Poder Feminino

Poder Feminino

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Arte, mitologia, religiosidade, educação e desenvolvimento.

08/05/2024

Seja em qual posição for, o Manu-smriti (3.56-57), o livro das leis deixadas por Manu, o pai da humanidade, adverte: “Onde as mulheres são honradas, lá os deuses estão satisfeitos, mas onde as mulheres não são honradas, nenhum rito sagrado dá frutos. Onde as mulheres da família vivem tristes, a família logo perece completamente, mas a família onde elas são felizes, sempre prospera”.

08/05/2024

As mulheres na cultura védica II

É frequente as mulheres serem altamente louvadas pelas escrituras devido ao seu elevado caráter, inteligência e boas qualidades. De fato, há algumas histórias que descrevem mesmo esposas que enganam a morte ou a subjugam e, assim, salvam a vida de seus maridos. Sem falar nos acontecimentos desastrosos ocorridos devido a ofensas cometidas contra mulheres, como a guerra de Kurukshetra, a famosa batalha na qual Krishna falou a Bhagavad-gita e que foi deflagrada devido à ofensa dos Kauravas contra Draupadi, a esposa dos Pandavas,quando os primeiros tentaram despi-la em frente a uma assembleia.

Por outro lado, dentre as qualidades consideradas femininas, também se destacam o coração macio, fé e inocência, o que pode torná-las presas de pessoas com más intenções. E tanto por isso quanto por sua importância social e espiritual, às vezes as escrituras falam da necessidade das mulheres serem protegidas, assim como devem ser protegidos os brahmanas ou sacerdotes, as vacas, as crianças e os mais velhos. Os brahmanas são aqueles que fazem parte da classe mais alta da sociedade e a quem todos prestam suas reverências, as crianças são o futuro da nação, os mais velhos são o reservatório de conhecimento, e as vacas são os animais mais sagrados, sem os quais não há sacrifícios religiosos, uma vez que a manteiga é um ingrediente essencial para isso. Quando se colocam esses elementos da sociedade e as mulheres na lista dos que devem ser protegidos, isso de maneira alguma é um atestado de incapacidade da mulher, mas, sim, uma prova de sua posição importante e elevada. De qualquer modo, ela deve ser extremamente respeitada, seja como a base da família, a educadora dos filhos, a força e a conselheira do marido ou como aquela que é capaz de disseminar o conhecimento espiritual, que é uma governante sábia, ou que é parte essencial para a realização espiritual.

08/05/2024

As Mulheres na Cultura Védica

Seja como a base da família, a educadora dos filhos, a força e a conselheira do marido, pregadora do conhecimento espiritual, governante sábia ou parte essencial dos sacrifícios religiosos, a instrução védica é clara: as mulheres devem ser protegidas e tidas na mais alta estima por toda a sociedade.
Na Bhagava-gita, capítulo 10, verso 34, Krishna diz: “Entre as mulheres, sou a fama, a fortuna, a linguagem afável, a memória, a inteligência, a firmeza e a paciência.” Estas opulências são consideradas femininas e são personificadas nas esposas de Dharma. A deusa da fortuna, Lakshmi; a deusa da sabedoria, Sarasvati; a deusa que é a mãe dos Vedas, de onde vem todo o conhecimento, Gayatri – são todas mulheres divinas. Vemos também que os rios, considerados tão sagrados e auspiciosos para toda a humanidade, como Yamuna, Ganges, Sarasvati, entre tantos outros, são deidades femininas. Além disso, quando nos referimos às divindades, o nome feminino vem sempre primeiro e, portanto, dizemos: Radha-Krishna, Sita-Rama, Lakshmi-Narayana e assim por diante.
A mulher é a shakti, a potência, sem a qual nada pode ser realizado. Sem a presença dela, todos esses ritos essenciais aos membros da civilização védica simplesmente não podiam ser realizados.
O Yajur Veda (20.9) diz: “Homens e mulheres têm direitos iguais de serem apontados como governantes”. Deste modo, a mulher tinha importante papel em todos os aspectos da vida social. Como esposa, ela deveria instruir e ajudar o marido de diversos modos. O Atharva Veda (7.46.3) diz à esposa: “Ensina teu marido a conquistar riquezas.” A mulher, sendo representante de Lakshmi na vida familiar, era também responsável por administrar todos os bens da família e manter as tradições.
Assim, a mulher era considerada a base do lar. Ela era chamada patni, aquela que lidera o marido pela vida; dharma-patni, aquela que guia o marido no dharma, e sahadharmacharini, aquela que segue com o marido no caminho do dharma.

18/11/2023

A religião de Shakti

O Shaktismo é uma denominação do Hinduísmo que concentra a sua adoração em Parvati, a Divina Mãe hindu, assim como suas várias manifestações, como Durga e Kali, e outras Deusas como Lakshmi e Saraswati, consideradas formas diferentes da mesma Divindade. Juntamente com o Shivaismo e o Vaishnavismo, faz parte das primeiras escolas do Hinduísmo.

Os adeptos do Shaktismo entendem Devi, "a Deusa" como o próprio Brahman Supremo, "o único", e considerando todas as outras formas de divindade, femininas ou masculinas, como manifestações.

Em relação à sua filosofia e prática em particular, o Shaktismo lembra o Shivaísmo. No entanto, os praticantes Shakta do Shaktismo, concentram a grande parte da sua devoção à Shakti, que representa a energia ou poder; e Prakriti, que significa matéria, ambos aspectos femininos da Divindade na visão do Shaktismo. Shiva, o lado masculino da divindade, é considerado exclusivamente transcendente, representando o conceito de Purusha (que significa Espírito) e a sua adoração tem um papel de apoio.

As raízes do Shaktismo têm origem na Índia pré-histórica. Desde a primeira imagem conhecida da Deusa no paleolítico, há mais de 22.000 anos, até ao aperfeiçoamento do seu culto na Civilização do Vale do Indo, passando por um obscurecimento parcial durante o período védico, e posterior rejuvenescimento e expansão na tradição sânscrita clássica, tem sido sugerido que, de muitas formas, "a história da tradição hindu pode ser vista como um reaparecimento do feminino.

Através da sua história, o Shaktismo inspirou vários trabalhos da literatura sânscrita e da filosofia hindu e continua a influenciar profundamente o hinduísmo atual. O Shaktismo não só é praticado em todo o subcontinente indiano mas, também em outras regiões, de formas diversas, tanto tântricas como neotântricas, no entanto, as duas maiores escolas são a Srikula, com forte implantação no Sul da Índia e a Kalikula, na região Norte e Leste do país.

Shakti significa poder ou energia e, na tradição do Shaktismo, poder ou energia é considerado de natureza feminina. Assim, de acordo com a tradição do Shaktismo, a deusa é suprema, pois, a realidade metafísica é feminina. Muitas deusas diferentes são adoradas pelos seguidores desta tradição, e todas as deusas diferentes são consideradas aspectos diferentes da mesma deusa suprema. Além disso, existem diferentes sub-tradições da tradição do Shaktismo e são baseadas na devoção à deusa em particular. Particularmente importantes são duas escolas de práticas," Srikula" que é proeminente no sul da Índia, e a outra é "Kalikula" encontrado no norte e no leste da Índia.

A tradição de Shaktismo de Srikula vê as deusas como benignas e belas. Por outro lado, a tradição Kalikula do Shaktismo concentra-se no aspecto colérico e feroz de uma deusa. Na verdade, na tradição Kalikula, a deusa ou devi é considerada a fonte de sabedoria e liberação. As principais divindades da tradição Kalikula são Kali, Durga, e Chandi, e outras divindades são Tara, Manasa (a deusa cobra), Bhuvaneshwari, Bhairabhi para citar apenas alguns exemplos.

No entanto, algumas divindades são adoradas em todo o subcontinente indiano, embora possam ser tratadas por nomes diferentes em diferentes estados ou comunidades. Uma dessas divindades é a Deusa Lakshmi, que simboliza fortuna, riqueza, abundância e prosperidade. Ela é a esposa do Senhor Vishnu, o Ser Supremo na tradição Vaishnavism do Hinduísmo. A Deusa Lakshmi é entendida como a shakti ou energia e, portanto, a força divina do Senhor Vishnu. A Deusa Lakshmi, também, simboliza qualidades divinas e benignas e é adorada durante o festival das luzes na Índia.

A Deusa Kali é reverenciada como a destruidora do mal, e também adorada como a Mãe Divina e a realidade final de Brahman. Ela é considerada a Protetora Divina, que fornece a liberação do ciclo de nascimento e morte. Embora sua aparência seja colérica, Kali é frequentemente considerada a mais gentil e amorosa de todas as deusas hindus e é considerada por seus devotos como a Mãe de todo o Universo.

Os importantes locais de peregrinação de "Shaktismo" são chamados de "Shakti Peetha".

A tradição Sri Vidya Ta**ra se dedica à adoração da Devi, sob a forma da Deusa LalitaTripurasundari, considerada a grande Deusa, Mahadevi. Se tornou muito forte no sul da Índia, pelo menos desde o sétimo século, e hoje, é a forma predominante do Shaktismo praticado nos estados do Sul da Índia.

A família da Deusa Sri, Lakshmi, da escola Srikula, ao contrário da tradição Kalikula, outra escola do Shaktismo, incorpora a tradição bramânica, linha mestra da tradição hindu que estabelece regras extremamente puritanas e o tradicional sistema de castas, é mais forte no Sul da Índia.

O sistema Srividya é a escola mais conhecida da tradição Srikula, um dos movimentos teologicamente mais influentes e sofisticados do Tantrismo Shakta.

Seu principal emblema é o Sri Chakra, a mais famosa imagem de todas as tradições tântricas hindus.

Sua literatura e prática é, talvez, a mais sistemática do que qualquer outra seita Shakta.

Srividya percebe a Deusa na forma benevolente (saumya) e bela (saundarya), em contraste à percepção da Deusa Kali e Durga como na escola Kalikula.

No entanto, cada aspecto da Deusa é identificado como Lalita.

O Sri Chakra é cultuado como a forma sutil de Lalita, quer como um diagrama bidimensional, por vezes construído, temporariamente, como parte do culto ritual; ou como uma gravura permanente em metal, ou em forma piramidal em três dimensões conhecido como Sri Meru.

Não é raro encontrar um Sri Chakra ou um Sri Meru em templos do sul da Índia, porque - como os atuais praticantes afirmam - não existe qualquer dúvida se esta é a mais elevada forma da Devi, e que 6 algumas das práticas podem ser feitas abertamente.

As tradições (paramparas) do Srividya podem ser ainda subdivididas em duas correntes, a Kaula, vamamarga, prática heterodoxa e a Samaya, dakshinamarga, prática ortodoxa. A escola Kaula ou Kaulachara apareceu como um sistema ritual coerente, no século oitavo, na Índia central, e seu maior proponente é o filósofo Bhaskararaya do século 18, que é considerado, o maior expoente da filosofia Shakta.

O sistema Samaya ou Samayacharya com raízes nas obras de Lakshmidhara, um comentador do século 16, que foi um feroz defensor do puritanismo na reforma das práticas Tântricas de maneira a harmonizá-la com as normas da alta casta dos brâmanes.

Muitos praticantes do Samaya, na realidade, não se consideram Shaktas ou tântricos, contudo, tecnicamente, em seu culto ambas ainda persistem, apesar da rejeição dos Samayins.

Fora dos círculos brâmanicos, as linhagens do Kaula permanecem vivas e fortes, entretanto seus praticantes geralmente preferem o culto privado, como diz um ditado hindu, "Quando em público, é um Vaishnava. Quando entre amigos, é uma Shaiva. Mas, em privado, sempre é um Shakta."

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Sandra Anaki

01/11/2023

Eis um texto que encontrei hoje, tão caprichado, que resolvi compartilhar contigo aqui.

O que é sensibilizar-se?

Saudações ao leitor! Venho compartilhar alguns insights que me serviram de inspiração sobre o termo “sensibilidade”.

Tenho observado continuamente, nos últimos anos, a grande disponibilidade de informação e recursos de comunicação. Tanto, que por vezes se revelam sob algumas confusões e excessos que se sobressaem a eficácia da simplicidade.

Milhares de frases massivas e grandes clichês, ensinamentos de todas as categorias e fragmentos descontextualizados que formaram uma cadeia imensa de pensamentos, crenças, associações e registros na memória, sobre um organismo sensível que flui do voluntário ao involuntário. Como compreender o que nos é seguro ou essencial enquanto conhecimento?

A meditação e a dedicação sobre o que nos rende bons frutos e descobertas são ferramentas que ajudam a nos ressensibilizar para conteúdos que contribuem com eficiência a nossa compreensão do mundo e de si mesmos enquanto seres sencientes.
Viabilizar ou facilitar esta assimilação é uma função que harmoniza e organiza nossos papéis sociais.

Ao cuidar dos nossos sentidos com carinho e percebendo sua própria captação de informação ou ainda, como ocorre a sua capacidade de identificação com o ambiente, podemos compreender, instante a instante, tal presente.
O valor do toque, do olhar, do pensar, do intuir, do saborear, cheirar e ouvir. E em meio a esta quantidade/qualidade de informação disponível, gostaria de frisar que o ouvir se revela como um dos que mais "sofre" com a involuntariedade, devido a uma inerente capacidade de acolhimento sonoro involuntário.
Através de uma atenção mais focada sobre este e também sobre os outros sentidos seguidamente, é possível perceber quando acontecem os automatismos e indiferenças sobre os mesmos sentidos em outros corpos.
Ao reconhecimento disso, poderá haver uma nova ordem de respeitabilidade sobre tal relação, ou seja, ao expressar o som de forma respeitosa e não violenta, sempre que possível, evitando a evasividade sobre as percepções que ocorrem, simultaneamente, a cada um de nós ao nos encontrarmos num mesmo ambiente, servimos a beleza de estarmos juntos nesse espaço de vida.

A própria palavra, quando dita de maneira gentil ou precisa, é uma ferramenta que tranquiliza e harmoniza a mente.
É possível limitar esses excessos e incômodos aos nossos sentidos com suavidade, principalmente para suportar melhor uma influência mais perturbadora.

As informações fidedignas têm a capacidade de nos fazer refletir e ativar por diversos processos inteligentes, o discernimento sobre quais ordens são realmente benéficas, baseando-se nos princípios que nos unem fraternalmente enquanto seres sencientes.

A educação empata, sensorial e linguística tem o poder de corrigir nossas ações adharmicas, independentemente de qualquer crença espiritual.
Ela surge como ressonância de alguns métodos eficientes de autoconhecimento.
A ressensibilização e harmonização em nossa ordem de realidade é possível através do contato com o senso da maternidade em si mesmo (autoacolhimento/recepção), o aspecto feminino presente em cada ser, no qual se desenvolve o auto respeito e a liberdade como disciplina básica para viver em paz.

Agradeço a todos os meus queridos mestres, amigos educadores e amantes do conhecimento, da virtude, da cura e da verdade.

Om hrim Mahashakti, um salve a Ela que tem viabilizado a educação do Ser com todo seu amor e graça.

Daiane Ilha Ribeiro
(Sahhi Devi)
08/08/2020

25/11/2021

Quem é Dakini? Como você pratica dakini?
Uma Dakini é um tipo de ser sagrado feminino com uma certa quantidade e tipo de desenvolvimento espiritual, sabedoria e clareza, geralmente relacionados ao Ta**ra. Pode ser um espírito ou um yogini humano. O equivalente masculino é Daka.

Em um sentido filosófico, qualquer pessoa que consiga superar o engano ilusório e ilimitado de Maya e da ignorância é uma Dakini ou Daka. Por isso, o principal símbolo da Dakini é o kartari, a faca de açougueiro com gancho. Diz-se que o gancho serve para tirar seres do oceano de sofrimento (não muito confortável no início), e a lâmina, Sabedoria, é para cortar a dualidade e a auto-ilusão para a Grande Bem-aventurança.

Os espíritos Dakini são considerados intensamente enérgicos e vivos, totalmente não domesticados e desinibidos, podem voar em alta velocidade usando ventos sutis, tornam-se insubstanciais ou corpóreos, manifestam-se em várias formas ou disfarces e tendem a ser reservados, elusivos e eroticamente se***is (nota que isso não significa que eles são sempre fisicamente belos em um sentido clássico; alguns são de aparência monstruosa, ou qualquer número de aparências variadas, embora muitas vezes estejam nus, exceto por joias esculpidas em ossos recolhidas em cemitérios). Amam se mover, voar, brincar, chutar, dançar em êxtase, expressar-se por meio do movimento e da atividade corporal. Todo o espaço é aberto e gratuito para eles.

As Dakinis estão associadas à energia em todas as suas funções e transformações. Eles tendem a ser de temperamento geralmente feroz, volátil ou colérico. Algumas Dakinis e Dakas seguem a Deusa Kali e comem carne humana. Alguns moram na escuridão, ou em locais de cremação ou cemitérios. Alguns são perigosos para os humanos, e Kavachas (armaduras espirituais) às vezes são tradicionalmente invocados contra eles como um tipo de demônio. Outros Dakinis são protetores, ou Gurus, mestres ocultistas de Ta**ra e Yoga. Alguns são divindades de pleno direito, objetos de meditação que habitam dentro da Mandala sagrada como Budas totalmente iluminados; outros são mensageiros mais sutis ou “inspiradores” da prática e experiência espiritual. Existem muitos Dakinis diferentes com os seus próprios nomes e características. Uma Dakini habita no locus espinhal de cada ser humano,

Dakinis e Dakas são (ou eram) conhecidas em toda a Índia, Nepal, Tibete, Mongólia, China e Japão. No Japão, alguns espíritos kitsune se tornaram Dakini.

27/10/2021

Desde os Vedas, o nascimento e a infância de alguma forma exemplificam o enigma filosófico que é a existência. Gerar uma criança é poder. A criança é um elo de conexão essencial entre as gerações humanas, que pode garantir a continuidade desejada. Diversas crenças e práticas testemunham a importância da criança. Enquanto bebês e crianças - filhos e filhas - são adorados como próximos aos deuses. Na Índia, o filho do s**o masculino tem importância em todas as fases da infância, especialmente quando inicia o período do seu aprendizado e formação, e após a cerimônia do fio sagrado (yagnopavita). Uma criança do s**o masculino é necessária para completar os ritos que fecham o círculo para um ancestral morto, permitindo ao falecido deixar o corpo de acordo com as escrituras. Ambos os s**os representam, de maneiras diferentes, o nome, o status e a estabilidade da família e do grupo de parentesco maior ou comunidade. Quando as divindades são adoradas quando crianças, normalmente são as deidades masculinas. A criança do s**o feminino é amada e valorizada de uma maneira diferente, por exemplo, em Kumari Puja, a menina que representa a Shakti é adorada como se fosse a própria deusa, e assim, os adoradores assumem o papel de crianças, de filhos, e a menina adorada, o papel de mãe, da Mãe do Universo.

16/08/2021

Nityas

A lua tem 16 fases (kala). 15 fases são visíveis enquanto o décimo sexto kala está além de nossa visibilidade. Os 16 kala são governados por divindades femininas conhecidas como Nitya. Nitya são os 15 aspectos de Lalita Tripurasundari (Shri Yantra ) associados aos 15 dias lunares ( tithi) da lua crescente . Os 15 Nitya são: Kameshvari , Bhagamalini , Nityaklinna , Bherunda , Vahnivasini , Mahavajreshwari , Shivadooti , Tvarita , Kulasundari , Nitya, Nilapataka , Vijaya, Sarvamangala , Jvalamalini e Chitra. Lalita Tripurasundari rege o kala invisível e é a manifestação de Para Shakti.

Origem: www.aghori.it

15/08/2021

Narmada Ashtakam
composta por Shri Adi Shankarachariapara Ganga


Saudações a Devi Narmada. Seu rio-corpo iluminado com sagradas gotas de água, flui com brincadeira travessa, curvando-se com as ondas.

Sua Água Sagrada tem o poder divino de transformar aqueles que são propensos ao ódio, o ódio nascido dos pecados.

Você acabou com o medo do mensageiro da Morte ao dar Sua armadura protetora.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 1 ||

Você confere Seu Toque Divino aos Peixes Humildes fundidos em Suas Águas Sagradas.

Você tira o peso dos pecados nesta era de Kali; e você é o principal entre todos os Tirthas (peregrinação).

Você confere felicidade a muitos peixes, tartarugas, crocodilos, gansos e pássaros que habitam em Sua Água.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 2 ||

O corpo do seu rio é profundo e transbordando, cujas águas removem os pecados da Terra,

e flui com grande força, fazendo um alto som reverberante, dividindo montanhas de angústias, as angústias que trazem nossa queda.

No calor deste mundo, Você fornece o lugar de descanso e garante grande destemor; Você que deu o lugar de refúgio em Suas margens ao filho de Rishi Mrikandu (Rishi Markandeya era filho de Rishi Mrikandu).

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 3 ||

Ó Devi, depois de ter visto Suas Águas Divinas, meu apego à vida mundana realmente desapareceu.

Suas águas são reverenciadas pelo filho de Rishi Mrikandu (O filho de Rishi Mrikandu era Rishi Markandeya), Rishi Shaunaka, e os inimigos dos Asuras (Devas).

Suas águas são um escudo protetor contra as tristezas do oceano da existência mundana, causadas por nascimentos repetidos neste oceano de Samsara.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 4 ||

Você é adorado por inúmeros seres celestiais invisíveis como Kinnaras (Músicos Celestiais), Amaras (Devas) e também Asuras e outros.

Teu corpo de rio com Águas auspiciosas, assim como Tuas margens calmas e compostas, estão repletas dos doces sons de inúmeros pássaros arrulhando.

Você confere felicidade a grandes sábios como Vashistha, Sista, Pippala, Kardama e outros.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 5 ||

Por Rishis como Sanatkumar, Nachiketa, Kashyapa e outros que são como abelhas buscando o mel da comunhão divina,

Seus pés de lótus estão presos no coração; e também por sábios como Narada e outros.

Você confere Felicidade a Ravi (Sol), Indu (Lua), Ranti Deva e Devaraja (Indra) tornando seus trabalhos bem-sucedidos.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 6 ||

Você limpa inúmeros pecados invisíveis e visíveis com Seu corpo de rio, cujas margens são lindamente decoradas com incontáveis ​​Sarasas (grous ou cisnes).

Nesse Lugar Santo, Você dá tanto Bhukti (prosperidade mundana) quanto Mukti (liberação) a todos os seres vivos.

A presença de Brahma, Vishnu e Shankara em Sua Sagrada Morada fornece um escudo protetor de bênçãos para os devotos.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 7 ||

Oh, Néctar da Imortalidade, fluindo para baixo como Seu corpo de rio, originando-se dos cabelos emaranhados de Shankara, e enchendo Suas margens de rio,

lá, todos, quer sejam Kirata (Tribo da Montanha), Suta (Condutor), Vaddava (Brahmin), Pandit (Eruditos e Sábios) ou Shattha (Enganador), são purificados na dança de Suas Águas.

Ao remover vigorosamente Papa (pecados) e Tapa (calor das misérias da vida) de todos os seres vivos, Você confere aquela Felicidade nascida da Purificação.

Oh Devi Narmada, eu me curvo aos Seus pés de lótus, por favor, dê-me abrigo. || 8 ||

Aqueles que recitam constantemente durante três vezes ao dia este Narmadashtakam, eles nunca passam pelo infortúnio,

será fácil obter o grande privilégio de ir para a morada de Mahesha, o que é muito difícil para um ser encarnado atingir,

E essas pessoas não verão mais o mundo terrível novamente (nascendo). || 9 ||

http://www.aghori.it/great_mother.htm

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