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Ensinar esporte também é ensinar os atletas a se conhecerem.No esporte, crianças e jovens vivenciam situações que desper...
16/09/2026

Ensinar esporte também é ensinar os atletas a se conhecerem.

No esporte, crianças e jovens vivenciam situações que despertam diferentes reações... uma competição importante, um erro, uma cobrança, uma conquista, um conflito com um colega ou simplesmente um dia difícil.

Nesses momentos, o papel dos treinadores pode ir além de dizer o que fazer.

Podemos criar oportunidades para que os atletas desenvolvam, aos poucos, a capacidade de olhar para a própria experiência, entender o que está acontecendo e participar das decisões sobre como responder.

Isso exige tempo, conversas e, principalmente, uma mudança de visão:

- Nem todo comportamento precisa ser imediatamente corrigido.
- Algumas situações podem ser oportunidades para aprenderem sobre si mesmos.

Sempre que possível, considere o apoio de profissionais da psicologia.

Referência

Siegel, D.; Bryson, T. O cérebro da criança. 2015.

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09/09/2026

Os nossos treinos consideram as características individuais dos atletas?

A fala de Brad Gilbert chama a atenção para algo fundamental no trabalho dos treinadores, onde os atletas podem precisar de estímulos, desafios, formas de comunicação ou estratégias diferentes para se desenvolver.

Isso não significa criar um treino completamente diferente para cada atleta. Significa conhecer melhor quem está à nossa frente e fazer ajustes quando necessário.

💡 Dica para os treinadores:
No próximo treino, escolha um atleta e tente observar algo que normalmente passa despercebido:
- Como ele reage aos seus feedbacks?
- Qual nível de desafio parece adequado?
- O que parece motivá-lo?
- O que você poderia fazer de diferente para favorecer sua aprendizagem?

Treinar pessoas exige muito mais do que aplicar exercícios. Exige conhecer, observar, escutar e adaptar.

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O papel de treinadores vai muito além de conhecer o esporte.Para desenvolver atletas, é preciso integrar diferentes comp...
02/09/2026

O papel de treinadores vai muito além de conhecer o esporte.

Para desenvolver atletas, é preciso integrar diferentes competências: saber ensinar, organizar o processo e construir relações que favoreçam a aprendizagem e o desenvolvimento.

Essas competências não são importantes apenas em um determinado nível ou modalidade. Elas podem fazer diferença no trabalho de treinadores com diferentes atletas, equipes e contextos.

Diferente do que buscar uma “fórmula” para o trabalho como treinadores, o desafio está em desenvolver continuamente aquilo que fazemos, como fazemos e a forma como nos relacionamos com quem está aprendendo.

No grupo do WhatsApp, vamos compartilhar algumas sugestões práticas para desenvolver e aplicar as competências escolhidas pelo Sevilla no dia a dia dos treinadores.

💬 Quer receber o convite? Comente “Competências” aqui no post.

Você concorda com as competências escolhidas pelo Sevilla? Acrescentaria mais algum detalhe?

Referência:
Solana-Sánchez, A., Lara-Bercial, S., & Solana-Sánchez, D. (2016). Athlete and Coach Development in the Sevilla Club de Fútbol Youth Academy: A Values-Based Proposition. International Sport Coaching Journal, 3(1), 46–53.

Quando os resultados competitivos devem ser prioridade no esporte?Os processos de formação variam de acordo com a modali...
26/08/2026

Quando os resultados competitivos devem ser prioridade no esporte?

Os processos de formação variam de acordo com a modalidade, a idade, o nível de desenvolvimento e o contexto em que os atletas estão inseridos.

Nessa formação, o resultado não precisa ser o objetivo principal para que a competição tenha valor.

Competições podem proporcionar experiências significativas, desafios, aprendizagem e oportunidades para os atletas aplicarem aquilo que estão desenvolvendo.

Os altos resultados podem aparecer, mas como consequência de um processo de desenvolvimento bem construído, que respeita o tempo, as características e as necessidades de crianças e jovens.

Por isso, precisamos perguntar:

✅ “O que nossos atletas estão desenvolvendo por meio das experiências que estamos proporcionando?”

O foco no desenvolvimento é ainda mais importante quando consideramos que a maioria das crianças e jovens não chegam no alto rendimento, mas podem praticar o esporte ao longo da vida, além de apresentarem um ótimo desenvolvimento pessoal.

A responsabilidade por esse desenvolvimento pode ser compartilhada por treinadores, gestores do esporte, famílias dos atletas, entre outros profissionais do esporte, respeitando o "papel" de cada pessoa na formação das crianças e jovens.

E se a experiência esportiva pudesse ensinar muito mais do que técnicas e táticas?O Modelo de Educação Esportiva (Sport ...
19/08/2026

E se a experiência esportiva pudesse ensinar muito mais do que técnicas e táticas?

O Modelo de Educação Esportiva (Sport Education), desenvolvido por Daryl Siedentop e colaboradores, propõe uma maneira diferente de organizar as experiências esportivas.

A ideia é criar temporadas nas quais os atletas/alunos tenham tempo para aprender, praticar, competir, assumir responsabilidades, trabalhar em equipe e refletir sobre suas experiências.

Isso significa olhar para o esporte não apenas como um conteúdo a ser ensinado, mas como um contexto para desenvolver pessoas.

Nesta postagem, reunimos algumas ideias do Complete Guide to Sport Education, de Siedentop, Hastie e van der Mars, que podem inspirar treinadores a repensarem suas práticas.

💭 A pergunta talvez não seja apenas “como ensinar melhor o esporte?”, mas também “que tipo de experiência estamos criando para os nossos atletas/alunos?”

Porque uma boa temporada pode deixar aprendizados que vão muito além da quadra, campo, tatame, ginásio ou da piscina.

Qual dessas ideias você gostaria de experimentar nas suas práticas? 👇

📚 Siedentop, D., Hastie, P. A., & van der Mars, H. Complete Guide to Sport Education.

Quer saber mais? Comente "Esporte" que enviaremos o link para você acessar o nosso grupo exclusivo no WhatsApp.

🧠 Inteligência Emocional também se treina.No esporte, não basta ensinar os atletas a executarem uma técnica ou tomar uma...
12/08/2026

🧠 Inteligência Emocional também se treina.

No esporte, não basta ensinar os atletas a executarem uma técnica ou tomar uma decisão tática. Também precisamos ajudá-los a perceberem, compreenderem e lidarem com as emoções que aparecem durante o processo.

A partir do modelo de Inteligência Emocional, podemos pensar em quatro habilidades fundamentais:

👀 Perceber as emoções
🧠 Utilizar as emoções
🔎 Compreender as emoções
🎯 Regular as emoções

E o mais importante: essas habilidades não precisam ser ensinadas apenas em uma conversa ou atividade específica isolada.

Elas podem ser desenvolvidas nas situações reais do esporte: depois de um erro, antes de uma competição, diante de uma decisão difícil, após uma derrota ou em um momento de pressão.

👉 O desafio para nós, treinadores, é transformar essas situações em oportunidades de aprendizagem.

E lembre-se: a forma como os treinadores reagem às próprias emoções também educa.

💬 Na sua experiência, qual dessas quatro habilidades da inteligência emocional é mais difícil de desenvolver nos atletas?

Mais dicas sobre como aplicar essas habilidades de inteligência emocional com os atletas no nosso grupo do WhatsApp. Comente "Inteligência emocional" que enviaremos o convite para você ter acesso aos nossos conteúdos exclusivos.

Não esquece de curtir, compartilhar e salvar...

Você já parou para pensar que muitos problemas não são resolvidos por falta de liderança... mas pelo tipo de liderança q...
05/08/2026

Você já parou para pensar que muitos problemas não são resolvidos por falta de liderança... mas pelo tipo de liderança que escolhemos?

Na prática, é comum acreditarmos que um bom treinador deve sempre ter todas as respostas.

Porém, alguns desafios exigem decisões rápidas, outros pedem organização e planejamento, enquanto os mais complexos só avançam quando conseguimos envolver as pessoas na construção das soluções.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja:

"Qual é o melhor estilo de liderança?"

Mas sim:

"Que tipo de liderança este problema realmente exige?"

Não existe um único estilo capaz de resolver todas as situações. Treinadores mais eficazes aprendem a reconhecer a natureza do desafio antes de decidir como agir.

Essa é uma reflexão proposta por Keith Grint e que continua atual para quem trabalha com formação esportiva, rendimento e desenvolvimento humano.

👉 Deslize o carrossel e descubra como diferentes problemas exigem diferentes formas de liderar.

💬 E para você: em qual situação foi mais difícil perceber que dar respostas não era a melhor solução? Compartilhe sua experiência nos comentários!

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Ah! Não esquece de curtir, salvar e compartilhar o post...😁🙏

🔄 Trocar os treinadores é realmente a solução quando os resultados não aparecem?No esporte profissional, a pressão por r...
29/07/2026

🔄 Trocar os treinadores é realmente a solução quando os resultados não aparecem?

No esporte profissional, a pressão por resultados imediatos frequentemente transforma os treinadores em uma das primeiras respostas para uma sequência ruim.

Mas as evidências mostram que a troca pode até ser acompanhada por uma melhora no curto prazo, sem necessariamente produzir melhores resultados ao longo do tempo.

E há algo que não aparece no placar: um bom trabalho precisa de tempo. ⏳

Infelizmente, também acompanhamos trocas frequentes de treinadores ou pressão por resultados competitivos mesmo no trabalho com crianças e jovens.

A continuidade não significa ausência de cobrança ou garantia de resultados. Significa criar condições para que organizações e treinadores construam, avaliem e aprimorem processos juntos.

Todo esse trabalho deve considerar os atletas e treinadores, suas experiências, contextos, realidades, objetivos e características.

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As transições fazem parte da carreira de todo atleta. O problema é que nem sempre eles estão preparados para enfrentá-la...
22/07/2026

As transições fazem parte da carreira de todo atleta. O problema é que nem sempre eles estão preparados para enfrentá-las.

Passar de uma categoria para outra, trocar de treinador, mudar de clube, competir em um nível mais elevado ou até conciliar o esporte com novas demandas da vida são momentos que podem acelerar o desenvolvimento... ou aumentar o risco de abandono esportivo.

A ciência do esporte mostra que essas mudanças não dependem apenas do talento do atleta. Elas são influenciadas por fatores individuais, sociais e culturais, além da forma como treinadores, famílias e organizações conduzem esse processo.

Mais do que preparar atletas para a próxima categoria, precisamos prepará-los para continuar aprendendo, se desenvolvendo e permanecendo no esporte.

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Enquete: a maioria dos seus atletas passam por dificuldades em algum momento de transição?

Em 1982, Bunker e Thorpe apresentaram o Teaching Games for Understanding (TGfU), um modelo que mudou a forma de pensar o...
15/07/2026

Em 1982, Bunker e Thorpe apresentaram o Teaching Games for Understanding (TGfU), um modelo que mudou a forma de pensar o ensino dos esportes.

Em vez de começar pela repetição de técnicas isoladas, o TGfU propõe que os atletas aprendam por meio de jogos, desenvolvendo a capacidade de perceber informações relevantes, tomar decisões e executar ações com propósito.

Vinte anos depois, Kirk e MacPhail (2002) atualizaram o modelo, reforçando que a aprendizagem acontece em contexto e que o papel dos treinadores vai muito além de transmitir conteúdos: é criar ambientes que estimulem a compreensão, a reflexão e a autonomia dos atletas.

Mais de quatro décadas depois, sua principal mensagem continua extremamente atual:

O objetivo não é apenas formar atletas que executem bem os movimentos, mas atletas que saibam compreender, pensar e resolver os problemas do jogo.

👉 E você, já utiliza alguma estratégia inspirada no TGfU em seus treinamentos?

Compartilhe sua experiência nos comentários! 👇

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