Folha de Paracambi

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22/02/2026

21 de fevereiro: mais que um temporal, um grito por mudança em Nova Iguaçu

Nova Iguaçu – 21 de fevereiro

O dia 21 f**ará marcado na memória de muitos moradores de Nova Iguaçu. O que começou como mais um alerta de chuva forte terminou com bairros alagados, famílias ilhadas e um sentimento coletivo de esgotamento.

Em Miguel Couto, a água tomou ruas e invadiu casas. Vídeos mostram moradores tentando salvar móveis e eletrodomésticos enquanto o nível da água subia rapidamente. A cena se repetiu em outras regiões do município.

Em meio ao desespero, um morador fez um apelo que repercutiu:

“É hora de união. Esqueçam as diferenças políticas. Se unam para melhorar a qualidade de vida da população.”

O pedido ecoa entre famílias que afirmam não suportar mais perder tudo a cada temporal. Muitos relatam medo constante — de dormir e acordar com a água dentro de casa, de investir na própria moradia e ver anos de esforço serem levados em poucas horas.

Para parte da população, o episódio desta sexta-feira não foi apenas mais um fenômeno climático.

Foi um aviso.

Nas redes sociais, moradores afirmam que 2026 poderá ser um ano de mudanças políticas no município e na representação estadual e federal ligada à cidade.

“Estamos cansados de conversa fiada”, escreveu um morador.

Alguns citam investimentos recentes, como o Rio Imagem e o Instituto Oncológico — estruturas estaduais voltadas para atender a Baixada Fluminense — além da construção de um novo batalhão. Reconhecem a importância dessas obras.

“Parabéns pelos investimentos. Mas o povo está sofrendo com as enchentes”, dizem.

A crítica recorrente não é contra áreas como saúde ou segurança, mas contra a sensação de que o problema das enchentes permanece sem solução estrutural. Dragagem de rios, manutenção da drenagem e obras de prevenção continuam sendo demandas frequentes.

Enquanto milhões são investidos em diferentes frentes, milhares de moradores relatam que, quando chove forte, f**am à deriva dentro das próprias casas — ou saem às pressas, retornando apenas para contabilizar perdas.

“Parece que Nova Iguaçu tem doentes, porque só lembram da saúde, mas esquecem que a cidade está afogando”, disparou outro morador, em desabafo.

A revolta também envolve a representação política:

“Os investimentos são estaduais, para toda a Baixada. Mas e o problema das enchentes daqui? Quem resolve?”

O sentimento predominante é de abandono e insegurança.

Ao final de mais um dia de transtornos, resta a incerteza e a fé:

“Vamos orar para que as próximas chuvas sejam mais fracas.”

Mas a pergunta que f**a nas ruas é outra:

Até quando a solução será torcer para que chova menos — e não agir para que a cidade suporte mais?

15/01/2026

Hoje é dia de celebrar Nova Iguaçu, cidade onde nasci, me criei e me formei como médico e como homem cristão. Tenho muito orgulho da minha história, das minhas raízes e de tudo que essa cidade representa. Parabéns, Nova Iguaçu! Orgulho da Baixada Fluminense e de todo o estado do Rio de Janeiro. 🤍🙏

13/01/2026

Política não é profissão! Quando você vai pra política você vai para doar, pra servir, pra entender e principalmente, para ouvir mais que fala.
Nova Iguaçu precisa de um debate amplo, só depende de nós!
Nova Iguaçu pode mais, Nova Iguaçu pode tudo!

Photos from Folha de Paracambi's post 08/01/2026

ROMPIMENTO NO GUANDU: RIO E BAIXADA FICAM SEM ÁGUA, E A POPULAÇÃO VIVE ENTRE O MEDO E O DESCASO

Na Baixada Fluminense, ninguém mais se surpreende quando o Sistema Guandu para. A surpresa seria funcionar sem sustos. Mais um rompimento de tubulação interrompe a operação do sistema e já provoca falta d’água e queda de pressão na Baixada Fluminense e em bairros da cidade do Rio de Janeiro. O aviso é oficial: vai faltar água — economizem.

Mas o drama por aqui vai muito além das torneiras secas. É o medo cotidiano. Medo de faltar água hoje, amanhã e por dias. Medo de ouvir um barulho estranho de madrugada. Medo real de acordar com a casa alagada, porque quando a adutora estoura, a água não avisa — invade.

Quem mora perto das grandes adutoras vive em estado permanente de alerta. Não é exagero. Já houve alagamentos que entraram em casas, destruíram móveis, geladeiras, camas, documentos e deixaram famílias no prejuízo e em pânico. Não foi chuva. Foi tubulação rompida.

Resumo que se repete (e cansa)

Nos últimos anos, episódios semelhantes se acumulam:
2022, 2023, 2024 e 2025 tiveram registros de rompimentos, vazamentos de grande porte, ruas transformadas em rios, casas invadidas e bairros inteiros sem água. Em todos, o roteiro foi o mesmo: água desperdiçada aos milhões, prejuízo f**ando com o morador, promessas de reparo e a recomendação padrão para a população “economizar”.

O resultado desse histórico é um pânico silencioso. Há moradores que querem se mudar, vender a casa, sair do bairro. Mas quem compra imóvel onde o risco mora junto? O valor cai, a tranquilidade some e o medo vira rotina. A conta da água, essa nunca falha.

A CEDAE carrega um currículo conhecido: adutoras antigas, manutenção paliativa, rompimentos recorrentes, desperdício de água tratada e nenhuma solução definitiva. Quando tudo dá errado, a orientação se repete — como se o problema fosse o consumo do povo e não a fragilidade crônica da gestão.

Agora, com o Guandu parado, o impacto atinge toda a Baixada Fluminense e parte do Rio de Janeiro. A normalização será lenta e gradativa, e as áreas mais altas sentirão primeiro. Enquanto isso, a população se vira como pode — com medo, com baldes, com insegurança.

Na coluna social da Baixada, o recado é direto e amargo:
vai faltar água no Rio e na Baixada. Economizem.
Porque aqui, a água não corre — ela assusta, destrói e deixa trauma.
Por: Arinos Monge.

03/01/2026
09/11/2025

🩺 Dr. Henrique Paes explica ponto a ponto por que a saúde pública enfrenta tantos desafios

Durante a entrevista, o médico Dr. Henrique Paes respondeu de forma clara e objetiva à pergunta sobre por que a saúde pública, especialmente a municipal, enfrenta tantas dificuldades para funcionar adequadamente.

Ele destacou ponto a ponto os principais fatores:

1️⃣ Falta de prioridade na gestão da saúde pública – Muitas vezes, o setor não é tratado como essencial dentro das políticas municipais, o que compromete investimentos, estrutura e atendimento.

2️⃣ Gestão ineficiente – Falta continuidade nas ações e comprometimento com resultados a longo prazo.

3️⃣ Interferência política – Decisões técnicas acabam sendo prejudicadas por interesses eleitorais.

4️⃣ Sazonalidade da saúde – No frio, aumentam as doenças respiratórias; no verão, diarreias e infecções intestinais são mais comuns. Até a pressão arterial é afetada pelas variações de temperatura.

5️⃣ Integração público-privada – Quando o setor privado atua junto ao público, os resultados costumam ser mais positivos.

6️⃣ Valorização dos profissionais de saúde – Dr. Henrique encerrou lembrando que sem reconhecer e apoiar médicos, enfermeiros e toda a equipe técnica, nenhum sistema público se sustenta. O cuidado com quem cuida é o primeiro passo para cuidar bem da população.

Dr. Henrique Paes concluiu reforçando que gestão, valorização humana e compromisso com o cidadão são pilares indispensáveis para que a saúde pública funcione de forma eficiente e justa. de forma eficiente e justa.

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