Jardim Waldorf Ibirá Ibá

Jardim Waldorf Ibirá Ibá

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Jardim Waldorf Ibirá Ibá
Educação
Escola de Educação Infantil
Crianças de 1.5 a 6 anos. Matutino e vespertino. Campeche, Florianópolis - SC

14/11/2025

🧵✨ "Eu escorreguei mais rápido!" – a alegria da descoberta por conta própria

Skyller tem apenas três anos.
Está há pouco mais de um mês na Ibirá.
Ainda se ajusta ao espaço, aos adultos, às crianças, aos tempos e ritmos da vida coletiva.

Hoje, ele observava o escorregador do brinquedo interno.
Escorregava. Subia de novo. Escorregava de novo.
Mas não estava satisfeito. Achava lento demais.
Faltava… emoção.

Foi então que Skyler teve uma ideia.
Pegou um pedaço de tecido de crepe, liso, escorregadio, e o posicionou cuidadosamente.
Sentou-se sobre ele.
Respirou fundo.
E escorregou.

Dessa vez, foi veloz.
E a alegria apareceu estampada no rosto, no corpo, na voz.

🌱 Esse pequeno momento carrega uma potência imensa:

– Skyller percebeu uma necessidade: queria algo diferente.
– Teve uma ideia criativa para transformar a experiência.
– Fez te**es reais com o corpo, o tecido e o escorregador.
– Teve sucesso. E isso lhe deu confiança e prazer.

Mais do que "uma br**cadeira", essa é uma vivência estruturante.
Ela ensina a confiar no próprio raciocínio, a buscar soluções, a tomar iniciativa.
E ensina que, sim, o mundo pode ser transformado — até mesmo um escorregador lento.

Na Ibirá, celebramos esses momentos em que a criança experimenta, descobre e transforma com alegria.
Porque sabemos que esse é o alicerce da autonomia, da criatividade e da confiança em si.

E talvez, quando crescer, Skyller nem se lembre do escorregador.
Mas vai carregar dentro de si a certeza de que é capaz de encontrar caminhos próprios — e que isso pode ser muito divertido.




12/11/2025

🍃✨ Coletar pitangas: uma pequena aventura, um grande aprendizado

No quintal da Ibirá, as crianças se mobilizam em torno de um desejo coletivo: colher as pitangas mais maduras da árvore.
Mas elas estão no alto, fora do alcance das mãos. O que fazer?

Arthur sobe com cuidado no pé de goiaba.
Analisa. Pensa. Inventa.
Com um rastelo, estende o braço e alcança as frutas nos galhos mais altos.

Lá embaixo, os amigos acompanham com atenção.
Seguram o potinho. Olham para o alto. Se organizam.
Cada pitanga que cai vira conquista partilhada.
“Essa é minha!”
“Vamos dividir!”
“Vamos pegar mais!”

🍒 Esse momento revela algo precioso:

A intencionalidade da criança diante de um desafio real.

A capacidade de planejar estratégias e executá-las com segurança.

O fortalecimento de vínculos pela cooperação, empatia e organização espontânea.

A percepção do cuidado com o outro e com o ambiente.

A vivência do esforço como caminho legítimo para alcançar um objetivo.

🌱 As árvores frutíferas da nossa escola são também espaços de experiências éticas, corporais e cognitivas profundas.
A cada safra, os frutos não caem só nos potinhos — caem também no coração da infância que cresce com liberdade, coragem e alegria.




10/11/2025

✨ Este foi o primeiro dia da pequena Malia no Ibirá Ibá.
E, como um presente da vida, quem a acolheu foi seu novo amigo Akin — quase da mesma idade.
Ela fala francês, ele português.
Em silêncio, ele lhe ofereceu objetos, um por um, com delicadeza e atenção.
Ela os recebeu com igual cuidado.
Olhares trocados, sorrisos contidos.
Logo estavam embaixo da casinha, compartilhando o espaço, o tempo e o afeto.
Akin br**ca de se esconder…
Malia entende o jogo e retribui os gestos.

É assim que começa uma amizade.
É assim que se constrói o pertencimento.

No universo da primeira infância, onde a fala ainda engatinha, são os gestos que dizem:
“Você pode confiar em mim.”
“Estou aqui com você.”
“Vamos juntos?”

🌱 No Ibirá, celebramos cada pequena ponte construída.
Elas sustentam as grandes travessias da vida.







07/11/2025

🌻 Depoimento da mamãe Mariana – mãe do querido Arthur

Ouvir a Mariana é como revisitar o próprio caminho da Ibirá.
Ela fala com a serenidade de quem já viveu as etapas da infância junto com o filho — os desafios, as descobertas, as conquistas silenciosas — e agora olha para trás com gratidão.

> “É muito especial estar aqui hoje, compartilhando e aprendendo com outras famílias.
Crescer nas trocas.
Ouvir tudo o que o profi Caio e a profi Ana trazem pra gente é engrandecedor.
E olhando o Arthur, agora com 6 anos, eu vejo que tudo passa.
E que a gente se fortalece no processo.”

A fala da Mariana resume o que vivemos intensamente nesses anos: crescemos juntos — pais, professores e crianças.
Fomos aprendendo uns com os outros, construindo uma comunidade viva, madura e afetiva.

✨ Arthur foi uma presença luminosa.
Chegou movido por uma curiosidade genuína, pela vontade de aprender e por uma energia que inspirou a todos ao redor.
E junto com ele, cresceu uma rede inteira de pessoas engajadas, oferecendo o melhor de si para que ele pudesse viver uma infância plena e inesquecível.

Quando ele perguntou:

> “Quem vai me substituir quando eu sair?”
respondemos de coração aberto:
“Ninguém vai substituir você, Arthur. O seu lugar aqui é único e inesquecível.”

Outras crianças virão, trarão suas marcas, suas histórias, seus encantos —
mas a tua história, Arthur, vai sempre fazer parte da nossa.
🌿💛

05/11/2025

🌿 “Pega aí a corda de socorro!!!"”

Foi o que gritou Dylan, com os olhos arregalados e o coração cheio de urgência, quando seu amigo Arthur caiu no mar imaginário.

A cena parece simples: um navio feito com cordas e bancos, um dragão feroz, uma tripulação de crianças entre 3 e 6 anos. Mas ali, entre um pedido de socorro e o gesto solidário de lançar uma corda para salvar o amigo, nasceu algo poderoso: a experiência da empatia verdadeira.

Dylan não “fingiu” que era sério. Para ele, era.
Brincar, para as crianças, é viver.

Leo entendeu. Sentiu.
E respondeu prontamente: “Me dá a corda, Dylan. Eu vou ajudar o Arthur!”
Não havia plateia, nem orientação externa, nem recompensa.
Só o impulso genuíno de ajudar.

Neste momento, o que acontece é mais do que fantasia.
É construção de vínculos, é reconhecimento do outro, é desenvolvimento de competências socioemocionais profundas — como responsabilidade, escuta, cooperação e coragem.

E tudo isso nasce dentro da br**cadeira, quando ela é livre, legítima e respeitada.

🌟 Porque quando o ambiente é seguro e acolhedor, a br**cadeira se transforma em um palco onde a alma da infância pode se expressar com toda a sua verdade.




03/11/2025

🏗️✨ Mesa, fogão, cimento e colaboração: o br**car vivo em movimento

Debaixo da pitangueira, nasce uma ideia:
Clara quer montar uma mesa.

Ela atravessa o pátio com o corpo disposto e um plano na cabeça.
Tenta carregar sozinha uma caixa pesada —
mas logo percebe que precisa de ajuda.
Chama a amiga Hila. Elas seguem juntas.

Ao chegarem no espaço da br**cadeira, Sarah coloca um limite:
“Essa caixa não pode entrar.”

Clara não se frustra. Escuta. Propõe. Transforma:
“A mesa também pode ser o fogão! Aqui em cima é a mesa e aqui embaixo é o fogão.”
A negociação funciona. O br**car segue.

🔨 Agora, mais crianças se aproximam.
Outras caixas são trazidas. Tábuas, colchonetes e ideias.
Misturam areia e chamam de cimento.
Usam a massa para unir as peças.
Estão construindo uma casa, sólida —
mas feita de coisas leves: papelão, imaginação e colaboração.

🌱 O que observamos neste momento?

– A autonomia de quem planeja e age.
– A cooperação de quem pede ajuda e compartilha esforços.
– A negociação criativa para transformar conflito em solução.
– A presença viva de uma comunidade infantil que constrói junto.

No Ibirá Ibá, aprendemos que br**car é coisa muito séria.
Porque é br**cando que se aprende a viver em grupo,
a respeitar o outro e a transformar o mundo.




31/10/2025

🧵Três Educadores da Infância

(um fio que se tece com tempo, afeto e presença)

“Para dirigir, precisamos de uma habilitação. Para atuar em qualquer profissão, precisamos estudar, sermos capacitados. Mas para maternar e paternar... ainda não há uma formação estruturada. Por isso é tão valioso termos esse espaço de troca, onde as famílias aprendem junto com outras famílias, compartilhando dúvidas, descobertas e afetos.”

Foi com essa reflexão que o professor Caio deu início à nossa roda de conversa.
Em seguida, ele nos convidou a olhar com profundidade para os três educadores da infância:

👨‍👩‍👧 Os adultos que cuidam e acompanham — pais, mães, professores, avós, cuidadores.
🧒🏽👧🏾 Os pares — crianças que crescem juntas, interagindo, aprendendo umas com as outras por meio do br**car, dos desafios e das potências do convívio.
🌿 O espaço vivido — o ambiente físico, emocional e simbólico que acolhe e educa silenciosamente a cada gesto, som e textura.

Caio nos lembrou que capacitar esses três educadores ainda é algo subestimado.
Mas é neles — na rotina, na constância, na presença — que estão os nossos maiores aliados.

✨ Hoje, ao entrarmos no 12º ano da Ibirá, reconhecemos com alegria o amadurecimento da nossa comunidade: um espaço mais íntegro, relações mais conscientes, e crianças mais confiantes para serem quem são.

Esse crescimento não se compra pronto.
É fruto de tempo.
De escolha.
E de uma construção coletiva, que honra o valor da infância em cada detalhe.







29/10/2025

🎶✨ Quando a música nasce da liberdade

Na Ibirá, os instrumentos musicais estão sempre disponíveis.
Eles não são oferecidos apenas em roda, nem somente em momentos “dirigidos”.
Estão lá, ao alcance das mãos curiosas e dos ouvidos atentos.

Hoje, essa liberdade se transformou em algo especial:
as crianças decidiram tocar juntas.
Sem pedir.
Sem combinar com o adulto.
Simplesmente… começaram.

🎵 Um pegou o pandeiro.
Outro o metalofone.
Depois veio o caxixi.
Logo, todos estavam tocando — com alegria e concentração.

✨ Não havia uma música conhecida.
Mas havia ritmo.
Havia melodia.
E havia dança!

As meninas se levantaram e começaram a girar, a pisar com intenção, a deixar o corpo responder aos sons criados ali mesmo, ao vivo.

📚 Esse momento carrega uma profundidade que vai além do encanto:

– É iniciativa espontânea
– É expressão corporal e musical autêntica
– É cooperação entre idades diferentes
– É escuta sensível entre pares
– É o nascimento de uma linguagem coletiva sem palavras

Na Ibirá, chamamos isso de ambiente vivo:
quando o espaço convida, o corpo responde, o grupo se organiza — e o aprendizado acontece.

🌿 Que essa cena inspire nossos olhos a ver mais do que br**cadeira:
a ver cultura, arte, convivência e afeto nascendo das mãos pequenas que tocam com verdade.




27/10/2025

✈️✨ "Vamos construir um avião?"

No deck da escola, a br**cadeira começa com um gesto simples: mover um banco.
Mas logo se transforma em um projeto coletivo.

Arthur e Aury reúnem todos os elementos disponíveis: mesas, cadeiras, tábuas, colchonetes, caixas…
E com paciência e foco, erguem uma aeronave completa.

Construíram as asas.
Criaram a cabine.
Inventaram um painel de controle com bolas e tábuas.
Aury pilota com firmeza, segurando uma peneira como volante.
Arthur, ao lado, digita em seu “notebook” feito de pedacinhos de madeira — ele está trabalhando durante o voo.

🌍 Essa viagem imaginária envolve planejamento, escuta, linguagem, noções espaciais, equilíbrio, e muita criatividade.

Mais do que representar o mundo, as crianças o reinventam.
E o fazem com o corpo inteiro, com os gestos, com o olhar atento para os materiais e para os amigos.

Na Ibirá, valorizamos o tempo, o espaço e a liberdade para que essas invenções ganhem corpo.
Porque no br**car vivo, a infância constrói pontes entre o real e o possível.




24/10/2025

🍒✨ "Eu ganhei uma pitanga!"

A safra começou.
A pitangueira, carregada de flores e frutos, se tornou o centro vivo das atenções no pátio da escola.

As crianças se aproximam encantadas.
Elas observam, apontam, comentam.
Cada pitanga vermelha se transforma em um tesouro a ser descoberto.

Dylan sobe com habilidade e confiança.
Do alto dos galhos, escuta atentamente os amigos lá embaixo, que indicam:
— “Aquela ali tá madura!”
— “Pega a mais vermelha!”
— “Essa é minha!”

E ele entrega, uma a uma, as pitangas escolhidas com cuidado.

🎁 A Flora sai feliz, pitanga na mão:
“Eu ganhei uma pitanga!”
🎙️ Hila, que ainda fala espanhol, clama com força e ternura:
“¡Dámela! Eu vi primeiro!”

🌳 Esse é um dos momentos em que o br**car, o cuidar e o pertencer se entrelaçam de forma espontânea.

A árvore vira território de vínculos.
O fruto vira expressão de desejo, conquista e partilha.
E a criança descobre seu lugar no grupo — ora doando, ora pedindo, ora saboreando.

Na Ibirá, sabemos que uma árvore frutífera no centro da escola pode ser também uma árvore de afetos, uma árvore de aprendizagens, uma árvore de humanidade.




22/10/2025

🛠️🧠✨ “Agora a gente já pode ser faixa preta em balanço!”

Foi com essa frase que Arthur e Aury encerraram, por um instante, a br**cadeira que tinham acabado de inventar.

Eles atravessaram uma tábua no balanço e decidiram experimentar: um de cada lado.
A física não ajudava muito, o equilíbrio era difícil, as mãos doíam … mas as gargalhadas não paravam.

Foi preciso cooperação, tentativa e erro, coordenação e coragem para seguir tentando.
E foi também preciso a liberdade que o br**car oferece: liberdade para arriscar, para criar regras próprias, para buscar aperfeiçoamento com entusiasmo.

Quando chamaram a educadora e disseram “a gente subiu de grau!”, eles estavam nomeando algo muito importante:
🎯 A percepção de um progresso real — vivido no corpo, na emoção e na relação.

Não foi o adulto que avaliou.
Foram eles que reconheceram o próprio crescimento.
E isso é desenvolvimento genuíno.

Aqui na Ibirá, celebramos quando a br**cadeira vira aprendizado.
Quando a criança se desafia com alegria.
Quando o erro vira projeto.
E quando o vínculo transforma um simples balanço em uma plataforma de invenção.

💛
Brincar é coisa séria.
Mas é também coisa deliciosamente divertida.




20/10/2025

🧸✨ Quando o cuidado transborda os braços

No vídeo, Audrey tenta algo aparentemente simples: segurar dois bonecos de pano ao mesmo tempo.

Mas há muita complexidade nesse gesto.

Ela segura um boneco menino, grande e macio.
Ao lado, repousa uma boneca negra, também grande, deitada num berço de brinquedo.
Audrey olha para ela com intenção, com afeto — e deseja incluir.
Deseja cuidar dos dois.
Deseja abarcar o mundo inteiro com seus braços ainda pequenos.

🌿 Essa tentativa de incluir mais um no colo — mesmo que desafiadora — é um retrato do desenvolvimento em ação. O corpo se organiza, o equilíbrio se adapta, o espaço interno se amplia.

Mas mais do que isso: o cuidado simbólico se expande.
Cuidar de um boneco de pano é um dos gestos mais potentes do br**car livre.
É quando a criança começa a experimentar por dentro o que significa amar, acolher, proteger, esperar, negociar.

🎨 O boneco de pano, ao contrário dos brinquedos de plástico prontos, não fala, não pisca, não anda sozinho.
E é justamente por isso que ele convida a criança a imaginar, interpretar, preencher com sentido e presença. Ele é aberto, vivo, humanizado.

E quando esse boneco representa diferentes tons de pele, gêneros ou expressões — como o boneco menino e a boneca negra que estavam com Audrey — o br**car se torna ainda mais potente.
🌈 Ele amplia as referências da criança.
🫂 Valida a diversidade desde cedo.
💛 Ensina, sem palavras, que todo corpo é digno de amor e de cuidado.

É por isso que aqui, na Ibirá, os bonecos são escolhidos com intenção.
Não são apenas brinquedos: são convites.
Para o vínculo, para o afeto, para o respeito às diferenças.

E quando uma criança como Audrey tenta acolher mais do que cabe nos braços, nós sorrimos.
Porque ali, entre o boneco e a boneca,
o mundo já começa a ser transformado.


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