09/08/2021
Mais uma vez, o mundo presencia um brasileiro mostrar sua garra nas Olimpíadas de Tóquio 2021.
E não foi qualquer um.
Estou falando do baiano Isaquias Queiroz, que conquistou medalha de ouro na canoagem.
Ele concorria com atletas de países considerados favoritos na modalidade e que têm um histórico de alto investimento em desportistas olímpicos.
Mas esses "detalhes" não assustaram o campeão nordestino, que muito cedo entendeu que precisaria lutar para sobreviver.
Com apenas três anos de idade, sofre um terrível acidente, que causa queimaduras por grande parte do seu corpo.
Depois de mais de um mês de internação, o médico que acompanhava o caso informa à mãe que Isaquias não suportaria os ferimentos.
Contrariando as previsões, consegue recuperar-se.
No entanto, a vida estava disposta a desafiar nosso guerreiro e, aos cinco anos, ele é sequestrado.
De volta ao lar, o garoto cresce para, novamente, enfrentar o destino: aos dez anos, após uma queda, tem uma hemorragia interna e perde um rim.
Talvez você esteja pensando que, no lugar dele, já teria desistido de tentar.
Mas Isaquias não admite a palavra fracasso e, aos dezessete anos, vence, na modalidade 200 metros, o campeonato mundial júnior de canoagem.
Nessa época, fora morar no Rio de Janeiro, onde passou dificuldades de adaptação, principalmente, pelo pouco dinheiro.
E, mesmo vitória após vitória, o reconhecimento demora a vir, chegando a declarar publicamente seu desânimo pela falta de apoio financeiro.
O vitorioso não tenta para conseguir, ele tenta até conseguir.
E foi o que Isaquias fez, continuou tentando.
O restante da história você já deve supor, porque o resultado de tanta dedicação foi o sucesso que assistimos no último sábado.
Contra todos os prognósticos e possibilidades, ele foi lá e fez.
Se você conhece alguém que precisa ler isso, compartilha este post com essa pessoa.