30/07/2026
[PT] O escorpionismo é um dos maiores desafios atuais da saúde pública no Brasil, mas será que estamos combatendo escorpiões da maneira mais eficaz? Neste trabalho, revisamos criticamente todos os principais métodos atualmente utilizados para o controle de escorpiões — coleta manual, pesticidas, repelentes naturais, barreiras físicas, controle biológico e uso da luz. Nossa principal conclusão é que, até o momento, nenhum método apresenta evidências robustas suficientes para reduzir, sozinho, os acidentes em larga escala. Mais do que apontar limitações, defendemos uma mudança de cultura: substituir decisões baseadas em tradição ou achismos por estratégias fundamentadas em evidências científicas, fortalecendo a colaboração entre universidades, órgãos de saúde e gestores públicos. Somente com pesquisa de qualidade e integração entre ciência e gestão poderemos desenvolver métodos realmente eficazes para reduzir o número de acidentes.
[EN] Scorpionism is an increasing public health challenge in Brazil and many other parts of the world. But are we controlling scorpions in the most effective way? In this review, we critically evaluated all major methods currently used for scorpion control, including manual collection, pesticides, natural repellents, mechanical barriers, biological control, and the use of light. Our main conclusion is that no currently available method has sufficiently robust evidence to independently reduce scorpion sting incidents at a large scale. Rather than simply identifying knowledge gaps, we advocate for a cultural shift: replacing tradition- and opinion-based practices with evidence-based strategies through stronger collaboration among researchers, public health agencies, and policymakers. Only by integrating science with public health practice can we develop more effective approaches to reduce scorpion envenomation.