Narbal Silva

Narbal Silva

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Professor titular e pesquisador do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós Graduação em P

15/08/2026

Irmão camarada, vida longa! 💙

Hoje fui ao exuberante Campeche para comemorar o aniversário do querido amigo Laurinho Dias — um daqueles amigos que a vida transforma em irmãos, parceiros de jornadas inesquecíveis e companheiros de tantos caminhos.

Tenho o privilégio, a bênção e a honra de conviver com Laurinho há muitos anos.

No futebol, seu legado é de craque: foi campeão catarinense pelo Avaí em 1973.

Na vida, porém, seu maior legado é ainda mais bonito: a amizade, a lealdade, a generosidade e a capacidade de fazer quem está ao seu lado sentir que pertence.

Laurinho trabalhou na Secretaria da Fazenda de Santa Catarina com meu pai e meu irmão, aproximando ainda mais nossas histórias.

Se um dia Laurinho não existisse, eu daria um jeito de inventá-lo!

Vida longa, irmão! Gratidão por sua amizade e por me fazer pertencer.

Que venham muitos outros anos de histórias, risadas, futebol e encontros!

Na foto, da esquerda para a direita: Laurinho Dias, um amigasso dos três, e Dudu, outro querido, um dos filhos do Laurinho.

Parabéns, irmão! ❤️⚽

15/08/2026

Um gol de respeito

Um gol de respeito não é apenas aquele que encontra as redes. É o que carrega leveza, estética e, sobretudo, a capacidade de construir relações empáticas entre aqueles que compartilham o mesmo time e o mesmo propósito.

Em alguns momentos, porém, surgem obstáculos. É aí que atores específicos revelam resiliência, insistência e inteligência para superar dificuldades e manter vivo o objetivo maior: o gol.

Um gol de respeito nasce da antecipação dos movimentos, da leitura dos cenários e da capacidade de transformar pensamentos e sentimentos em ação.

Não é feito apenas de força. É orquestrado pela sutileza, pela criatividade e pela arte de encontrar o caminho para acertar o alvo de maneira inesperada e surpreendente.

Porque, no futebol e na vida, os grandes objetivos raramente são alcançados pela força bruta. Muitas vezes, eles nascem da arte de pensar, sentir, cooperar e surpreender.

05/08/2026

Até a pé nós iremos: uma amizade que o tempo transformou em propósito

Eu e Ricardo Thomé nos encontramos na segunda metade dos anos 1980, em Chapecó.

Ele, um brilhante Delegado de Polícia; eu, Psicólogo da Polícia Civil. Éramos dois homens tentando compreender, cada um à sua maneira, o universo da segurança pública.

Em nossas conversas sobre polícia e criminalidade, eu frequentemente recorria às teorias; Ricardo, com sua extraordinária capacidade de enxergar a vida como ela é, trazia a experiência das ruas, das pessoas e das histórias humanas.

Com sua exímia espiritualidade, costumava dizer, com carinho, que “minha cabeça era de doutorado”.

O tempo passou. E nós fomos pavimentando caminhos.

Ricardo tornou-se Diretor de Planejamento da Secretaria de Segurança Pública e, posteriormente, Delegado-Geral da Polícia Civil.

Foi nesse período que me abriu as portas da Academia da Polícia Civil, permitindo que eu contribuísse para a formação de novos policiais.

A vida nos levou por diferentes estradas, mas jamais nos afastou verdadeiramente.

A amizade permaneceu, amadureceu e ganhou novos significados.

Hoje, Ricardo é também um brilhante acadêmico, dedicando sua inteligência, sensibilidade e experiência à construção de uma polícia mais justa, humanizada e íntegra.

Seu mais recente desafio é investigar o racismo de Estado, tema que desenvolve em seu estágio pós-doutoral no PPGP/UFSC, sob minha orientação.

Para mim, orientá-lo é muito mais do que uma atividade acadêmica. É honra, privilégio e bênção.

É testemunhar a trajetória de um amigo que transformou experiência em conhecimento, conhecimento em consciência e consciência em compromisso com um mundo melhor.

Algumas amizades são encontros. Outras são caminhos compartilhados.

E há aquelas que, com o passar dos anos, tornam-se parte da nossa própria história.

Ricardo, que sigamos caminhando juntos, com fé, humanidade, coragem e propósito.

Porque, quando existe amizade verdadeira e algo maior pelo qual lutar, até a pé nós iremos!

04/08/2026

PARALELAS: QUANDO A FORÇA SE TRANSFORMA EM AUTONOMIA

Aos 60+, cada movimento pode carregar um significado maior.

Na paralela, não estamos apenas treinando músculos.

Estamos desafiando limites, fortalecendo o corpo, estimulando equilíbrio, coordenação e mobilidade — mas, sobretudo, reafirmando algo essencial: a capacidade de continuar avançando.

Há desafios que parecem físicos, mas também são psicológicos. Sustentar o próprio corpo exige força, concentração, coragem e confiança.

E cada conquista, mesmo pequena, nos lembra que envelhecer não significa deixar de evoluir.

O treinamento funcional, quando realizado com segurança e respeito aos limites individuais, pode contribuir para preservar aquilo que talvez seja um dos maiores patrimônios da longevidade: a autonomia.

Autonomia para levantar, caminhar, subir escadas, carregar algo, brincar, viajar, trabalhar, praticar esportes e realizar as tarefas do cotidiano com mais segurança e independência.

Mas existe algo ainda mais importante: respeitar o tempo de cada pessoa.

Empatia também é compreender que cada corpo tem sua história, seus limites e suas possibilidades.

Não precisamos competir com ninguém.

Nosso maior adversário, muitas vezes, é a crença de que já não somos capazes.

A paralela nos ensina o contrário.

Ensina que podemos continuar fortes, ativos e aprendendo. Que cada movimento pode representar uma conquista.

Que cuidar do corpo também é cuidar da mente, da autoestima e da qualidade de vida.

Depois dos 60, o objetivo não é provar que somos jovens.

É celebrar que continuamos vivos, capazes, autônomos e dispostos a viver plenamente.

Porque força não é apenas sustentar o corpo.

Força é sustentar a vida que queremos viver.

Yes, we can!

01/08/2026

R9: um camisa 9 que atravessou fronteiras ⚽️❤️

Aos 18 anos, Rafael disse à mãe: “Estou indo para a Finlândia jogar futebol.”

E foi.

Aquele sonho o levou por 20 anos de futebol europeu, entre Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Na Finlândia, tornou-se um camisa 9 de respeito, reconhecido entre os grandes.

Mas o R9 nunca foi apenas sobre gols.

É técnica, inteligência, leitura de jogo e, sobretudo, coletividade. Rafael entende que ninguém vence sozinho — e faz do talento uma ferramenta para tornar o time melhor.

Rafael não é mais do mesmo. Ele acrescenta.

Acrescenta ao futebol.
Acrescenta aos amigos.
Acrescenta à vida.

Hoje celebramos o atleta, mas principalmente o ser humano robusto, generoso e coletivo que existe por trás da camisa 9.

Porque gols ficam nas estatísticas.
Legados ficam nas pessoas.

Feliz aniversário, R9! 🎂⚽️

Que venham novos campos, novos sonhos e muitos capítulos dessa história.

Que você continue jogando não apenas por si, mas por todos nós. ❤️

Forever Young!

30/07/2026

Antes da Rede Balançar: A Beleza da Construção Coletiva de um Gol

No futebol, o gol muda o placar. Na vida, ele representa os sonhos que se tornam realidade. Mas nenhum gol nasce sozinho.

Antes de a bola encontrar a rede, há muitos passes, gestos de confiança, incentivos e mãos estendidas.

Assim também são as nossas conquistas: elas carregam a dedicação, a generosidade e o amor de tantas pessoas que Deus colocou em nosso caminho.

Somos chamados a viver com um propósito que vai além de nós mesmos. Quando colocamos nossos dons a serviço do bem comum, compreendemos que a verdadeira vitória não é a glória individual, mas a alegria de construir, juntos, algo maior do que cada um de nós.

Que nunca nos faltem fé para seguir, humildade para reconhecer quem caminhou conosco e gratidão por participar da grande obra que Deus realiza por meio de cada encontro.

Os gols mais belos da vida são aqueles que nascem do coletivo, florescem no amor e glorificam um propósito maior.

Photos from Narbal Silva's post 26/07/2026

Entre o Morro e o Céu: 54 Anos de um Cometa que Ilumina Vidas

Há exatos 54 anos, em 23 de julho de 1972, nascia o Cometa do Morro do Céu. Desde então, o clube tornou-se muito mais do que uma equipe de futebol. Transformou-se em um verdadeiro patrimônio afetivo, um espaço de acolhimento, amizade e fraternidade, onde diferentes gerações aprenderam que o esporte é capaz de unir pessoas, fortalecer comunidades e construir memórias que o tempo jamais apaga.
Ao longo de mais de cinco décadas, atletas, dirigentes, torcedores, familiares e amigos escreveram, juntos, uma história marcada pelo respeito, pela solidariedade, pela lealdade e pelo amor ao futebol. Cada partida disputada, cada vitória comemorada e até mesmo cada derrota enfrentada contribuíram para fortalecer um sentimento de pertencimento que permanece vivo no coração de todos que vestiram essa camisa.
Minha história com o Cometa começou em 1975, quando eu tinha apenas **15 anos de idade**. Fui recebido com um carinho, um acolhimento e uma proteção que jamais esquecerei. Naquele grupo, encontrei muito mais do que companheiros de equipe; encontrei irmãos de caminhada, homens que me ensinaram, pelo exemplo, o verdadeiro significado da amizade, do respeito e da generosidade. São lembranças que permanecem vivas, guardadas com enorme gratidão no mais profundo do meu coração.
É impossível recordar essa trajetória sem reverenciar pessoas extraordinárias, entre muitas outras. **Biriba**, eterno presidente, cuja dedicação ajudou a construir a identidade do clube. **Lando**, um ser humano singular, exemplo de bondade e grandeza de espírito. **Avico**, amigo de todas as horas, guerreiro incansável. **Marcão**, um craque de técnica refinada, um verdadeiro camisa 8, dentro e fora de campo. **Danilo**, zagueiro de excelência técnica e um autêntico gentleman, tanto no futebol quanto na vida. **Debrandino**, o "Muralha", um dos maiores goleiros com quem tive a honra de jogar e, acima de tudo, um irmão que a vida me presenteou. **Gilson**, amigo querido de todas as jornadas. **Jair**, símbolo de raça dentro de campo e exemplo de amizade fora dele.
F**a aqui, a eles e aos demais dessa inesquecível jornada, a minha gratidão!

23/07/2026

A Camisa 99: o número que veste a alma e eterniza amizades

Há números que identificam jogadores. E há números que contam histórias.

A camisa 99 pertence a esse segundo grupo. Ela transcende o uniforme, porque representa uma identidade construída com suor, amizade, respeito e paixão pelo futebol.

A minha história com a camisa 99 começou a ser escrita no lendário Avante, em Santo Antônio de Lisboa.

Foi naquele campo, onde a bola dividia espaço com a resenha, os abraços e a amizade sincera, que esse número passou a despertar em mim um sentimento especial.

Ali aprendi que o futebol amador jamais se resume ao resultado. Ele é um encontro de vidas, de histórias e de pessoas que escolhem compartilhar alegrias, derrotas e recomeços.

Mas foi quando migramos para o Beco dos Surfistas, na Joaquina, que a camisa 99 encontrou seu verdadeiro lar.

Naquele campo, um autêntico alçapão, cada partida exigia coragem, inteligência e espírito coletivo, onde revivemos a atmosfera do velho Avante.

O gramado tornou-se palco de desafios, rivalidades saudáveis e incontáveis demonstrações de companheirismo.

Quem entrava ali sabia que enfrentaria um jogo intenso, mas também encontraria respeito, amizade e a certeza de que, ao apito final, todos continuariam do mesmo lado: o lado da fraternidade.

A camisa 99 possui um significado singular. Por estar às portas do número 100, ela simboliza a busca permanente pela evolução.

É a lembrança de que ninguém está pronto, de que sempre existe um passo a mais para aprender, servir e crescer. O 99 representa humildade diante da vida: estar muito próximo da plenitude, mas reconhecer que a perfeição pertence apenas a Deus.

É um convite diário para seguir melhorando como atleta, como amigo e, sobretudo, como ser humano.

Vestir a 99 é entrar em campo carregando valores que não aparecem nas estatísticas: empatia para compreender o companheiro que erra, compaixão para acolher quem atravessa momentos difíceis e solidariedade para celebrar cada conquista, como se fosse de todos.

Afinal, no futebol entre amigos, o maior troféu nunca é o placar; é a amizade que permanece muito depois do apito final!

23/07/2026

Gol de Placa: quando o talento do filho faz o coração do pai transbordar e o céu inteiro celebrar

Há gols que valem uma vitória. Outros garantem um título. Mas existem aqueles que ultrapassam as quatro linhas do campo e permanecem para sempre na memória e no coração. São os chamados gols de placa: momentos raros em que talento, coragem, criatividade e inspiração se encontram em um único lance.

Foi em uma simples partida de Fut 7 entre amigos, daquelas em que o placar é apenas um detalhe e o verdadeiro troféu é o reencontro, a amizade e a alegria de jogar. Em meio às brincadeiras, aos sorrisos e ao espírito de confraternização, surgiu um lance inesquecível. Dribles precisos, equilíbrio, ousadia e um toque final perfeito. A bola beijou a rede, arrancando aplausos, abraços e a admiração de todos os que estavam presentes. Era um autêntico gol de placa.

Para quem o marcou, porém, aquele gol tinha um significado muito maior do que a beleza do lance. Não foi apenas uma jogada genial. Foi uma homenagem silenciosa e profundamente emocionada. Ao erguer os olhos para o céu, dedicou aquele momento à memória de seu pai, que já não estava fisicamente ao seu lado, mas permanecia vivo em seu coração, em seus ensinamentos e em seu exemplo de vida.

Naquele instante, o tempo pareceu parar. Cada lembrança da infância, cada palavra de incentivo, cada gesto de carinho e cada ensinamento recebido ganharam vida novamente. O gol transformou-se em uma oração sem palavras, em um gesto de gratidão, saudade e amor eterno.

Os amigos celebravam o belo lance. Mas poucos conseguiam imaginar a intensidade da emoção que habitava aquele coração. Porque, quando um filho ama profundamente seu pai, as maiores conquistas nunca são apenas para si; tornam-se uma forma de dizer: "Pai, continuo caminhando com tudo o que você me ensinou. Esta alegria também é sua."

E, naquele campo de Fut 7, onde prevaleciam o respeito, a amizade e a fraternidade, parecia que o céu inteiro participava da comemoração. Não apenas pela beleza do gol, mas pelo amor que ele carregava. Há homenagens que dispensam discursos. Um abraço, um olhar para o alto ou um apontar

21/07/2026

Mais do que uma final, uma lição de vida

Amigos, gostaria de compartilhar uma reflexão sobre a decisão da Copa do Mundo de ontem, entre as seleções da Espanha e da Argentina.

Todos sabem da admiração e do carinho que tenho pelo futebol argentino, especialmente por sua seleção. Na minha avaliação, a Espanha foi superior nos aspectos tático, técnico, físico e comportamental, conquistando o título com méritos.

Entretanto, por trás da superioridade do vencedor, consegui enxergar algo ainda maior: a grandeza de quem se recusa a desistir. A seleção argentina lutou até o último instante com as armas que possuía. Vendeu caro a derrota, jamais deixou de acreditar e caiu de pé, honrando sua história, seus companheiros e o seu povo.

Essa partida me fez recordar que a verdadeira vitória nem sempre está no resultado, mas na coragem de permanecer firme quando os ventos sopram contra nós. Há uma força profundamente espiritual em quem escolhe a esperança em vez do desânimo, a perseverança em vez da desistência e a união em vez do abandono.

É esse tipo de gente que admiro: pessoas que não desistem diante das adversidades, que estendem a mão ao próximo, que permanecem juntas nos momentos mais difíceis e compreendem que ninguém vence sozinho. São pessoas movidas pela solidariedade, pela compaixão e pelo espírito coletivo, capazes de transformar derrotas em aprendizado e dificuldades em oportunidades de crescimento.

No fim das contas, a vida não será lembrada apenas pelos troféus que conquistamos, mas pelas pessoas que fomos capazes de amparar ao longo do caminho. E, se existir um verdadeiro sentido para a caminhada humana, acredito que seja este: fazer com que ninguém fique para trás e que, ao final da jornada, possamos voltar todos para casa — juntos, mais fortes e mais humanos.

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