Sociodir Núcleo de Pesquisa e Extensão em Sociologia do Direito

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O SOCIODIR é um projeto de extensão e pesquisa vinculado ao Centro de Ciências Jurídicas, ao Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

08/08/2021

Seleção de Bolsistas de Iniciação Científica para o Projeto "DIREITOS HUMANOS DIANTE DO NEOLIBERALISMO no Brasil: como autoritarismo e neoconservadorismo convergem para limitar a eficácia dos direitos humanos", sob orientação da Profa. Dra. Luana Renostro Heinen.

São duas vagas: 1 (uma) vaga de bolsista para início em setembro de 2021 e 1 (uma) vaga de bolsista para iniciar em março de 2022.

Inscrições: 09 a 13/agosto/2021.

Informações e Projeto de Pesquisa disponíveis no EDITAL:https://sociodir.paginas.ufsc.br/files/2019/04/Edital_2021-2022_PIBIC_Luana_assinado.pdf

23/03/2021

O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Sociologia do Direito da UFSC (SOCIODIR), coordenado pela profa. Dra. Luana Renostro Heinen, tem o prazer de apresentar a sequência de eventos online de lançamento do livro “Estado e Direitos no contexto de neoliberalismo”. Serão 3 (três) dias de debates sobre os seguintes temas discutidos no livro:
1. “Estado e Direito no Neoliberalismo”, com participação do Prof. Dr. Alessandro Pinzani (dia 1º/04, às 16h);
2. “Neoconservadorismo e neoliberalismo”, com participação de Dominique Goulart (dia 06/04, às 19h);
3. “Direitos trabalhistas e neoliberalismo”, com participação do Prof. Dr. Moisés Alves Soares (dia 08/04, às 20:30h).

As inscrições para participação no evento estão disponíveis no link: http://inscricoes.ufsc.br/livro-estado-direitos-neoliberalismo. Os inscritos receberão o link da atividade por email e será concedido certificado de 2h por participação em cada mesa do evento. Além disso, o livro pode ser acessado gratuitamente aqui:
https://sociodir.paginas.ufsc.br/files/2021/03/EBOOK-PDF-final-ok-155x225mm-175-ESTADO-E-DIREITOS-NO-CONTEXTO-DE-NEOLIBERALISMO.pdf.

Em síntese, o livro intitulado “Estado e Direitos no contexto de neoliberalismo” consolida o resultado das pesquisas e diálogos desenvolvidos no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSC (PPGD/UFSC), na Graduação em Direito e, em especial, no Núcleo de Pesquisa e Extensão em Sociologia do Direito (SOCIODIR), vinculado ao Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPQ “Instituto de Memória e Direitos Humanos/UFSC”, e é composto pelos seguintes tópicos:

O neoliberalismo e a reengenharia do Estado – autora: Luana Renostro Heinen

Legalidade e Estado de Direito na era do neoliberalismo – autora: Ana Catarina de Alencar

O direito no contexto de neoliberalismo: a Análise Econômica do Direito como projeto neoliberal – autoras: Luana Renostro Heinen e Luísa Neis Ribeiro

Educação neoliberal: o FUTURE-SE e o projeto neoliberal de universidade – autoras: Luana Renostro Heinen, Luísa Neis Ribeiro e Giulia Pagliosa Waltrick Martins

Neoliberalismo e neoconservadorismo: uma análise sobre a ação governamental de prevenção à gravidez na adolescência – autoras: Bruna Carolina Bernhardt e Mariana Goulart

Luta de classes e Reforma Trabalhista: prospectos da ideologia neoliberal – autor: Marlon de Oliveira Xavier

O trabalho precário da economia de (des)compartilhamento: o exemplo dos entregadores e motoristas de plataformas digitais – autor: Rafael Celeste

Não perca a oportunidade de debater assuntos tão atuais e de conhecer um pouco mais sobre o fenômeno do neoliberalismo. Contamos com a sua presença e participação!

28/10/2020

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Photos from Sociodir Núcleo de Pesquisa e Extensão em Sociologia do Direito's post 03/06/2020

Hoje encerramos as reuniões remotas do Grupo de Estudos SOCIODIR-2020-1, “Estado de bem-estar e políticas públicas”.
Ao longo do semestre, nosso debate começou com a própria conceituação de Estado de bem-estar e sua relação com o desenvolvimento, a partir de Gosta Esping-Andersen e Sônia Draibe (que abordou em específico os problemas dos países da América Latina). Em seguida, estudamos a construção da cidadania, com a leitura do clássico de Thomas Marshall e José Murilo de Carvalho, para entender de que cidadania podemos falar no Brasil. Partimos então para o debate sobre qual é o papel das políticas públicas no Estado de bem-estar e como elas podem ser estudadas a partir do campo do Direito, com a proposta do Quadro de Referência de Políticas Públicas da Maria Paula Dallari Bucci. Então, buscamos entender qual é o ambiente institucional para a implementação de políticas públicas após a Constituição de 1988, desde as dificuldades e possibilidades de se implementar essas políticas no ambiente democrático, até os novos dilemas enfrentados após o Golpe de 2016. Por fim, debatemos dois estudos sobre políticas públicas específicas: o Programa Bolsa Família (analisado a partir do Quadro de Referência de Políticas Públicas da Maria Paula Dallari Bucci) e uma política penitenciária de Fortaleza-CE para mulheres encarceradas, gestantes e com filhos.
Foi uma temporada atípica, com diversos limites, dificuldades de conexão, quedas na internet, falhas de áudio e impossibilidade de participar de vários de nossos estudantes. Quem conseguiu participar contribuiu para fazer debates muito qualificados. Agradecemos a todes que participaram.

Opinião: Folha publica manifesto internacional em defesa do trabalho 19/05/2020

O SOCIODIR apoia esse manifesto pelos trabalhadores: Democratizar empresas; desmercantilizar relações de trabalho; e focar, juntos, em regenerar o planeta.

"Trabalhadores humanos são muito mais do que “recursos”. Este é um dos aprendizados centrais da crise atual. Cuidar dos doentes; entregar comida, medicação e outros serviços essenciais; limpar nosso lixo; repor as prateleiras e controlar os caixas dos nossos supermercados —as pessoas que mantiveram a continuidade da vida durante a pandemia de Covid-19 são a prova viva que o trabalho não pode ser reduzido a uma mera mercadoria.

Saúde humana e o cuidado dos mais vulneráveis não podem ser governados apenas por forças do mercado. Se deixarmos essas decisões somente para o mercado, nós corremos o risco de exacerbar desigualdades a ponto de perder a própria vida dos menos favorecidos.

Como evitar esta situação inaceitável? Envolvendo os empregados nas decisões relacionadas às suas vidas e ao seu futuro no local de trabalho —democratizando empresas. Desmercantilizando o trabalho —garantindo o emprego protegido para todos e todas.

No momento em que enfrentamos este monstruoso risco de um colapso pandêmico e ambiental, fazer tais mudanças estratégicas nos permite garantir a dignidade de todos e todas cidadãs, organizando a força e o esforço coletivo necessários para preservar a nossa vida juntos neste planeta.

Por que democratizar? Todas as manhãs, homens e mulheres levantam para servir aqueles entre nós que podem ficar em quarentena. Tais trabalhadores e trabalhadoras nos protegem vigilantes durante a noite. A dignidade de suas atividades não precisa de outra explicação além do termo eloquentemente simples “trabalhador essencial”.

Este termo também revela um fator chave que o capitalismo sempre buscou tornar invisível com outro termo, “recurso humano”. Seres humanos não são um recurso entre tantos outros. Sem trabalhadores e trabalhadoras, não existiria produção, serviços ou sequer empresas.

Todas as manhãs, homens e mulheres em quarentena acordam em suas casas para cumprir, de longe, as missões das empresas para as quais trabalham. Eles trabalham noite adentro. Para aqueles que acreditam que empregados não são confiáveis para exercer suas atividades sem supervisão, que exigem vigilância e disciplina externa, estes homens e mulheres estão provando o contrário.

Eles estão demonstrando, dia e noite, que trabalhadores não são um grupo de interesse qualquer: eles possuem as chaves do sucesso de seus empregadores. Eles são o núcleo constituinte da empresa, mas, no entanto, são os mais excluídos da participação das decisões de seus locais de trabalho —um direito monopolizado pelos investidores de capital.

Para a pergunta de como empresas e como a sociedade em geral pode reconhecer as contribuições de seus empregados em tempos de crise, democracia é a resposta. Certamente, devemos eliminar o enorme abismo de desigualdade de renda e elevar o piso da renda de trabalhadores —mas isso por si só não é suficiente.

Depois de duas guerras mundiais, a demonstração da inegável contribuição das mulheres para a sociedade lhes ajudou a conquistar o seu direito de votar. Da mesma forma, é hora de envolver os trabalhadores e trabalhadoras.

A representação dos empregados no local de trabalho existe na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial, por meio de instituições denominadas de Conselhos de Trabalho. Contudo, estes órgãos representativos possuem uma voz fraca, na melhor das hipóteses, na decisão das empresas, e estão subordinados às escolhas das equipes de gestão executiva nomeadas pelos acionistas. Eles foram incapazes de parar ou até retardar o momento implacável da acumulação de capital que serve a si próprio, cada vez mais poderoso na destruição do nosso meio ambiente.

Estes órgãos representativos devem ter agora direitos semelhantes a aqueles exercidos por conselhos executivos. Para fazer isso, poderia ser exigido, por conselhos que representam trabalhadores e acionistas, que gestores de empresas (ou seja, alta gerência) somente obtivessem a aprovação de decisões com dupla votação majoritária.

Na Alemanha, nos Países Baixos e Escandinávia, diferentes formas de co-gestão inseridas progressivamente após a Segunda Guerra Mundial foram um passo crucial para dar voz aos trabalhadores —mas tais mecanismos são ainda insuficientes para criar uma cidadania efetiva nas empresas. Mesmo nos Estados Unidos, onde a organização coletiva dos trabalhadores e os direitos sindicais foram consideravelmente suprimidos, existe, neste momento, uma crescente reivindicação para conceder aos trabalhadores o direito de eleger representantes com supermaioria dentro dos conselhos.

Questões como a escolha de um presidente, a definição das principais estratégias e a distribuição de lucros são importantes demais para serem deixadas apenas aos acionistas. Um investimento pessoal de trabalho; isto é, da mente e do corpo, da saúde —da própria vida— deve vir com o direito coletivo de validar ou vetar essas decisões.

Por que desmercantilizar? Esta crise também evidencia como as relações de trabalho não devem ser tratadas como mercadorias, e como mecanismos de mercado não podem ser os únicos responsáveis pelas decisões que impactam nossas comunidades de forma mais profunda.

Há tempos, a gestão de empregos e insumos na área da saúde têm sido conduzida sob a ótica do lucro; hoje, diante da pandemia, é revelada a extensão da cegueira a que fomos submetidos diante de tais princípios.

É extremamente importante que certas demandas estratégicas e coletivas sejam simplesmente removidas de tal perspectiva. A crescente contagem de corpos ao redor do mundo é um lembrete sinistro de que certas coisas nunca devem ser tratadas como mercadorias.

Aqueles que continuam discordando acabam por condenar todos com sua ideologia inconsequente. Rentabilidade é uma métrica inaceitável de sucesso quando consideramos nossa saúde e nossas vidas neste planeta.

A desmercantilização do trabalho propõe que determinados setores sejam protegidos das ditas “leis do livre mercado”, também garantindo que todas as pessoas tenham acesso a trabalho e às condições dignas atreladas a ele. Uma alternativa para tanto seria a criação de uma Garantia de Emprego.

O Artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos preconiza que todos os seres humanos têm o direito ao trabalho. A Garantia de Emprego não só ofereceria a cada cidadão a oportunidade de um trabalho digno, mas também seria um vetor de propagação de mudanças coletivas em questões sociais e ambientais tão urgentes.

Ao garantir empregos, governos teriam a oportunidade de, através de ações com comunidades locais, de promover a dignificação das relações de trabalho enquanto contribuem para o intenso esforço de combate ao colapso ambiental.

Por todo o globo, à medida que as taxas de desemprego crescem vertiginosamente, programas de proteção ao emprego oferecem a chance de garantir estabilidade social, econômica e ambiental às nossas sociedades democráticas. (VAR. EUROP). A União Europeia tem o dever de incluir tal projeto em seu Green Deal.

O Banco Central Europeu deve revisar sua missão para que possa financiar tal programa, o que se faz necessário para sua sobrevivência, uma vez que isso legitimaria sua função junto à vida de cada cidadão da União Europeia. Uma solução contra o ciclo explosivo de desemprego que se anuncia, esse programa poderia ser uma contribuição chave para a prosperidade da UE.

Remediação ambiental. Não podemos reagir agora com a mesma inocência de 2008, quando respondemos à crise econômica com um plano de resgate incondicional que inchou a dívida pública sem exigir nada em retorno. Se nossos governos intervirem para salvar negócios na crise atual, então negócios também devem agir estrategicamente, buscando atingir condições básicas de democracia.

Em nome das sociedades democráticas a que servem, e das quais são constituídos, em nome da responsabilidade de garantir nossa sobrevivência neste planeta, nossos governos devem garantir que os auxílios a empresas estejam atrelados a determinadas mudanças de conduta.

Além de se sujeitar a rigorosos critérios ambientais, empresas deverão cumprir condições específicas de governança interna democrática. Para que a transição de um modelo apoiado em degradação para outro baseado em recuperação e regeneração ambiental seja bem sucedida, esta deverá ser conduzida por empresas com uma governança fortemente democrática, nas quais as vozes dos que investem sua força de trabalho tenham o mesmo impacto em decisões estratégicas do que aqueles que investem o seu capital econômico.

Já esgotamos o nosso tempo para perceber o que acontece quando trabalho, o planeta e ganhos de capital tentam se equilibrar dentro do sistema vigente: trabalho e o meio ambiente sempre perdem. Graças à pesquisa realizada no Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge (Cullen, Allwood, and Borgstein, Envir. Sci. & Tech. 2011 45, 1711–1718), sabemos que “mudanças possíveis em processos produtivos” poderiam reduzir o consumo global de energia em 73%.

Porém, tais mudanças requerem intensificação da força de trabalho e decisões que podem ser mais onerosas a curto prazo. Enquanto empresas estiverem focadas em apenas maximizar lucros para seus investidores, num mundo onde energia é barata, o que justifica tais mudanças? E apesar dos desafios de tais transições, negócios com consciência social e gestão cooperativa —com metas híbridas que combinam ganhos financeiros, sociais e ambientais, e o desenvolvimento de governanças internas democráticas —se mostram como alternativas viáveis com o potencial de atingir tais impactos positivos.

Não podemos continuar nos enganando: se deixados a sua própria sorte, a maior parte dos investidores de capital continuarão não se importando com a dignidade daqueles e daquelas que investem sua força de trabalho; tampouco irão liderar a luta contra a catástrofe ambiental. Uma outra via é possível. Democratizar empresas; desmercantilizar relações de trabalho; e focar, juntos, em regenerar o planeta."

Opinião: Folha publica manifesto internacional em defesa do trabalho Após circular por universidades, recebendo assinaturas, texto é publicado simultaneamente por veículos de vários países

05/05/2020

[ PROGRAMAÇÃO DA SBPC DE SANTA CATARINA PARA A MARCHA VIRTUAL PELA CIÊNCIA ]

📣 Novas propostas e adesões para Marcha são ainda muito bem vindas. Participe! Marcha Virtual Pela Ciência - Santa Catarina

➡️ Envie sua proposta de atividade, saiba mais em:https://sbpcsc.paginas.ufsc.br/files/2020/04/CONVITE-DA-SECRETARIA-REGIONAL-DA-SBPC-DE-SANTA-CATARINA.pdf

28/04/2020

O evento “Estado Social, Políticas Públicas e COVID-19” promovido pela Revista de Estudos Institucionais aborda o tema que estamos debatendo nesse semestre no SOCIODIR.
Contará, inclusive, com a participação da Profa Maria Paula Dallari Bucci autora de alguns dos textos que vamos discutir no dia 06/05.

Divulgamos abaixo informações para participação.

A REI, que está completando 5 anos, promove o evento “Estado Social, Políticas Públicas e COVID-19”, organizado em parceria com o Grupo de Pesquisa sobre Instituições, Democracia e Políticas Públicas da FND/UFRJ e o Grupo de Pesquisa de Estado, Direito e Políticas Públicas da USP.

Estão confirmados os nomes de Maria Paula Dallari Bucci (FD/USP), Emiliano Brunet (FND/UFRJ), Celia Lessa (IE/UFRJ), Ester Rizzi (EACH/USP), Gustavo Gambini (EACH/USP), Murilo Gaspardo (UNESP) e André Singer (FFCLH/USP).

Para participar, acesse o link meet.google.com/nuk-qjrv-cph nos dias 29/04 e 06/05, a partir das 14h.

20/04/2020

Nessa quarta-feira, às 17h, teremos o segundo encontro do SOCIODIR em 2020-1.

As reuniões serão realizadas virtualmente, inscreva-se no link abaixo para receber a página do Zoom em que será realizada a atividade.

http://inscricoes.ufsc.br/sociodir-estadodebemestar

Caso o link acima não abra, tente o seguinte: http://inscricoes.ufsc.br/activities/4527

Se ainda não for possível fazer a inscrição clicando, digite (copie e cole) o link na barra de endereço.

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