15/08/2026
Irmão camarada, vida longa! 💙
Hoje fui ao exuberante Campeche para comemorar o aniversário do querido amigo Laurinho Dias — um daqueles amigos que a vida transforma em irmãos, parceiros de jornadas inesquecíveis e companheiros de tantos caminhos.
Tenho o privilégio, a bênção e a honra de conviver com Laurinho há muitos anos.
No futebol, seu legado é de craque: foi campeão catarinense pelo Avaí em 1973.
Na vida, porém, seu maior legado é ainda mais bonito: a amizade, a lealdade, a generosidade e a capacidade de fazer quem está ao seu lado sentir que pertence.
Laurinho trabalhou na Secretaria da Fazenda de Santa Catarina com meu pai e meu irmão, aproximando ainda mais nossas histórias.
Se um dia Laurinho não existisse, eu daria um jeito de inventá-lo!
Vida longa, irmão! Gratidão por sua amizade e por me fazer pertencer.
Que venham muitos outros anos de histórias, risadas, futebol e encontros!
Na foto, da esquerda para a direita: Laurinho Dias, um amigasso dos três, e Dudu, outro querido, um dos filhos do Laurinho.
Parabéns, irmão! ❤️⚽
05/08/2026
Até a pé nós iremos: uma amizade que o tempo transformou em propósito
Eu e Ricardo Thomé nos encontramos na segunda metade dos anos 1980, em Chapecó.
Ele, um brilhante Delegado de Polícia; eu, Psicólogo da Polícia Civil. Éramos dois homens tentando compreender, cada um à sua maneira, o universo da segurança pública.
Em nossas conversas sobre polícia e criminalidade, eu frequentemente recorria às teorias; Ricardo, com sua extraordinária capacidade de enxergar a vida como ela é, trazia a experiência das ruas, das pessoas e das histórias humanas.
Com sua exímia espiritualidade, costumava dizer, com carinho, que “minha cabeça era de doutorado”.
O tempo passou. E nós fomos pavimentando caminhos.
Ricardo tornou-se Diretor de Planejamento da Secretaria de Segurança Pública e, posteriormente, Delegado-Geral da Polícia Civil.
Foi nesse período que me abriu as portas da Academia da Polícia Civil, permitindo que eu contribuísse para a formação de novos policiais.
A vida nos levou por diferentes estradas, mas jamais nos afastou verdadeiramente.
A amizade permaneceu, amadureceu e ganhou novos significados.
Hoje, Ricardo é também um brilhante acadêmico, dedicando sua inteligência, sensibilidade e experiência à construção de uma polícia mais justa, humanizada e íntegra.
Seu mais recente desafio é investigar o racismo de Estado, tema que desenvolve em seu estágio pós-doutoral no PPGP/UFSC, sob minha orientação.
Para mim, orientá-lo é muito mais do que uma atividade acadêmica. É honra, privilégio e bênção.
É testemunhar a trajetória de um amigo que transformou experiência em conhecimento, conhecimento em consciência e consciência em compromisso com um mundo melhor.
Algumas amizades são encontros. Outras são caminhos compartilhados.
E há aquelas que, com o passar dos anos, tornam-se parte da nossa própria história.
Ricardo, que sigamos caminhando juntos, com fé, humanidade, coragem e propósito.
Porque, quando existe amizade verdadeira e algo maior pelo qual lutar, até a pé nós iremos!
01/08/2026
R9: um camisa 9 que atravessou fronteiras ⚽️❤️
Aos 18 anos, Rafael disse à mãe: “Estou indo para a Finlândia jogar futebol.”
E foi.
Aquele sonho o levou por 20 anos de futebol europeu, entre Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Na Finlândia, tornou-se um camisa 9 de respeito, reconhecido entre os grandes.
Mas o R9 nunca foi apenas sobre gols.
É técnica, inteligência, leitura de jogo e, sobretudo, coletividade. Rafael entende que ninguém vence sozinho — e faz do talento uma ferramenta para tornar o time melhor.
Rafael não é mais do mesmo. Ele acrescenta.
Acrescenta ao futebol.
Acrescenta aos amigos.
Acrescenta à vida.
Hoje celebramos o atleta, mas principalmente o ser humano robusto, generoso e coletivo que existe por trás da camisa 9.
Porque gols ficam nas estatísticas.
Legados ficam nas pessoas.
Feliz aniversário, R9! 🎂⚽️
Que venham novos campos, novos sonhos e muitos capítulos dessa história.
Que você continue jogando não apenas por si, mas por todos nós. ❤️
Forever Young!
26/07/2026
Entre o Morro e o Céu: 54 Anos de um Cometa que Ilumina Vidas
Há exatos 54 anos, em 23 de julho de 1972, nascia o Cometa do Morro do Céu. Desde então, o clube tornou-se muito mais do que uma equipe de futebol. Transformou-se em um verdadeiro patrimônio afetivo, um espaço de acolhimento, amizade e fraternidade, onde diferentes gerações aprenderam que o esporte é capaz de unir pessoas, fortalecer comunidades e construir memórias que o tempo jamais apaga.
Ao longo de mais de cinco décadas, atletas, dirigentes, torcedores, familiares e amigos escreveram, juntos, uma história marcada pelo respeito, pela solidariedade, pela lealdade e pelo amor ao futebol. Cada partida disputada, cada vitória comemorada e até mesmo cada derrota enfrentada contribuíram para fortalecer um sentimento de pertencimento que permanece vivo no coração de todos que vestiram essa camisa.
Minha história com o Cometa começou em 1975, quando eu tinha apenas **15 anos de idade**. Fui recebido com um carinho, um acolhimento e uma proteção que jamais esquecerei. Naquele grupo, encontrei muito mais do que companheiros de equipe; encontrei irmãos de caminhada, homens que me ensinaram, pelo exemplo, o verdadeiro significado da amizade, do respeito e da generosidade. São lembranças que permanecem vivas, guardadas com enorme gratidão no mais profundo do meu coração.
É impossível recordar essa trajetória sem reverenciar pessoas extraordinárias, entre muitas outras. **Biriba**, eterno presidente, cuja dedicação ajudou a construir a identidade do clube. **Lando**, um ser humano singular, exemplo de bondade e grandeza de espírito. **Avico**, amigo de todas as horas, guerreiro incansável. **Marcão**, um craque de técnica refinada, um verdadeiro camisa 8, dentro e fora de campo. **Danilo**, zagueiro de excelência técnica e um autêntico gentleman, tanto no futebol quanto na vida. **Debrandino**, o "Muralha", um dos maiores goleiros com quem tive a honra de jogar e, acima de tudo, um irmão que a vida me presenteou. **Gilson**, amigo querido de todas as jornadas. **Jair**, símbolo de raça dentro de campo e exemplo de amizade fora dele.
F**a aqui, a eles e aos demais dessa inesquecível jornada, a minha gratidão!
23/07/2026
A Camisa 99: o número que veste a alma e eterniza amizades
Há números que identificam jogadores. E há números que contam histórias.
A camisa 99 pertence a esse segundo grupo. Ela transcende o uniforme, porque representa uma identidade construída com suor, amizade, respeito e paixão pelo futebol.
A minha história com a camisa 99 começou a ser escrita no lendário Avante, em Santo Antônio de Lisboa.
Foi naquele campo, onde a bola dividia espaço com a resenha, os abraços e a amizade sincera, que esse número passou a despertar em mim um sentimento especial.
Ali aprendi que o futebol amador jamais se resume ao resultado. Ele é um encontro de vidas, de histórias e de pessoas que escolhem compartilhar alegrias, derrotas e recomeços.
Mas foi quando migramos para o Beco dos Surfistas, na Joaquina, que a camisa 99 encontrou seu verdadeiro lar.
Naquele campo, um autêntico alçapão, cada partida exigia coragem, inteligência e espírito coletivo, onde revivemos a atmosfera do velho Avante.
O gramado tornou-se palco de desafios, rivalidades saudáveis e incontáveis demonstrações de companheirismo.
Quem entrava ali sabia que enfrentaria um jogo intenso, mas também encontraria respeito, amizade e a certeza de que, ao apito final, todos continuariam do mesmo lado: o lado da fraternidade.
A camisa 99 possui um significado singular. Por estar às portas do número 100, ela simboliza a busca permanente pela evolução.
É a lembrança de que ninguém está pronto, de que sempre existe um passo a mais para aprender, servir e crescer. O 99 representa humildade diante da vida: estar muito próximo da plenitude, mas reconhecer que a perfeição pertence apenas a Deus.
É um convite diário para seguir melhorando como atleta, como amigo e, sobretudo, como ser humano.
Vestir a 99 é entrar em campo carregando valores que não aparecem nas estatísticas: empatia para compreender o companheiro que erra, compaixão para acolher quem atravessa momentos difíceis e solidariedade para celebrar cada conquista, como se fosse de todos.
Afinal, no futebol entre amigos, o maior troféu nunca é o placar; é a amizade que permanece muito depois do apito final!
21/07/2026
Mais do que uma final, uma lição de vida
Amigos, gostaria de compartilhar uma reflexão sobre a decisão da Copa do Mundo de ontem, entre as seleções da Espanha e da Argentina.
Todos sabem da admiração e do carinho que tenho pelo futebol argentino, especialmente por sua seleção. Na minha avaliação, a Espanha foi superior nos aspectos tático, técnico, físico e comportamental, conquistando o título com méritos.
Entretanto, por trás da superioridade do vencedor, consegui enxergar algo ainda maior: a grandeza de quem se recusa a desistir. A seleção argentina lutou até o último instante com as armas que possuía. Vendeu caro a derrota, jamais deixou de acreditar e caiu de pé, honrando sua história, seus companheiros e o seu povo.
Essa partida me fez recordar que a verdadeira vitória nem sempre está no resultado, mas na coragem de permanecer firme quando os ventos sopram contra nós. Há uma força profundamente espiritual em quem escolhe a esperança em vez do desânimo, a perseverança em vez da desistência e a união em vez do abandono.
É esse tipo de gente que admiro: pessoas que não desistem diante das adversidades, que estendem a mão ao próximo, que permanecem juntas nos momentos mais difíceis e compreendem que ninguém vence sozinho. São pessoas movidas pela solidariedade, pela compaixão e pelo espírito coletivo, capazes de transformar derrotas em aprendizado e dificuldades em oportunidades de crescimento.
No fim das contas, a vida não será lembrada apenas pelos troféus que conquistamos, mas pelas pessoas que fomos capazes de amparar ao longo do caminho. E, se existir um verdadeiro sentido para a caminhada humana, acredito que seja este: fazer com que ninguém fique para trás e que, ao final da jornada, possamos voltar todos para casa — juntos, mais fortes e mais humanos.