29/05/2024
Inquietude
Tamanha inquietude que toma conta de mim,
Me assola, derruba, me vira pelo avesso.
E me joga nesse imenso vazio de perguntas sem respostas.
De lágrimas, de dor, suor e sangue derramado.
Sonhos sonhados, perdidos, ilusões roubadas.
E clama, conclama por momentos de lucidez.
Diante da loucura que devastou minha alma.
É essa inquietude que sem pedir licença me toma, me assombra,
E faz com que pedaços de mim, sem rosto, sem corpo, sem alma, chora.
Viola meus sentimentos, explora meu ser, e eu já não sei mais quem sou,
Onde o que restou de mim se perdeu,
Sentimentos, angústias, pensamentos devastadores.
Que alma frágil, perdida, louca, da loucura que restou.
Inquietude, que inflama minha existência e toma conta de mim.
E eu, não me encontro, não me acho.
Exploro alternativas, nessa busca perdida.
A frustração é meu par, companheiro, parceiro.
É o inicio ou é o fim, perguntas, perguntas que se perdem na escuridão,
Tamanha inquietude do vazio é o corpo é a alma.
São lágrimas que rolam,
Incertezas, medos, dá certeza que em algum lugar me perdi.
Algo se quebrou, partiu, e eu fiquei mesmo querendo ir.
Que imensa dor, vazio, solidão,
Como viver, se a alma chora, se o peito aperta.
Se a inquietude é o que restou em mim.
Como acalmar o peito ferido, o coração apertado.
Inquieta, inquietude, que não para, não sara, não me abandona.
É o retrato de mim, e essa sou eu, mesmo fingindo não ser,
Como curar se o que restou de mim, são pedaços.
E essa inquietude é o que me define.
Autor: EElza DuarteDo meu livro: Pensamentos Pensantes --- A Luz da Poesia.
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