11/09/2026
Há 25 anos, em 11 de setembro de 2001, o atentado terrorista ao World Trade Center redefiniu a segurança global, a geopolítica e o cotidiano da sociedade.
Em meio ao caos daquela manhã em Nova York, quando quase 3 mil pessoas perderam a vida em um ataque orquestrado pela Al-Qaeda, imagens registradas no local fixaram a tragédia na memória coletiva. Entre elas, uma fotografia em particular tornou-se uma das representações mais marcantes do evento: a do “Homem em Queda” (The Falling Man).
Capturada pelo fotógrafo Richard Drew, da Associated Press, a imagem retrata um homem despencando verticalmente de uma das torres do complexo. Por anos, a identidade do indivíduo permaneceu envolta em mistério, fazendo com que ele passasse a simbolizar todas as vítimas cujos momentos finais no World Trade Center jamais puderam ser conhecidos ou compreendidos.
Anos após a tragédia, o jornalista Tom Junod, em uma reportagem para a revista Esquire, conduziu uma investigação para tentar identificar o homem retratado. Em conversa com o fotógrafo Richard Drew, revelou-se que a câmera havia capturado uma sequência de imagens em rápida sucessão. Um dos fotogramas da sequência continha um detalhe crucial: o vento havia aberto a camisa da vítima, revelando uma camiseta laranja por baixo.
Os dados levantados por Junod apontaram para Jonathan Briley, de 43 anos, um engenheiro de som que trabalhava no restaurante Windows on the World, localizado nos 106º e 107º andares da Torre Norte. A altura, a compleição física e o hábito de vestir roupas semelhantes — incluindo a camiseta laranja — coincidiam com as características observadas na sequência de fotos.
Após a publicação das apurações, o nome de Jonathan passou a ser associado à figura que se tornou um marco do jornalismo e da história contemporânea. A fotografia passou inclusive a integrar a coleção particular do músico Sir Elton John, que a definiu como “uma das fotografias mais perfeitas já tiradas”.
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📸 Getty Images / Richard Drew