Anam Ċara Vidyālaya

Anam Ċara Vidyālaya Āyurveda e Tradição Védica
Escola, clínica, produção de conteúdo e viagens de autoconhecimento, espec Encontre-nos em todas as redes.

Quando paro pra reunir fotografias das turmas, sempre demoro mais do que pretendia. Vou escolher algumas para publicar e...
18/09/2026

Quando paro pra reunir fotografias das turmas, sempre demoro mais do que pretendia. Vou escolher algumas para publicar e acabo lembrando de uma conversa, tentando situar uma cena. Certas fotos me devolvem até o motivo da risada. Outras me deixam apenas com a vontade de encontrar aquelas pessoas novamente.

É curioso ver o trabalho assim, espalhado em fotografias. No cotidiano, estamos ocupados com o que precisa ser feito. Há uma aula para preparar, uma dúvida que merece atenção. Durante as práticas, acompanho o que cada pessoa está fazendo e penso no que ainda precisamos estudar. Depois, nas imagens, vejo também quanto da nossa convivência aconteceu enquanto cuidávamos de tudo isso.

Nas viagens, essa convivência ganha outras proporções. Passamos mais tempo juntos, conhecemos um pouco da pessoa que costuma aparecer mais como aluna ou professora. E descobrimos que alguém pode fazer uma pergunta dificílima durante a aula e, pouco depois, nos fazer rir até perder o fio da conversa.

Gosto muito dessa possibilidade de estar inteira no meu trabalho. De me dedicar a um assunto que exige tanto estudo e poder me divertir com as pessoas que vieram estudá-lo comigo. O compromisso está presente quando nos demoramos numa explicação, quando repetimos uma prática até compreender melhor o que estamos fazendo. Há espaço para a alegria dentro desse tempo.

Olho essas fotos com carinho também por isso. Sei quanto trabalho existe ali. Lembro do cansaço ao final de alguns dias e da disposição que reaparecia quando alguém sugeria fazermos alguma coisa juntos.

Na hora da despedida, quase sempre sobra uma conversa por terminar. Algumas, sempre f**arão para a próxima turma encontrar.

Para quem trabalha com cozinha, estudar Āyurveda pode ampliar a compreensão sobre o alimento e sobre a própria elaboraçã...
10/09/2026

Para quem trabalha com cozinha, estudar Āyurveda pode ampliar a compreensão sobre o alimento e sobre a própria elaboração de uma refeição.

Ao longo desse estudo, o profissional passa a considerar o efeito das preparações. Passa também a observar as circunstâncias em que serão servidas e a condição de quem as recebe.

É esse deslocamento de olhar que aproxima o trabalho da cozinha de uma compreensão mais ampla da alimentação.



A formação culinária constrói um conhecimento preciso sobre os alimentos e sobre o modo de trabalhar com eles.

O estudo do Āyurveda acrescenta outra camada a esse repertório: a atenção ao efeito que a preparação produz em quem a recebe.

Para quem cozinha, essa pergunta modif**a a maneira de pensar o prato.



No Āyurveda, o efeito de um alimento depende da relação entre suas qualidades e a condição de quem o recebe.

A forma de preparo pode modif**ar esse efeito. A estação também interfere na maneira como uma refeição é percebida pelo organismo. Em outro momento, a mesma preparação pode pedir um olhar diferente.

Para quem cozinha, isso amplia o cuidado na escolha e na elaboração dos alimentos.



Conhecer os ingredientes é uma parte do trabalho. O estudo do Āyurveda acrescenta uma compreensão sobre a maneira como uma preparação atua em determinada pessoa.

Essa leitura exige conhecer os princípios que organizam o sistema ayurvédico e acompanhar como eles se aplicam às situações concretas da alimentação.

Com esse repertório, o profissional passa a elaborar suas escolhas com mais fundamento e consegue compreender melhor por que uma mesma preparação pode responder de formas diferentes conforme o contexto.



Quando o estudo chega à fisiologia ayurvédica, a alimentação passa a ser compreendida dentro de um processo mais amplo.

Agni ajuda a entender a capacidade de digerir e transformar o que foi ingerido. O estudo dos Dhātus mostra como essa

A discussão sobre proteína costuma se concentrar na quantidade prescrita. Esse dado é importante, mas não esgota a avali...
08/09/2026

A discussão sobre proteína costuma se concentrar na quantidade prescrita. Esse dado é importante, mas não esgota a avaliação alimentar.

No Āyurveda, a análise inclui a capacidade digestiva da pessoa. A pergunta deixa de ser apenas quanto foi oferecido e passa a considerar se aquela dieta é compatível com a forma como o organismo está processando o alimento.



A quantidade de proteína ingerida informa a oferta nutricional.
Ela não informa, sozinha, como essa oferta será digerida.

É justamente essa diferença que interessa ao Āyurveda. A prescrição pode estar adequada no cálculo e ainda precisar ser revista diante da resposta digestiva observada.



No Āyurveda, a adequação de um alimento não é fixa.

Ela depende da relação entre aquele alimento e a pessoa que o recebe. Por isso, uma recomendação que funciona bem em um caso pode não ser adequada em outro, mesmo quando a composição nutricional é semelhante.



Agni é um conceito central da fisiologia ayurvédica.

Ele se refere à capacidade de transformação do alimento dentro da lógica do sistema. Avaliar Agni ajuda a compreender se determinada dieta é compatível com a condição digestiva apresentada naquele momento.



Uma dieta pode estar correta em termos de macronutrientes e ainda ser mal tolerada.

Sinais recorrentes de digestão inadequada entram na avaliação porque ajudam a compreender a resposta da pessoa à dieta. O cálculo nutricional descreve a composição prescrita; a observação clínica mostra como essa prescrição está sendo recebida.



A individualização pertence à própria lógica do Āyurveda.

A indicação alimentar é feita em relação à pessoa, não apenas ao alimento. Isso signif**a que a mesma prescrição pode ter valor diferente quando aplicada a contextos diferentes.



Metas proteicas calculadas por peso corporal podem ser úteis dentro de uma

Talvez fosse mais fácil divulgar uma formação em Āyurveda se tirássemos algumas exigências do caminho. O problema aparec...
05/09/2026

Talvez fosse mais fácil divulgar uma formação em Āyurveda se tirássemos algumas exigências do caminho. O problema apareceria depois, quando o aluno precisasse usar o que aprendeu.

Na Escola Anam Ċara Vidyālaya, as escolhas pedagógicas consideram a responsabilidade de quem vai atender outras pessoas, ou mesmo cuidar da família. Isso explica algumas características do nosso curso e este pedido de desculpas pouco convincente.

alaya

Gostar de Āyurveda pode acontecer no primeiro contato. Aprender a trabalhar com ele costuma exigir uma convivência mais longa.

Na formação de terapeutas, um conceito precisa ser compreendido e retomado quando o estudo avança. A prática clínica exige que o aluno saiba relacionar o que aprendeu e justif**ar suas escolhas.

Poderíamos negociar a duração com o calendário, mas com o conteúdo, a conversa é mais difícil, e então, o calendário se justif**a.



O procedimento chama a atenção na fotografia desse slide. A parte do estudo que permite compreender sua indicação é menos fotogênica, mas ocupa bastante espaço na formação.

Aprender terapias ayurvédicas envolve compreender os fundamentos de cada escolha e desenvolver a habilidade de executar o que foi estudado. Por isso, nossas aulas práticas estão ligadas ao conteúdo teórico.

O tal chapéu (Śirovasti), rende uma boa imagem instagramável. Entender o que se está fazendo com ele exige algumas aulas bem@fundamentadas.



Uma dúvida nem sempre aparece no minuto previsto da aula. Às vezes, ela surge semanas depois, quando um novo assunto obriga o aluno a reconsiderar o que julgava ter entendido.

É por isso que o acompanhamento docente faz parte da nossa formação em Āyurveda. O professor pode retomar uma explicação e ajudar a localizar a dificuldade.

A gravação, em nossa formação, é um recurso de estudo e jamais substitui s presença do professor.

Uma gravação não entende em que pé está seu entendimento.

Duas pessoas da mesma família adoecem de formas diferentes ao longo da vida, mesmo dividindo o mesmo teto e a mesma mesa...
31/08/2026

Duas pessoas da mesma família adoecem de formas diferentes ao longo da vida, mesmo dividindo o mesmo teto e a mesma mesa.

Entre os fatores que compõem essa diferença está o que Āyurveda chama de bala, a capacidade do corpo de resistir à doença e se recuperar dela, formada por três forças distintas que operam ao mesmo tempo, cada uma com uma origem própria.



O Āyurveda descreve a força corporal como algo triplo desde a origem: sahaja, a que nasce com a pessoa, kālaja, a que muda com o tempo, yuktikṛta, a que se constrói pela conduta.

O termo bala aparece nos textos clássicos também como sinônimo de ojas e de vyādhikṣamatva, a capacidade de resistir à doença, e ultrapassa a ideia de força muscular.



A base da força do corpo se forma antes do nascimento e permanece como um fundo estável ao longo da vida. Depois disso, hábitos ruins desgastam essa base e cuidado constante preserva.



A força do corpo responde ao calendário das estações do ano.

Ela atinge o ponto mais alto entre Hemanta e Śiśira, no fim e no início do inverno, entra em um patamar moderado durante Vasanta e Śarada, primavera e outono, e cai no período de Grīṣma e Varṣā, verão e as chuvas.

É essa oscilação que a Ritucaryā, o ajuste de conduta segundo as estações, acompanha.



A mesma força também responde à fase da vida.

Cresce durante a infância, chega ao auge na juventude e na vida adulta, e perde força aos poucos na velhice.

É a segunda metade da definição clássica de kālaja bala, ao lado da variação sazonal.



Entre os três tipos, esse é o único que responde diretamente à conduta diária. Cresce pela rotina que se repete todos os dias, e pode ganhar reforço adicional através de rasāyana, as práticas de rejuvenescimento que a tradição descreve com detalhe.

É a força que a pessoa tem em mãos, independente do que recebeu ao nascer ou do momento do ano.



Sa

Feno-grego no arroz, melado dissolvido em água morna, óleo de gergelim na pele antes do banho: esses hábitos vêm de algu...
30/08/2026

Feno-grego no arroz, melado dissolvido em água morna, óleo de gergelim na pele antes do banho: esses hábitos vêm de algum lugar.

Este carrossel reúne seis alimentos e plantas que aparecem nos textos clássicos usados no ensino de Āyurveda para a saúde da mulher.

Feno-grego, Śatāvarī, linhaça, gergelim, leite e melado, apresentados com o que a tradição registra e com o que a pesquisa atual já confirma, ou ainda não confirma. É esse o padrão de trabalho por trás de cada card que segue.



O feno-grego carrega mais história do que o hábito de misturar a semente ao arroz depois do parto. Nas formulações tradicionais que usam a planta, ela aparece tanto para aumentar a produção de leite quanto como vitalizante, o que a tradição chama de vṛṣya.

No Bhāvaprakāśa Nighaṇṭu (livro antigo do Āyurveda), a Methika é descrita como dīpanī, o que estimula a digestão, e vāta-śamanī, o que acalma vāta, um dos princípios que regem o corpo no Āyurveda.

A pesquisa atual olha outros ângulos desse quadro. Além de ajudar a controlar o açúcar no sangue, extratos da semente aumentaram o desejo sexual e elevaram os níveis de estrogênio e testosterona em mulheres, resultado de ensaios clínicos controlados por placebo.

ervasmedicinais

Os textos clássicos de Āyurveda descrevem a Atasi como uṣṇa vīrya, potência quente, o que pede moderação para quem tem tendência a pitta, o princípio ligado ao calor no corpo.

Há séculos, a semente é usada de duas formas específ**as para mulheres: para aumentar a produção de leite depois do parto e para ajudar a regular o ciclo menstrual.

Hoje a ciência confirma outro lado da planta: a linhaça é rica em fibras e em ômega-3, e ajuda a reduzir o colesterol. Uma colher de chá do pó torrado ao dia é a forma mais simples de incluir a semente na rotina.



Śatāvarī tem potência fria. Os textos clássicos descrevem seu efeito sobre o que chamam de śukra dhātu, o tecido ligado à reprodução, uma função registrada tanto para mulheres quanto para homens, apesar do uso mais como “erva feminina” que a planta carre

A maior parte das pessoas só percebe que tem um fígado quando ele dá sinais de desequilíbrio. O corpo funciona com pouco...
28/08/2026

A maior parte das pessoas só percebe que tem um fígado quando ele dá sinais de desequilíbrio. O corpo funciona com poucos e in específicos avisos até que alguma função se corrompa ou pare completamente, e é nesse funcionamento silencioso que o Āyurveda concentra a atenção.

O Caraka Saṃhitā descreve o corpo como formado por srotāṃsi, os canais e sistemas que conduzem os dhātus, os tecidos, e os doṣas entre os órgãos (Vimāna Sthāna 5.3: srotomaya evāyaṃ puruṣaḥ, este ser é feito de canais).

Cada órgão cumpre uma tarefa que se conecta às demais por meio desses sistemas, então um desequilíbrio raramente f**a isolado: quando um srotas se compromete, o problema se propaga pelos dhātus até aparecer como sintoma em algum ponto visível, às vezes distante da causa original. Este carrossel percorre nove sistemas do corpo. Para cada um, um hábito simples e uma erva da farmacopeia clássica associada a ele, guiados pela lógica de doṣa, dhātu e srotas que orienta o Āyurveda desde sempre.

O tecido ósseo é o mais lento dos sete dhātus, os tecidos do corpo na fisiologia āyurvédica, tanto para se formar quanto para se desgastar. É por isso que ele responde mais à consistência do que à intensidade.

A tradição relaciona o osso à ação de Vāta, a energia biológica ligada ao movimento, e hábitos que mantêm Vāta estável, como rotina regular e exposição solar na medida certa, cuidam desse tecido ao longo dos anos.

Entre as ervas clássicas associadas ao asthi dhātu, o tecido ósseo, está o Guggulu (resina de Commiphora wightii), citado no Caraka Saṃhitā, no capítulo sobre obesidade, como um dos fitoterápicos usados para desequilíbrios de Medas Dhātu, o tecido adiposo, e usado tradicionalmente em formulações posteriores para articulações e ossos.

Vale como coadjuvante dentro de uma rotina que já inclui luz solar e nutrição adequada, nunca como substituto de avaliação clínica.

O sono é o momento em que o cérebro processa o que o dia acumulou e restaura o majjā dhātu, o tecido nervoso na classif**ação dos sete dhātus.

Na leitura āyurvédica, Vāta desregulado é a causa mais comum de sono raso ou insônia, porque essa energia biológica governa o sistema nervoso e se agrava com telas

A maior parte da serotonina do corpo, entre 90 e 95%, é produzida no intestino, pelas células enterocromafins. Esse info...
24/08/2026

A maior parte da serotonina do corpo, entre 90 e 95%, é produzida no intestino, pelas células enterocromafins. Esse informação é verdadeira. A conclusão que costuma se apoiar nela, a de que o intestino comanda diretamente o humor, vai um pouco além disso. A serotonina intestinal não atravessa a barreira que separa sangue e cérebro; sua função ali é digestiva, regula trânsito intestinal e coagulação.

O Āyurveda descreve essa mesma região a partir de outro princípio. Vāta doṣa, responsável pelo movimento e pela sinalização no corpo, tem no intestino grosso, o Pakvāśaya, sua sede principal.

Onde a biomedicina descreve neurotransmissor e receptor, o Āyurveda descreve função e sede. São dois vocabulários tratando do mesmo tipo de processo, sinalização e comando no corpo, cada um com seu próprio nível de precisão.

Quando Vāta perde equilíbrio na própria sede, a desorganização se propaga pela sinalização que ele suporta no corpo inteiro. Um dos sinais clássicos desse desequilíbrio é a instabilidade mental.

Essa leitura, que localiza no corpo a origem funcional dessas respostas, integra o eixo clínico ensinado na formação em Āyurveda clássico da Escola Anam Ċara Vidyālaya.

Diz-se com frequência que açúcar causa diabetes, como se a frase sozinha explicasse o problema todo. O Āyurveda descreve...
23/08/2026

Diz-se com frequência que açúcar causa diabetes, como se a frase sozinha explicasse o problema todo. O Āyurveda descreve esse quadro a partir de outro ponto de partida: a capacidade do corpo de processar o que recebe. Essa capacidade tem nome, Agni, o fogo digestivo responsável por transformar alimento em nutrição utilizável.

Quando o Agni enfraquece, o açúcar deixa de ser metabolizado com eficiência e se acumula como desequilíbrio, abrindo caminho para quadros como o diabetes. O enfraquecimento desse fogo digestivo resulta de hábitos que, isolados, parecem inofensivos.

O sono durante o dia, o Divāsvapna, interrompe o ritmo digestivo e aumenta Kapha e o Medas dhātu, o tecido adiposo, tornando o metabolismo ainda mais lento. A supressão das urgências naturais do corpo, o Vegadhāraṇa, atua por outro caminho: reter o que deveria ser eliminado desorganiza o movimento de Vāta e compromete funções que suportam a própria digestão. Ficar acordado até tarde, o Rātrijāgaraṇa, eleva o cortisol, que por sua vez eleva a glicemia. Cada um desses hábitos, isolado, já pressiona o metabolismo, e a combinação deles é o que a rotina contemporânea tornou comum.

Essa leitura, que conecta hábito e desfecho metabólico pela mediação do Agni, é o eixo que ancora a abordagem clínica ensinada na formação em Āyurveda clássico da Escola Anam Ċara Vidyālaya.
nutricaoayurvedica

Hoje iniciamos mais uma história. Uma nova turma é sempre um universo que se abre. Desejamos a todas as meninas (sim, so...
22/08/2026

Hoje iniciamos mais uma história.
Uma nova turma é sempre um universo que se abre.
Desejamos a todas as meninas (sim, somente elas) uma bela caminhada. Cheia de descobertas, muitos uau!!! como tivemos algumas meninas relatando na aula hoje em uma aula de Āyurveda itihāsa, a história de como o Āyurveda chegou até nós, e como ela foi contada.

O Āyurveda causa isso. É uau! atrás de uau!.

Que seja próspera nossa caminhada.
Jai dhanvantari!

Endereço

Curitiba

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 20:00
Terça-feira 09:00 - 20:00
Quarta-feira 09:00 - 20:00
Quinta-feira 09:00 - 20:00
Sexta-feira 09:00 - 20:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Anam Ċara Vidyālaya posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Anam Ċara Vidyālaya:

Atalhos

Compartilhar