25/09/2026
Um lugar pode ser representado de muitas maneiras.
Dentro da Unidade de Investigação Como nos organizamos, as crianças vêm explorando como os modos de vida das pessoas refletem a forma como as culturas se organizam.
Ao observar um dos primeiros mapas produzidos por europeus sobre o território que hoje conhecemos como Brasil, perceberam que um mapa não mostra apenas lugares. Ele também revela escolhas, perspectivas e modos de olhar para o mundo.
Inspiradas pelos mapas afetivos do artista Grayson Perry, ampliaram essa reflexão para suas próprias experiências. Lugares importantes, memórias, percursos e histórias pessoais passaram a compor uma grande representação coletiva, em que geografia e significado caminham juntos.
A investigação seguiu pela poesia, a partir da obra da escritora indígena Márcia Kambeba, convidando as crianças a descobrir que um território também pode ser contado por palavras, lembranças e experiências.
Porque compreender uma cultura também envolve perguntar:
Quem representa um lugar?
O que escolhe mostrar?
E quais histórias ficam guardadas nesse percurso?
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A place can be represented in many different ways.
As part of the Unit of Inquiry How We Organize Ourselves, the children have been exploring how ways of life reflect the ways cultures organize themselves.
While analysing one of the earliest European maps of the territory we now know as Brazil, they discovered that maps do more than show places. They also reveal choices, perspectives, and ways of seeing the world.
Inspired by the emotional maps of artist Grayson Perry, the children extended this reflection to their own experiences. Meaningful places, memories, journeys, and personal stories became part of a collective map where geography and meaning came together.
The inquiry then expanded into poetry through the work of Indigenous writer Márcia Kambeba, inviting children to discover that places can also be represented through words, memories, and lived experiences.
Because understanding culture also means asking:
Who represents a place?
What do they choose to show?
And which stories become part of that representation?