Dr. Thiago Lopes - Autismo e Desenvolvimento Infantil

Dr. Thiago Lopes - Autismo e Desenvolvimento Infantil Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dr. Thiago Lopes - Autismo e Desenvolvimento Infantil, Serviços de cuidados infantis, RodoVia Doutor Antonio Luiz de Moura Gonzaga, 3339 bloco B sala 30, Florianópolis.

18/09/2026

Garantir acesso ao atendimento é essencial. Mas não é suficiente.

No autismo, muitas crianças apresentam comorbidades que exigem diferentes áreas de atuação: fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicomotricidade, psicopedagogia, entre outras.

O desafio começa quando o acesso não existe. Depois, quando existe, mas não acontece na intensidade necessária. Em seguida, quando falta uma equipe multidisciplinar capaz de atender às diferentes necessidades da criança.

E ainda existe uma quarta camada: a qualidade do que está sendo realizado.

Não basta ter atendimento. É preciso que ele seja adequado, baseado em evidências, realizado corretamente e com os recursos necessários.

A discussão sobre acesso precisa avançar para uma discussão sobre qualidade do cuidado.

17/09/2026

Antes de pensar em “comportamento difícil”, pense em SONO!

Muita gente se desespera achando que a criança está com um transtorno grave de comportamento…
Mas, na prática, o que vejo no consultório é outra coisa: criança exausta, irritada, sem dormir e recebendo intervenção como se estivesse 100% regulada.

Uma noite ruim muda tudo.
Agora imagine uma criança com 89 microdespertares numa única noite — e no dia seguinte sendo colocada em uma rotina pesada, cheia de estímulos, barulhos, atividades difíceis…

A criança não está “desobedecendo”.
Ela está tentando sobreviver ao cansaço.

Às vezes o problema não é comportamento. É sono. É constipação. É dor. É medicação inadequada.
E nenhuma intervenção funciona se o básico não estiver regulado.

Quer melhorar o comportamento? Comece pelo que sustenta o comportamento: sono, saúde e bem-estar.

Se fizer sentido, salve este post e compartilhe com quem precisa ouvir isso hoje. 💙

16/09/2026

“Não dá pra tratar um adolescente de 14 anos como se ele tivesse 4.”

Muita gente ainda tenta aplicar os mesmos procedimentos da infância em adolescentes e adultos autistas — e isso pode gerar exatamente o que queremos evitar: escaladas, crises intensas e picos de extinção perigosos.

Na infância, alguns manejos podem funcionar bem. Mas quando falamos de adolescência e vida adulta, os protocolos precisam evoluir.
É aí que entram abordagens como ISCA, SBT e estratégias focadas em prevenção, regulação e descalonamento, e não apenas em contenção de crise.

PCM pode ser útil? Sim.
Mas PCM é protocolo de emergência. E se a emergência acontece o tempo inteiro, precisamos olhar para o que está sendo feito antes da crise começar.

Intervenção de verdade não é “apagar incêndio” o tempo todo.
É construir estratégias para que o incêndio aconteça cada vez menos.

15/09/2026

“Ele não para quieto. Não presta atenção. Só faz bagunça.”

Quantas vezes comportamentos como esses são rapidamente interpretados como TDAH?

Durante uma avaliação neuropsicológica no Canadá, recebemos um aluno que só poderia continuar na escola se estivesse medicado. A hipótese parecia óbvia para a equipe escolar: desatenção, inquietação e dificuldades de comportamento.

Mas a avaliação mostrou outra realidade.

Ele não tinha TDAH. Ele tinha Altas Habilidades.

O problema era que ele aprendia muito rápido. Na primeira explicação, já compreendia o conteúdo. Enquanto os colegas ainda precisavam de novas explicações, ele ficava sem desafios, entediado e com tempo ocioso. E foi justamente nesse momento que surgiam os comportamentos considerados inadequados.

A solução não foi medicar.

Foi entender a função do comportamento.

Ao identificar que os episódios de indisciplina aconteciam nos momentos de ociosidade, passamos a oferecer novas tarefas e desafios sempre que ele concluía o conteúdo antes dos demais.

O resultado? Os comportamentos diminuíram significativamente.

Nem toda desatenção é TDAH.
Nem toda inquietação é hiperatividade.
Nem todo comportamento difícil tem a mesma origem.

Antes de rotular, é preciso investigar.

Uma avaliação cuidadosa pode mudar completamente o caminho de uma criança.

14/09/2026

Maternidade atípica também é falar sobre falta de rede de apoio.

Para muitas mães de crianças autistas, não existe divisão de tarefas. Não existe alguém para assumir por algumas horas. Em muitos casos, existe uma mãe solo, sem renda, sem suporte e responsável por uma criança que pode precisar de apoio durante todo o dia.

E quando falamos em nível 3 de suporte, estamos falando justamente de uma necessidade intensa e contínua de apoio em diferentes atividades e contextos.

Mas existe outro ponto que precisa ser discutido com mais honestidade: as telas.

É fácil dizer “não use telas”. Difícil é dizer isso para uma mãe que precisa de alguns minutos para fazer o almoço, tomar banho, organizar a casa ou simplesmente respirar.

É nesse contexto que a informação também pode ser uma forma de cuidado.

Na conversa com Carol Rivello, do canal Carol Rivello • Nossa vida com Alice, falamos sobre maternidade atípica, mães solo, rede de apoio e sobre como o conteúdo educativo pode ser pensado também como uma estratégia de redução de danos.

Porque, antes de julgar uma mãe, precisamos entender a realidade que ela está vivendo.

▶️ O vídeo completo está no canal Dr. Thiago Lopes, no YouTube.

Assista à conversa completa e compartilhe com quem precisa ouvir esse debate.

13/09/2026

Você tem uma criança com nível 3 de suporte e transtornos graves de comportamento na sua sala?

Então precisa ter mediador exclusivo. Ponto.

Não é “ideal”.
Não é “se der”.
Não é “quando o município puder”.

É NECESSÁRIO.

Não estou falando de “um para todos”.
Estou falando de suporte individual, proporcional à necessidade daquela criança.

Sem isso, você não está garantindo inclusão.
Você está expondo essa criança a risco.

Risco à integridade física.
Risco à dignidade.
Risco ao desenvolvimento.

E mais: você também está sendo colocado em risco.

Aceitar trabalhar nessas condições não é normal.
Não é ético.
E não deveria ser tolerado.

“Ah, mas não tem dinheiro…”

A questão raramente é falta de recurso.
É prioridade.

E enquanto não vira prioridade, quem paga essa conta é a criança… e o profissional na ponta.

Se você está vivendo essa realidade, procure caminhos:

✔ Ministério Público
✔ Defensoria Pública
✔ Denúncia anônima

Você não precisa enfrentar isso sozinho.

Inclusão de verdade exige estrutura.
E estrutura não é opcional.

12/09/2026

“Não existe intervenção padrão ouro em autismo sem treino parental.”

Essa é uma discussão que precisa ganhar espaço.

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que acontece na vida real, nas interações do dia a dia, nas refeições, nas brincadeiras, nos momentos de frustração, comunicação e regulação emocional. Por isso, não faz sentido pensar em intervenção apenas dentro da sessão terapêica.

Os estudos mais relevantes sobre eficácia no tratamento do autismo incluem o treino parental como componente central. Não é um detalhe. Não é algo “extra”. É parte essencial da intervenção baseada em evidências.

Quando a família aprende estratégias, amplia oportunidades naturais de desenvolvimento ao longo do dia inteiro. A comunicação deixa de acontecer apenas na clínica e passa a ser construída em todos os contextos da vida da criança.

Além disso, precisamos discutir algo maior: a importância de que clínicas, profissionais e também as fontes pagadoras reconheçam o treino parental como parte fundamental do tratamento.

O vídeo completo dessa conversa já está disponível no canal do YouTube: DrThiagoLopes.

11/09/2026

A socialização não acontece em uma mesa treinando “perguntas e respostas”.

Na vida real, crianças, adolescentes e adultos se conectam através de interesses em comum, experiências compartilhadas e grupos de pertencimento. É no futebol, no surf, no videogame, na música, nos esportes, nos hobbies e nas vivências do dia a dia que as relações sociais ganham sentido.

Mas ainda vemos intervenções que colocam crianças totalmente diferentes entre si, em uma mesa, tentando “treinar habilidade social” de forma artificial.

Habilidade social não é decorar roteiro.
É aprender a participar do mundo real.

Quando a interação faz sentido, a comunicação acontece com muito mais naturalidade, motivação e propósito.

10/09/2026

Lidar com a indisciplina em sala de aula é um dos maiores desafios enfrentados pelos professores atualmente.

E a boa notícia é que a ciência mostra que grande parte desses desafios pode ser reduzida com estratégias simples, preventivas e aplicáveis no dia a dia escolar.

Em média, cerca de 80% dos comportamentos desafiadores respondem a intervenções universais, aquelas que beneficiam todos os alunos da turma.

Isso inclui:
✔️ Regras e expectativas claras
✔️ Participação dos alunos na construção dos combinados
✔️ Ensino de habilidades sociais
✔️ Reconhecimento e valorização dos comportamentos adequados

Muitas vezes, os estudantes que estão engajados, colaborando e participando da aula silenciosamente acabam recebendo menos atenção simplesmente porque não demandam intervenção naquele momento. Por isso, uma estratégia tão importante é aumentar o reconhecimento desses comportamentos positivos, fortalecendo aquilo que queremos que aconteça mais vezes.

A gestão da indisciplina não se resume a corrigir comportamentos inadequados. Ela envolve criar um ambiente em que os alunos saibam o que se espera deles, sintam-se pertencentes e tenham oportunidades reais de sucesso.

Se você é professor, gestor escolar ou profissional da educação e quer aprender estratégias baseadas em evidências para prevenir e manejar comportamentos desafiadores na escola, o curso Gestão da Indisciplina Escolar Baseada em Evidências já está disponível.

Clique no link da bio para saber mais.

09/09/2026

Intervenção eficaz no autismo vai muito além de “ficar bem no checklist”.
Muitas crianças brilham na clínica, cumprem protocolos e mostram resultados nos relatórios … mas quando saem dali, não conseguem aplicar no mundo real.

Isso significa que a intervenção está falhando em um ponto crucial: a generalização.

O objetivo não é apenas que a criança execute tarefas em ambiente terapêutico, mas que use essas habilidades em casa, na escola, no parquinho, com a família e com os amigos.

Para isso, precisamos de duas coisas fundamentais:
Intensidade – 2 horas por semana não bastam.
Mesmo com rotina corrida, é possível somar horas:

1 hora em dias diferentes,

mais 1h30 no sábado e domingo…
Isso pode significar quase 15 horas semanais de intervenção intensiva, e já faz uma enorme diferença!

Envolvimento da família – Se a família não pode pagar por mais sessões, é essencial que alguém em casa seja treinado para aplicar estratégias no dia a dia. Cada refeição, banho, brincadeira e rotina pode ser uma oportunidade terapêutica.

O tratamento mais poderoso é aquele que amplia o impacto para além da clínica.
Não queremos crianças que apenas “decoram” respostas em ambiente controlado, mas sim que se desenvolvem com autonomia, aprendem a se comunicar, brincar, participar e pertencer.

Endereço

RodoVia Doutor Antonio Luiz De Moura Gonzaga, 3339 Bloco B Sala 30
Florianópolis, SC
88048-301

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Dr. Thiago Lopes - Autismo e Desenvolvimento Infantil publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Dr. Thiago Lopes - Autismo e Desenvolvimento Infantil:

Atalhos

Compartilhar