17/05/2019
Bioeconomia: visões internacionais no Brasil
A Bioeconomia nos oferece a oportunidade de focar efetivamente na implementação da agenda para atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) e da ação positiva. O movimento então, implica em um ciclo de sucesso coletivo, aspirações elevadas e abundância. O tema vem ocupando crescente espaço tanto entre empresários como na academia, nos institutos de ciência e tecnologia, em algumas instâncias de governo e na sociedade civil organizada.
»A Bioeconomia nos chama a Inovar em todos os sentidos, não apenas em novos produtos, serviços o processos, pois também precisa acelerar fortemente a identificação e realização de novos modelos de negócio e ecossistemas o que torna obsoletos os paradigmas até então dominantes.
»E quando um paradigma muda, todas as vantagens até então conquistadas voltam a zero obrigando aos atores a se reinventar para ocupar os novos espaços, em um processo adaptativo sob o novo paradigma nascente. Com a revolução das tecnologias de base biológica a Bioeconomia implica a entrada em uma era de mudança profunda de paradigma, com velocidade até então sequer imaginada pelos atores tradicionais o que impõe oportunidades e responsabilidades.
»Se bem aproveitadas essas oportunidades, o Brasil poderá ocupar um espaço privilegiado no cenário econômico mundial, com base em suas vantagens competitivas. Considerando sua enorme biodiversidade com a maior disponibilidade de sol, água e novas terras agriculturáveis do mundo, os avanços já realizados em pesquisas em agricultura tropical, sua expressiva relevância na matriz bioenergética e o alto grau de capacidade instalada no sistema nacional de Ciência e Tecnologia, é imperioso que o Brasil ocupe seu lugar no contexto das nações.
»Diante da aceleração das mudanças climáticas, todos aos atores públicos e empresariais ganham importantes responsabilidades, para construírem soluções sustentáveis, que atendam aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos das nações firmados na COP 21 em Paris no ano passado.
»Sensível a este momento, o CONIC - Conselho Superior de Inovação e Competitividade da FIESP iniciou em 2013 um amplo processo de escuta e diálogo sobre estes temas, valendo-se de ampla diversidade de representantes das empresas, academia, governo e sociedade civil, que compõem seu quadro de conselheiros e convidados. Desse trabalho surgiu a parceria com a FAPESP para realizar uma importante reunião de líderes sensíveis aos desafios e oportunidades da nova economia de base biológica. O documento "Bioeconomy Call for Action 2016 Pre Summit Report" descreve as discussões ocorridas nos trés encontros preparatórios do Summit 2017, denominados Pre-Summits.»
(Da Apresentaçãohttp://ibqp.org.br/wp-content/uploads/2017/01/Relatorio_Simposio-Intl-BioEco_FIESP_Dezembro_2016.pdf
«Através do relato das experiências e debates deste Simpósio Internacional, a Bioeconomia se confirma como um ambiente de inovação sistêmico de alta complexidade. Neste contexto se faz mandatório uma abordagem horizontal, multidisciplinar e multissetorial que utiliza abordagens combinadas e inovações sociais para enfrentar os grandes desafios que se apresentam. A inovação sistêmica se verifica quando o sistema socioeconômico tem uma exigência de mudança estrutural significativa, fenômeno claro em todas as dimensões apresentadas pela Bioeconomia no mundo e no Brasil. Ancorado nessa realidade, o movimento Bioeconomia Brasil faz questão de se manter participativo, inclusivo e colaborativo, tendo neste Simpósio Internacional e no próximo Summit Call for Action Bioeconomia 2017 os fundamentos para a desafiadora jornada que temos à frente.»