13/02/2026
No trabalho social, buscar a verdade não é investigar famílias — é construir condições para que elas possam falar sem medo.
A verdade que importa para o SUAS não nasce da suspeita, do controle ou da punição.
Ela nasce do vínculo, do sigilo profissional e de uma escuta que não julga, mas compreende.
Quando toda revelação resulta em sanção, corte de benefício ou culpabilização, o que se produz não é verdade… é silêncio.
Por isso, situações como o não cumprimento de condicionalidades não podem ser lidas como falha moral individual, mas como expressão de trajetórias atravessadas por desigualdades, barreiras de acesso e violações de direitos.
Nosso compromisso não é ouvir para punir.
É ouvir para proteger.
Porque a vida real é mais complexa que a norma — e é nessa mediação, entre lei e dignidade humana, que o trabalho social afirma sua função ética e política.
DireitosSociais
13/02/2026
Corrigindo as informações 🔎 Regra de Proteção do Bolsa Família: o que é e por que ela é importante?
A Regra de Proteção foi criada para garantir mais segurança às famílias que começam a melhorar sua renda.
Funciona assim:
Se a família aumenta a renda (por exemplo, porque alguém conseguiu um trabalho), ela não perde o benefício de forma imediata. Em vez disso, passa a receber 50% do valor por um período determinado, desde que a renda por pessoa fique dentro do limite estabelecido pelo programa.
A lógica é simples:
Proteção social não pune quem melhora de vida — acompanha esse processo.
👉 Arraste para o lado e entenda melhor como funciona na prática.
DireitosSociais
11/02/2026
Entre direitos, escutas e caminhos possíveis, a sala de aula também é território de transformação social. 📚⚖️
Entrei na trend — mas hoje representando a minha outra profissão, aquela que também me move todos os dias: ser Professora.
E, nas formações que tenho realizado, uma temática tem sido cada vez mais presente e necessária: o Trabalho Social no PAIF — um fazer profissional que nasce do compromisso ético com as famílias, com a proteção social e com a justiça que se constrói no cotidiano das políticas públicas.
Ser Professora é semear consciência crítica, fortalecer práticas profissionais e inspirar novas gerações a defenderem direitos onde a vida mais precisa. ✨
FormaçãoProfissional
10/02/2026
Entre relatórios, escutas e encaminhamentos… tem algo que nunca muda: o compromisso com quem mais precisa. 💼✨
Ser Assistente Social e coordenar um CRAS é equilibrar gestão, cuidado e presença no território — todos os dias.
É planejar serviço… sem perder a sensibilidade.
É buscar acessos a direitos… sem esquecer da escuta.
É coordenar equipe… sem soltar a mão das famílias.
No fim, a trend pode até ser divertida…
mas a finalidade é séria: proteção social para quem necessita 🧡
GestãoDoSUAS
10/02/2026
🔎 Regra de Proteção do Bolsa Família: o que é e por que ela é importante?
A Regra de Proteção foi criada para garantir mais segurança às famílias que começam a melhorar sua renda.
Funciona assim:
Se a família aumenta a renda (por exemplo, porque alguém conseguiu um trabalho), ela não perde o benefício de forma imediata. Em vez disso, passa a receber 50% do valor por um período determinado, desde que a renda por pessoa fique dentro do limite estabelecido pelo programa.
A lógica é simples:
Proteção social não pune quem melhora de vida — acompanha esse processo.
👉 Arraste para o lado e entenda melhor como funciona na prática.
06/02/2026
🔎 O Auxílio Gás está mudando — e a mudança é aos poucos
De acordo com a Portaria MDS nº 1.124/2025, a passagem do Auxílio Gás antigo para a nova modalidade de gratuidade acontece de forma gradual, em etapas definidas pelo Governo Federal.
📅 Como funciona o cronograma:
• Novembro/2025 e janeiro/2026: implantação piloto da gratuidade
• A partir de fevereiro/2026: início da migração progressiva das famílias que já recebiam o Auxílio Gás antigo
👉 O que isso significa na prática?
• Nem todas as famílias mudam ao mesmo tempo
• Não existe data fixa por família
• A entrada na gratuidade depende:
– da análise mensal do Cadastro Único
– do orçamento disponível
– do cumprimento dos novos critérios
📌 Por isso, algumas famílias continuam recebendo o modelo antigo por um período, enquanto outras já passam para o gás gratuito.
💬 Mensagem importante:
“Quem já recebia o Auxílio Gás não perde automaticamente.
A mudança para o gás gratuito acontece aos poucos.”
31/01/2026
Quando políticas comportamentais são aplicadas pelo Estado diretamente às famílias, os riscos são conhecidos: responsabilização individual pela pobreza, moralização do não cumprimento, reforço das assimetrias de poder entre Estado e usuários/as.
Esse uso é incompatível com a concepção de assistência social como direito, como proteção!
Por isso, a pergunta precisa mudar.
Não é “por que a família não cumpriu?”,
mas “como o Estado está decidindo proteger famílias?”.
É nesse ponto que o trabalho social se torna útil — não para ensinar famílias a se comportarem melhor, mas para se aproximar das reais necessidades de quem atendemos e acompanhamos e quem sabe criar possibilidades ainda não exploradas. É fundamental refletir sobre a qualidade da prestação de ofertas e das seguranças afiançadas que estamos garantindo à população que necessita da assistência social.
Mas é preciso olhar para o Estado (no caso da assistência social: equipes incompletas, infraestrutura comprometida, condições de trabalho insuficientes, precarizações diversas, educação permanente que não sai do papel ou que se reduz a palestras e oficinas que são mais leitura de slides de normativas, com pouco espaço para reflexão, pois o imediato é mais importante, e o aprender fazendo tornou-se a regra).
Políticas comportamentais não enfrentam desigualdades estruturais, não resolvem a escassez e não substituem políticas públicas robustas de proteção social.
No SUAS, a centralidade precisa permanecer onde sempre esteve: na proteção social, e não na correção comportamental da pobreza.
Talvez, no fim das contas, a pergunta nunca tenha sido sobre a falha da família.
Talvez sempre tenha sido sobre a responsabilidade do Estado.
E essa mudança de olhar muda tudo.
31/01/2026
Cotidianamente, a cena se repete.
Uma família chega ao CRAS com um aviso nas mãos: “Seu benefício foi bloqueado/suspenso por não cumprimento de condicionalidades.”
E, quase automaticamente, a pergunta que surge é sempre a mesma: o que essa família fez de errado?
Mas a vida de famílias empobrecidas raramente cabe nessa frase.
A criança faltou à escola porque estava doente.
O território não permitia o deslocamento.
A escola é distante.
O transporte não passou.
A criança ou o adolescente não quer ir à escola.
A informação não chegou.
O sistema registrou errado.
As famílias vêm passando por necessidades e por violações de direitos.
As famílias não cumprem com suas obrigações.
No sistema e no papel, tudo vira apenas “recursos administrativos”.
E o que fazer com essas informações?
Não pode ser só um recurso administrativo a cada dois meses, concordam?
E assim, pouco a pouco, o debate vai sendo deslocado para o lugar errado.
A pobreza passa a ser lida como falha individual.
O não cumprimento vira culpa moral.
As barreiras de acesso desaparecem.
As desigualdades estruturais ficam invisíveis.
Mas e se o problema não estiver na família? Continua…
27/01/2026
A gestão das condicionalidades do Programa Bolsa Família não se sustenta apenas em registros operacionais.
Ela exige leitura sistemática de indicadores, capazes de revelar padrões de não cumprimento, barreiras de acesso a políticas públicas e fragilidades na oferta de serviços.
Indicadores permitem deslocar a análise do plano individual para o plano estrutural, orientando o trabalho social para a prevenção de riscos e a proteção de direitos, conforme a concepção de proteção social não contributiva (PNAS, 2004; NOB/SUAS, 2012).
Acompanhar indicadores não é controlar famílias.
É qualificar a gestão, fortalecer o PAIF e garantir respostas públicas mais justas e efetivas.
TrabalhoSocial PAIF
23/01/2026
Fazer recurso administrativo é importante.
Mas não é estratégia.
Se a gestão atua apenas no recurso,
ela apaga incêndios.
Se atua com acompanhamento pelo SUAS,
ela constrói proteção.
A Portaria nº 1.058/2025 introduz algo fundamental:
👉 interrupção de efeitos vinculada ao trabalho social.
Gestão eficiente não reage.
Ela antecipa.
22/01/2026
📌 ENTREVISTA DOMICILIAR NO CADASTRO ÚNICO: ATENÇÃO ÀS EXCEÇÕES
A entrevista domiciliar é a regra no Cadastro Único.
No entanto, a Instrução Normativa SAGICAD/MDS nº 20/2026 estabelece situações excepcionais em que essa exigência não se aplica, garantindo acesso ao cadastro em contextos de risco, proteção ou impossibilidade real de visita ao domicílio.
A norma reconhece que a realidade dos territórios nem sempre permite a aplicação rígida dos procedimentos, e orienta gestores e equipes sobre quando, como e de que forma registrar corretamente essas exceções no sistema, com segurança jurídica e responsabilidade administrativa.
⚠️ Importante destacar:
A exceção não é regra, não pode ser utilizada por conveniência administrativa e exige registro adequado e relatório circunstanciado.
Para famílias unipessoais com renda dentro do critério de programas de transferência de renda, a entrevista domiciliar continua obrigatória, salvo nas situações excepcionais previstas em norma.