Nulime- núcleo Literatura e Memória

Nulime- núcleo Literatura e Memória O que fazer com jornais, documentos, livros, manuscritos quando o tempo se encarrega de deteriorar?

O núcleo Literatura e Memória da UFSC se dedica a disponibilizar acervos de escritoras e escritores catarinenses online www.portalcatarina e pesquisar acervos materiais ( Jorge Amado ( 1941-1942), Harry Laus e Maura de Senna Pereira O nuLIME nos últimos anos de suas atividades dedicou-se a recuperar os arquivos de escritores e intelectuais catarinenses no Projeto Núcleos de Excelência (PRONEX) CNPq, FAPESC, NUPILL, nuLIME. Dentre esses nomes, destacam-se Cruz e Sousa, Delminda Silveira, Ernani Rosas, Maura de Senna Pereira e, atualmente, é recuperado os acervos deixados por Harry Laus e Jorge Amado. O que aparentemente parecia como despojo, ruína, papéis dispersos, foi se revelando como possibilidade de entender partes da história dos intelectuais e da cultura e sociedade em que estavam imersos. Qual o processo que antecede a digitalização dos documentos? Esse será o exercício praticado com os inscritos que, além de conhecerem parte do acervo, experimentarão a arte de cuidar do que restou. Um trabalho artesanal que antecede a democratização do acesso de tudo o que já foi por nós recuperado, digitalizado e catalogado. O nuLIME tem trabalhos integrados com: www.literaturabrasileira.ufsc.br, www.editoramulheres.com.br, www.fazendogenero.ufsc.br, Revista Estudos Feministas http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/ref/index, http://vernaculas.paginas.ufsc.br/ e é parte do Grupo de Pesquisa do CNPq Literatura e Memória.

Aula
06/09/2026

Aula

Nascida no município de Papari (atualmente chamada de Nísia Floresta), no Rio Grande do Norte, Dionísia Gonçalves Pinto que ficou conhecida pelo pseudônimo Nísia Floresta, foi uma das figuras mais importantes da história da educação brasileira.

No ano de 1838, no Rio de Janeiro a então capital do Império, Nísia Floresta fundou o Colégio Augusto, uma escola destinada exclusivamente a meninas. A instituição rompia com o modelo educacional vigente, que limitava o ensino feminino ao ensino doméstico tradicional, como costura, culinária e etiqueta.

Nísia Floresta estruturou uma grade curricular idêntica à dos homens, oferecendo disciplinas até então consideradas "inúteis" para o público feminino, como Ciências Naturais e Matemática, História e Geografia, Línguas Estrangeiras, Literatura e Filosofia.

A sociedade da época utilizou a imprensa para atacá-la, acusando seu colégio de desvirtuar o papel da mulher e de criar "rebeldes". Firme em suas convicções resistiu aos ataques e provou que a inteligência das mulheres dependia apenas de oportunidade, transformando o Colégio Augusto no marco inicial pelo direito universal à educação e à igualdade de gênero.

Décadas após sua morte, em reconhecimento à sua trajetória e à sua importância histórica, a cidade natal de Nísia Floresta, foi oficialmente renomeado para Nísia Floresta em de 23 de dezembro de 1948.

Merecidamente
05/09/2026

Merecidamente

Oito livros, duas editoras e uma autora que está no centro da literatura brasileira contemporânea. Conceição Evaristo furou a bolha literária: aos 79 anos, atrai multidões, provoca filas de horas e vê leitores se acotovelarem para chegar perto dela, pedir um autógrafo, uma fotografia ou simplesmente tocá-la.
Às vésperas de completar 80 anos, a obra que garantiu destaque será reunida pela primeira vez em um box criado pela Malê e pela Pallas, editoras que, desde 2014, vêm se revezando em colocar os seus escritos no mundo. O box custa R$ 375.
Com projeto gráfico da designer Letícia Quintilhano, a coleção será lançada durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorre entre 4 e 13 de setembro. A iniciativa marca a primeira parceria entre as duas casas editoriais cariocas em torno de Conceição.
A seleção reúne romances, contos, poesia e um volume de entrevistas e leitura crítica da obra de Conceição. O box é formado pelos títulos “Olhos d’Água” (Pallas, 2014), “Histórias de leves enganos e parecenças” (Malê, 2016), “Insubmissas lágrimas de mulheres” (Malê, 2016), “Ponciá Vicêncio” (Pallas, 2017), “Becos da memória” (Pallas, 2017), “Poemas da recordação e outros movimentos” (Malê, 2017).
O bos também incui “Canção para ninar menino grande” (Pallas, 2022) e “Quando eu morder a palavra: entrevistas com Conceição Evaristo e guia de leitura das suas obras” (Malê, 2023), o único dos oito livros que não é da autora mineira, mas foi escrito a partir de conversas com ela por Vagner Amaro e Henrique Marque Samyn.
👉🏿 Acesse a matéria na íntegra pelos stories ou pelo site: https://almapreta.com.br/

Texto: Verônica Serpa () | Alma Preta Jornalismo
📸 Reprodução | Divulgação

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Ela merece
03/09/2026

Ela merece

INSPIRAÇÃO! 🚨Aos 79 anos, Conceição Evaristo recebe título de Doutora Honoris Causa da UFRGS

A homenagem reconhece sua trajetória e a contribuição de sua literatura à educação e ao enfrentamento do racismo. A proposta partiu de diversos coletivos negros da universidade.

Autora de “Becos da memória”, “Olhos d’água” e “Ponciá Vicêncio”, Conceição vem influenciando diversas pesquisas na UFRGS com seu conceito de escrevivência.

Viva Conceição Evaristo! ❤️

via Nota

Prêmio Oceanos
26/08/2026

Prêmio Oceanos

O Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa anunciou os 54 livros semifinalistas de sua edição 2026. São 26 títulos de prosa e 28 de poesia, selecionados entre 3.086 obras inscritas por autores de 13 nacionalidades. Entre os semifinalistas estão autores dos países Angola, Brasil,...

23/08/2026

Se você já leu algum livro dela, me entende, né? 📚😉

Porta retrato
20/08/2026

Porta retrato

Carregou aí?!
Eis um registro fotográfico da literatura brasileira em sua forma incontornável: Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus. ✍️


Feito de Brasil 🇧🇷

Aula
19/08/2026

Aula

No início da década de 1880, Maria Firmina dos Reis, aposentada do cargo de professora pública, fundou no povoado de Maçaricó localizado no município de Guimarães, no Maranhão, a primeira escola mista e gratuita do estado, uma das primeiras do país.

O projeto desafiava diretamente as estruturas sociais do século XIX ao oferecer ensino gratuito a crianças de famílias pobres e ao permitir que meninos e meninas compartilhassem a mesma sala de aula. Em uma época em que o acesso ao conhecimento era restrito à elite e rigidamente segregado por gênero.

Apesar do impacto positivo na comunidade, a escola enfrentou forte rejeição da sociedade conservadora da época, o que levou ao encerramento de suas atividades após cerca de dois anos e meio de funcionamento.

Ainda que de curta duração, o experimento pedagógico de Maçaricó consolidou o pioneirismo de Maria Firmina dos Reis, que já havia feito história como a primeira mulher aprovada em concurso público de magistério no Maranhão e como autora do primeiro romance abolicionista do Brasil.

Em 1859, publicou o romance Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista da literatura brasileira e em toda a América Latina. Na obra, Maria Firmina denunciava com sensibilidade os horrores da escravidão, dando voz e humanidade a personagens negros em uma época em que a literatura raramente os retratava dessa forma.

Endereço

Ufsc
Florianópolis, SC
88010-460

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