20/08/2026
Na psicologia analítica, a escuta é a base que sustenta todo o processo.
O objetivo está em acolher com atenção, respeito e ética, estando presente, cultivando o vínculo, para então formular a pergunta capaz de impulsionar o olhar para dentro de si, despertar a reflexão e trazer à tona questões por vezes despercebidas.
29/07/2026
Cada aluno chega ao IJUSC com uma história. E cada trajetória de formação também deixa sua marca.
🔱 O depoimento do Fábio compartilha um pouco dessa experiência de estudo, escuta e transformação vivida ao longo do caminho.
26/07/2026
Há 151 anos nascia Carl Gustav Jung. Mais do que um pioneiro da psique, ele nos deixou um legado inesgotável, que investiga a multiplicidade e a diversidade da alma humana através do universo simbólico.
Sua obra segue atravessando gerações porque fala de experiências profundamente humanas. Mais do que oferecer respostas, Jung nos ensinou a cultivar perguntas capazes de transformar a maneira como olhamos para nós mesmos e para o mundo.
Neste aniversário, que possamos nos abrir para o mistério e a riqueza que o inconsciente guarda. Como você enxerga a presença desse universo simbólico no seu dia a dia?
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22/07/2026
or que ser psicoterapeuta junguiano? Não existe uma única resposta para essa pergunta.
Ao longo da formação no IJUSC, ela costuma ser feita aos alunos. E as respostas são tão diversas quanto as histórias de quem chega até aqui.
Há quem venha pelos sonhos. Outros pela arte, pelos símbolos, pela religião, pela filosofia ou pelo desejo de compreender mais profundamente a psique humana.
Talvez seja justamente essa amplitude que torne a psicologia analítica um caminho tão singular: ela convida o terapeuta a seguir aprendendo durante toda a vida.
A Turma 2 da Formação de Analistas Junguianos está em andamento, e o próximo ciclo está previsto para 2028. 🎓
Até lá, seguimos construindo comunidade, aprofundando estudos e preparando o caminho para quem sentir esse chamado. 🔱
17/07/2026
Nas férias, também é possível cuidar da imaginação.📚
Nossa indicação de leitura é Desaparecer de Si, do antropólogo David Le Breton, uma obra que convida a refletir sobre um sentimento cada vez mais presente: o desejo de desaparecer por um instante diante das exigências, do excesso de produtividade e da urgência da vida contemporânea.
Lido neste ano no grupo Livros & Livres, do IJUSC, o livro propõe uma pergunta delicada e profundamente atual: o que esse desejo de desaparecer revela sobre a forma como estamos vivendo?
Mais do que uma leitura para as férias, é um convite para desacelerar e ampliar o olhar sobre si mesmo. 🔱
14/07/2026
Metade do ano: o tempo de fazer balanços.
Olhamos para trás e perguntamos: o que planejei? O que cumpri? Mas a psicologia analítica nos convida a ir além das metas e prazos. Enquanto o calendário avançava, o que em você se aproximou mais da sua totalidade?
Na jornada da individuação, nem tudo acontece no ritmo linear de Cronos. Há momentos em que o sentido irrompe e nos transforma — é o instante de Kairós. E, acima dessa dança, habita Aion: a dimensão circular e eterna que sustenta a nossa história de vida.
O processo de individuação raramente acompanha o relógio. Cada pessoa possui um tempo próprio para compreender, integrar e transformar a própria trajetória.
Que julho seja um convite para ouvir um pouco mais de Kairós e permitir que sua integração com Aion revele o que, silenciosamente, já estava se tornando em você. 🔱
10/07/2026
Há acontecimentos em que a alma coletiva encontra uma forma de aparecer.
A Copa do Mundo talvez seja um deles.
Durante algumas semanas, o cotidiano cede lugar ao rito. Os maiores jogadores deixam seus clubes e retornam às cores de seus países. Milhões de pessoas repetem gestos semelhantes: cantam, vestem símbolos, aguardam, celebram, sofrem. Não porque alguém lhes ensinou um ritual, mas porque certas experiências convocam formas de participação que parecem atravessar culturas e gerações.
O que mobiliza tantas pessoas talvez não seja apenas a competição. Há algo nessa experiência coletiva que nos aproxima de uma memória muito antiga: celebrar, esperar, sofrer, vibrar e reconhecer-se em uma história maior do que a vida individual.
O símbolo permanece vivo porque não elimina o inesperado. Pelo contrário, precisa dele. Favoritos caem, heróis improváveis surgem, e uma única partida pode transformar toda a narrativa. Enquanto houver espaço para o inesperado, novas imagens continuarão surgindo.
Na psicologia analítica, esses momentos nos lembram que a psique humana não é apenas individual. Existem formas de sentir, imaginar e atribuir sentido que atravessam culturas e épocas, permitindo que pessoas muito diferentes compartilhem uma mesma experiência.
Talvez seja por isso que uma Copa do Mundo nos emocione tanto: por alguns instantes, cada torcedor vive sua própria história e, ao mesmo tempo, participa de uma história maior do que ele. 🔱
06/07/2026
Depois de um tempo, algumas coisas deixam de parecer apenas coincidência. 🔱
- Os sonhos ganham linguagem.
- As emoções passam a carregar sentido.
- Os encontros, os conflitos e até as travessias começam a revelar imagens mais profundas.
Na psicologia analítica, aprender a olhar simbolicamente não significa fugir da realidade mas enxergá-la com mais profundidade.
Talvez seja isso que transforme tanto a experiência de estudar Jung: a vida deixa de ser apenas acontecimento e passa também a ser significado.
02/07/2026
O que será que Jung diria hoje sobre “sombra”? Nem tudo o que escondemos desaparece.
Às vezes, aquilo que evitamos olhar continua aparecendo nas relações, nos excessos, nos incômodos e nas emoções que mais nos desorganizam.
Na psicologia de Carl Gustav Jung, o encontro com a sombra não é um caminho de culpa, mas de consciência.
Amadurecer também envolve reconhecer partes de si que ficaram esquecidas, negadas ou silenciadas.
A travessia interior comece assim: quando deixamos de fugir da floresta e começamos, aos poucos, a entrar nela. 🔱