08/01/2025
TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO – TEA, hoje classificado pelo DSM-5 (DiagnosticandStatistical Manual of Mental Disorders – Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – 5ª Edição) como um Transtorno do Neurodesenvolvimento (APA, 2014). O TEA é considerado pela neurociência como um transtorno neurobiológico, um transtorno de funcionamento cerebral, um transtorno sensorial, onde áreas cerebrais específicas funcionam de forma diferente daquela esperada para cada região que compõe o chamado “CÉREBRO SOCIAL”, evidenciando dessa forma respostas inadequadas frente as demandas sociais.
Nesse sentido o TEA configura-se como um transtorno de início precoce, com características marcantes no processo de desenvolvimento global da criança, comprometendo principalmente o desenvolvimento funcional da linguagem – fala e comunicação, que por sua vez prejudicam diretamente na capacidade de interação social (fala + comunicação + interação social = COMUNICAÇÃO SOCIAL/LINGUAGEM FUNCIONAL), além dessa particularidade deve ser perceptível a presença marcante de prejuízos nos COMPORTAMENTOS COM ATIVIDADES E INTERESSES RESTRITOS, REPETITIVOS E ESTEREOTIPADOS, considerados como elementos pontuais para que o diagnóstico seja de fato apresentado, entendendo que para tal condição esse diagnóstico se dá a partir de observações e relatos familiares, ou seja, o diagnóstico é CLÍNICO OBSERVACIONAL. Esses dois elementos são hoje classificados pelo DSM-5 como “DÍADE DO AUTISMO”, e dessa forma devem estar presente para caracterizar o TEA em qualquer individuo, seja em níveis mais leve ou mais severo. (APA, 2014)
O TEA é considerado na atualidade um quadro diagnóstico com múltiplas possibilidades, do mais discreto ao mais acentuado, e isso implica em diversas formas particulares de manifestações sintomáticas para uma mesma condição diagnóstica. Logo, estamos falamos do “espectro do autismo”, uma multivariedade de tipos para uma mesma condição de funcionamento cerebral.
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