Milene Mizuta

Milene Mizuta Descubra o que anos de terapia não mostraram para muitas mulheres sobre as próprias relações. Qual a nossa filosofia enquanto realizamos esse trabalho?

O Líder de Si quer ampliar a visão do indivíduo de seu papel como agente transformador da própria história e da sociedade em que esta inserido. Atuamos a partir da Antroposofia, uma ciência espiritual capaz de transformá-lo em agente da própria história e lhe dar autonomia sobre suas decisões e sobre seu futuro. A liberdade no plano das ideias: Todo indivíduo é livre para ter sua própria religião, crenças e valores pessoais, isso é respeitado, compartilhado e somado através da troca que acontece no compartilhamento das biografias. Experiências que acontecem entre jovens com biografias diversas faz com que o indivíduo encontre sua liberdade com respeito e admiração mútuas. A igualdade no âmbito jurídico: As regras são iguais, mas os indivíduos são distintos, nos grupos eles devem encontrar formas de exercitar a justiça a partir do consenso e do consentimento, onde chegamos ao consenso a partir do consentimento de alguma parte, isso é alcançado quando cada um percebe que sua atuação impacta no todo, e que o consentimento pode ser a única forma de encontrarmos equilíbrio em situações de crise, que a justiça deve atender ao grupo e não apenas a si próprio. A fraternidade no âmbito econômico: ser fraterno no âmbito econômico passa pela instância de desenvolver a visão abrangente de que, somente com o a participação de todos é que existe uma mudança efetiva no mundo, que a moeda de troca não se estabelece somente no dinheiro, que cada um deve contribuir fraternalmente ajudando a carregar a iniciativa da qual ele está inserido, que cada indivíduo carrega o grupo e que o grupo carrega também esse indivíduo. A contribuição fraterna faz com o que o indivíduo compreenda em termos práticos que talvez o retorno não seja imediato e nem financeiro, e sim um engajamento com o mundo do qual ele vive.

23/09/2026

Existe uma diferença entre viver em casal e viver em função do casal.
Mulheres aprendem a se construir pelas relações, enquanto homens partem da ideia de indivíduos separados. Por isso “cada um por si” assusta tanto: fomos ensinadas que separação ameaça o vínculo.
Mas emancipação afetiva não é não precisar de ninguém. É não desaparecer.

21/09/2026

Talvez você passe anos na terapia tentando entender por que tem tanto medo de ficar sozinha. Te ensinaram que seu valor depende de ser escolhida, que cuidar é sua função e que seu trabalho gratuito sustenta o mundo.

18/09/2026

Você não nasceu para dar conta de tudo. Te ensinaram que deveria.
Quem cuida de tudo também merece ser cuidada.

16/09/2026

Ser boa, calma e curada não garante um bom homem.

15/09/2026

“Isso não é desesperança.”
É o luto de uma fantasia que te sustentou a vida inteira.
Você descobriu que o príncipe salvador não existe.
Que o amor incondicional, como te venderam, é uma armadilha.
Que você passou anos dedicando sua vida a um ideal que nunca existiu.
Dói. Dói muito.
Mas essa dor é o começo de uma nova forma de viver.
Sem a esperança de ser salva.
Com a lucidez de se salvar.

14/09/2026

E se o problema não fosse amar demais, mas ter aprendido a amar assim?

11/09/2026

Em Santiago de Compostela, peregrinos caminham por uma lenda sem comprovação. O efeito dela é real. O amor romântico é igual: invenção dos trovadores, nascido no século XII. A lenda que deixa mulheres vulneráveis.

10/09/2026

Toda religião é generificada.
Assim como a medicina, a psicologia, a economia.
Não conheço exceção.
Você não precisa de livro para verificar — basta olhar.
Em todas as tradições, a figura com poder absoluto é um homem.
Isso não é coincidência teológica.
É manobra política.
Reconhecer isso não é desrespeito. É lucidez.

09/09/2026

Ele já está com outra. Dói. Você acha que falhou, que não foi suficiente. Você não era vista, só a função que cumpria. Foi substituída? Coitada da próxima.

08/09/2026

O mandato de masculinidade.
Uma estrutura que cobra do homem a prova constante de que ele é “suficientemente homem”.
Essa cobrança mata. Homens morrem mais por suicídio, por violência entre si, por não buscar cuidado.
Mas o perigo para eles vem da própria estrutura da masculinidade.
Para a mulher, o perigo vem da existência.

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