANTOS, 1991;2006) e sobre Universidade (RIBEIRO, 2003; SANTOS, 2013).

Nossa hipótese é que a experiência dos moradores – que participaram, tiveram conhecimento ou apenas ouviram falar sobre as ações da Universidade em sua comunidade – pode oferecer elementos para avaliar o que foi realizado e para arquitetar uma práxis acadêmica mais democrática, socialmente referenciada e comprometida ética e politicamente com as transformações sociais na direção da liberdade, da justiça ambiental e da emancipação do ser humano.

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