Toda vez que penso em colocar uma ação nova na carteira, tem uma pergunta que vem antes de qualquer gráfico: eu seguraria esse papel por pelo menos cinco anos?
Quando a resposta é não, eu nem avanço pra próxima etapa. Corto ali mesmo, sem dó.
Parece rígido, e é. Mas foi essa régua que me poupou de muita emoção cara ao longo de mais de vinte anos de mercado.
Junto com ela caminha um segundo filtro. Eu gosto de empresa velha. Empresa que já viu juro a um dígito e viu juro a quinze por cento, que atravessou plano econômico, eleição e crise, e mesmo assim continuou de pé entregando resultado. Isso não aparece no release do trimestre. Aparece na história.
Num país que troca de humor toda semana, tempo de estrada é patrimônio. É exatamente o que eu quero do meu lado quando o mercado resolve testar o estômago de todo mundo.
Salva esse vídeo pra lembrar da pergunta dos cinco anos na próxima vez que bater aquela vontade de comprar no impulso.
Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento.
Raony Bourscheidt Rossetti
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19/08/2026
Estou em Brasília e, como em praticamente todas as minhas vindas para cá, costumo tomar um café com um grande amigo que mora aqui. Uma pessoa boa, generosa, sempre preocupada comigo e com a minha família.
Acordei pensando nele e me dei conta de que, hoje, esse café não será possível. Há um ano, ele se foi.
Bateu uma saudade dolorosa, mas também acalentada pelas boas memórias, pelas conversas e pelos sonhos que compartilhamos.
Talvez a vida seja justamente sobre isso: não deixar para depois os abraços, as conversas, os cafés e as palavras que podemos oferecer hoje.
Então, se alguém veio à sua cabeça enquanto você lia esta mensagem, não deixe para depois. Ligue. Mande uma mensagem. Diga que ama, que sente saudade, que se importa.
Porque algumas oportunidades passam. E algumas pessoas, infelizmente, também.
Meu amigo Barrote, um dia colocaremos o papo em dia.
18/08/2026
Bons investimentos podem não importar tanto.
Se você não sabe quanto quer construir, não conhece o seu patrimônio líquido e deixa o padrão de vida crescer na mesma velocidade que a renda, escolher o próximo investimento talvez seja o menor dos seus problemas.
No fim, não é a rentabilidade que conta. É o patrimônio que você construiu.
O problema não é necessariamente o investimento que está pagando menos. Às vezes, o problema está do outro lado da conta.
Você pode encontrar um CDB pagando 14% ao ano e, ao mesmo tempo, ter uma dívida custando mais do que isso. Pode buscar uma operação sofisticada enquanto carrega uma dívida cara no cartão.
Por isso eu gosto de olhar o patrimônio líquido de cima. Antes de decidir onde colocar o próximo real, você precisa entender onde está pisando.
Investimento bom, isoladamente, não signif**a patrimônio bem cuidado.
Perder peso não é uma meta. É uma intenção.
Quando você coloca um número e um prazo, a conversa muda. Você deixa de depender daquela sensação de “uma hora eu começo” e passa a ter algo que pode ser acompanhado, medido e ajustado.
Foi assim que eu pensei quando coloquei na cabeça que queria chegar a R$ 1 milhão até os 30 anos. Eu sabia quanto queria e sabia quando queria chegar lá. O caminho mudou algumas vezes, mas a meta estava clara.
Dinheiro, carreira, patrimônio. Se você não consegue medir o que quer alcançar, f**a muito fácil adiar.
Qual é a sua meta?
Você não precisa estar motivado para fazer o que precisa ser feito.
Motivação oscila. Disciplina, organização e clareza sobre o que precisa acontecer sustentam a execução.
Quando você acumula tarefas, decisões e pendências, tudo ocupa espaço na sua cabeça. O resultado é aquela sensação de estar sempre ocupado, mas nunca sair do lugar.
Pare de esperar a vontade aparecer. Comece pelo que precisa ser feito.
Se o resultado que você quer está fora do comum, talvez o caminho até ele também precise estar.
Quando eu tinha 17 anos, coloquei na cabeça que queria chegar a R$ 1 milhão antes dos 30. O problema é que, fazendo as contas, percebi que seguir o caminho convencional não me levaria até lá.
Foi aí que entendi uma coisa que vale para patrimônio, carreira e praticamente qualquer objetivo importante: primeiro você precisa saber exatamente onde quer chegar. Depois, descobrir o que precisa mudar no caminho para tornar aquilo possível.
Não existe nada de errado em escolher uma vida convencional. O problema é esperar um resultado extraordinário fazendo exatamente as mesmas coisas que todo mundo faz.
Qual é o resultado que você quer construir?
A maioria das pessoas sabe quanto ganha por mês.
Pouquíssimas sabem quanto precisam construir de patrimônio para viver a vida que desejam.
E esse é um dos maiores erros quando o assunto é dinheiro.
Sem uma meta, qualquer investimento parece bom. Qualquer rentabilidade parece suficiente. Qualquer caminho parece fazer sentido.
Mas quem sabe onde quer chegar toma decisões diferentes.
Antes de escolher onde investir, responda uma pergunta simples:
Quanto patrimônio você quer ter daqui a 5, 10 ou 20 anos?
07/08/2026
O que seria do mercado financeiro sem café? ☕️
07/08/2026
Estudar em Harvard é um sonho que ainda não realizei.
Nestes dias em Cambridge, tenho vivido um pouco dessa experiência: caminhando pelo campus, observando a rotina, conversando com pessoas e, principalmente, alimentando um sonho que cresce a cada passo.
Alguns objetivos parecem distantes, mas deixam de ser apenas sonhos quando se transformam em propósito e recebem dedicação constante.
Tenho convicção de que, em alguns anos, estarei estudando Políticas Públicas na Harvard Kennedy School.
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