Mídias, Educação e Tecnologias

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Conteúdos e discussões ligados às interfaces entre mídias, educação e tecnologias, arte, sociedade (ciber)cultura, política e produção de conhecimento

Página inicialmente criada para a disciplina Mídia, Infância e Educação, consiste num espaço de compartilhamento de tópicos sobre as temáticas relacionadas à cultura e cibercultura, indústria cultural e consumo cultural, produções midiáticas e multimidiáticas, mídia-educação, educomunicação e tecnologias digitais.

Hackers franceses ‘invadem’ robô de cozinha e encontram microfone oculto 03/07/2019

A internet das coisas (IoT, do inglês internet of things) emergiu como uma espécie de nova rede sociotécnica, capaz de conectar diversos equipamentos e utensílios entre si sem a dependência de um gerenciamento humano nessas relações. Em tese, a maior cobertura desse tipo de computação levaria a cidades inteligentes e traria maior proveito para as pessoas, em diversos aspectos da vida social. Ressaltamos o "em tese" pois, como nos lembra o sociólogo Boavetura de Sousa Santos, nunca houve tantas possibilidades técnicas coexistindo com tantas impossibilidades políticas de, por meio de recursos tecnológicos, propiciar melhores condições de vida. Na contramão das perspectivas mais otimistas sobre o emprego de tecnologias na vida social, vez ou outra surgem episódios como os relatados nessa reportagem acerca dos dispositivos IoT, nesse caso em especial, um microfone (provavelmente projeto com a finalidade de ativar o robô de cozinha por comando de voz) oculto no equipamento. Antes de tirar conclusões precipitadas, acesse e leia a reportagem completa, publicada pelo jornal El País sobre o pitoresco caso ocorrido na França.

Hackers franceses ‘invadem’ robô de cozinha e encontram microfone oculto O aparelho Monsieur Cuisine Connect tem um sistema operacional que não é atualizado desde outubro de 2017

23/06/2019

Sinal dos tempos. Crise econômica e política, corrosão do caráter e preconceitos escancarados quando o entretenimento quer dar um recado pra vida real.

Entrevista RBE | Rafael da Cunha Lara, Elisa Maria Quartiero e Lucídio Bianchetti | "Trabalho Ubíquo na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação" 25/05/2019

A Revista Brasileira de Educação (RBE), em seu volume 24, traz o artigo "Trabalho Ubíquo na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação: In/Extensificação e Multitarefa". Confira bate-papo com os pesquisadores sobre as condições que as novas tecnologias impõem à atuação de docentes.

Entrevista RBE | Rafael da Cunha Lara, Elisa Maria Quartiero e Lucídio Bianchetti | "Trabalho Ubíquo na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação" A Revista Brasileira de Educação (RBE), em seu volume 24, traz o artigo "Trabalho Ubíquo na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação: In/Extensificação e Multitarefa", de autoria de Rafael da Cunha Lara, Elisa Maria Quartiero e Lucídio Bianchetti. Confira bate-papo com os pesquisadores sob...

Facebook e sua operadora de celular te vigiam de perto 24/05/2019

O projeto de sociedade da vigilância e do controle, vislumbrada pioneiramente como (auto)controle dos corpos pelo projeto panóptico de Jeremy Banthom e pioneiramente como vigilância dos corpos e mente na ficção distópica de Aldous Huxley e George Orwell, parece definitivamente ter se concretizado por meio dos dispositivos digitais e móveis. Essas "extensões dos nossos corpos" sobre as quais não temos autonomia, senão meramente relativa, projetam um esquadrinhamento das nossas rotinas, preferências, hábitos, opiniões e atos de fala que, em alguma medida, são coadunadas com a ideia de vigilância líquida de Bauman. Nada mais propício à vontade de poder que marca a humanidade, mas que precisa ser escamoteada nas sociedades pautadas em valores liberais e libertários. Afinal, como nos lembra Han em "Sociedade do Cansaço", nada mais eficiente do que aquela vigilância e exploração por si que caminham juntas com o sentimento de (falsa) liberdade. As consequências dessas novas formas de (auto)coerção ainda são dados a conhecer pela sociologia digital e pela psicologia, com suas implicações políticas e jurídicas nas sociedades contemporâneas.

Facebook e sua operadora de celular te vigiam de perto Rede social analisa dados de usuários em parceria com empresas.

15/05/2019

DESMONTE
Por Marco Lucchesi, Professor Titular da UFRJ, Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL).

"Escrevo, hoje, em primeira pessoa, apenas e tão somente, na qualidade de professor titular da UFRJ. Não falo senão por mim mesmo, com as cordas vocais que me constituem.

Pergunto até quando Catilina irá abusar da nossa paciência, e qual o tamanho do abismo a que nos leva? Procuro modular minha indignação diante dos ataques desferidos à Constituição de 1988. Fruto soberbo de uma transição inacabada para a democracia, nossa Carta Magna vive sob estado de sítio. Espero que o Supremo desperte do sono dogmático e compreenda, de modo frontal, a gravidade do momento.

Só o tempo dirá como chegamos ao presente estado de coisas e quem sequestrou nossa frágil democracia. Só o tempo dirá quais foram os arquitetos desse frágil castelo de cartas, e quem feriu o coração da República.

Tenho mais de 50 anos e nunca me senti tão vilipendiado como professor. Os reitores das universidades são tratados como agentes da desordem e do “marxismo cultural”. O ministério ameaçou corte de verba por motivos impensáveis a três universidades. Ao perceber que era inconstitucional, abriu fogo contra todos.

Houve quem defendesse o fim do ensino da Filosofia e da Sociologia. Um argumento interessante para documentar a que ponto chegamos.

Nosso original chanceler, na mesma linha ortodoxa, disse que a autoridade máxima do país era o novo Messias, a pedra angular que todos rejeitaram.

Sugiro que façamos um estudo do campo semântico da política atual, seguindo o “Linguagem do Terceiro Império”, de Viktor Klemperer.

De onde tiraram a loucura de acabar com os cursos de Filosofia e Sociologia? Em que país do mundo, em que regime totalitário se ousaria tamanho dislate? Um misto de soberba e despreparo de hooligans, ungidos por um deus odioso.

Mas é também um plano, para adestrar a universidade pública. Poderão ensinar, em casa, que a Terra é plana, ou quadrada, que a evolução não existe, que só a Bíblia interessa, e que a ciência sem religião é de satanás.

Sou um péssimo exemplo: cursei História na UFF. Sou professor de literatura. E bem mais grave: com pós-doutorado de Filosofia na Alemanha. Deveria ressarcir os cofres públicos.

Fico espantado que não tenham lido Max Weber, Karl Mannheim e, nem tampouco, o “deletério” Karl Marx, homem de vasta cultura. Esse filósofo, de barba selvagem, trazia no DNA o escândalo da desigualdade entre os homens. Ele e Francisco, o de Assis e o do Vaticano. Todos a serviço do “Fórum de São Paulo”.

Não há problema se você é de direita ou de esquerda. O que espanta é a surda arrogância, o ódio à cultura e as paixões violentas.

Certo ministro segue a cartilha do “filósofo” do turpilóquio, o das palavras grosseiras. É chocante a baixa qualidade do debate. Querem uma posição mais moderada? Pois muito bem, leiam Norberto Bobbio, leiam Karl Popper e Bertrand Russell. E compreendam a dignidade republicana dos cargos que ocupam.

Não agridam a liberdade de cátedra, assegurada na Constituição. Os professores são tratados como espiões da KGB, dispostos a favorecer a entrada dos tanques soviéticos através de nossas fronteiras. É um caso psiquiátrico. Leiam o Manual de Diagnósticos (DSM-5).

Eis a luta da “pedra angular” contra o dragão da maldade. Somos filhos do demônio, os professores, hereges que não obedecem à cartilha do pensamento único, se ainda houver conjunto de neurônios capazes de pensar.

A Universidade pública é a maior conquista da sociedade civil. Compõe um capítulo formidável na História do Brasil e do Ocidente. Possui altos níveis de excelência, jamais deixou de rasgar novos horizontes científicos, apesar da verba irrisória.

Peço aos que cuidam da educação maior cuidado. Que não se torne a dizer que o corte no ensino superior vai abrir mais creches. Esse dilema não existe. Trata-se de uma falácia que se aprende num simples manual de lógica.

Porque não é matéria de Veterinária, mas de Filosofia.

A diversidade do pensamento é o que interessa: de Kafka (com K) a Agostinho, de Adam Smith a James Joyce (com Y). O diálogo construtivo sem ódio e sem anátema.

Não busco a imprecação e o pugilato. Trabalho no campo das ideias, de modo contundente e ao mesmo tempo respeitoso.

Mas não vou assistir, de braços cruzados, ao desmonte da Universidade pública."

* texto publicado originalmente no jornal O Globo, 12/05/2019.

Representações das questões étnico-raciais em enredos de Carnaval 02/03/2019

Aprendendo com o carnaval!
Listamos 15 sambas-enredo do carnaval carioca, desde 1960, cujo cerne das temáticas eram, efetivamente, questões sociais e raciais da cultura e história africana e afro-brasileira. Com suas diferentes maneiras de ver tais questões, muitas vezes tributária de criatividade do carnavalesco e de extensa pesquisa histórica, esses sambas mostram que o carnaval pode ensinar, com fantasia e batucada, tão bem quanto o saber que circula nas academias.

Representações das questões étnico-raciais em enredos de Carnaval Aprendendo com 15 sambas-enredo famosos do Carnaval do Rio de Janeiro temáticas da cultura negra e questões sócio-raciais Nota: esse post foi originalmente publicado em fevereiro de 2017 e atualiza…

28/02/2019

Está se preparando para curtir o carnaval? Que tal aprender um pouquinho sobre o samba? Nesse vídeo, a sambista Leci Brandão, uma das baluartes do samba ainda em atividade, fala sobre alguns tipos desse ritmo que é patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Livros explicam como as redes sociais manipulam seu comportamento 19/02/2019

Obras do jornalista Franklin Foer e do cientista da computação Jaron Lanier são alertas necessários (via Aliás Estadão)

Livros explicam como as redes sociais manipulam seu comportamento 'O Mundo que Não Pensa', do jornalista Franklin Foer, e 'Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais', do cientista da computação Jaron Lanier, são alertas necessários

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