22/09/2026
A pergunta que eu mais recebo sobre extrato do FAP é qual espécie impacta o índice. A resposta curta é: todas as quatro. B91, B92, B93 e B94.
A resposta útil é outra. Elas entram com pesos diferentes, e o peso muda completamente o que a empresa deve priorizar.
No índice de gravidade, que sozinho responde por metade do índice composto, a pensão por morte pesa 0,50, a aposentadoria por incapacidade permanente pesa 0,30, e o auxílio por incapacidade temporária e o auxílio-acidente pesam 0,10 cada. Some-se a CAT de óbito, com peso 0,50, quando não houve concessão de B93.
Traduzindo para a rotina: um estabelecimento com um único caso fatal pode aparecer em posição pior do que outro com vários afastamentos temporários (B91). Não é distorção do cálculo. É o mecanismo dele, e a própria metodologia declara a razão: dar mais influência aos eventos de morte e invalidez.
Há ainda o índice de custo, que tem lógica própria. No B91, conta o tempo de afastamento dentro do período-base. No B92 e no B94, projeta-se a expectativa de sobrevida do beneficiário pela tábua de mortalidade do IBGE. É por isso que um auxílio-acidente concedido a um trabalhador jovem carrega tanto peso: a projeção é longa.
Nada disso se vê olhando o índice. Só olhando o extrato, espécie por espécie.
E a leitura muda a conduta. Um B93 no extrato indica um problema de gestão de risco crítico, que nenhuma contestação resolve. Uma sequência de B91 indica outra coisa, e pede outra resposta.
Se você nunca olhou o extrato da sua empresa por espécie, o carrossel mostra o que procurar. Vai até o último card.